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sábado, 10 de outubro de 2026

Juiz António José Pereira da Silveira e Sousa/ Judge António José Pereira da Silveira e Sousa

 

António José Pereira da Silveira e Sousa  nasceu na ilha de São Jorge, Açores, a  9 de Outubro de 1793  e faleceu  ilha de São Jorge, a 7 de Dezembro de 1881. Foi um Juiz português, formado bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra em 1821.

Foi juiz substituto do de direito na Vila das Velas, e como tal prestou juramento em 28 de Dezembro de 1822. Quando ali foi jurada a constituição de 1820. Foi presidente da Câmara Municipal de Velas e juiz ordinário eleito. Foi subdirector da alfândega da vila Velas, tendo-se aposentado como oficial. Escreveu diversos artigos que publicou no jornal angrense o Escudo.






Genealogias do povo Açoriano / Genealogies of the Azorean people




 

Padre Mariano Constantino Homem / Father Mariano Constantino Homem

 

Mariano Constantino Homem  nasceu na Casa da Ribeira, ilha Terceira Açores a  24 de Outubro de 1797  e faleceu em  Angra do Heroísmo a  4 de Março de 1882. Presbítero e professor liceal, autor de algumas obras de cariz biográfico e histórico.

O padre Mariano Constantino Homem, foi vigário na freguesia das Fontinhas, concelho do Praia da Vitória.  Quando se estabeleceu o Liceu de Angra do Heroísmo em Outubro de 1847 foi nomeado professor efectivo daquele estabelecimento de ensino, onde regeu as cadeiras de latim, latinidade e gramática portuguesa.


Em 1847 foi herdeiro do padre Jerónimo Emiliano de Andrade, procedendo à edição póstuma de parte da sua obra deixada inédita. Nas décadas seguintes reeditou vários dos compêndios daquele autor. Em 1879 vendeu os direitos sobre a obra de Jerónimo Emiliano de Andrade a João Gil.

É autor das seguintes obras:

Oração recitada na nova Igreja de S. Teotónio da nova povoação das Achadas : pelo Reverendo Padre Mestre Mariano Constantino Homem no dia 5 de Novembro de 1843 em que teve lugar a bênção e abertura da mesma igreja. Angra do Heroísmo : Tipografia do Angrense, 1843 [reeditado na coletânea Teotónio de Ornelas : relatos de uma vida, pp. 165-176. Grémio Atlântico, Angra do Heroísmo, 2023].

Pequena biografia histórica da vida do insigne padre Jerónimo Emiliano d'Andrade : primeiro comissario dos estudos deste distrito e reitor do liceu nacional d'Angra do Heroísmo. Angra do Heroísmo : Imprensa do Governo, 1848.

Apontamentos póstumos do padre Jerónimo Emiliano d'Andrade para servirem de continuação à topografia da ilha Terceira [pref. de Mariano Constantino Homem]. Angra do Heroísmo : Imprensa de J. J. Soares, 1850.

Memoria dos sucessos produzidos pelos abalos de terra no mês de Junho de 1841, nalgumas freguesias desta ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Impressão 





sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Povoadores dos Açores / Settlers of the Azores




 

Autor do primeiro livro impresso no Rio Grande do Sul / Author of the first book printed in Rio Grande do Sul

 

Tomás Inácio da Silveira  nasceu na do Ilha do Faial, Açores em  1788  e faleceu no  Rio Grande do Sul. Educador e jornalista brasileiro.


Filho do tenente-coronel José Inácio da Silveira e de Silvéria Maria do Nascimento, era alfabetizador em Porto Alegre, em 1822, quando foi preso acusado de conspirar contra o regime, mas libertado logo em seguida. Também era professor de francês e inglês.

Junto com Claude Dubreuil, era proprietário de uma tipografia localizada na rua da Praia nº 6 em Porto Alegre. Em 1829 eles fundaram o jornal O Amigo do Homem e da Pátria, que circulava terças e sextas-feiras, ao preço de oitenta réis o número avulso e 4 contos de réis a assinatura semestral.


Foi autor do primeiro livro impresso no Rio Grande do Sul, o Compêndio Aritmético ou tabuada curiosa para meninos, com 24 páginas, impresso no Tipografia Rio grandense.





História do povo Açoriano / History of the Azorean people




 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A primeira médica açoriana / The first female doctor from the Azores

 

Maria Teodora Pimentel  nasceu em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores  a 11 de Setembro de 1865  e faleceu em  Angra do Heroísmo a  16 de Novembro de 194. 

Foi a primeira mulher natural dos Açores a formar-se em Medicina. Filha de Manuel Quaresma Pimentel, um sargento do Exército Português que faleceu quando a filha ainda era criança. Obteve inicialmente um diploma de professora do ensino primário, em 1884, que a qualificava para a docência, o que lhe permitiu granjear os meios para se sustentar e a sua mãe, ao mesmo tempo que continuava os seus estudos. Ingressou na Escola Politécnica de Lisboa em 1887 para fazer o curso preparatório que então era obrigatório para se matricular na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (instituição antecessora da atual Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.  Entrou para a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em 1891, onde se licenciou, tendo sido aprovada plenamente no "Acto Grande", que defendeu a dia 11 de Novembro de 1895.

Pretendia seguir a docência na Universidade de Lisboa, mas não foi admitida. Regressou a Angra do Heroísmo, cidade onde exerceu os cargos de Subdelegado, Delegado e Inspector de Saúde no concelho e no Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, tendo-se notabilizado no campo da saúde pública e da promoção da higiene, especialmente na higiene materno-infantil e na promoção de medidas visando a redução da mortalidade infantil. Enfrentou várias epidemias nas ilhas de São Jorge e Terceira, sendo conhecida pela sua dedicação aos mais pobres.


Conhecia pela sua filantropia, era a médica dos pobres, legou a sua residência ao Albergue Nocturno de Angra do Heroísmo e outros bens a casas de caridade.