Páginas

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Padre Ernesto Ferreira da ilha de São Miguel Açores / Father Ernesto Ferreira from the island of São Miguel in the Azores

 

Manuel Ernesto Ferreira  nasceu  em Vila Franca do Campo  Açores a 23 de Março de 1880  e faleceu em  Vila Franca do Campo a  4 de Janeiro de 1943.

Manuel Ernesto Ferreira, embora tenha assinado toda a sua vida apenas como Ernesto Ferreira, foi filho de Mariano José Ferreira e de Maria da Glória Sales Ferreira, proprietários com algumas posses em Vila Franca do Campo.

Realizou os seus estudos primários com o professor Luís António de Medeiros, em Vila Franca do Campo, preparando-se para a vida eclesiástica. A partir de 1902 exerceu funções como professor interino em Vila Franca do campo, enquanto aguardava a idade mínima para ordenação como presbítero. Completou os seus estudos no Seminário Episcopal de Angra, cidade onde foi ordenado presbítero em 1903. Celebrou missa nova na sua terra natal, em 25 de Janeiro daquele ano.

Com apenas 21 anos de idade, fundou e dirigiu a revista A Phenix, publicada em Vila Franca do Campo, a qual atraiu um conjunto notável de colaboradores, recrutados entre os mais distintos intelectuais açorianos do tempo. Publicada entre 15 de Julho de 1902 e Março de 1904, a revista surpreende pela sua qualidade, tanto mais quando editada por um jovem no limitado meio da Vila Franca de então. Um dos mais notáveis colaboradores foi Manuel António Ferreira Deusdado, com o qual Ernesto Ferreira manteria uma grande comunidade de ideais políticos, nomeadamente na valorização da terra e do regionalismo como elementos definidores da nacionalidade.

Logo após a ordenação sacerdotal foi nomeado cura da freguesia das Furnas, localidade onde permaneceu até ser transferido, em 1905, para a matriz de Vila Franca do Campo, cargo que manteria até falecer. Em 1911 foi encarregue, da capelania da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo.





Genealogias dos Açores / Genealogies of the Azores




 

Partida em 1771 da ilha do Corvo Açores para o Brasil / Departure in 1771 from the island of Corvo in the Azores for Brazil



 





quarta-feira, 1 de julho de 2026

Trabalhadores Açorianos /Azorean workers




 

Pico das Cruzinhas ilha Terceira Açores / Pico das Cruzinhas, Terceira Island, Azores

 

Encontra-se implantado no topo do pico das Cruzinhas, um dos Quatro picos do Monte Brasil, em área de grande importância paisagística e histórica para a Terceira. Integra a Reserva Florestal de Recreio do Monte Brasil.


Deste miradouro usufrui-se uma vista panorâmica sobre toda a costa sul da ilha, compreendendo os Ilhéus das Cabras, a freguesia do Porto Judeu, a Ribeirinha, a serra da Ribeirinha, o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, a serra do Morião, a freguesia de São Mateus da Calheta e a serra de Santa Bárbara.


Entre as baías destacam-se a baía de Angra do Heroísmo, a baía do Fanal, a baía de Villa Maria. A vista privilegiada abrange ainda o Porto de Pipas, a Marina de Angra do Heroísmo e o Porto de São Mateus da Calheta. Em dias claros, avista-se ainda no horizonte, a Ilha de São Jorge e a Ilha do Pico.


Entre as atrações do local encontram-se ainda antigas peças de artilharia antiaérea da época da Segunda Guerra Mundial, o monumento ao V Centenário do Descobrimento dos Açores (1432-1932), um padrão de betão armado encimado pela Cruz de Cristo, viveiros de aves e de animais, área de piqueniques com churrasqueiras ao ar livre, anfiteatro, e um antigo paiol e guaritas do século XVII.


O Pico das Cruzinhas, como hoje é conhecido, foi também chamado de Pico das Cruzes, é o mais baixo dos três picos do Monte Brasil .  Na Carta de Linschoten vê-se por entre os Picos do Facho e do Zimbreiro, a parte superior e arredondada do Pico das Cruzinhas, em que estão três cruzes plantadas em bases distintas e que ainda, em 1642, ali existiam, devendo ser estes os símbolos da fé que deram o nome ao pico. À frente das três cruzes, ou no lugar delas, e exatamente no local onde em 1932 foi levantado o Padrão Comemorativo do V Centenário da Descoberta dos Açores, e de forma a ser bem vista da cidade, existia a base de pedra com alguns degraus da antiga forca do castelo, onde as autoridades espanholas, e muito em especial o tribunal arbitrário, aqui ilegalmente criado e presidido por João d’Orbina, governador-geral dos Açores, logo após a conquista da ilha em 1583, fizeram abafar os anseios dos terceirenses pela independência nacional, enforcando-os com a face voltada para a mesma ilha.