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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Pedro Roberto Dias da Silva conselheiro de Sua Majestade / Pedro Roberto Dias da Silva, Adviser to Her Majesty

 

Pedro Roberto da Cunha Dias da Silva  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a 7 de Junho de 1815  e faleceu em  Lisboa A  26 de Janeiro de 1891.  foi um político, deputado e par do reino em várias legislaturas, eleito pelas ilhas de São Jorge e Graciosa. 

Filho de Jerónimo Dias da Silva.  Com apenas 16 anos de idade alistou-se como soldado do Batalhão de Voluntários da Rainha, participando nas operações militares deste batalhão nos Açores, nomeadamente na Batalha de 11 de Agosto de 1829, no areal da Praia da Vitória, e depois no Desembarque do Mindelo, integrando o Exército Libertador até ao termo da Guerra Civil Portuguesa. Por isso foi condecorado no Mindelo e por isso foi condecorado com a Medalha n.° 3 da Campanhas da Liberdade.

Terminada a guerra, ingressou no funcionalismo público na década de 1850 como delegado do Tesouro no distrito de Angra do Heroísmo. A partir de 1853 fixou residência em Lisboa, ingressando nos quadros do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, onde de 1859 a 1869 foi chefe interino da Repartição da Contabilidade. Em 1869 passou ali a chefe de repartição efectivo, cargo que manteve até falecer.

Ingressou na política activa em Angra como militante e depois dirigente local do Partido Regenerador, do qual era um dos elementos mais destacados. Em 1852 foi eleito procurador à Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo.

Já em Lisboa, foi candidato a deputado pelo Partido Regenerador no círculo de Angra do Heroísmo nas eleições de 1856 e 1858, mas não foi eleito. Em 1860 foi eleito deputado pelo círculo uninominal das Velas, da ilha de São Jorge, e depois sucessivamente por mais oito vezes pelo mesmo círculo entre 1870 e 1884. Em 1885 foi pela última vez eleito mas agora par do reino para a legislatura de 1886.

A sua longa carreira parlamentar tornou-o num dos decanos da Câmara dos Deputados e um dos mais destacados deputados açorianos do século XIX. Com uma intensa acção na Câmara a favor do seu distrito era conhecido pela sua capacidade de angariar fundos para as ilhas de São Jorge, Graciosa e Terceira e sempre muito louvado na imprensa. Na Câmara dos Pares, em fim de carreira, foi contudo uma figura apagada.

Foi feito conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima por decreto de 2 de Março de 1862 e condecorado com o grau de cavaleiro, em 1851, e comendador, em 1864, da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de comendador da Ordem de Cristo. Foi fidalgo cavaleiro, por carta de 1866. A vila de Santa Cruz da Graciosa recorda-o na sua toponímia com uma rua com o seu nome.






Família / Family






 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Provedor Baltasar da Costa Pereira / Ombudsman Baltasar da Costa Pereira

 

Baltasar da Costa Pereira nasceu na  Ilha de São Miguel ,Açores. 

 Foi um militar português que lhe  foi-lhe concedido o Oficio de provedor do Fortaleza de São João Baptista, de Angra do Heroísmo em 9 de Setembro de 1642 e a pensão de 40$000 réis, com o hábito da Ordem de Cristo, 29 de Julho de 1641.







terça-feira, 1 de setembro de 2026

Arquipélago dos Açores / The Azores Archipelago




 

Simon Fernandes o pirata Terceirence/ Simon Fernandes, the pirate from Terceira


Fernandes nasceu por volta de 1538 na ilha Terceira  Açores.

Recebeu a sua formação em navegação em Espanha, na famosa escola de formação de pilotos da Casa de Contratación, em Sevilha,  e realizou pelo menos uma viagem através do Atlântico ao serviço da Coroa espanhola.


Simão Fernandes conhecido em inglês como Simon Fernandes ou Simon Ferdinando, foi um navegador de origem portuguesa do século XVI — e, por vezes, pirata — que comandou as expedições inglesas de 1585 e 1587 para fundar colónias na ilha de Roanoke, parte da atual Carolina do Norte, mas então conhecida como Virgínia.

 Fernandes formou-se como navegador em Espanha, na famosa Casa de Contratación, em Sevilha,  mas mais tarde pegou em armas contra o Império Espanhol, atacando navios espanhóis juntamente com o seu companheiro pirata John Callis. Acusado de pirataria em 1577, foi salvo do laço do carrasco por Sir Francis Walsingham, tornando-se protestante e súbdito da Rainha de Inglaterra. Em 1578, Fernandes entrou ao serviço de Sir Humphrey Gilbert e, mais tarde, de Sir Walter Raleigh, pilotando a mal sucedida expedição de 1587 a Roanoke, conhecida na história como a «Colónia Perdida».

Fernandes desaparece dos registos após 1590, quando partiu com uma frota inglesa para os Açores, uma viagem da qual muito provavelmente não regressou com vida. No entanto, ainda se conserva na Coleção Cotton uma cópia de uma das suas cartas náuticas da costa leste da América do Norte, que foi provavelmente uma das principais fontes utilizadas por John Dee para o seu mapa de 1580, que justificava as reivindicações inglesas sobre a América do Norte.







sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Tradições Açorianas / Azorean Traditions




 

Agnelo Ornelas do Rego

Agnelo Ornelas do Rego    nasceu na Praia da Vitória ilha Terceira Açores a  10 de Maio de 1908 e faleceu na  Praia da Vitória a  23 de Dezembro de 1994. Foi um advogado, conservador do Registo Predial e político açoriano que, entre outras funções de relevo, foi presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória.

 Após estudos iniciais na sua  cidade natal, conclui o ensino secundário no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo no ano de 1919. Alguns anos depois matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em 1930.

Em 1932 ingressou na carreira de conservador do Registo Predial, iniciando a sua carreira profissional na ilha das Flores, a 1 de Fevereiro de 1932, como conservador efetivo do Registo Predial de Santa Cruz das Flores. Permaneceu nas Flores até 1934, tendo neste período exercido as funções de vogal da comissão administrativa e de presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.


Transferiu-se em 1934 para a repartição de registo predial da cidade da Praia da Vitória, tendo em 1936-1937 sido membro da comissão administrativa da Câmara Municipal da Praia da Vitória.


Em 1937 foi transferido para as funções de conservador do registo civil de Angra do Heroísmo, funções que exerceria até se aposentar, a seu pedido, em 1973. A 9 de Outubro de 1947, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem de Benemerência.  Naquela cidade exerceu as funções de vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Foi também vogal da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, organismo a que presidiu de 1965 a 1973.