Agostinho Remédios de Bettencourt Vieira de Areia nasceu na Vila das Lajes a 11 de Março de 1902 e faleceu em Lisboa a 24 de Abril de 1967.
Filho natural do padre Agostinho Vieira da Areia, proprietário da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios e residência anexa, localizadas nas Lajes, ilha Terceira, e de Palmira Bettencourt, de Angra do Heroísmo.
Após a conclusão do ensino secundário em Angra do Heroísmo, fixou-se em Lisboa, onde viveu toda a sua vida profissional. Era sobrinho do político e publicista José Vieira da Areia.
Começou por trabalhar na redacção de O Século, tendo atingido naquele periódico a categoria de redactor-chefe da secção de estrangeiro. Colaborou em vários periódicos, com destaque para os jornais a A Tarde e Acção e para as revistas Renovação e Civilização.
Dedicou-se à tradução e revisão, tendo preparado para edição em português cerca de 60 obras literárias estrangeiras, algumas das quais prefaciou e anotou. Na década de 1940 dirigiu uma enciclopédia popular editada pela Agência Editorial Brasileira.
Publicou várias obras de índole historicista da sua autoria sobre enigmas famosos, nas quais explora episódios “misteriosos” do passado europeu, recorrendo a fontes publicadas e transcrevendo alguns documentos, sintetizando os factos conhecidos e apresentando as várias explicações possíveis. Os temas vão da feitiçaria, às associações secretas e às conspirações políticas.
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