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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Ribeira do Silveira ilha Terceira Açores

 



Ribeira do Silveira é um curso de água português que se localizou na freguesia açoriana da Agualva, concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira, arquipélago dos Açores.


Este curso de água encontra-se geograficamente localizado na parte Noroeste da ilha Terceira e tem a sua origem a cerca de 700 metros de altitude, nos contrafortes do complexo vulcânico do Pico Alto, a segunda formação geológica da ilha Terceira que se eleva a 809 metros de altitude acima do nível do mar e faz parte de bacia hidrográfica gerada pela própria montanha.


Este curso de água desagua no Oceano atlântico, costa norte da ilha Terceira.


Foi por ordem de Álvaro Martins Homem, primeiro Capitão do donatário da Praia que se ergueu 8 moinhos ao longo deste curso de água.


Estes moinhos, cerca de 1450, serviam grande parte da Praia. Os seus rendimentos permitiam juntamente com os 48 moinhos da Ribeira da Agualva para pagar foro e tributos a El-Rei pelo seu uso e estava restrito o seu uso apenas a determinadas entidades.


Só por uma lei de 2 de Agosto de 1766, é que se pôs fim a esta situação e o seu uso foi liberalizado. Actualmente, e tal como acontece com os moinhos da Ribeira da Agualva poucos ou nenhuns vestígios destes moinhos existentes ao longo da ribeira.


No entanto, na Rua dos Moinhos, encontra-se edificada uma dessas edificações centenárias, construção essa que pertence a Manuel Toledo. Actualmente apresenta-se como uma construção doméstica com dupla funcionalidade composta por moinho e moradia.



terça-feira, 21 de maio de 2024

Rosais desde 1568 ilha de São Jorge Açores

 

Existindo como freguesia já em 1568 foi, por longos tempos, considerado o Celeiro da Ilha em virtude da grande fertilidade de seus terrenos hoje, na sua maioria, transformados em pastagens. Este agregado populacional foi berço de diversas personalidades que se salientaram culturalmente, como é o caso recente do "Silveirinha", mantém uma filarmónica, um grupo folclórico e no passado teve diversos agrupamentos que se evidenciaram na produção de Comédias.


A ilha, nesta zona é essencialmente planaltica apresentando espectaculares escarpas, de que a Ponta dos Rosais complementada pelas ruínas do Farol dos Rosais são o exemplo.


No Parque Florestal das Sete Fontes realiza-se uma interessante festa em honra dos emigrantes.



sexta-feira, 17 de maio de 2024

Heitor Homem da Costa

 


Heitor Homem da Costa foi fidalgo da Casa Real, cavaleiro ordem de Cristo e senhor de uma tença anual de 20$000 reis, por mercê do rei D. Filipe II de Espanha, datada de 1589.


Foi herdeiro da casa e morgado de seus pais e avós, e da de seu tio João Homem da Costa. Casou no reino com Dona Luísa de Noronha, que chegou aos Açores no Século XVI, e era filha de Pedro Ponce de Leão, fidalgo da Casa Real e veador-mor da rainha D. Catarina, e de sua mulher D. Helena de Noronha, da nobilíssima geração dos Noronhas de que é chefe D. Afonso Henriques de Noronha, conde de Gijon e Noronha (filho bastardo do rei D. Henrique II de Castela) casado em 1375 com Isabel de Portugal, filha bastarda do rei português D. Fernando I de Portugal, o “Formoso”.


Filhos de Heitor Homem da Costa e D. Luiza de Noronha:


Luís Homem da Costa Noronha, casou com D. Isabel da Silva Sampaio,

Helena Homem da Costa Noronha, casada com Diogo Monteiro de Carvalho, corregedor nas ilhas dos Açores.



segunda-feira, 13 de maio de 2024

Fonte do Sabão ilha Terceira

 


A Fonte do Sabão é uma fonte ferrolítica açoriana, localizada na freguesia da Agualva, concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira, arquipélago dos Açores.


Esta fonte foi referenciada em 1643 por Francisco Ferreira Drumond, nos seguintes moldes: “Suas águas são tais que fazem a roupa tão alva como se lavassem com sabão, (…) e tornam amarelos os dentes dos seus habitantes, sinal por onde são conhecidos em toda a parte».



