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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Manuel Jacinto da Ponte

 Manuel Jacinto da Ponte  nasceu na Maia, Ribeira Grande ilha de São Miguel Açores, em  1843 e faleceu em  Ponta Delgada a 17 de Dezembro de 1921.

 Foi um professor e político açoriano. Professor de primeiras letras de grande reputação, ensinou sucessivas gerações dos filhos das melhores famílias de Ponta Delgada. Presidiu à comissão fundadora do Hospital da Maia e foi presidente da Comissão Executiva do Partido Republicano Liberal no Distrito de Ponta Delgada. Autonomista convicto, foi um dos paladinos do Primeiro Movimento Autonomista Açoriano e vogal da primeira Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada, saída das eleições de 8 de Dezembro de 1895, como procurador pelo concelho de Ponta Delgada.

A cidade de Ponta Delgada lembra Manuel Jacinto da Ponte na sua toponímia, dedicando-lhe a Rua Manuel da Ponte, designação que foi atribuída, por deliberação camarária de 22 de Abril de 1922, à antiga Rua da Fonte Velha. A placa toponímica foi descerrada em sessão solene realizada a 17 de Dezembro daquele ano. Também na sua freguesia natal, a Maia do concelho da Ribeira Grande, é lembrado como patrono da Escola Básica local e na toponímia de um dos seus principais arruamentos.




Genealogias do Arquipélago dos Açores / Genealogies of the Azores Archipelago



 

domingo, 1 de novembro de 2026

João Fernando Azevedo da Rocha, o Barbeiro / João Fernando Azevedo da Rocha, the Barber

 


João Fernando Azevedo da Rocha  nasceu  na ilha Terceira Açores a 14 de Janeiro de 1985.

 João Rocha Barbeiro é uma figura publica, o jovem açoriano empresário e barbeiro ficou conhecido pelos prémios que recebeu e por tratar da imagem de alguns famosos e jogadores de futebol de grandes clubes da Europa.

Iniciou o seu curso de barbeiro em finais de 2013. Em 2014 abre a sua primeira barbearia na Ilha Terceira Açores e em 2019 abre a sua segunda barbearia em Ponta Delgada, São Miguel, Açores.

Durante a sua carreira foi homenageado com uma medalha de honra municipal e uma medalha de mérito empresarial.

Em 2017 foi finalista vencido na Batalha de Barbeiros em Portugal.

Esteve em Moçambique em 2018 numa missão humanitária, ajudando varios jovens.

Desempenha função de Júri em diversos campeonatos internacionais de barbearia.

Viaja por diversos países para dar formações sobre barbearia.

Também já tratou da imagem de vários atletas de futebol e basquetebol do FC Porto e Sporting Clube de Portugal.

Em 2020 foi nomeado para barbeiro do ano a nível internacional na categoria "A-list Barber of the Year" pelo "The 2020 International Barber Grammys" nos EUA.





Arquipélago dos Açores / The Azores Archipelago




 

Emílio Severino de Avelar

 


Emílio Severino de Avelar  nasceu nas Velas ilha de São Jorge Açores  a  20 de Fevereiro de 1834 e falleceu em São Tomé, ilha de São Tomé a  5 de Março de 1894.  Foi um médico que ganhou grande fama como urologista

Emílio Severino de Avelar foi filho do capitão de navios Joaquim Severino de Avelar, da Calheta de São Jorge, e de sua mulher Laureana Emília Constância, natural da Horta.  Para além de Emílio Severino de Avelar, o casal contou entre os seus sete filhos outro dois distintos médicos: José Severino de Avelar e Lemos, médico em Niterói; e Francisco Severino de Avelar, guarda-mor da saúde, publicista e deputado às Cortes. Os irmãos médicos que trabalharam juntos em Ponta Delgada e depois em Lisboa, ficaram conhecidos pelos Doutores Avelares.

Emílio Severino de Avelar formou-se em Medicina e Cirurgia pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa no ano de 1862, sendo logo após a formatura contratado como facultativo do Hospital de Ponta Delgada, então sob a égide da Santa Casa da Misericórdia daquela cidade. Em Ponta Delgada ganhou grande reputação, considerando-se admiráveis as curas que conseguia.

Exerceu clínica nos Açores até 1884,  ano em que decidiu radicar-se em Lisboa, abrindo naquela cidade um consultório dedicado essencialmente à urologia. Em poucos anos afirmou-se como um dos mais reputados médicos de Lisboa, sendo conhecidas as suas curas em questões urológicas e o seu pioneirismo no tratamento cirúrgico de doenças daquele foro.

Em 1894 deslocou-se à ilha de São Tomé com o objectivo de operar um doente que não se podia deslocar a Lisboa. Faleceu durante a sua estadia na ilha, vítima de uma febre biliosa.






Quer conhecer os seus antepassados / Would you like to find out about your ancestors?




 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

General Francisco Bernardo do Canto / General Francisco Bernardo do Canto

 

Nasceu na Lagoa ilha de São Miguel a 23 de Março de 1873 . Filho de de Manuel de Medeiros Canto e de D. Maria das Mercês Pereira do Canto.

Em 1902, foi louvado pela forma como exerceu a função de instrutor na Escola Prática de Infantaria, e em 1911 recebeu outro louvor, pelo seu empenho como ajudante e por ter escrito o catálogo da biblioteca naquela escola, que encerrava mais de 11 mil volumes. Foi novamente elogiado em 1912 por ter organizado uma marcha de 50 praças por 319 km, para experimentar um novo equipamento, em 1913 pelo seu zelo como instrutor de recrutas, e em 1914 por ter feito uma conferência.

Em 12 de Agosto de 1918, partiu para França como parte do Corpo Expedicionário Português, tendo regressado em a Portugal em 18 de Maio de 1919.  Nesse ano foi novamente louvado pela forma como comandou o 1.º Batalhão, e pela sua participação numa comissão de representação da Arma de Infantaria durante os exercícios finais da Academia Espanhola de Saragoça, a convite do Rei de Espanha.

Em 1929 foi elogiado duas vezes pelo seu comando do Regimento de Infantaria N.º 1, em 1931 como director da Escola Preparatória de Quadros.  Em 1932 foi novamente louvado pelo seu empenho nas funções de inspector e de chefe da 1.ª Repartição, onde tinha feito vários estudos sobre a Arma de Infantaria, e de director da 1.ª Direcção Geral do Ministério da Guerra.


Em 1 de Janeiro de 1933, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que Francisco Bernardo do Canto tinha sido promovido a general.


Bernardo do Canto foi condecorado com o grau de cavaleiro na Real Ordem Militar de São Bento de Avis em 1 de Janeiro de 1909, tendo ascendido a Grande Oficial em 1923, e a Grã-Cruz em 5 de Outubro de 1933.  Também foi homenageado com o grau de comendador na Ordem Militar de Cristo, em 28 de Junho de 1919.


Recebeu igualmente a Cruz de 2.ª Classe da Ordem do Mérito Militar de Espanha, a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar, em 1922, a Medalha Comemorativa das Campanhas, a Medalha da Vitória, a Medalha de Prata de Bons Serviços, e a Medalha de Prata de Medalha de Comportamento Exemplar, em 1907.