segunda-feira, 11 de maio de 2026
domingo, 10 de maio de 2026
Quem partiu para o Brasil da ilha do Pico Açores em 1880 / Those who left for Brazil from the island of Pico in the Azores in 1880
1 - Manuel Machado da Rosa
2 - António José Madruga
3 - Joaquim Silveira Alves
4 - João José Soares
5 - Manuel Francisco Mateus
6 - José Pires
7 - Manuel Silveira Alvernaz
8 - João de Simas de Oliveira
9 - Manuel Martins Toste
10 - Jossé da Silveira Azevedo
11 - José de Sousa
12 - Mariana Augusta
13 - António das Neves
14 - Manuel Luís Pereira
15 - Rosa Josefa
16 - Manuel Pereira da Fonte
17 - José Ferreira
18 - Tomás Pereira dos Santos
19 - José Pereira de Almeida
Herculano Amorim Ferreira
Amorim Ferreira nasceu na vila da Lagoa da ilha de São Miguel, a 22 de Outubro de 1895. Filho de João Baptista Ferreira e de Maria Isabel Amorim. Fez estudos preparatórios em Ponta Delgada, ingressando na Escola do Exército, na qual concluiu o curso de engenharia militar em 1916. Tendo participado como oficial de engenharia no Corpo Expedicionário Português que entrou em combate na Primeira Guerra Mundial.
Depois da Guerra ingressou na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, na qual se doutorou em Ciências no ano de 1930.
Herculano Amorim Ferreira foi professor catedrático da Escola do Exército de 1928 a 1937 e, após um curto estágio no Imperial College de Londres, rapidamente ocupou uma vaga de professor catedrático de física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa de 1930 a 1965.
Em 1936 foi um dos fundadores do Núcleo de Matemática, Física e Química, tendo-se empenhado no sentido de se constituir em Portugal um grupo credível de investigadores na área das ciências exactas.
Em 1937 foi nomeado director do Instituto Geofísico da Universidade de Lisboa, cargo que ocupou até 1963. Nessas funções foi encarregado de estudar a reestruturação dos serviços portugueses de meteorologia e de geofísica, estudo que concluiu em 1946 e conduziu à criação do Serviço Meteorológico Nacional, instituição de que foi o primeiro director (1946-1965). Nestas funções foi um dos primeiros promotores da investigação climatológica em Portugal, área em que publicou diversos artigos.
Foi vice-presidente, em representação de Portugal, da Organização Meteorológica Mundial (1955-1959) e presidente da Comissão Portuguesa para o Decénio Hidrológico Internacional a partir de 1967.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Ermida de Nossa Senhora da Boa Morte ilha de Santa Maria Açores / Chapel of Our Lady of the Good Death, Santa Maria Island, Azores
A Ermida de Nossa Senhora da Boa Morte localiza-se na freguesia do Santo Espírito, concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores.
A primitiva ermida foi erguida na Fajã Sul, junto ao mar, cercada por vinhas, por Mateus Duarte às suas expensas. Esse templo foi destruído no século XIX por uma forte ressaca marítima, tendo a imagem sido resgatada às ondas - sem qualquer dano - por um habitante de nome Simplício, com grande dificuldade.
Para abrigar essa imagem, foi erguida a atual ermida com recursos da população. As suas obras estariam concluídas em 1886, conforme inscrição epigráfica sobre a porta.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Gabriel Pereira de Medeiros Galvão
Nasceu na cidade de Lagoa, na Ilha de São Miguel, a 17 de Outubro de 1910, filho de uma família burguesa.
Frequentou a Faculdade de Medicina de Coimbra durante dois anos, mas foi transferido para a Faculdade de Medicina de Lisboa por motivos familiares, onde concluiu o curso . Estagiou na Suíça e nos hospitais civis de Lisboa, onde assistiu às ineficazes medidas contra a tuberculose.
Iniciou a sua carreira no Sanatório Vasconcelos Porto, em São Brás de Alportel, onde alcançou um grande sucesso no tratamento contra a tuberculose. Chegou à posição de director no sanatório, tendo sido um dos responsáveis pela transformação daquele estabelecimento num centro hopitalar de Pneumotisiologia. Acabou por ser infectado pela doença, tendo permanecido na Suíça cerca de um ano para se curar.
