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domingo, 21 de junho de 2026

Pico Matias Simão ilha Terceira Açores / Pico Matias Simão, Terceira Island, Azores

 


O Pico Matias localiza-se na costa nor-noroeste da ilha Terceira, na freguesia dos Altares, no extremo nordeste do concelho de Angra do Heroísmo. O topónimo será uma corruptela do nome de Martim Simão, genro de um dos primeiros povoadores e senhor de terras naquele lugar nos inícios do século XVI. Ainda no campo da toponímia, embora sem qualquer base documental, os cronistas António Cordeiro e Jerónimo Emiliano de Andrade afirmam que o Pico Matias Simão, como que um altar que vem render-se ao mar, terá estado na origem do nome da própria freguesia.

A posição dominante que o Pico assume na costa norte terceirense levou a que fosse o local escolhido para edificação de um padrão inserido nas manifestações arquitetónicas do movimento nacionalista de suporte ao regime do Estado Novo, que na década de 1940 promoveu as celebrações do Duplo Centenário e incentivou a construção de cruzeiros e de padrões em lugares de grande visibilidade. Estes cruzeiros, promovidos pela ação do cónego Moreira das Neves e historicamente coincidentes com o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial, tiveram o propósito de comemorar a data da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640), mas, também (e esse seria o objetivo primordial), de celebrar o Estado Novo, então em fase de consolidação.


Por iniciativa de Manuel Cardoso do Couto, clérigo altarense e ferveroso apoiante do Estado Novo, o Pico Matias Simão foi escolhido para uma dessas construções, pelo que a 8 de Dezembro de 1940 foi ali inaugurado,  com grande pompa, em cerimónia presidida pelo governador civil interino, Francisco Lourenço Valadão, um padrão evocativo da Restauração da Independência, conhecido pelo Cruzeiro dos Altares.  O padrão é na realidade um cruzeiro, construído segundo projeto do escultor e pintor Maduro Dias. A estrutura foi sofrendo ao longo dos anos obras de manutenção, nomeadamente depois do sismo de 1980 que o afetou de forma significativa. Nas décadas de 1950 e 1960, aproveitando os seus 153 m de altura, foi instalada no canto sudoeste do cruzeiro uma vigia ligada à atividade de caça à baleia centrada no Porto dos Biscoitos, entretanto removida.




quinta-feira, 18 de junho de 2026

As festas Sanjoaninas começaram logo após o povoamento / The Sanjoaninas festivities began shortly after the settlement was established

 

As festas Sanjoaninas são consideradas as maiores festas profanas do arquipélago. Iniciadas logo após o povoamento na cidade Património Mundial de Angra do Heroísmo  Ilha Terceira Açores

A Terceira é uma das nove ilhas dos Açores, integrante do chamado "Grupo Central". Primitivamente denominada como Ilha de Nosso Senhor Jesus Cristo das Terceiras, foi em tempos o centro administrativo das Ilhas Terceiras, como era designado o arquipélago dos Açores. A designação Terceiras aplicava-se a todo o arquipélago do Açores visto terem sido as terceiras ilhas descobertas no Atlântico (o arquipélago das Canárias era designado de Ilhas Primeiras e o arquipélago da Madeira por Ilhas Segundas, segundo a ordem cronológica de Descoberta). Com o avançar dos anos esta ilha passou a ser conhecida apenas por Ilha Terceira.


A riqueza da sua história e património edificado levou a que a Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo fosse classificada como Património Mundial pela UNESCO a 7 de Dezembro de 1983.  A cidade é sede do Regimento de Guarnição n.º 1, uma das mais antigas unidades militares portuguesas.


As Sanjoaninas, festas dedicadas a S. João, ocupam as ruas de Angra do Heroísmo durante dez dias do mês de Junho. Cortejos, concertos musicais, touradas (de praça ou à corda), tasquinhas de petiscos, espectáculos de teatro e fogo-de-artifício e provas desportivas, têm o seu ponto alto no desfile das marchas populares.





Povoamento dos Açores / Settlement of the Azores





 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Da ilha de São Miguel Açores para o Brasil / From the island of São Miguel in the Azores to Brazil

 











Património Açoriano / Azorean Heritage




 

Manuel Nicolau Bettencourt Pitta

 

Manuel Nicolau Bettencourt Pitta  nasceu em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores  a  5 de Junho de 1826  e faleceu em Lisboa a 23 de Novembro de 1905.  Bacharel em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Coimbra em 1853.

 Filho de Nicolau Caetano de Bettencourt Pitta, falecido em 6 de Dezembro de 1788, e de Maria do Monte de Oliveira. Depois de frequentado os estudos secundários em Angra do Heroísmo, formou-se bacharel em Medicina pela Universidade de Coimbra, concluindo o curso em 1853. Terminado o curso estabeleceu-se em Lisboa, cidade onde fez a sua carreira. Foi lente da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e seu director  em 1897.  Como médico, foi director de enfermaria do Hospital de São José, do Recolhimento de São Pedro de Alcântara e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.


Foi sócio da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa e foi condecorado com o grau de comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada. Recebeu a medalha da febre amarela, em reconhecimento dos serviços prestados durante a epidemia daquela doença.


