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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Henrique Fontes no Brasil / Henrique Fontes in Brazil

 


Henrique da Silva Fontes  nasceu em Itajaí a 15 de Março de 1885  e faleceu em Florianópolis a 22 de Março de 1966.  Foi um advogado, educador e político Brasileiro.

Filho do comerciante e industrial Manoel Antônio Fontes, natural de Horta, Ilha do Faial, e de Ana da Silva Fontes, natural do Estreito quando este pertencia a São José. Irmão do Cônego Tomás Fontes. Seu filho, Paulo de Tarso da Luz Fontes, foi prefeito de Florianópolis.


Em 1910, passou a residir em Florianópolis, lecionando no então Gynasio Catharinense (atual Colégio Catarinense). Foi bacharel em direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, em 1927. Tornou-se juiz federal e desembargador. Foi secretário da Fazenda, Viação, Obras Públicas e Agricultura no governo Adolfo Konder.

Henrique da Silva Fontes foi o fundador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, atualmente Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, além de ter sido o idealizador da Cidade Universitária da UFSC na Trindade, em Florianópolis.

Foi membro fundador da cadeira 18 na Academia Catarinense de Letras, da qual é patrono João Silveira de Sousa.

Morreu em 22 de Março de 1966 no Hospital de Caridade, em Florianópolis. Foi sepultado no Cemitério São Francisco de Assis.






Família /Family




 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Armando de Almeida Lima Armando de Almeida Lima na primeira Guerra Mundial /Armando de Almeida Lima Armando de Almeida Lima in the First World War

 


Nasceu no Arquipélago dos Açores. Durante a Primeira Guerra Mundial, participou em várias expedições ao Sul de Angola e Moçambique.


Em 1 de Julho de 1935, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que o Tenente-Coronel Armando de Almeida Lima tinha sido nomeado como director do Depósito Central de Fardamentos, estando nessa altura integrado no Serviço de Administração Militar.


Armando de Almeida Lima foi honrado com o grau de Comendador nas ordens de Cristo e Avis, tendo recebido das duas homenagens em 28 de Junho de 1919, tendo essa altura a patente de Major.  Também recebeu as medalhas de Bons Serviços e Comemorativa das Campanhas.





quarta-feira, 1 de abril de 2026

A nosso História / Our History





 

José Pimentel Homem de Noronha ilha de São Jorge Açores / José Pimentel, a man from Noronha, São Jorge Island, Azores

 


José Pimentel Homem de Noronha nasceu na Vila do Topo, ilha de São Jorge, a 12 de Abril de 1846, filho de Maria José do Coração de Jesus e de João Inácio de Bettencourt Noronha, pequeno morgado com terras na Vila do Topo e na vizinha freguesia de Santo Antão e fortes ligações familiares e políticas a algumas das principais famílias da Terceira, ilha com a qual a vila e antigo concelho do Topo mantinha relações privilegiadas através do seu pequeno porto.

Feitos os estudos preparatórios na vila do Topo, onde o então já extinto Convento de São Diogo criara alguma tradição de estudo, e em Angra do Heroísmo, seguiu para Coimbra onde frequentou os cursos de Teologia e de Direito da Universidade de Coimbra, obtendo os bacharelato em Teologia no ano de 1873 e em Direito no ano de 1874.

Terminado o curso fixou-se na cidade de Angra do Heroísmo, onde abriu banca de advogado e casou com D. Maria Adelaide de Barcelos Bettencourt Carvalhal, filha do líder terceirense do Partido Progressista e um dos maiores terratenentes da ilha.


Deste casamento nasceu Alberto de Barcelos e Noronha que foi Comissário Geral da Polícia Pública de Angra do Heroísmo e casado com D. Ambrosina Beatriz da Silveira Noronha, filha de um dos mais ricos homens da ilha de São Jorge, o Dr. José Acácio da Silveira Moniz do Canto e Noronha Ponce de Leon e de sua esposa D. Maria Doroteia da Silveira Noronha.


Dada sua capacidade de trabalho e bons dotes políticos, singrou rapidamente na política terceirense, ocupando sucessivamente os lugares de presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, comissário de polícia, administrador do concelho de Angra do Heroísmo e membro do Conselho de Distrito e procurador à Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo. Estranhamente, iniciou a sua carreira política ligado ao Partido Regenerador, em oposição política ao seu poderoso sogro.


Manteve um conjunto alargado de propriedades na Terceira e na ilha de São Jorge, nomeadamente na Fajã de São João e na Urzelina, onde era um dos maiores produtores de vinho Castelletes, o qual era exportado de São Jorge e engarrafado na Villa Maria, na Terceira.


A 14 de Setembro de 1893, em plena campanha autonomista açoriana, foi nomeado governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo, cargo que exerceu até 27 de Fevereiro de 1895. Estava na altura no poder o Partido Regenerador e a presidência do ministério (o primeiro-ministro) cabia ao açoriano Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro.






O povo Açoriano / The people of the Azores




 

Manuel Matos Souto da ilha do Pico Açores / Manuel Matos Souto from the island of Pico in the Azores

 


Manuel Matos de Sousa Souto  nasceu  na Piedade , Lajes do Pico, Açores e faleceu no  Rio de Janeiro. Foi um benemérito e filantropo.

Emigrou da ilha do Pico Açores ,  deixando a sua freguesia em tenra idade, emigrando para o Brasil, onde fez fortuna. Doou à freguesia da Piedade, aí por 1908, a apreciável soma de 84 contos fortes, para construir e manter uma escola.


O Governo Português, através do Ministério do Fomento, aceitou a doação por Decreto de 17 de Maio de 1913 (publicado no Diário do Governo, n.º 118, de 22 de Maio de 1912, assinado pelo açoriano Manuel de Arriaga, então Presidente da República.


O legado serviu para criar na ilha do Pico, na freguesia da Piedade, uma escola fixa de ensino profissional especial de agricultara, destinada a habilitar indivíduos como pomicultores e viti-vinicultores, a qual se denominou Escola Profissional de Pomicultura e Viticultura Matos Souto, em terrenos adquiridos para a instalação da escola.


Adquiridos os terrenos, no centro agrícola da freguesia e construído o respectivo edifício, só em 1940 entrou aquele complexo escolar em pleno funcionamento. O "Posto Agrícola Matos Souto", como passou então a denominar-se, passou a ser uma instituição de muito valimento para o progresso e desenvolvimento da freguesia e um centro de emprego para a população local, com excelentes reflexos na vida económica e social.


Os edifícios da Escola "Matos Souto" servem agora de centro de formação agrária e de sede dos Serviços de Conservação da Natureza.