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domingo, 13 de setembro de 2026

Pedro de Meneses Parreira oriundo de uma família rural da Ribeirinha / Pedro de Meneses Parreira, who came from a rural family in Ribeirinha

 


Pedro de Meneses Parreira  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a  14 de Setembro de 1840  e faleceu em  Angra do Heroísmo a 6 de Janeiro de 1912.  Empresário agrícola e político que, entre outras funções, foi governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo de 30 de Junho a 26 de Julho de 1889 e de 13 de Março a 27 de Maio de 1898.

Oriundo de uma família rural da Ribeirinha que se urbanizou no século XIX e cujos membros se tornaram notáveis pela fortuna e proeminentes na sociedade pelos cargos e pelos cursos universitários. Seu pai, Estulano Inácio Parreira foi um dos heróis da causa liberal na Terceira e os seus descendentes ligaram-se a famílias da nobreza local.  Pedro Parreira casou com D. Amélia Fournier.

Com seu irmão foi sócio de uma grande exploração agro-pecuária, a Pedro de Menezes Parreira & Irmão, que se distinguiu pela modernização das técnicas de maneio no anos iniciais do século XX.


Foi membro destacado do Partido Progressista na ilha Terceira e vereador da Câmara de Angra do Heroísmo, procurador à Junta Geral (1899-1901 e 1905-1907) e governador civil substituto do distrito em 1889 e em 1898.







Genealogias dos Açores / Genealogies of the Azores




 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Pedro Roberto Dias da Silva conselheiro de Sua Majestade / Pedro Roberto Dias da Silva, Adviser to Her Majesty

 

Pedro Roberto da Cunha Dias da Silva  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a 7 de Junho de 1815  e faleceu em  Lisboa A  26 de Janeiro de 1891.  foi um político, deputado e par do reino em várias legislaturas, eleito pelas ilhas de São Jorge e Graciosa. 

Filho de Jerónimo Dias da Silva.  Com apenas 16 anos de idade alistou-se como soldado do Batalhão de Voluntários da Rainha, participando nas operações militares deste batalhão nos Açores, nomeadamente na Batalha de 11 de Agosto de 1829, no areal da Praia da Vitória, e depois no Desembarque do Mindelo, integrando o Exército Libertador até ao termo da Guerra Civil Portuguesa. Por isso foi condecorado no Mindelo e por isso foi condecorado com a Medalha n.° 3 da Campanhas da Liberdade.

Terminada a guerra, ingressou no funcionalismo público na década de 1850 como delegado do Tesouro no distrito de Angra do Heroísmo. A partir de 1853 fixou residência em Lisboa, ingressando nos quadros do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, onde de 1859 a 1869 foi chefe interino da Repartição da Contabilidade. Em 1869 passou ali a chefe de repartição efectivo, cargo que manteve até falecer.

Ingressou na política activa em Angra como militante e depois dirigente local do Partido Regenerador, do qual era um dos elementos mais destacados. Em 1852 foi eleito procurador à Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo.

Já em Lisboa, foi candidato a deputado pelo Partido Regenerador no círculo de Angra do Heroísmo nas eleições de 1856 e 1858, mas não foi eleito. Em 1860 foi eleito deputado pelo círculo uninominal das Velas, da ilha de São Jorge, e depois sucessivamente por mais oito vezes pelo mesmo círculo entre 1870 e 1884. Em 1885 foi pela última vez eleito mas agora par do reino para a legislatura de 1886.

A sua longa carreira parlamentar tornou-o num dos decanos da Câmara dos Deputados e um dos mais destacados deputados açorianos do século XIX. Com uma intensa acção na Câmara a favor do seu distrito era conhecido pela sua capacidade de angariar fundos para as ilhas de São Jorge, Graciosa e Terceira e sempre muito louvado na imprensa. Na Câmara dos Pares, em fim de carreira, foi contudo uma figura apagada.

Foi feito conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima por decreto de 2 de Março de 1862 e condecorado com o grau de cavaleiro, em 1851, e comendador, em 1864, da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de comendador da Ordem de Cristo. Foi fidalgo cavaleiro, por carta de 1866. A vila de Santa Cruz da Graciosa recorda-o na sua toponímia com uma rua com o seu nome.






Família / Family






 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Provedor Baltasar da Costa Pereira / Ombudsman Baltasar da Costa Pereira

 

Baltasar da Costa Pereira nasceu na  Ilha de São Miguel ,Açores. 

 Foi um militar português que lhe  foi-lhe concedido o Oficio de provedor do Fortaleza de São João Baptista, de Angra do Heroísmo em 9 de Setembro de 1642 e a pensão de 40$000 réis, com o hábito da Ordem de Cristo, 29 de Julho de 1641.







terça-feira, 1 de setembro de 2026

Arquipélago dos Açores / The Azores Archipelago




 

Simon Fernandes o pirata Terceirence/ Simon Fernandes, the pirate from Terceira


Fernandes nasceu por volta de 1538 na ilha Terceira  Açores.

Recebeu a sua formação em navegação em Espanha, na famosa escola de formação de pilotos da Casa de Contratación, em Sevilha,  e realizou pelo menos uma viagem através do Atlântico ao serviço da Coroa espanhola.


Simão Fernandes conhecido em inglês como Simon Fernandes ou Simon Ferdinando, foi um navegador de origem portuguesa do século XVI — e, por vezes, pirata — que comandou as expedições inglesas de 1585 e 1587 para fundar colónias na ilha de Roanoke, parte da atual Carolina do Norte, mas então conhecida como Virgínia.

 Fernandes formou-se como navegador em Espanha, na famosa Casa de Contratación, em Sevilha,  mas mais tarde pegou em armas contra o Império Espanhol, atacando navios espanhóis juntamente com o seu companheiro pirata John Callis. Acusado de pirataria em 1577, foi salvo do laço do carrasco por Sir Francis Walsingham, tornando-se protestante e súbdito da Rainha de Inglaterra. Em 1578, Fernandes entrou ao serviço de Sir Humphrey Gilbert e, mais tarde, de Sir Walter Raleigh, pilotando a mal sucedida expedição de 1587 a Roanoke, conhecida na história como a «Colónia Perdida».

Fernandes desaparece dos registos após 1590, quando partiu com uma frota inglesa para os Açores, uma viagem da qual muito provavelmente não regressou com vida. No entanto, ainda se conserva na Coleção Cotton uma cópia de uma das suas cartas náuticas da costa leste da América do Norte, que foi provavelmente uma das principais fontes utilizadas por John Dee para o seu mapa de 1580, que justificava as reivindicações inglesas sobre a América do Norte.