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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Jamie Silva

 

Jamie Silva (James J. Silva), de ascendência açoriana, nasceu a 14 de Dezembro de 1984, em East Providence, Rhode Island - EUA.

É formado em comunicação e foi jogador profissional de futebol americano, de 2008 a 2011.

Em 2007, atingiu o recorde de 125 “tackles”, 82 individuais , 43 assistidos e 8 intersecções. Devido a este recorde, foi designado para “consensus first-team All American selection”, e para finalista do Prémio Jim Thorpe, concedido anualmente, ao top de defesas do país. Foi, também, nomeado Most Valuable Player (MVP) 2007 Champs Sports Bowl.

Em 2008, na partida East/West Shrine, foi eleito capitão da equipa, tendo assinado, posteriormente, um contrato com o Indianapolis Colts. Nessa temporada marcou 17 tackles. No ano seguinte, manteve-se na mesma equipa como “second string FREE safety”, atingindo o recorde de 32 “tackles.”


Em 2010, aquando do primeiro jogo do ano, sofreu uma grave lesão, que o afastou do resto da temporada.




quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Capela de Nossa Senhora das Vitórias na ilha de S. Miguel Açores




A Capela de Nossa Senhora das Vitórias localiza-se nas Furnas, na ilha de São Miguel, nos Açores. É considerada como um dos mais ricos e originais templos do arquipélago.
Foi mandada erguer por José do Canto, em consequência de um voto formulado por ocasião de uma doença grave de sua esposa. O seu testamento, escrito em 27 de Junho de 1862, reza:


“ Tendo feito, durante a maior gravidade da moléstia de minha esposa, em 1854, o voto de edificar uma pequena capela da invocação de Nossa Senhora das Vitórias, e não havendo realizado ainda o meu propósito por circunstâncias alheias à minha vontade, ordeno que se faça a dita edificação, no caso que ao tempo da minha morte não esteja feita, no sítio que havia escolhido, junto da Lagoa das Furnas, com aquela decência, e boa disposição em que eu, se vivo fora, a teria edificado ”
A ermida foi levantada ainda em vida de José do Canto, do que resultou que a mesma ficasse a constituir uma pequena maravilha artística, em estilo neo-gótico, imitando as grandes catedrais europeias. A obra de cantaria foi executada por pedreiros micaelenses sob a chefia do Mestre António de Sousa Redemoinho, de Vila Franca do Campo. A capela ficou muitíssimo valorizada com riquíssimos vitrais.


Foi inaugurada solenemente no dia 15 de Agosto de 1886, ainda em vida de José do Canto, referindo-se os jornais do tempo, a essa festa, em termos elogiosos. A imagem do altar-mor é feita de jaspe e os vitrais que circundam o templo evocam passos da vida de Nossa Senhora desde o nascimento à assumpção.
A Capela de Nossa Senhora das Vitórias foi construída nas imediações da casa de veraneio de José do Canto, que nela se encontra sepultado com sua esposa.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Carmen Correia

 

Filha de açorianos, naturais da ilha de S. Miguel, Carmen Correia, nasceu em Toronto e fez os estudos académicos na Malaspina University-College e na Vancouver Film School. Figura de renome no meio gastronómico canadiano e americano, tem passado a sua vida entre as cidades de Toronto e New York.

Fundou a “Chef Network Inc.” (CNI) da qual é proprietária e presidente.

Actualmente, esta empresa é tida como a primeira agência para chefes e especialistas gastronómicos da América do Norte.

Criada há 18 anos, a CNI possui uma equipa altamente qualificada de “chefs” e “foodies” famosos, e tem participado em muitos eventos mundiais, de entre os quais se destacam o: “Food & Wine”, “Festival e Comida de Barbados, vinho e rum”, “Ted Talks Brasil”, “Festival Internacional de Chocolate”, “Festival do Marisco Internacional”, etc.