Também exerceu como médico municipal do concelho de São Brás de Alportel, e ocupou a posição de presidente na Comissão Concelhia da União Nacional de São Brás de Alportel (1936), na Comissão Distrital de Faro da União Nacional (1965) e na Comissão Consultiva Distrital de Faro da Acção Nacional Popular (1970). Foi deputado pelo círculo de Faro, na comissão de Trabalho e Previdência, Saúde e Assistência, durante a XI Legislatura (1973 - 1974).
Foi membro do American College of Chest Physicians.
Ermida de Nossa Senhora da Saúde ilha Terceira Açores / Chapel of Our Lady of Health, Terceira Island, Azores
A Ermida de Nossa Senhora da Saúde localiza-se na Praça Velha, freguesia da Sé, cidade e de Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores.
Foi primitivamente erguida no cimo da rua de João Vaz Corte Real, como é possível ver na carta da cidade de Angra, elaborada por Linschoten.
Foi edificada pelo seu fundador António Pires do Canto em 1560, tendo sido dedicada aos Santos Cosme e Damião. Mais tarde foi transferida para a Praça da Restauração, junto à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, por volta de 1592. Esta transferência deveu-se ao facto de o terreno onde ela se encontrava ter sido adquirido pelos jesuítas. Foi nesse terreno que eles construíram a sua casa, colégio e igreja anexa, sob a invocação de Santo Inácio de Loyola hoje conhecidos como Palácio dos Capitães Generais e igreja do Colégio (Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Angra do Heroísmo)).
Muitos anos mais tarde a ermida começou a ser conhecida de forma popular por ermida de Nossa Senhora da Saúde, e isto por causa de um pequeno hospital que se levantou na travessa contígua, a quando da epidemia da peste que assolou a ilha Terceira em 1599.
No entanto nunca mudou a sua invocação pois em 1639 ainda se chamava dos Santos Cosme e Damião. É possível confirmar esta invocação por um assento de óbito lavrado no dia 13 de Novembro de 1639 e que diz respeito a Sebastião Figueiredo, falecido na paróquia da Sé.
domingo, 26 de abril de 2026
Jacob Tomás da ilha das Flores Açores / Jacob Tomás from the island of Flores in the Azores
Jacob Tomás nasceu na Fazenda, Lajes das Flores . É um historiador português natural da localidade da Fazenda do concelho de Lajes das Flores que dedicou grande parte da sua vida ao estudo do meio social dos florentinos através da realização de pesquisas sobre o folclore e o modo de ser de uma população residente numa ilha isolada no meio do oceano atlântico a mais de 1408 quilómetros do continente Europeu e a mais de 3910 do continente Americano.
Jacob Tomás legou o seu vasto espólio formado por importantes Arquivos etnográficos à Câmara Municipal das Lajes das Flores, onde se encontra exposto ao público.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Henrique Fontes no Brasil / Henrique Fontes in Brazil
Henrique da Silva Fontes nasceu em Itajaí a 15 de Março de 1885 e faleceu em Florianópolis a 22 de Março de 1966. Foi um advogado, educador e político Brasileiro.
Filho do comerciante e industrial Manoel Antônio Fontes, natural de Horta, Ilha do Faial, e de Ana da Silva Fontes, natural do Estreito quando este pertencia a São José. Irmão do Cônego Tomás Fontes. Seu filho, Paulo de Tarso da Luz Fontes, foi prefeito de Florianópolis.
Em 1910, passou a residir em Florianópolis, lecionando no então Gynasio Catharinense (atual Colégio Catarinense). Foi bacharel em direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, em 1927. Tornou-se juiz federal e desembargador. Foi secretário da Fazenda, Viação, Obras Públicas e Agricultura no governo Adolfo Konder.
Henrique da Silva Fontes foi o fundador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, atualmente Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, além de ter sido o idealizador da Cidade Universitária da UFSC na Trindade, em Florianópolis.
Foi membro fundador da cadeira 18 na Academia Catarinense de Letras, da qual é patrono João Silveira de Sousa.
Morreu em 22 de Março de 1966 no Hospital de Caridade, em Florianópolis. Foi sepultado no Cemitério São Francisco de Assis.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Armando de Almeida Lima Armando de Almeida Lima na primeira Guerra Mundial /Armando de Almeida Lima Armando de Almeida Lima in the First World War
Nasceu no Arquipélago dos Açores. Durante a Primeira Guerra Mundial, participou em várias expedições ao Sul de Angola e Moçambique.