Casou com Sofia da Gama Barros. Uma filha do casal, Cristina de Barros Pitta, foi herdeira da Quinta do Conde.



segunda-feira, 8 de junho de 2026

Manuel Sieuve Zagalo Nogueira

 

Manuel Sieuve de Meneses Zagalo Nogueira  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a  13 de Julho de 1843  e faleceu em  Leiria a  29 de Março de 1917.  Bacharel em Medicina e Cirurgia Geral formado pela Universidade de Coimbra, foi médico militar.

Foi filho de Rodrigo Zagalo Nogueira, médico e importante dirigente do Partido Progressista no Distrito de Angra do Heroísmo, e de sua esposa, Maria Augusta Sieuve de Séguier Camelo Borges, ligada à familia dos condes de Sieuve de Meneses. Depois de frequentar o ensino secundário na sua cidade natal, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso em 1868.


Iniciou a sua atividade profissional como facultativo em Angra do Heroísmo, onde colaborou na atividade política que seu pai mantinha. Concorreu e obteve o lugar de médico municipal em Caminha, onde exerceu clínica.


Transferiu-se para Lisboa, onde foi admitido como cirurgião militar. Nessas funções, foi médico da expedição que no contexto das campanhas de pacificação e ocupação foi enviada para a África Oriental Portuguesa, tendo aí participado, em 1896, na campanha contra os namarrais. O seu desempenho nessa comissão de serviço no ultramar valeu-lhe várias condecorações.


De regresso a Portugal, no posto de tenente-coronel médico, foi nomeado diretor do Hospital Militar de Leiria, cargo que detinha quando se reformou em 17 de Julho de 1907. Durante o período em que dirigiu aquele hospital militar introduziu grandes melhoramentos, procedendo a uma reforma completa da instituição, em parte à sua custa.


Era oficial da Ordem de Avis, oficial da Ordem de Santiago e oficial da Ordem da Torre e Espada. Em resultado da sua comissão de serviço em Moçambique na luta contra os namarrais recebeu a Medalha de Prata Comemorativa da expedição contra os namarrais (1896) e a medalha de prata de serviços no ultramar. Também recebeu a da rainha D. Amélia.



O povo dos Açores / The people of the Azores




 

terça-feira, 2 de junho de 2026

1771 partida para o Brasil da ilha Terceira Açores / 1771: Departure for Brazil from Terceira Island, Azores

 

1 - Inácio Cardoso Teixeira e sua mulher  Mariana Felícia de Angra para o Rio de Janeiro, para seu irmão João Flores Teixeira.

2 - António Francisco e sua mulher Maria Jacinta com quatro filhos menores, Luzia, Jerónima, Jacinta e Maria , a Minas Gerais,  para seu irmão Francisco Pereira.

3 - António Dias Cota de Santa Bárbara para o Rio de Janeiro.


4 - Mateus Bernardo Cota de Santa Bárbara para Minas Gerais.

5 - Maria Josefa com sua mãe Teresa  Mariana, prima Gertrudes Mariana e sobrinho  António menor, todos de Angra do Heroísmo para o Rio de Janeiro, para seu pai Mateus Nunes.

6 - Manuel Machado Coelho á mesma cidade para receber a herança  de seu avô  Jacinto Coelho.

7 - Vicente Coelho da Praia da Vitória, para o Rio de Janeiro.

8 - André Pereia Coelho e sua mulher Angélica Rosa, para o Rio de Janeiro.

9 - José Pereira Borges para o rio de Janeiro, para receber a herança de seu tio Mateus Vieira Borges.

10 - Manuel Correia de Fraga para Minas Gerais, para receber a herança de seu tio  José Correia.






Genealogias do Arquipélago dos Açores / Genealogies of the Azores Archipelago




 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

António de Sousa Hilário

 


Nasceu na freguesia do Norte Grande, concelho de Velas, na ilha de São Jorge, a 10 de Dezembro de 1941 e faleceu na Horta  a 16 de Fevereiro de 1918 .  Filho de Hilário José de Sousa, do Norte Grande, e de Delfina da Conceição, natural da ilha Graciosa, ambos residentes naquela freguesia. Muito novo foi residir para a cidade da Horta, ilha do Faial, onde completou o curso do Liceu. terminado o curso liceal, foi nomeado guarda da biblioteca do Liceu Nacional da Horta, cargo que exerceu de 1866 a 1879. Neste último ano foi nomeado professor interino daquele estabelecimento de ensino, onde leccionou alemão, francês e inglês.


Nas suas funções de bibliotecário do Liceu e depois de professor, publicou algumas obras onde demonstrou os seus méritos de pedagogo.  Foi, contudo, como jornalista e publicista que se destacou. Foi jornalista polémico, com colaboração nos jornais O Atlântico, Verdade e O Imparcial, todos publicados na Horta, de que foi redactor principal. Foi fundador, proprietário e director de O Direito Popular, um periódico de combate político que apareceu por duas vezes na cidade da Horta, ilha do Faial.



Açores ilhas de Bruma / The Azores: Islands of Mist