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sábado, 26 de fevereiro de 2022

Palácio de José do Canto na ilha de São Miguel Açores




José do Canto nasceu a 20 de dezembro de 1820 e veio a falecer a 10 de julho de 1898. Era filho do morgado José Caetano Dias do Canto e Medeiros e de Margarida Isabel Botelho, que pertenciam a famílias ricas e importantes da Ilha de São Miguel e do Faial.



A Casa Jardim José do Canto, é uma propriedade datada do século XX, habitada a partir de 1958, encontra-se inserida no interior do jardim José do Canto, criado por José do Canto. Este é um dos grandes jardins botânicos privados, e apresenta várias plantas originárias de várias partes do mundo. A Casa do Jardim teve como projeto inicial a construção de um palacete, mas o projeto ficou inacabado.


Atualmente a Casa Jardim José do Canto é utilizada para fins turísticos, sendo o jardim, o palácio e a estufa classificados como uma unidade de turismo de habitação.

A propriedade constituída pelo imóvel e jardim foi considerado pelo Governo Regional de interesse público a 10 de agosto de 1995.


No início do jardim é visível a estátua de bronze, de José do Canto, bem como uma capela, uma antiga estufa/pavilhão de chá, e o palácio já referido. O jardim tem desde a sua criação mais de 6000 espécies, como a Abutilon megapotamicum ou Lanterna-chinesa original da Argentina, Brasil e Uruguai, Ageratina adenophora ou Abundância que é original da América Central, Anomatheca Laxa ou Anomateca que é original da África do Sul, a Araucaria heterophylla ou Auracária que é original da Ilha Norfolk, entre outras.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

O artista plástico José Nuno da Câmara Pereira

 

José Nuno da Câmara Pereira  nasceu na Ilha de Santa Maria, Açores, 1937 , é um artista plástico português.

Licenciado em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1966). Foi docente na Escola António Arroio, no IADE e no Ar.Co, Lisboa. Expôs individualmente (Galeria Ottolini, Lisboa, 1974; Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, 1977; etc.) e participou em diversas exposições colectivas, nomeadamente na III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, onde lhe foi atribuído o Prémio da categoria Instalações/Objetos.


Em 1987-88 frequentou o Center for Advanced Visual Studies do M.I.T. – Massachusetts Institute of Technology, Cambridge USA (Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana). Em 1994 regressou aos Açores, fixando-se em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira . A partir de então tem desenvolvido uma série de projectos de intervenção pública.


Em Abril de 2006 expôs individualmente na Galeria António Prates , Lisboa. Denominada Ultraperiferia, a exposição foi apresentada por José Luís Porfírio e patenteava uma vez mais a sua capacidade para experimentar novos materiais e novas abordagens ao "caos sensível". Em 2014 é forçado a interromper a atividade artística por motivos de saúde.


Em 2016 foi organizada uma grande exposição retrospetiva da sua obra no Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas (Ribeira Grande, ilha de S. Miguel, Açores). Comissariada por José Luís Porfírio, a exposição integrou uma extensa seleção de obras de sua autoria (nomeadamente uma recriação da peça Mar de Lama, originalmente apresentada na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1986), tendo sido publicado um catálogo onde se faz um balanço de toda a sua carreira artística.



Prémios:


1984 – "O Futuro é já hoje?", CAM, Fundação Calouste Gulbenkian. 1a Bienal dos Açores e Atlântico, Menção Honrosa da SREC.

1986 – III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, Prémio de Instalações/Objetos. AICA-Philae, 1o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte. Artista do ano.

1987 – Prémios SEAT atribuídos às figuras que se destacaram nas diferentes áreas de intervenção social do país.

2000 – Prémio Domingos Rebelo, Direção Regional da Cultura, Açores.




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Lista de Emigrantes das Lages da ilha do Pico para o Brasil

 

1. Isabel de Brum da Silveira (Lajes, Ilha do Pico, Açores, Portugal, 29 de Outubro de 1746 - Brasil, 2 de Abril de 1822) casada com Faustino Manuel Corrêa.


2. Isabel Francisca (Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Bernardo Gonçalves da Cruz.


3. Francisco Cardoso (Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, 4 de Outubro de 1736 - Brasil, ?) casado com Francisca do Sacramento Ferreira.

4. Joana da Conceição (São João, Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com José de Brum da Silveira.


5. João Inácio da Costa (Feteira, Calheta de Nesquim , Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Joaquina Maria da Conceição.


6. João Paulino de Azevedo e Castro (Piedade, Lajes do Pico, Açores, Portugal, 11 de Novembro de 1813 - Brasil, ?) casado com Maria Constança de Sousa.


7. José de Brum da Silveira ( Lajes, Ilha do Pico, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Joana da Conceição.


8. José de Brum da Silveira, Filho (Vila das Lajes, Ilha do Pico, Açores, Portugal, 3 de Agosto de 1740 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 22 de Fevereiro de 1798) casado com Maria Dias da Conceição.


