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sábado, 4 de fevereiro de 2023

Museu do Vinho na Madalena ilha do Pico Açores

 


O Museu do Vinho localiza-se na freguesia e Concelho de Madalena, na Ilha do Pico, nos Açores. Integra a Rede Regional de Museus como extensão do Museu do Pico e foi criado em 1999.


Encontra-se instalado nas dependências do antigo Convento da Ordem do Carmo, que remonta aos séculos XVII/XVIII, e que se constitui num símbolo arquitetónico da fase áurea do "Ciclo do Vinho Verdelho" na ilha.


Compreende a casa conventual dos frades carmelitas, o armazém dos lagares e alambiques, uma vinha, um edifício construído de raiz que alberga um lagar de três bicas, um miradouro e uma mata de seculares dragoeiros ("Dracaena draco"), cuja idade está estimada entre 500 e 1000 anos.


Inaugurado em 1999, o espólio do museu é essencialmente constituído por peças etnográficas, objetos ligados aos ciclos - vegetal, industrial e de socialização - da vitivinicultura.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Duarte Barreto do Couto

 

Duarte Barreto do Couto  nasceu no Algarve no  século XV  e faleceu na ilha da  Graciosa, c. 1475.  Mais conhecido por Duarte Barreto, foi o primeiro capitão do donatário na ilha Graciosa (ou pelo menos de parte dela). Faleceu na sequência de uma incursão castelhana na ilha, provavelmente levada a cabo por corsários, durante a Guerra da Beltraneja.


Duarte Barreto do Couto foi irmão de Iria Vaz do Couto, a primeira mulher de Vasco Gil Sodré, e casado com a irmã deste, Antónia Sodré, o que fazia dos dois homens duplamente cunhados. Embora sejam escassas as evidências documentais, Duarte Barreto, fidalgo do Algarve, foi capitão do donatário na parte sul da ilha Graciosa, no território que depois corresponderia ao hoje extinto concelho da Praia da Graciosa.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Quem foi António Bicudo Carneiro

 



António Bicudo Carneiro, segundo historiadores, pertencia a uma família de judeus sefarditas provenientes da Península Ibérica, sendo considerado pela Comunidade Israelita de Lisboa como um cristão novo.


Os judeus sefarditas ou marranos, eram povos que habitavam Portugal e a Espanha durante séculos e foram perseguidos pelo Tribunal do Santo Ofício criado pela Igreja Católica, ficando conhecido como o período da Inquisição.


Os judeus foram expulsos da Espanha em 1492 e muitos foram para Portugal, que dera abrigo temporário. No entanto, em 1496 o rei D. Manuel I, sob influência da Espanha e da Igreja Católica, determinou a expulsão dos judeus de Portugal sob pena de morte.


Para sobreviver inúmeros judeus se passavam por católicos, denominados de cristãos-novos. Além disso, muitos judeus fugiram para outros países, incluindo o Brasil.


António Bicudo Carneiro, era de família judia e cristão-novo, nasceu em Ponta Delgada, situado na ilha de São Miguel, pertencente à região autônoma dos Açores, Portugal. A data de nascimento é incerta, porém acredita-se que ele tenha nascido por volta do ano de 1.540.


Era filho de Vicente Annes Bicudo e Mecia Nunes. Seu pai era escrivão na Vila da Ribeira Grande, Açores e capitão de uma companhia, faleceu nesta Vila aos 27 de agosto de 1582.


Seus irmãos eram: Matias, Francisco, Nuno, Isabel, Jerônima, Manule, Guiomar, Beatriz e Vicente.


Antônio Bicudo Carneiro, na companhia de seu irmão Vicente Bicudo, saíram da ilha de São Miguel para a capitania de São Paulo, por volta do ano de 1585, no período de seu povoamento.


No ano de 1610, requereu à Camâra de São Paulo 300 braças de terra em quadra, partindo pelo rio de Carapicuíba, declarando que há muitos anos que habitava aquela terra, onde sempre ajudavam com suas pessoas e armas ao bem público nas guerras contra os portugueses.


António se casou com Izabel Rodrigues e tiveram 6 filhos: Antonio Bicudo, Domingos Nunes Bicudo, Marta Mendonça, Jerónima de Mendonça, Guimar Bicudo, Maria Bicudo (também conhecida com Mécia Bicudo).


A maioria dos filhos de Antônio Bicudo Carneiro se casaram e tiveram filhos, continuando a linhagem familiar.


Dessa forma, há inúmeros descendentes da família de António Bicudo Carneiro vivos no Brasil, sendo que muitos deles podem ser identificados através de estudos genealógicos.


