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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Edila Gaitonde da ilha do Faial Açores

 

Edília Brum Dutra de Andrade nasceu no dia 3 de Novembro de 1920, na ilha do Faial Açores e faleceu em 2021 em Leça da Palmeira.

Começou por estudar música nos Açores, tendo dado continuidade as estudos no Conservatório de Lisboa.   É na capital que conhece o futuro marido, o médico goês e hindu Pundalik Gaitondé, uma das figuras dos movimentos de libertação de Goa, Damão e Dio. Edília torna-se na primeira mulher católica portuguesa a casar com um hindu goês, em 1948.  Após o casamento vão morar em Goa, onde Edília cria uma escola de música.


Em 1954, o marido é preso pela PIDE e deportado para Lisboa, Edília acompanha o marido. Uma vez em Lisboa, Pundalik é colocado na prisão do Aljube e posteriormente fica em prisão domiciliária no Porto. Após a libertação do marido vão ambos para Londres e de seguida para Bombaim onde este se torna conselheiro do Governo de Nehru. Uma vez lá cria uma escola de música e trabalha na All India Radio como locutora. 

Regressam a Londres após a União Indiana tomar Goa, Damão e Diu. Uma vez lá Edília volta a trabalhar como professora de música e publica o seu primeiro livro, In Search of Tomorrow, onde relata a sua vida em Goa, no seio da comunidade hindu. 

Regressa a Portugal após a morte Pundalik, em 1992.   Volta a casar, em 2010, com o poeta António Nava seu conterrâneo. 

Em 2020, Edília Gaitonde completou 100 anos, que foram assinalados pela RTP com uma entrevista, onde relatou a sua vida aos jornalistas António Louçã e Nuno Patrício


O seu aniversário também foi celebrado pela Biblioteca Pública da Horta, que organizou com uma tertúlia dedicada a ela. 




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