quarta-feira, 16 de junho de 2021
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Piratas e corsários na ilha do Corvo Açores
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Em 1740 chegaram os primeiros Açorianos à região do actual Rio Grande do Sul
Em 1740 chegou à região do actual Rio Grande do Sul o primeiro grupo organizado de povoadores. Vindos das ilhas dos Açores, contavam com o apoio oficial do governo, que pretendia que se instalassem na vasta área onde estavam situadas as Missões. Mas as dificuldades de transporte fizeram com que terminassem por se fixar na área da actual cidade de Porto Alegre.
Estado brasileiro localizado na região Sul. Possui como limites Santa Catarina (N), oceano Atlântico (L), Uruguai (S) e Argentina (O). Ocupa uma área de 282 062 km2. A sua capital é Porto Alegre.
As cidades mais populosas são: Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul, Canoas e Santa Maria. O relevo é constituído por uma extensa baixada, dominada ao norte por um planalto.
Os rios principais são: Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas e Camacuã. O clima é subtropical.
Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões, próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses, em 1680, quando a coroa portuguesa resolveu assumir o seu domínio, fundando a Colónia do Sacramento. Os jesuítas portugueses estabeleceram, em 1687, os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa tomou posse da lagoa Mirim.
Assim, em 1742, estes colonizadores fundaram a vila de Porto dos Casais, depois chamada Porto Alegre. As lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis, terminaram em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. Em 1807, a área foi elevada à categoria de capitania. Grupos de imigrantes italianos e alemães começaram a chegar a partir de 1824.
A sociedade estancieira passou então a coexistir com a pequena propriedade agrícola, diversificando a produção. Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul foi palco de revoltas federalistas, como a Guerra dos Farrapos (1835-45), e participou da luta contra Rosas (1852) e da Guerra do Paraguai (1864-70).
As disputas políticas locais foram acirradas no início da República e só no governo de Getúlio Vargas (1928) o Estado foi pacificado.
Actualmente a nível económico, este Estado destaca-se pela agricultura (soja, trigo, arroz e milho) e pecuária (bovinos, ovinos, equinos e suínos), além de actividades industriais (de couro e calçados, alimentícia, têxtil, madeireira, metalúrgica e química).
O Rio Grande do Sul é considerado, juntamente com o Paraná, como o estado celeiro do país, responsável pela maior produção nacional de grãos, sendo por isso uma das bases da economia do Brasil.
quarta-feira, 9 de junho de 2021
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Ermida de Santo António da Grota na cidade de Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores
A Ermida de Santo António da Grota , é uma ermida portuguesa localizada no Monte Brasil, ilha Terceira à cidade de Angra do Heroísmo e fez parte da Diocese de Angra do Heroísmo.
Esta ermida foi edificada no Monte Brasil,
sendo que para lá se chegar é necessário entrar Fortaleza de São João Baptista
pelo Nascente e ultrapassar a casa da guarda na direcção do Monte Brasil
propriamente dito.
Aqui encontra-se uma estrada onde está a Ermida
de Santo António por proximidade chamada da grota, porque ela realmente lá
existiu em tempos recuados. Trata-se de uma ermida simples e modesta, ajudada
pelo realce e graça de ficar na encosta do Monte Brasil por entre o denso e
verdejante arvoredo.
O motivo que levou à construção desta ermida
parece ter sido a devoção do seu fundador por Santo António. Destaca-se no meio
do verde, podendo ser vista de grande distância, sendo descrita pelo padre
Manuel Luís Maldonado do seguinte modo:
«Na circunvalação do Monte do Facho existe
fronteira ao Porto de Angra uma quinta de recreação que se diz a grota em que
há uma ermida de Santo António hoje reputada por a mais recreativa de todas as
da Ilha, e a ter água nativa não houvera no mundo outra que se lhe avantajasse
pelos galanteios com que está ornada a via por onde se comunica composta de uma
que se forma em duzentas e tantas colunas inteiras pela frente exterior e
outras tantas meias que lhes correspondem sobre as quais se armam as travessas
das latadas, de que é composta e o chão calçado de seixo miúdo guarnecido com
lajeamento em quartéis que fortificam fixo e permanente.
No pátio, ou adro da ermida, sita em um grotilhão que divide os montes das cruzes e do Facho em razão do qual se impôs a esta quinta o nome de grota, começa uma escada com quatro tabuleiros quadrados com suas pirâmides nos ângulos, em que há degraus de pedra e a superfície de seus contrafortes, povoada toda de plantas de flores de toda a variedade. Esta escada se remata em um jardim onde estão fabricados três chafarizes de chuveiro, e um penhasco de esguichos que chamam lágrimas, e no alto delas duas cisternas nas quais se recolhem as aguas das chuvas do Inverno, e destas por uns alcatrazes e arcas que se fecham e abrem se lançam as águas nos ditos chafarizes que postos em corrente ficam fazendo uma vista tão agradável que todos enleva.´
Nos lados desta obra que correspondeu aos altos da ermida estão dois baluartes correspondentes um ao outro, guarnecidos com suas artilharias em que há dez peças de menor calibre com as quais se fazem as salvos particulares que parece dos governadores»
Esta transcrição leva-nos a saber tudo o que
existia à volta da ermida de Santo António, que ficou célebre e chegou até aos
nossos dias, tendo no entanto desaparecido a mencionada quinta.