Assim, é possível que os descendentes de António Bicudo Carneiro e de outros judeus sefarditas expulsos de Portugal, tenham direito à cidadania portuguesa.




terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Ecomuseu da ilha do Corvo Açores

 


O Ecomuseu do Corvo é um museu de território que abarca toda a ilha do Corvo, na Região Autónoma dos Açores. Sendo um projeto museológico conquanto pretende salvaguardar, valorizar e transmitir o património corvino (cultural, natural, humano e paisagístico) é, em simultâneo um projeto de desenvolvimento pois visa a mobilização desse património para o desenvolvimento local sustentável.

Conta já com uma estrutura física, a Casa do Tempo, onde os visitantes podem apreender, através dos conteúdos expositivos, a informação que lhes permitirá compreender e interpretar o que encontram no território.

Este e um processo dinâmico através do qual a comunidade corvina preserva, interpreta e gere o seu património - cultural, natural, humano e paisagístico - para o desenvolvimento sustentável.


Ao contrário de um museu tradicional onde existe um edifício com uma coleção para um público-alvo que consome a oferta cultural, num Ecomuseu temos um território, o património que este contém e que deve servir a comunidade da qual faz parte e que é o público-alvo das ações do Ecomuseu, tendo um papel ativo nessas ações, enquanto legítimos herdeiros do seu património.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Forte de São Sebastião da ilha do Faial Açores

 


O Forte de São Sebastião, referido até ao século XIX como Forte da Cruz dos Mortos, localiza-se na freguesia das Angústias, cidade e concelho da Horta, na ilha do Faial, nos Açores.

A sua construção deverá remontar ao início do século XVII, no contexto da Dinastia Filipina.

Acredita-se que seja a estrutura referida como "O Forte de Nossa Senhora das Angustias." na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710",   no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714).


Encontra-se identificada na "Planta das fortificações e baías na ilha do Faial", de autoria do sargento-mor do Real Corpo de Engenheiros, José Rodrigo de Almeida (1804).


A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que "Está algum tanto arruinado; já se procedeo ao orçamento respectivo para a sua reparação" e observa, com relação às estruturas da ilha:

"Devem ser conservados, por que defendem o porto da cidade da Horta, dando-lhe a conveniente importancia, mas seria util fazer-lhes as reparações de que carecem, e artilha-los convenientemente; pois quazi toda a artilharia e reparos se achão incapazes de serviço."


As suas dependências abrigaram o destacamento de militares reformados da ilha, removido na segunda metade do século XIX das dependências do Forte do Bom Jesus (sobre o areal próximo à foz da ribeira da Conceição, de que já não restam vestígios), as quais foram cedidas para prisão da cidade da Horta, função esta também desempenhada pelo Forte de São Sebastião.



sábado, 28 de janeiro de 2023

Quem partiu para o Brasil da ilha da Graciosa Açores em 1880

 


1 - João de Quadros da Cunha

2 - Cândida Amélia Pereira

3 - Manuel Correia de Melo

4 - José da Cunha

5- José de Sousa da Silva

6 - Sebastião Espinola Bettencourt

7 - Carlos José


8 - Rosa Clara Nunes

9 - João de Azevedo

10 - Constantino José Espinola 

11 - Manuel Mendes Faria

12 - Manuel Martins de Ávila

13 - Manuel Pacheco de Melo

14 - Francisca Isabel


15 - Maria Julia

16 - Manuel Espinola

17 - Filomena Isabel Santa Ana

18 - André Maria de Sousa

19 - Manuel Pacheco de Melo

20 - Delfina Cândida

21 - Domingos Espinola




sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Duarte Faria e Maia

 


Duarte Machado de Faria e Maia  nasceu em Ponta Delgada Açores  a 10 de Junho de 1867  e  faleceu em Ponta Delgadaa  3 de Novembro de 1922.  Mais conhecido pelo nome artístico de Duarte Maia, foi um pintor da corrente naturalista que deixou interessantes registos da vida rural micaelense e francesa.


 Oriundo de uma família abastada da ilha de São Miguel, dispôs de desafogo financeiro suficiente para poder seguir o seu interesse pela pintura, indo estudar para Lisboa, e para poder viver sem necessitar de trabalho remunerado. Em 1887, muito jovem, partiu para Paris, onde adquiriu uma formação ecléctica, conhecendo a obra dos grandes pintores naturalistas e impressionistas, que depois se refletiria na sua obra.

Regressaria ainda à ilha de São Miguel, antes de voltar a França. Por fim, fixaria residência, definitivamente, na sua terra natal. Apaixonado pelos temas da vida rural, pintou múltiplas figuras anónimas em tarefas agrícolas ou em cenas típicas da vida rural. Embora filiado na segunda geração da corrente do naturalismo português, a sua obra apresenta laivos que a aproximam do impressionismo, seguindo uma corrente estética integrada na pintura francesa sua contemporânea.