terça-feira, 7 de julho de 2026
domingo, 5 de julho de 2026
Anselmo Silveira da Silva, “Capitão Anselmo” / Anselmo Silveira da Silva, “Captain Anselmo”
Anselmo Silveira da Silva na Calheta de Nesquim, Lajes do Pico Açores em 1833. Vulgarmente denominado “Capitão Anselmo” foi uma importante figura ligada à caça à baleia na ilha do Pico e em vários locais da costa atlântica dos Estados Unidos, para onde partiu em 1851.
Inicialmente com o cargo de marinheiro, com cujo salário pagou a passagem, passou a remador. Algum tempo depois passou a trancador de baleia. Depois de algum tempo na actividade subiu ao estatuto de oficial, depois a piloto do navio e dali a capitão.
Exerceu a sua actividade em vários oceanos, estendendo-se do Oceano Atlântico ao Oceano Índico passando pelo Oceano Pacífico, pelo Ártico, e Antártico. Caçou baleias nas costas da Gronelândia, no Estreito de Bering e no Alasca.
Foi casado por duas vezes, do primeiro casamento teve três filhos, dois homens e uma mulher e do segundo com Mariana Dias teve um homem e uma mulher.
Após bastantes anos na actividade da baleeação voltou à ilha do Pico onde foi o fundador da primeira armação baleeira da ilha do Pico. Esta fundação foi efectuada na sua terra natal, a freguesia da Calheta de Nesquim, juntamente com Samuel Dabney e George Oliver, da Família Dabney, uma família americana estabelecida na ilha do Faial com origem num cônsul dos Estados Unidos na ilha.
O registo da escritura desta armação baleeira foi lavrado na cidade da Horta, na ilha do Faial no dia 28 de Abril de 1876. Neste documento ficou estipulado o modo de operar, que dizia o seguinte: “bote arriaria é apoiado do por um barco de pesca e deduzidas as despesas, o produto líquido da safra é partido ao meio, uma metade para os armadores e outra metade para as companhas. A parte das campanhas é dividida em 43 quinhões: 18 para o oficial, 6 para o trancador, 3 para cada remador e sete para o barco de apoio”.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Padre Ernesto Ferreira da ilha de São Miguel Açores / Father Ernesto Ferreira from the island of São Miguel in the Azores
Manuel Ernesto Ferreira nasceu em Vila Franca do Campo Açores a 23 de Março de 1880 e faleceu em Vila Franca do Campo a 4 de Janeiro de 1943.
Manuel Ernesto Ferreira, embora tenha assinado toda a sua vida apenas como Ernesto Ferreira, foi filho de Mariano José Ferreira e de Maria da Glória Sales Ferreira, proprietários com algumas posses em Vila Franca do Campo.
Realizou os seus estudos primários com o professor Luís António de Medeiros, em Vila Franca do Campo, preparando-se para a vida eclesiástica. A partir de 1902 exerceu funções como professor interino em Vila Franca do campo, enquanto aguardava a idade mínima para ordenação como presbítero. Completou os seus estudos no Seminário Episcopal de Angra, cidade onde foi ordenado presbítero em 1903. Celebrou missa nova na sua terra natal, em 25 de Janeiro daquele ano.
Com apenas 21 anos de idade, fundou e dirigiu a revista A Phenix, publicada em Vila Franca do Campo, a qual atraiu um conjunto notável de colaboradores, recrutados entre os mais distintos intelectuais açorianos do tempo. Publicada entre 15 de Julho de 1902 e Março de 1904, a revista surpreende pela sua qualidade, tanto mais quando editada por um jovem no limitado meio da Vila Franca de então. Um dos mais notáveis colaboradores foi Manuel António Ferreira Deusdado, com o qual Ernesto Ferreira manteria uma grande comunidade de ideais políticos, nomeadamente na valorização da terra e do regionalismo como elementos definidores da nacionalidade.
