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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

General Francisco Bernardo do Canto / General Francisco Bernardo do Canto

 

Nasceu na Lagoa ilha de São Miguel a 23 de Março de 1873 . Filho de de Manuel de Medeiros Canto e de D. Maria das Mercês Pereira do Canto.

Em 1902, foi louvado pela forma como exerceu a função de instrutor na Escola Prática de Infantaria, e em 1911 recebeu outro louvor, pelo seu empenho como ajudante e por ter escrito o catálogo da biblioteca naquela escola, que encerrava mais de 11 mil volumes. Foi novamente elogiado em 1912 por ter organizado uma marcha de 50 praças por 319 km, para experimentar um novo equipamento, em 1913 pelo seu zelo como instrutor de recrutas, e em 1914 por ter feito uma conferência.

Em 12 de Agosto de 1918, partiu para França como parte do Corpo Expedicionário Português, tendo regressado em a Portugal em 18 de Maio de 1919.  Nesse ano foi novamente louvado pela forma como comandou o 1.º Batalhão, e pela sua participação numa comissão de representação da Arma de Infantaria durante os exercícios finais da Academia Espanhola de Saragoça, a convite do Rei de Espanha.

Em 1929 foi elogiado duas vezes pelo seu comando do Regimento de Infantaria N.º 1, em 1931 como director da Escola Preparatória de Quadros.  Em 1932 foi novamente louvado pelo seu empenho nas funções de inspector e de chefe da 1.ª Repartição, onde tinha feito vários estudos sobre a Arma de Infantaria, e de director da 1.ª Direcção Geral do Ministério da Guerra.


Em 1 de Janeiro de 1933, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que Francisco Bernardo do Canto tinha sido promovido a general.


Bernardo do Canto foi condecorado com o grau de cavaleiro na Real Ordem Militar de São Bento de Avis em 1 de Janeiro de 1909, tendo ascendido a Grande Oficial em 1923, e a Grã-Cruz em 5 de Outubro de 1933.  Também foi homenageado com o grau de comendador na Ordem Militar de Cristo, em 28 de Junho de 1919.


Recebeu igualmente a Cruz de 2.ª Classe da Ordem do Mérito Militar de Espanha, a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar, em 1922, a Medalha Comemorativa das Campanhas, a Medalha da Vitória, a Medalha de Prata de Bons Serviços, e a Medalha de Prata de Medalha de Comportamento Exemplar, em 1907.






Quer conhecer os seus antepassados / Would you like to find out about your ancestors?





 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Fernão Vaz Fagundes nasceu em 1465 na ilha Terceira Açores/Fernão Vaz Fagundes was born in 1465 on the island of Terceira in the Azores

 



Fernão Vaz Fagundes nasceu na Ilha Terceira, Açores por volta de 1465.  Filho de Luis Vaz Fagundes.


Casou com Maria Rodrigues Fagundes que era natural da Ilha Terceira, Açores e filha de Gil Anes Curvo nascido em Borba e de Isabel Rodrigues Fagundes, uma filha de Rodrigo Afonso Fagundes. Fernão Vaz e Maria Rodrigues tiveram:


João Vaz Fagundes

Mécia Lourenço Fagundes que casou com Antão Martins Fagundes, Capitão do Exército Português

Gil Anes Curvo e Isabel Rodrigues Fagundes tiveram:



Maria Rodrigues Fagundes casou com Fernão Vaz Fagundes

Lopo Gil Fagundes casou em primeiras núpcias com Catarina Afonso de Azevedo e o seu segundo casamento foi com Marta de Azedias

Catarina Gil Fagundes casou com Estevão Afonso Camacho

Manuel Rodrigues Fagundes casado com Maria Cardoso Machado

João Gil Fagundes casou com Maria Gonçalves Machado

Diogo Gil Fagundes casado com Maria da Câmara

Álvaro Gil Fagundes casou com Maria Nunes de Lemos

Francisco Rodrigues Fagundes

Clara Gil Fagundes casou com o nobre Gaspar Gonçalves Machado da Ribeira Seca

Iria Gil Fagundes casou com Gaspar de Barcelos Mariz

Grácia Rodrigues Fagundes casou com Álvaro Martins Fagundes






Descoberta dos antepassados Açorianos / Discovery of Azorean ancestors



Jornal O Angrense / O Angrense newspaper

 

O Angrense foi um semanário publicado em Angra do Heroísmo, onde era inicialmente impresso na Tipografia do Angrense, no período de 23 de Setembro de 1836 a 16 de Setembro de 1910. Com uma existência de 74 anos, constituiu-se num dos mais antigos do arquipélago e do país. Apresentava um cariz fortemente políticos e ideológico afirmando-se na fase final da sua publicação como A Folha do Partido Progressista Terceirense. À época do encerramento da publicação, era proprietário e diretor Teotónio Simão Paim de Ornelas Bruges, sendo composto e impresso na Tipografia Sousa & Andrade.