Tem viajado por todo o mundo para participar, na qualidade de palestrante, juntamente conceituados chefs” da CNI, em eventos internacionais, na área da culinária, nomeadamente: Curtis Stone,Crawford, Mark McEwan, Massimo Capra, Emeril Lagasse, etc.




domingo, 16 de janeiro de 2022

Descoberta e povoamento da ilha de S. Jorge Arquipélago dos Açores



A ilha aparece figurada, sem identificação, no "Portulano Mediceo Laurenziano" (Atlas Laurentino, Atlas Mideceu), de 1351, actualmente na Biblioteca Medicea Laurenziana, em Florença, na Itália. Mais tarde, no Atlas Catalão, de Jehuda Cresques, de cerca de 1375, actualmente na Bibliothèque Nationale de France em Paris, encontra-se figurada e nomeada com o seu actual nome: "São Jorge".
Desconhece-se a data exacta de quando os primeiros povoadores nela desembarcaram, no prosseguimento da política de povoamento do arquipélago, iniciada cerca de 1430 pelo Infante D. Henrique. Gaspar Frutuoso, sem indicar o ano da descoberta, refere ter sido:


"(...) achada e descoberta logo depois da Terceira, pois não se sabe com certeza quem fosse o que primeiro a descobriu, senão suspeitar-se que devia ser Jácome de Burgues  , flamengo, primeiro capitão da Ilha Terceira, que depois acharia a de São Jorge, e, pela achar em dia deste Santo [23 de Abril], lhe poria o seu nome, ou por ventura a achou o primeiro capitão de Angra, Vascoeanes Corte Real [João Vaz Corte Real], depois de divididas as capitanias da mesma Ilha."


A mesma data será seguida pelo padre António Cordeiro, que entretanto refere o ano como 1450.  Essa data, contudo, é incorrecta, uma vez que pela carta de 2 de Julho de 1439 Afonso V de Portugal concede ao seu tio, o infante D. Henrique, autorização para o povoamento das (então) sete ilhas dos Açores, em que São Jorge já se incluía. Por outro lado, João Vaz Corte Real foi capitão do donatário da Capitania de Angra em 1474, e da de São Jorge em 1483. Raciocínio semelhante se aplica à figura de Jácome de Bruges.


Sabe-se, no entanto, que o seu povoamento terá se iniciado por volta de 1460. Estudos recentes indicam que o primeiro núcleo populacional se tenha localizado na enseada das Velas de onde se irradiou para Rosais, Beira, Queimada, Urzelina, Manadas, Toledo, Santo António e Norte Grande. Um segundo núcleo ter-se-há localizado na Calheta, com irradiação para os Biscoitos, Norte Pequeno e Ribeira Seca.
Diante do insucesso do povoamento da ilha das Flores, o nobre flamengo Willem van der Hagen (Guilherme da Silveira), por volta de 1480 veio a fixar-se no sítio do Topo fundando uma povoação, e aí vindo a falecer. Os seus restos mortais encontram-se sepultados na capela do Solar dos Tiagos.
É pacífico que a ilha já se encontrava povoada quando João Vaz Corte Real, Capitão-donatário da capitania de Angra (ilha Terceira), obteve a Capitania da Ilha de São Jorge, por carta régia de 4 de Maio de 1483 (Arquivo dos Açores, vol.3, p. 13).


Como nas demais ilhas atlânticas, os primeiros povoadores, vindos do mar, fixaram-se no litoral, junto aos melhores e mais seguros ancoradouros. O crescimento populacional e desenvolvimento económico foram rápidos, de modo que:

em 1500, a povoação das Velas foi elevada a vila e sede de concelho;
em 1510, a povoação do Topo foi elevada a vila e sede de concelho; e
em 1534 (3 de Junho), a povoação da Calheta foi elevada a vila e sede de concelho.
Na segunda metade do século XVI, a ilha contava com cerca de 3000 habitantes, concentrados nas suas três vilas.