Nesta ermida estabeleceu-se e funcionou uma
Irmandade composta apenas por militares do castelo, a qual contribuía com a
mensalidade de quatro mil reis (moeda da altura) para dispor de um capelão e
custear a tresena e festividade do orágo. Esta confraria extinguiu-se em 1768
e, desde 1787, por mandato governamental, essas despesas ficaram a cargo da
Fazenda Real, o que até 1822 se observou.
Em 1823 o corregedor opôs-se a que a dita
Fazenda Real incumbissem as expensas, do facto resultando que a festa não se
realizar nesse ano. Foi o Tenente General Francisco de Borja Garção Stockler,
que expondo o caso a D. João VI, consegui o recomeço das celebrações com a
dotação régia de trinta e tantos mil reis.
Foi o Governador do Castelo, Francisco de
Paula Cárceres, quem encontrou a imagem de Santo António na Ermida do Espírito
Santo (Angra do Heroísmo), na Rua do Pintor, e resolveu de novo transferi-la
para a sua ermida.
Assim, voltaram a fazer-se festas pelos
militares da Fortaleza de São João Baptista durante longos anos, havendo às
vezes procissão. O controlo das festas na ermida passou depois à Junta Geral do
Distrito de Angra do Heroísmo.
Actualmente a ermida apresenta uma única porta
de entrada bastante ampla, vendo-se em cima uma pequena clarabóia de cada lado,
na parte interior, encontram-se numerosos e artísticos azulejos representando
Santo António a pregar aos peixes e guardando os pássaros.
Ao fundo está o altar com a imagem de Santo
António, vendo-se na capela duas pequenas janelas ou frestas e dois pequenos
arcos. Dividindo a ermida encontra-se outro arco mais alto e amplo. Tem ainda
uma sacristia do lado direito e duas grandes janelas laterais, tudo remata com
um espaçoso adro, donde se desfruta um vasto e belo panorama sobre a cidade de
Angra do Heroísmo e várias freguesias rurais.
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Alfredo da Silva Sampaio
Alfredo da Silva Sampaio nasceu em Angra do Heroísmo a 19 de Setembro de 1872 e faleceu em Angra do Heroísmo a 21 de Novembro de 1918. Foi médico e naturalista, tendo-se notabilizado pela publicação da obra Memória sobre a Ilha Terceira, uma vasta monografia sobre a história natural, geologia, geografia e história da ilha Terceira. Em 1895, com o nome simbólico Aquiles, estava ligado a um triângulo maçónico existente em Angra do Heroísmo.
Nasceu em Angra do Heroísmo, filho do médico-cirurgião e professor liceal José Augusto Nogueira Sampaio, formado na Universidade Católica de Lovaina e distinto naturalista, e de sua esposa Emília Augusta da Silva Carvalho. A família era uma das mais afluentes da ilha Terceira, ligada ao núcleo mais influente da burguesia da cidade de Angra do Heroísmo.
Após concluir o ensino secundário na sua cidade natal, partiu para Coimbra, onde se matriculou no curso de Medicina. Estudante distinto, obteve o grau de bacharel em medicina e cirurgia pela Universidade de Coimbra em 1888, regressando nesse mesmo ano à ilha Terceira.
Fixou-se em Angra do Heroísmo, onde passou a trabalhar com seu pai, a quem foi paulatinamente sucedendo em vários empregos, entre os quais o de guarda-mor da Estação de Saúde de Angra do Heroísmo, de médico do partido municipal e de médico do Hospital de Santo Espírito da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo.
Paralelamente, exerceu funções de professor provisório no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo e substituiu o pai no cargo de director do Posto Meteorológico de Angra do Heroísmo, que havia sido oficialmente criado em Outubro de 1862 e que ao tempo funcionava num abrigo construído sobre uma das torres sineiras da Igreja do Colégio de Angra.
Teve importante envolvimento cívico, desempenhando cargos dirigentes em diversas instituições. Foi presidente do Montepio Terceirense, presidente da assembleia geral da Sociedade Protectora dos Animais da Ilha Terceira e membro da mesa administrativa do Recolhimento de Jesus, Maria, José (Mónicas), instituição de que foi médico a título gracioso até falecer. Foi sócio fundador da Cozinha Económica Angrense e um dos sócios iniciadores, em sessão realizada a 10 de Fevereiro de 1917, da delegação da Cruz Vermelha Portuguesa em Angra do Heroísmo.
Também se dedicou ao estudo da história natural, continuando os trabalhos de botânica iniciados por seu pai. Foi sócio efectivo da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e sócio honorário da Academia Físico-Química Italiana, de Palermo (Accademia Fisico-Chimica Italiana di Palermo).
Contudo, o principal motivo de notoriedade é a publicação de uma monumental obra, de 876 páginas, sobre a geografia e a história da ilha Terceira. Intitulada Memória sobre a Ilha Terceira, foi redigida sobre um plano esquissado pelo pai e publicada em 1904 pela Imprensa Municipal de Angra.
Este vasto trabalho sobre a história, a geografia e a história natural da ilha Terceira foi durante a maior parte do século XX a principal obra de referência sobre a ilha, sendo citada inumeráveis vezes por autores subsequentes. Tendo como objectivo registar tudo o que interessa à história natural e à política administrativa e económica daquela ilha, a obra está organizada em «partes», cada uma delas subdivididas em capítulos.






