Logo após a ordenação sacerdotal foi nomeado cura da freguesia das Furnas, localidade onde permaneceu até ser transferido, em 1905, para a matriz de Vila Franca do Campo, cargo que manteria até falecer. Em 1911 foi encarregue, da capelania da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Pico das Cruzinhas ilha Terceira Açores / Pico das Cruzinhas, Terceira Island, Azores
Encontra-se implantado no topo do pico das Cruzinhas, um dos Quatro picos do Monte Brasil, em área de grande importância paisagística e histórica para a Terceira. Integra a Reserva Florestal de Recreio do Monte Brasil.
Deste miradouro usufrui-se uma vista panorâmica sobre toda a costa sul da ilha, compreendendo os Ilhéus das Cabras, a freguesia do Porto Judeu, a Ribeirinha, a serra da Ribeirinha, o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, a serra do Morião, a freguesia de São Mateus da Calheta e a serra de Santa Bárbara.
Entre as baías destacam-se a baía de Angra do Heroísmo, a baía do Fanal, a baía de Villa Maria. A vista privilegiada abrange ainda o Porto de Pipas, a Marina de Angra do Heroísmo e o Porto de São Mateus da Calheta. Em dias claros, avista-se ainda no horizonte, a Ilha de São Jorge e a Ilha do Pico.
Entre as atrações do local encontram-se ainda antigas peças de artilharia antiaérea da época da Segunda Guerra Mundial, o monumento ao V Centenário do Descobrimento dos Açores (1432-1932), um padrão de betão armado encimado pela Cruz de Cristo, viveiros de aves e de animais, área de piqueniques com churrasqueiras ao ar livre, anfiteatro, e um antigo paiol e guaritas do século XVII.
O Pico das Cruzinhas, como hoje é conhecido, foi também chamado de Pico das Cruzes, é o mais baixo dos três picos do Monte Brasil . Na Carta de Linschoten vê-se por entre os Picos do Facho e do Zimbreiro, a parte superior e arredondada do Pico das Cruzinhas, em que estão três cruzes plantadas em bases distintas e que ainda, em 1642, ali existiam, devendo ser estes os símbolos da fé que deram o nome ao pico. À frente das três cruzes, ou no lugar delas, e exatamente no local onde em 1932 foi levantado o Padrão Comemorativo do V Centenário da Descoberta dos Açores, e de forma a ser bem vista da cidade, existia a base de pedra com alguns degraus da antiga forca do castelo, onde as autoridades espanholas, e muito em especial o tribunal arbitrário, aqui ilegalmente criado e presidido por João d’Orbina, governador-geral dos Açores, logo após a conquista da ilha em 1583, fizeram abafar os anseios dos terceirenses pela independência nacional, enforcando-os com a face voltada para a mesma ilha.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
Pico Matias Simão ilha Terceira Açores / Pico Matias Simão, Terceira Island, Azores
O Pico Matias localiza-se na costa nor-noroeste da ilha Terceira, na freguesia dos Altares, no extremo nordeste do concelho de Angra do Heroísmo. O topónimo será uma corruptela do nome de Martim Simão, genro de um dos primeiros povoadores e senhor de terras naquele lugar nos inícios do século XVI. Ainda no campo da toponímia, embora sem qualquer base documental, os cronistas António Cordeiro e Jerónimo Emiliano de Andrade afirmam que o Pico Matias Simão, como que um altar que vem render-se ao mar, terá estado na origem do nome da própria freguesia.
A posição dominante que o Pico assume na costa norte terceirense levou a que fosse o local escolhido para edificação de um padrão inserido nas manifestações arquitetónicas do movimento nacionalista de suporte ao regime do Estado Novo, que na década de 1940 promoveu as celebrações do Duplo Centenário e incentivou a construção de cruzeiros e de padrões em lugares de grande visibilidade. Estes cruzeiros, promovidos pela ação do cónego Moreira das Neves e historicamente coincidentes com o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial, tiveram o propósito de comemorar a data da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640), mas, também (e esse seria o objetivo primordial), de celebrar o Estado Novo, então em fase de consolidação.