A economia desenvolveu-se em torno da agricultura do trigo, do milho e do inhames, complementada pela vinha. Eram importantes também o cultivo do pastel e a colecta de urzela, exportados para a Flandres, de onde eram redistribuídos para outros países da Europa. Remonta a este período a produção do tradicional Queijo São Jorge, tendo mais tarde Gaspar Frutuoso registado:
"Há nela muito gado vacum, ovelhum e cabrum, do leite do qual se fazem muitos queijos em todo o ano, o que dizem ser os melhores de todas as ilhas dos Açores, por causa dos pastos (...)." (Da Descrição da Ilha de S. Jorge. in Saudades da Terra, Livro VI, cap. 33)



quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Maria Teresa Paiva Weed

 

Neta de emigrantes oriundos da ilha de S. Miguel – Açores, Maria Teresa Paiva- Weed nasceu a 5 de Novembro de 1959, na cidade de Newport, no Estado de Rhode Island – EUA.

Frequentou o Rogers High School em Newport e obteve o bacharelato em artes no Providence College, em Providence. Na Catholic University Law School, em Washington DC, licenciou-se em direito.Exerceu a sua actividade no escritório de advogados “Moore, Virgadamo & Lynch Ltd”, até ao ano de 2009.

Foi eleita, pela primeira vez, para o Senado de Rhode Island em Janeiro de 1992, um dos estados norte americanos com maior presença de portugueses.

Em 2009, entrou para a história política daquele estado, por ter sido a primeira mulher a presidir ao Senado local, representando o Distrito 13, que compreende as cidades de Jamestown e Newport, a parte mais turística de RI. Já em 2004, fez história por ser a primeira mulher a liderar a maioria naquele organismo legislativo.


Foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Comissão do Poder Judiciário - 1997/2000. A sua acção foi fundamental na aprovação da legislação para a selecção dos juízes, através de um processo de mérito.

De 2000 a 2002, foi Vice-Presidente da Subcomissão das Finanças para a Segurança Pública e o Ambiente e, entre 2002 e 2004, foi Vice-Presidente da Comissão de Finanças, envolvendo-se em sensíveis negociações do orçamento do Estado e alteração de legislação vária, nomeadamente, o ato de Independência da Família e a legislação e reestruturação dos Fundos de Compensação da vítima.

Anteriormente à sua eleição para o Senado, foi presidente da Comissão de Habitação, em Newport.

É membro do Comité do Partido Democrata da cidade de Newport desde 1988.

A partir do segundo mandato, integrou a Comissão sobre a Selecção Judicial do Senado, a Comissão de Derrames de Óleo do Senado, a Comissão de Investimentos de Rhode Island, a “Blue Ribbon Task Force”, de RI, a Comissão Judicial de Mandatos e Disciplina de RI, a Comissão Examinatória, que foi criada para avaliar o Tribunal de Julgamento Administrativo, a Comissão de Justiça Juvenil do Governador e a Comissão Seleccionadora do Senado sobre Agências “Quasi” Públicas.


Como Presidente do Senado foi reconhecida pelo Conselho do Governador sobre Deficiências, Conselho do Governador sobre o Turismo, a Associação Nacional de Trabalhadores Sociais, o Centro Para a Política e Advocacia Latino-Americanos, a Associação Nacional Para o Avanço das Pessoas de Cor (NACCP) do Newport County, United Way, Conselho da Comunidade Mental e Centros de Saúde de Rhode Island, o Embaixador do Turismo e Hospitalidade de Rhode Island, o Club de Mulheres Profissionais e de Negócios de Jamestown e Newport.

Em Junho de 2011, foi condecorada pelo Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, com o Grau de Comendador da Ordem de Mérito.


Residente em Newport, foi reeleita a 6 de Novembro  de 2012, para Presidente do Senado.




quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Há 62 anos um jovem açoriano viajou no trem de aterragem de um avião para chegar à América.