9. Luís da Silveira (Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, 9 de Setembro de 1738 - Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, ?) casado com Maria Rosa.


10. Manuel de Azevedo Mattos (Piedade, Lajes do Pico, Açores, Portugal, c. 1699 - Pati dos Alferes, Rio de Janeiro, c. 1788) casado com Antónia Ribeira do Pilar Werneck.


11. Manuel de Macedo Brum Silveira (Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, 28 de Setembro de 1763 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 7 de Agosto de 1816) pai de Francisco Pereira de Macedo, barão e visconde do Cerro Formoso.


12. Maria da Conceição (São João, Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, Portugal, 28 de abril de 1729 - Brasil, ?) casada com José da Costa Matos.


13. Tomé Cardoso de Mendonça (Ribeiras, Lajes do Pico, Ilha do Pico, Azores, Portugal, 17 de Dezembro de 1715 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 26 de Dezembro de 1793) casado com Isabel Maria da Conceição.



domingo, 20 de fevereiro de 2022

Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva ( Se bem me lembro )





Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva  (Praia da Vitória, 19 de Dezembro de 1901 — Lisboa, 20 de Fevereiro de 1978) foi um poeta, escritor e intelectual de origem açoriana que se destacou como romancista, autor de Mau Tempo no Canal, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


Filho de Vitorino Gomes da Silva e Maria da Glória Mendes Pinheiro, na infância a vida não lhe correu bem em termos de sucesso escolar, uma vez que foi expulso do Liceu de Angra, e reprovou o 5.º ano, facto que o levou a sentir-se incompreendido pelos professores. Do período do Liceu de Angra, apenas guardou boas recordações de Manuel António Ferreira Deus dado, professor de História, que o introduziu na vida das Letras.


Com 16 anos de idade, Nemésio desembarcou pela primeira vez na cidade da Horta para se apresentar a exames, como aluno externo do Liceu Nacional da Horta. Acabou por concluir o Curso Geral dos Liceus, em 16 de Julho de 1918, com a qualificação de dez valores.


A sua estadia na Horta foi curta, de maio a Agosto de 1918. A 13 de Agosto o jornal O Telégrafo dava notícia de que Nemésio, apesar de ser um fedelho, um ano antes de chegar à Horta, havia enviado um exemplar de Canto Matinal, o seu primeiro livro de poesia (publicado em 1916), ao director de O Telégrafo, Manuel Emídio.


Apesar da tenra idade, Nemésio chegou à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois em Angra do Heroísmo já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas, tendo sido influenciado pelo seu amigo Jaime Brasil, cinco anos mais velho (primeiro mentor intelectual que o marcou para sempre) e por outras pessoas tal como Luís da Silva Ribeiro, advogado, e Gervásio Lima, escritor e bibliotecário.


Em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial, a Horta possuía um intenso comércio marítimo e uma impressionante animação nocturna, uma vez que se constituía em porto de escala obrigatória, local de reabastecimento de frotas e de repouso da marinhagem. Na Horta estavam instaladas as companhias dos Cabos Telegráficos Submarinos, que convertiam a cidade num "nó de comunicações" mundiais. Esse ambiente cosmopolita contribuiu, decisivamente, para que ele viesse, mais tarde a escrever a obra mítica que dá pelo nome de Mau Tempo no Canal, trabalhada desde 1939 e publicada em 1944, cuja acção decorre nas quatro principais ilhas do grupo central açoriano: Faial, Pico, São Jorge e Terceira, sendo que o núcleo da intriga se desenvolve na Horta.


Este romance evoca um período (1917-1919) que coincide em parte com a sua permanência na ilha do Faial e nele aparecem pessoas tais como o Dr. José Machado de Serpa, senador da República e estudioso, o padre Nunes da Rosa, contista e professor do Liceu da Horta, e Osório Goulart, poeta.


Em 1919 iniciou o serviço militar, como voluntário na arma de Infantaria, o que lhe proporcionou a primeira viagem para fora do arquipélago. Concluiu o liceu em Coimbra, em 1921, e inscreve-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, Nemésio trocou esse curso pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras de Coimbra, e, em 1925, matriculou-se no curso de Filologia Românica da mesma Faculdade.


Na primeira viagem que faz a Espanha, com o Orfeão Académico, em 1923, conhece Miguel Unamuno, escritor e filósofo espanhol (1864-1936), intelectual republicano, e teórico do humanismo revolucionário anti franquista, com quem trocará correspondência anos mais tarde.

A 12 de Fevereiro de 1926 desposou, em Coimbra, Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina (Novembro de 1926), Jorge (Abril de 1929), Manuel (Julho de 1930) e Ana Paula (Dezembro de 1931).