As águas desta fonte tidas como medicinais  foram analisadas por várias entidades, como foi o caso do frei Diogo das Chagas (Santa Cruz das Flores, c. 1584 — Angra, c. 1661), que no seu Espelho Cristalino se lhe refere nos seguintes moldes: «É esta freguesia muito fresca pelos muitos pomares e águas que tem, onde está uma fonte que se diz ser de Heitor Homem da Costa por estar na sua quinta, que se diz se converte o pau em pedra, na qual eu fiz a experiência, indo-a ver por ter esta notícia dela, e meti um bordão que levava ficando em suas águas, e deixei estar o tempo que ali estive, que seria espaço de uma hora, e tirando-o achei que todo o pau que estava debaixo de água, saiu coberto de uma ferrugenzinha que parecia pedra; e não duvido que se estivesse muito tempo, que se juntasse e acomo¬dasse tanta que cobrisse o pau, que nada dele aparecesse e ficasse como decoração a ferrugem feita de pedra e daqui viesse o dito, que a água desta fonte converte o pau em pedra !!»


No século XVI foram examinadas por D. Gaspar de Faria (Barcelos, c. 1520 — Angra, 19 de Março de 1576), 6.º bispo de Angra, tendo governado a diocese entre 1571 e 1576 e por D. Pedro de Castilho (Coimbra - Lisboa, 31 de Março de 1613) que foi o 7.º bispo da Diocese de Angra que governou de 1578 a 1583- ambos fazem referências às suas águas nos escritos que deixaram.



sexta-feira, 10 de maio de 2024

Ermida de Santo António ilha do Faial Açores

 


A Ermida de Santo António localiza-se na freguesia da Matriz, cidade e concelho de Horta, na ilha do Faial, nos Açores.

Foi edificada a oeste da praça de armas do Forte de Santa Cruz, no século XVII.


Apresenta planta rectangular com o tardoz encostado ao lado sul da muralha. Tem frontaria retangular, rematada por uma cornija, a eixo da qual se encontra a porta de entrada, com cornija, encimada por um óculo circular. A construção é em alvenaria de pedra rebocada e caiada, à excepção do soco, dos cunhais, das cornijas e das molduras dos vãos que são em cantaria à vista. Tem cobertura de duas águas em telha de meia-cana tradicional.


Em seu interior destacam-se uma valiosa colecção de azulejos policromáticos em tons de azul e branco e a cantaria de basalto.



quinta-feira, 9 de maio de 2024

João Vaz Corte Real foi um dos primeiros europeus que chegou à costa Americana

 


João Vaz Corte-Real (c. 1420 em Faro † 1496 em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores) era um navegador português do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova. Foi enviado em 1473 do rei Afonso de Portugal a Dinamarca, para participar numa expedição, encabeçada do navegador alemão Didrik Pining, para estabelecer e renovar antigas ligações da Dinamarca com Gronelândia. Corte-Real organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.


Se for verdade, Corte-Real teria desembarcado cerca de dezanove anos antes de Colombo nas costas da América do Norte.



Em 1474 foi nomeado capitão-donatário de Angra e a partir de 1483, também da Ilha de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.


À volta de 1418 o Infante D. Henrique deu vida e alento ao grande desejo dos Portugueses de procurarem fama e fortuna, descobrindo terras novas num mundo que era então vastamente desconhecido.



As outras nações, que mais tarde competiram com os portugueses na colonização, encontravam-se por essa altura ocupadas com graves problemas internos. Tomando vantagem dessa distracção, e em grande segredo, um enorme esforço foi desenvolvido que resultou na descoberta da maioria das terras do mundo pelos navegadores portugueses.


Por causa desse grande segredo necessário nessa altura, hoje a História tem lacunas, que muitos pesquisadores procuram diligentemente preencher. Umas destas é: Quem foi o primeiro Navegador a descobrir o Canadá? E a América?


Hoje aceita-se que João Vaz Corte-Real possa ser considerado como um dos primeiros europeus que chegou à costa Americana, pelo menos, mais de dezanove anos antes de Cristóvão Colombo.