 

Numa noite de lua cheia, a 9 de Setembro de 1960, Daniel Melo avista o Lockheed Super Constellation que se prepara para levantar voo no extremo da pista principal do aeroporto internacional de Santa Maria. A aeronave das linhas aéreas venezuelanas, um quadrimotor a hélice, reconhecível pelo leme triplo, aquece os motores para descolar rumo a Caracas, via Bermuda. Daniel, de apenas 16 anos, corre pela pista e sobe para o compartimento do trem de aterragem dianteiro. Depois de algumas tentativas falhadas, está em andamento o plano de atravessar o Atlântico e


cumprir o objectivo final de chegar à América — como passageiro clandestino.


Daniel Melo, de baixa estatura, tenta ajeitar-se no compartimento exíguo, enquanto o avião atinge a velocidade de descolagem. O piloto da LAV (Línea Aeropostal Venezolana) faz subir o trem de aterragem. O equipamento hidráulico comprime o passageiro contra a parede de metal, a poucos centímetros da roda em circulação. O movimento repete-se meia dúzia de vezes, porque as portas do compartimento não fecham devidamente. De cada vez que o trem sobe, Daniel Melo quase sufoca. Quando o alçapão se fecha, Daniel abre uma porta interior para a área electrónica e hidráulica do avião - o que terá feito a diferença entre a vida e a morte.


Daniel Correia Melo nasceu a 22 de Novembro de 1943 nas Furnas, na ilha de São Miguel, num meio familiar humilde. Em 1950, com apenas sete anos, acompanhou os pais e dois irmãos quando a família se mudou para Santa Maria. O aeroporto internacional, construído pelos norte-americanos como base militar, no final da II Guerra Mundial, estava no auge da actividade enquanto importante ponto de ligação entre a Europa e as Américas, onde as grandes companhias aéreas faziam escalas para reabastecimento nos voos intercontinentais. A família morava no Bairro Operário e o pai trabalhava no cinema do Aeroporto — onde Daniel via os filmes de Hollywood que o faziam querer procurar uma vida melhor na terra das oportunidades.


O planeamento da viagem começou aos 14 anos — Daniel aprendia o ofício de carpinteiro nas oficinas do Aeroporto e já ouvira relatos de tentativas semelhantes, nos aviões militares que partiam da Base das Lajes, na Terceira. Observou de perto os diferentes tipos de aeronaves, quando fazia incursões pela placa com os amigos, às escondidas da polícia. Escolheu o avião, a companhia aérea e o destino. "O meu plano foi perfeito", recordou ao jornal Portuguese Times, de New Bedford, duas décadas depois da viagem. "Sempre gostei de aventura."


cortesia I love azores



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Os Açores já constavam nos mapas Genoveses em 1340

 

O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre este facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheceriam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme e comprove tal facto. A apoiar esta versão existe apenas um conjunto de escritos posteriores, baseados na tradição oral, que se criou na primeira metade do século XV. Algumas teses mais arrojadas consideram, no entanto, que a descoberta das primeiras ilhas ocorreu já ao tempo de Afonso IV de Portugal e que as viagens feitas no tempo do Infante D. Henrique não passaram de meros reconhecimentos.


O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, decorrendo nos anos seguintes o descobrimento - ou reconhecimento - das restantes ilhas do arquipélago dos Açores, no sentido de progressão de leste para oeste. Uma carta do Infante D. Henrique, datada de 2 de Julho de 1439 e dirigida ao seu irmão D. Pedro, é a primeira referência segura sobre a exploração do arquipélago. Nesta altura, as ilhas das Flores e do Corvo ainda não tinham sido descobertas, o que aconteceria apenas cerca de 1450, por obra de Diogo de Teive. Entretanto, D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel, povoou a ilha de Santa Maria.


Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo e do Minho, tendo-se registado, em seguida, o ingresso de flamengos, bretões e outros europeus e norte-africanos.