Em 1930 transferiu-se para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, no ano seguinte, concluiu o curso de Filologia Românica, com elevadas classificações, começando desde logo a leccionar literatura italiana. A partir de 1931 deu inicio à carreira académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leccionou Literatura Italiana e, mais tarde, Literatura Espanhola.

Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio. Entre 1937 e 1939 leccionou na Vrije Universiteit Brussel , tendo regressado, neste último ano, ao ensino na Faculdade de Letras de Lisboa.

Em 1958 leccionou no Brasil. A 19 de Julho de 1961 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, a 17 de Abril de 1967, Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. A 12 de Setembro de 1971, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, profere a sua última lição na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensinara durante quase quatro décadas, passando a ser Catedrático Jubilado.


Foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 11 de Dezembro de 1975 a 25 de Outubro de 1976.

Foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, tendo recebido em 1965, o Prémio Nacional de Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne.

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF, e foi sepultado em Coimbra. Pouco antes de morrer, pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Mas pediu mais: que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.

A 30 de Agosto de 1978 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a título póstumo.


sábado, 19 de fevereiro de 2022

Vulcão submarino das freguesias da Serreta e Raminho de 1867, a procissão dos Abalos





A freguesia do Raminho, na ilha Terceira, sai à rua numa procissão de penitência que é também um pedido para que a terra não trema, uma tradição que se repete no sábado.
Às 6:30, antes do início de um fim de semana de descanso ou, nalguns casos, de mais um dia de trabalho, a população junta-se para rezar e lembrar as crises sísmicas que afectaram a ilha noutros tempos.


Estima-se que a primeira procissão tenha ocorrido em 1883, três anos depois de o corato do Raminho ter sido elevado a paróquia, e desde esse ano que todos os dias 31 de maio começam ou terminam com o mesmo ritual, mesmo que calhe num dia de semana.
A "procissão dos abalos", como é conhecida, nasceu da aflição das pessoas perante uma crise sísmica, despoletada pelo rebentar de um vulcão submarino ao largo da zona este da ilha Terceira.
A promessa feita durante a crise sísmica foi passada de geração em geração e os sismos frequentes ajudaram a cimentar a motivação.



A procissão não leva filarmónica, por isso as pessoas cantam repetidamente uma avé-maria e uma Santa-Maria e no regresso repetem oito vezes um cântico, invocando Deus pai, Deus filho, o Espírito Santo e a Virgem Maria, à semelhança do que aconteceu na primeira procissão.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Quando o sonho se transforma em imagem

 


José Gabriel Silva , nasceu no dia 24 de Março de 1962 na cidade da Horta

Foi em 1980 estudar para Lisboa onde casou  em 1984 com Libania Silva do qual resultou uma filha , Vera Lisa Silva , e passou a viver entre a cidade da Horta e Alhos Vedros .

Como sempre gostou de Fotografia  adquiriu os conhecimentos necessários na arte de Fotografia digital , tira alguns cursos tendo como formador Nelson Favas .

Conhece a maioria dos melhores fotógrafos amadores de Portugal

Neste momento vive ora em Alhos Vedros, Moita, Setúbal, ora na sua cidade Natal (Horta )



Morro de Castelo Branco...ilha do Faial


Creio que as pedras, as rochas, os montes têm espiritualidade...lembram pessoas e coisas que tocam o coração.

Em banho de mar de rosto virado a Oeste...seu turbante faraónico estende-se nas águas. Será Amon Rá que por aqui passou e ficou?!

Tudo pode acontecer e ser.

Sempre, como estou vendo. Porque amo tudo o que me rodeia. E sonho.


( Cortesia a  Raquel Machado )



terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

José Orlando de Noronha da Silveira Bretão

 

Nasceu a 14 de Abril de 1939, na freguesia da Sé em Angra do Heroísmo.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Destacou-se como

membro activo do movimento estudantil, no ano de 1962. Esteve detido na

prisão política de Caxias, fazendo parte do grupo de 40 universitários, naquele

ano presos pela PIDE em Coimbra. Foi também um activo dirigente associativo.

Já advogado em Angra do Heroísmo foi, desde Janeiro de 1969, consultor

jurídico do movimento sindical. Participou, designadamente na redacção dos

principais documentos do movimento sindical, deste então em todas as

principais lutas reivindicativas dos trabalhadores terceirenses, antes e depois

de 25 de Abril.

Envolveu-se no mundo do teatro e na pintura com várias colecções públicas e

particulares e foi membro destacado das principais academias terceirenses:

Instituto Histórico da Ilha Terceira e do Instituto Açoriano de Cultura,

designadamente. Foi também co fundador das Cooperativas Culturais Unitas e

Centelha (Coimbra), Sextante e Semente (Açores). Foi ainda sócio de várias

colectividades recreativas e desportivas terceirenses.


Em Fevereiro de 1997 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Municipal de Prata

Dourada, pela Câmara de Angra.


Faleceu a 24 de Outubro de 1998.