O primeiro número saiu a 23 de Setembro de 1836 e terminou com o n.º 3128, a 16 de setembro de 1910. Nos primeiros anos apresentava um formato pequeno, com conteúdo limitado no qual predominava alguma legislação nacional e ofícios e editais dos organismos locais.


A partir de 1862, o jornal aumentou de dimensão, mudando a paginação e o arranjo gráfico, afirmando-se como um periódico voltado para política local, de claro pendor progressista, a linha política do seu proprietário, mas sem o declarar no seu cabeçalho. Em Novembro de 1870, com a morte do 1.º conde da Praia da Vitória, interrompeu a publicação, mas reapareceu em 18 de Junho de 1874, a partir de então tendo como subtítulo «Folha do Partido Progressista Terceirense».

Como órgão partidário, assumiu como linha editorial o combate ao Partido Regenerador, o seu mais directo adversário, representado na imprensa angrense pelo seu órgão A Terceira (a partir de 1859). Redigidos em linguagem viva, e por vezes mordaz, a leitura destes dois periódicos permite compreender os meandros das lutas políticas nos Açores na segunda metade de século XIX e no período que antecedeu a implantação da República Portuguesa. A leitura de O Angrense permite compreender aspectos significativos da vida quotidiana terceirense, cujas notícias vão preenchendo uma boa parte das suas colunas.


O jornal manteve-se na posse da família do conde da Praia da Vitória ao longo dos 74 anos em que se publicou. Teve como redator António José Pais Júnior, de 1851 a 1870. Em 1903, a redação passou para José Gonçalves Lestinho, substituído, a partir de 1907, por Teotónio Simão Paim de Ornelas Bruges.







A nossa história / Our history




 

sábado, 10 de outubro de 2026

Juiz António José Pereira da Silveira e Sousa/ Judge António José Pereira da Silveira e Sousa

 

António José Pereira da Silveira e Sousa  nasceu na ilha de São Jorge, Açores, a  9 de Outubro de 1793  e faleceu  ilha de São Jorge, a 7 de Dezembro de 1881. Foi um Juiz português, formado bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra em 1821.

Foi juiz substituto do de direito na Vila das Velas, e como tal prestou juramento em 28 de Dezembro de 1822. Quando ali foi jurada a constituição de 1820. Foi presidente da Câmara Municipal de Velas e juiz ordinário eleito. Foi subdirector da alfândega da vila Velas, tendo-se aposentado como oficial. Escreveu diversos artigos que publicou no jornal angrense o Escudo.






Genealogias do povo Açoriano / Genealogies of the Azorean people




 

Padre Mariano Constantino Homem / Father Mariano Constantino Homem

 

Mariano Constantino Homem  nasceu na Casa da Ribeira, ilha Terceira Açores a  24 de Outubro de 1797  e faleceu em  Angra do Heroísmo a  4 de Março de 1882. Presbítero e professor liceal, autor de algumas obras de cariz biográfico e histórico.

O padre Mariano Constantino Homem, foi vigário na freguesia das Fontinhas, concelho do Praia da Vitória.  Quando se estabeleceu o Liceu de Angra do Heroísmo em Outubro de 1847 foi nomeado professor efectivo daquele estabelecimento de ensino, onde regeu as cadeiras de latim, latinidade e gramática portuguesa.


Em 1847 foi herdeiro do padre Jerónimo Emiliano de Andrade, procedendo à edição póstuma de parte da sua obra deixada inédita. Nas décadas seguintes reeditou vários dos compêndios daquele autor. Em 1879 vendeu os direitos sobre a obra de Jerónimo Emiliano de Andrade a João Gil.