Em 1 de Julho de 1935, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que o Tenente-Coronel Armando de Almeida Lima tinha sido nomeado como director do Depósito Central de Fardamentos, estando nessa altura integrado no Serviço de Administração Militar.
Armando de Almeida Lima foi honrado com o grau de Comendador nas ordens de Cristo e Avis, tendo recebido das duas homenagens em 28 de Junho de 1919, tendo essa altura a patente de Major. Também recebeu as medalhas de Bons Serviços e Comemorativa das Campanhas.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
José Pimentel Homem de Noronha ilha de São Jorge Açores / José Pimentel, a man from Noronha, São Jorge Island, Azores
José Pimentel Homem de Noronha nasceu na Vila do Topo, ilha de São Jorge, a 12 de Abril de 1846, filho de Maria José do Coração de Jesus e de João Inácio de Bettencourt Noronha, pequeno morgado com terras na Vila do Topo e na vizinha freguesia de Santo Antão e fortes ligações familiares e políticas a algumas das principais famílias da Terceira, ilha com a qual a vila e antigo concelho do Topo mantinha relações privilegiadas através do seu pequeno porto.
Feitos os estudos preparatórios na vila do Topo, onde o então já extinto Convento de São Diogo criara alguma tradição de estudo, e em Angra do Heroísmo, seguiu para Coimbra onde frequentou os cursos de Teologia e de Direito da Universidade de Coimbra, obtendo os bacharelato em Teologia no ano de 1873 e em Direito no ano de 1874.
Terminado o curso fixou-se na cidade de Angra do Heroísmo, onde abriu banca de advogado e casou com D. Maria Adelaide de Barcelos Bettencourt Carvalhal, filha do líder terceirense do Partido Progressista e um dos maiores terratenentes da ilha.
Deste casamento nasceu Alberto de Barcelos e Noronha que foi Comissário Geral da Polícia Pública de Angra do Heroísmo e casado com D. Ambrosina Beatriz da Silveira Noronha, filha de um dos mais ricos homens da ilha de São Jorge, o Dr. José Acácio da Silveira Moniz do Canto e Noronha Ponce de Leon e de sua esposa D. Maria Doroteia da Silveira Noronha.
Dada sua capacidade de trabalho e bons dotes políticos, singrou rapidamente na política terceirense, ocupando sucessivamente os lugares de presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, comissário de polícia, administrador do concelho de Angra do Heroísmo e membro do Conselho de Distrito e procurador à Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo. Estranhamente, iniciou a sua carreira política ligado ao Partido Regenerador, em oposição política ao seu poderoso sogro.
Manteve um conjunto alargado de propriedades na Terceira e na ilha de São Jorge, nomeadamente na Fajã de São João e na Urzelina, onde era um dos maiores produtores de vinho Castelletes, o qual era exportado de São Jorge e engarrafado na Villa Maria, na Terceira.
A 14 de Setembro de 1893, em plena campanha autonomista açoriana, foi nomeado governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo, cargo que exerceu até 27 de Fevereiro de 1895. Estava na altura no poder o Partido Regenerador e a presidência do ministério (o primeiro-ministro) cabia ao açoriano Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro.
Manuel Matos Souto da ilha do Pico Açores / Manuel Matos Souto from the island of Pico in the Azores
Manuel Matos de Sousa Souto nasceu na Piedade , Lajes do Pico, Açores e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um benemérito e filantropo.
Emigrou da ilha do Pico Açores , deixando a sua freguesia em tenra idade, emigrando para o Brasil, onde fez fortuna. Doou à freguesia da Piedade, aí por 1908, a apreciável soma de 84 contos fortes, para construir e manter uma escola.
O Governo Português, através do Ministério do Fomento, aceitou a doação por Decreto de 17 de Maio de 1913 (publicado no Diário do Governo, n.º 118, de 22 de Maio de 1912, assinado pelo açoriano Manuel de Arriaga, então Presidente da República.
O legado serviu para criar na ilha do Pico, na freguesia da Piedade, uma escola fixa de ensino profissional especial de agricultara, destinada a habilitar indivíduos como pomicultores e viti-vinicultores, a qual se denominou Escola Profissional de Pomicultura e Viticultura Matos Souto, em terrenos adquiridos para a instalação da escola.
