Segundo os historiadores, Dom João provinha de uma família cujo apelido era Estaço e provavelmente de origens hebraicas.
Álvaro Pires Estaço, um dos primeiros povoadores dos Açores terá sido também o iniciador desta família nos alvores do século XV. Foi vereador da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo em 1542 e casado com D. Aldonça Martins, que já se encontrava falecida em 15 de Junho de 1571, tendo feito testamento a favor do seu filho, Gaspar Estaco instituindo vínculos perpétuos. D. Aldonça Martins foi sepultada na Igreja de São Salvador de Angra do Heroísmo.
Ao longo dos anos a família Estaco ou Estácios, como também aparece escrito, deu origem a quatro ramos com varonia. O primeiro e primogénito, foi Gaspar Estaço, que exerceu o cargo de Juiz ordinário em Angra, (actual Angra do Heroísmo) e esteve ao serviço de Filipe II de Espanha, para obter a dotação da viúva Antónia Vaz Chama, com um pagamento anual que foi uma tença 45$000 réis (moeda da altura) e três moios de trigo.
O segundo filho foi João Estaço. Mais tarde, nasceram ainda duas filhas neste casamento: D. Inês ou Beatriz Estaço e D. Filipa Estaço.
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