É autor das seguintes obras:

Oração recitada na nova Igreja de S. Teotónio da nova povoação das Achadas : pelo Reverendo Padre Mestre Mariano Constantino Homem no dia 5 de Novembro de 1843 em que teve lugar a bênção e abertura da mesma igreja. Angra do Heroísmo : Tipografia do Angrense, 1843 [reeditado na coletânea Teotónio de Ornelas : relatos de uma vida, pp. 165-176. Grémio Atlântico, Angra do Heroísmo, 2023].

Pequena biografia histórica da vida do insigne padre Jerónimo Emiliano d'Andrade : primeiro comissario dos estudos deste distrito e reitor do liceu nacional d'Angra do Heroísmo. Angra do Heroísmo : Imprensa do Governo, 1848.

Apontamentos póstumos do padre Jerónimo Emiliano d'Andrade para servirem de continuação à topografia da ilha Terceira [pref. de Mariano Constantino Homem]. Angra do Heroísmo : Imprensa de J. J. Soares, 1850.

Memoria dos sucessos produzidos pelos abalos de terra no mês de Junho de 1841, nalgumas freguesias desta ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Impressão 





sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Povoadores dos Açores / Settlers of the Azores




 

Autor do primeiro livro impresso no Rio Grande do Sul / Author of the first book printed in Rio Grande do Sul

 

Tomás Inácio da Silveira  nasceu na do Ilha do Faial, Açores em  1788  e faleceu no  Rio Grande do Sul. Educador e jornalista brasileiro.


Filho do tenente-coronel José Inácio da Silveira e de Silvéria Maria do Nascimento, era alfabetizador em Porto Alegre, em 1822, quando foi preso acusado de conspirar contra o regime, mas libertado logo em seguida. Também era professor de francês e inglês.

Junto com Claude Dubreuil, era proprietário de uma tipografia localizada na rua da Praia nº 6 em Porto Alegre. Em 1829 eles fundaram o jornal O Amigo do Homem e da Pátria, que circulava terças e sextas-feiras, ao preço de oitenta réis o número avulso e 4 contos de réis a assinatura semestral.


Foi autor do primeiro livro impresso no Rio Grande do Sul, o Compêndio Aritmético ou tabuada curiosa para meninos, com 24 páginas, impresso no Tipografia Rio grandense.





História do povo Açoriano / History of the Azorean people




 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A primeira médica açoriana / The first female doctor from the Azores

 

Maria Teodora Pimentel  nasceu em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores  a 11 de Setembro de 1865  e faleceu em  Angra do Heroísmo a  16 de Novembro de 194. 

Foi a primeira mulher natural dos Açores a formar-se em Medicina. Filha de Manuel Quaresma Pimentel, um sargento do Exército Português que faleceu quando a filha ainda era criança. Obteve inicialmente um diploma de professora do ensino primário, em 1884, que a qualificava para a docência, o que lhe permitiu granjear os meios para se sustentar e a sua mãe, ao mesmo tempo que continuava os seus estudos. Ingressou na Escola Politécnica de Lisboa em 1887 para fazer o curso preparatório que então era obrigatório para se matricular na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (instituição antecessora da atual Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.  Entrou para a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em 1891, onde se licenciou, tendo sido aprovada plenamente no "Acto Grande", que defendeu a dia 11 de Novembro de 1895.

Pretendia seguir a docência na Universidade de Lisboa, mas não foi admitida. Regressou a Angra do Heroísmo, cidade onde exerceu os cargos de Subdelegado, Delegado e Inspector de Saúde no concelho e no Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, tendo-se notabilizado no campo da saúde pública e da promoção da higiene, especialmente na higiene materno-infantil e na promoção de medidas visando a redução da mortalidade infantil. Enfrentou várias epidemias nas ilhas de São Jorge e Terceira, sendo conhecida pela sua dedicação aos mais pobres.


Conhecia pela sua filantropia, era a médica dos pobres, legou a sua residência ao Albergue Nocturno de Angra do Heroísmo e outros bens a casas de caridade.






Património Açoriano / Azorean Heritage





 

Álvaro Soares da ilha do Pico Açores / Álvaro Soares de Melo from the island of Pico in the Azores

 

Álvaro Soares de Melo  nasceu no Cais do Pico, São Roque ilha do  Pico Açores  a 31 de Janeiro de 1879  e faleceu na  Horta, a 12 de Julho de 1963.  