Por iniciativa de Manuel Cardoso do Couto, clérigo altarense e ferveroso apoiante do Estado Novo, o Pico Matias Simão foi escolhido para uma dessas construções, pelo que a 8 de Dezembro de 1940 foi ali inaugurado, com grande pompa, em cerimónia presidida pelo governador civil interino, Francisco Lourenço Valadão, um padrão evocativo da Restauração da Independência, conhecido pelo Cruzeiro dos Altares. O padrão é na realidade um cruzeiro, construído segundo projeto do escultor e pintor Maduro Dias. A estrutura foi sofrendo ao longo dos anos obras de manutenção, nomeadamente depois do sismo de 1980 que o afetou de forma significativa. Nas décadas de 1950 e 1960, aproveitando os seus 153 m de altura, foi instalada no canto sudoeste do cruzeiro uma vigia ligada à atividade de caça à baleia centrada no Porto dos Biscoitos, entretanto removida.
sábado, 20 de junho de 2026
quinta-feira, 18 de junho de 2026
As festas Sanjoaninas começaram logo após o povoamento / The Sanjoaninas festivities began shortly after the settlement was established
As festas Sanjoaninas são consideradas as maiores festas profanas do arquipélago. Iniciadas logo após o povoamento na cidade Património Mundial de Angra do Heroísmo Ilha Terceira Açores
A Terceira é uma das nove ilhas dos Açores, integrante do chamado "Grupo Central". Primitivamente denominada como Ilha de Nosso Senhor Jesus Cristo das Terceiras, foi em tempos o centro administrativo das Ilhas Terceiras, como era designado o arquipélago dos Açores. A designação Terceiras aplicava-se a todo o arquipélago do Açores visto terem sido as terceiras ilhas descobertas no Atlântico (o arquipélago das Canárias era designado de Ilhas Primeiras e o arquipélago da Madeira por Ilhas Segundas, segundo a ordem cronológica de Descoberta). Com o avançar dos anos esta ilha passou a ser conhecida apenas por Ilha Terceira.
A riqueza da sua história e património edificado levou a que a Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo fosse classificada como Património Mundial pela UNESCO a 7 de Dezembro de 1983. A cidade é sede do Regimento de Guarnição n.º 1, uma das mais antigas unidades militares portuguesas.
As Sanjoaninas, festas dedicadas a S. João, ocupam as ruas de Angra do Heroísmo durante dez dias do mês de Junho. Cortejos, concertos musicais, touradas (de praça ou à corda), tasquinhas de petiscos, espectáculos de teatro e fogo-de-artifício e provas desportivas, têm o seu ponto alto no desfile das marchas populares.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Manuel Nicolau Bettencourt Pitta
Manuel Nicolau Bettencourt Pitta nasceu em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores a 5 de Junho de 1826 e faleceu em Lisboa a 23 de Novembro de 1905. Bacharel em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Coimbra em 1853.
Filho de Nicolau Caetano de Bettencourt Pitta, falecido em 6 de Dezembro de 1788, e de Maria do Monte de Oliveira. Depois de frequentado os estudos secundários em Angra do Heroísmo, formou-se bacharel em Medicina pela Universidade de Coimbra, concluindo o curso em 1853. Terminado o curso estabeleceu-se em Lisboa, cidade onde fez a sua carreira. Foi lente da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e seu director em 1897. Como médico, foi director de enfermaria do Hospital de São José, do Recolhimento de São Pedro de Alcântara e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Foi sócio da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa e foi condecorado com o grau de comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada. Recebeu a medalha da febre amarela, em reconhecimento dos serviços prestados durante a epidemia daquela doença.
Casou com Sofia da Gama Barros. Uma filha do casal, Cristina de Barros Pitta, foi herdeira da Quinta do Conde.








.png)
.jpg)









