Adquiridos os terrenos, no centro agrícola da freguesia e construído o respectivo edifício, só em 1940 entrou aquele complexo escolar em pleno funcionamento. O "Posto Agrícola Matos Souto", como passou então a denominar-se, passou a ser uma instituição de muito valimento para o progresso e desenvolvimento da freguesia e um centro de emprego para a população local, com excelentes reflexos na vida económica e social.
Os edifícios da Escola "Matos Souto" servem agora de centro de formação agrária e de sede dos Serviços de Conservação da Natureza.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Rosa Cândida de Noronha Produtora de vinho Verdelho / Rosa Cândida de Noronha Verdelho wine producer
Rosa Cândida de Noronha nasceu na Ilha Terceira, Açores a 31 de Maio de 1802 . Foi morgada por casamento e administradora com o seu marido dos vínculos dos seus antepassados.
Foi grande proprietária na ilha de São Jorge, concelho da Calheta, na Fajã de São João, nas freguesias de Santo Antão e Queimada onde produzia o vinho Verdelho e Terrantez que era exportado da ilha de S. Jorge para Portugal continental e Inglaterra.
João Paulino de Azevedo e Castro ilha do Pico Açores / João Paulino de Azevedo e Castro, Pico Island, Azores
João Paulino de Azevedo e Castro nasceu na vila das Lajes ilha do Pico a 4 de Fevereiro de 1852 e faleceu a 17 de Fevereiro de 1918 em Macau. Foi o 19.º bispo de Macau. Filho de Amaro Adriano de Azevedo e Castro e de Maria Balbina Carlota de Bettencourt, conhecida como a ‘’morgada’’ dadas as suas relações de parentesco com a antiga aristocracia local.
Frequentou entre 1869 e 1874 o Liceu da Horta, onde completou os estudos preparatórios, ingressando seguidamente no Seminário de Coimbra. Matriculou-se posteriormente no curso de Teologia da Universidade de Coimbra, na qual se formou em 1879. Recebeu em Coimbra as ordens eclesiásticas menores, sendo conhecido entres estudantes do tempo pela sua inteligência e pelo uso de uma longa barba (a que jocosamente chamavam de barba paulina).
Nesse mesmo ano de 1879 regressou aos Açores, onde a 31 de Agosto, em Angra do Heroísmo, foi ordenado sacerdote pelo bispo D. João Maria Pereira do Amaral e Pimentel. O padre João Paulino, nome pelo qual ficou conhecido nos Açores, celebrou a sua primeira missa na Igreja Matriz das Lajes do Pico a 14 de Setembro de 1879. Foi ordenado de presbítero no mesmo dia que o seu irmão mais velho, o padre Francisco Xavier de Azevedo e Castro e também no mesmo dia celebraram a sua primeira missa.
Sendo encardinado na Diocese de Angra, foi colocado logo no ano em que se ordenou na cidade de Angra do Heroísmo, onde iniciou funções como professor do Seminário Episcopal de Angra. Homem de saber eclético, foi encarregue da leccionação de múltiplas disciplinas do curso do seminário, entre as quais teologia dogmática, direito canónico, geografia, história, filosofia e francês. O padre João Paulino residiria durante 23 anos no Seminário de Angra, cumulando com o cargo de professor a missão de vice-reitor nos últimos 16 anos, lugar para o qual foi nomeado em 1888. Professor distinto e respeitado, criou no Seminário um Museu de História Natural, que depois viria a ser o embrião do Gabinete de História Natural do Liceu de Angra do Heroísmo.
Em 1889 foi apresentado cónego da Sé de Angra e em 1890 foi elevado à dignidade de tesoureiro-mor da mesma Sé. Em 1891 nomeado arcediago, cargo que não chegaria exercer por ter sido entretanto apresentado para prelado de Macau. A apresentação para o lugar foi iniciativa do então Ministro da Marinha e Ultramar, o açoriano Jacinto Cândido da Silva, que havia sido seu contemporânea na Universidade de Coimbra.
A Santa Sé, por bula do papa Leão XIII datada de 9 de Junho de 1902, confirmou-o como bispo de Macau.



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