Foi um militar do Exército Português, onde atingiu o posto de coronel, e político, tendo desempenhado, entre outras funções de relevo, o cargo de governador civil  em 1924  e de presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Distrito da Horta (1932-1933), de presidente da Comissão Administrativa (1938-1940) e presidente da Câmara Municipal da Horta .






domingo, 13 de setembro de 2026

Pedro de Meneses Parreira oriundo de uma família rural da Ribeirinha / Pedro de Meneses Parreira, who came from a rural family in Ribeirinha

 


Pedro de Meneses Parreira  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a  14 de Setembro de 1840  e faleceu em  Angra do Heroísmo a 6 de Janeiro de 1912.  Empresário agrícola e político que, entre outras funções, foi governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo de 30 de Junho a 26 de Julho de 1889 e de 13 de Março a 27 de Maio de 1898.

Oriundo de uma família rural da Ribeirinha que se urbanizou no século XIX e cujos membros se tornaram notáveis pela fortuna e proeminentes na sociedade pelos cargos e pelos cursos universitários. Seu pai, Estulano Inácio Parreira foi um dos heróis da causa liberal na Terceira e os seus descendentes ligaram-se a famílias da nobreza local.  Pedro Parreira casou com D. Amélia Fournier.

Com seu irmão foi sócio de uma grande exploração agro-pecuária, a Pedro de Menezes Parreira & Irmão, que se distinguiu pela modernização das técnicas de maneio no anos iniciais do século XX.


Foi membro destacado do Partido Progressista na ilha Terceira e vereador da Câmara de Angra do Heroísmo, procurador à Junta Geral (1899-1901 e 1905-1907) e governador civil substituto do distrito em 1889 e em 1898.







Genealogias dos Açores / Genealogies of the Azores




 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Pedro Roberto Dias da Silva conselheiro de Sua Majestade / Pedro Roberto Dias da Silva, Adviser to Her Majesty

 

Pedro Roberto da Cunha Dias da Silva  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a 7 de Junho de 1815  e faleceu em  Lisboa A  26 de Janeiro de 1891.  foi um político, deputado e par do reino em várias legislaturas, eleito pelas ilhas de São Jorge e Graciosa. 

Filho de Jerónimo Dias da Silva.  Com apenas 16 anos de idade alistou-se como soldado do Batalhão de Voluntários da Rainha, participando nas operações militares deste batalhão nos Açores, nomeadamente na Batalha de 11 de Agosto de 1829, no areal da Praia da Vitória, e depois no Desembarque do Mindelo, integrando o Exército Libertador até ao termo da Guerra Civil Portuguesa. Por isso foi condecorado no Mindelo e por isso foi condecorado com a Medalha n.° 3 da Campanhas da Liberdade.

Terminada a guerra, ingressou no funcionalismo público na década de 1850 como delegado do Tesouro no distrito de Angra do Heroísmo. A partir de 1853 fixou residência em Lisboa, ingressando nos quadros do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, onde de 1859 a 1869 foi chefe interino da Repartição da Contabilidade. Em 1869 passou ali a chefe de repartição efectivo, cargo que manteve até falecer.

Ingressou na política activa em Angra como militante e depois dirigente local do Partido Regenerador, do qual era um dos elementos mais destacados. Em 1852 foi eleito procurador à Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo.

Já em Lisboa, foi candidato a deputado pelo Partido Regenerador no círculo de Angra do Heroísmo nas eleições de 1856 e 1858, mas não foi eleito. Em 1860 foi eleito deputado pelo círculo uninominal das Velas, da ilha de São Jorge, e depois sucessivamente por mais oito vezes pelo mesmo círculo entre 1870 e 1884. Em 1885 foi pela última vez eleito mas agora par do reino para a legislatura de 1886.

A sua longa carreira parlamentar tornou-o num dos decanos da Câmara dos Deputados e um dos mais destacados deputados açorianos do século XIX. Com uma intensa acção na Câmara a favor do seu distrito era conhecido pela sua capacidade de angariar fundos para as ilhas de São Jorge, Graciosa e Terceira e sempre muito louvado na imprensa. Na Câmara dos Pares, em fim de carreira, foi contudo uma figura apagada.

Foi feito conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima por decreto de 2 de Março de 1862 e condecorado com o grau de cavaleiro, em 1851, e comendador, em 1864, da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de comendador da Ordem de Cristo. Foi fidalgo cavaleiro, por carta de 1866. A vila de Santa Cruz da Graciosa recorda-o na sua toponímia com uma rua com o seu nome.