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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Quinta de Santa Luzia na ilha Terceira Açores

 

A Quinta de Santa Luzia é composta por uma propriedade agrícola e por um solar que foi pertença da família Noronha e cuja data da primitiva construção recua a 1602.

Localiza-se esta quinta na ilha açoriana da Terceira, concelho de Angra do Heroísmo, freguesia da Terra Chã.

Foi durante séculos residência da família Noronha, tendo desta família sido os seus dois últimos residentes João Inácio de Bettencourt Noronha e o seu filho, José Pimentel Homem de Noronha e neto Alberto de Barcelos e Noronha. Antes da sua venda, após o terramoto de 1980, era pertença de José Orlando do Canto e Noronha.

A sua venda ocorreu após o terramoto ocorrido em 1 de Janeiro de 1980.


O solar de que a quinta está dotada apresenta-se com apreciáveis dimensões. Tem um pátio voltado a poente com jardim onde de destacam plantas exóticas de grande dimensão dada a sua avançada idade. É de mencionar também a capela dedicada a Santa Luzia.

Destaca-se este edifício pelo seu especto senhorial de austera fachada e pelo portão trabalhado dotado de pináculos.





domingo, 7 de novembro de 2021

João de Bettencourt de Vasconcelos, o degolado na cidade de Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores



João de Bettencourt de Vasconcelos (século XVI) foi cavaleiro da ordem de Cristo.
Nasceu na ilha da Madeira, foi com seu pai para a ilha Terceira, Açores, onde foi degolado, em princípios de Março de 1582, na Praça Velha da cidade de Angra, por ser partidário de Filipe II de Espanha. Foi casado com D. Maria de Vasconcelos da Câmara, a qual foi agraciada pelo dito monarca, em 1583, com 100$000 réis (moeda da altura) de tença.


João de Bettencourt de Vasconcelos e D. Maria de Vasconcelos da Câmara:

1 - Vital de Bettencourt de Vasconcelos, casou quatro vezes, a primeira com D. Maria da Silveira Borges, a segunda com D. Inês Ferreira de Melo, a terceira com D. Izeu Pacheco Abarca, a quarta com em 5 de Fevereiro de 1622, com D. Agueda de Freitas de Quadros, da ilha Graciosa, a qual era já viúva de Diogo Sequeira.


Filhos:


2 - João de Bettencourt, que foi clérigo e religioso da Companhia de Jesus.

3 - Jorge de Lemos de Bettencourt.

4 - D. Margarida de Bettencourt de Vasconcelos, que casou com Luís Pereira de Lacerda.



sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Quinta da Nasce -Água na ilha Terceira Açores

A Quinta da Nasce-Água deve o seu nome à nascente natural de água que se localiza nas proximidades, a norte do núcleo edificado de Angra do Heroísmo.  A propriedade remonta ao tempo do povoamento da ilha, associada a extensos campos de cultivo e vinculada por Rui Dias de Sampaio no século XVI. A sua história posterior conta com marcos importantes: na segunda metade do século XVIII, a quinta é convertida em casa de campo ou "quinta de recreio", cuja opulência não tinha rival na ilha sendo estância ao governador geral dos Açores. 

Nessa altura são criados pomares e hortas, com flores, ervas aromáticas e medicinais, latadas de vinha e passeios. A meados do século XIX o brigadeiro Inácio de Castil Branco transformou a casa em "deleitoso aposento" e o recinto em "recreio do público", construindo nesta fase o lago grande, três jardins em socalco, cada um com uma taça de água. Na quinta seccionada por uma corrente de água, foram instalados dois moinhos e um jardim de buxo, no qual se poderia reconhecer o seu brasão desenhado. A terceira intervenção significativa dá-se em 1899, quando Emídio Lino da Silva adquire a propriedade e constrói a atual casa da quinta, remove o jardim de luxo e outras remanescências e entra no espírito do colecionismo botânico, com plantações de novos exemplares de vegetação exótica.

Aproxima-se, assim, do desenho do jardim atual sendo que, após a morte da sua herdeira, D. Maria Luísa Baldaia, a quinta entra em declínio. Na década de 1980 a sua neta Elisa e o seu marido Jaime Coelho, investiram em obras de restauro, convertendo-a na primeira unidade de Turismo de Habitação dos Açores.

Atualmente é uma unidade hoteleira inserida no jardim romântico do final do séc. XIX com uma pequena mata. À entrada da quinta estende-se um pátio de receção pavimentado com «bagacina» vermelha; a nascente, situam-se as áreas de recreio, a piscina, os espaços ajardinados, os relvados e o pavilhão para a realização de eventos, conjunto de equipamentos recentes, adaptados ao seu atual uso; a poente da casa-Mãe fica o jardim de aparato, composto pelo lago artificial de formas irregulares, em volta do qual se distribui uma profusa vegetação de plantas exóticas e diversos canteiros de flores. Seguindo para norte, as ruas da quinta convergem num amplo largo, enquadrado por plátanos e centrado por uma mesa onde repousa um conjunto escultórico.


( cortesia a Associação Portuguesa dos jardins históricos )




quarta-feira, 3 de novembro de 2021

A Quinta dos Castro em Angra do heroísmo ilha Terceira Açores

 

A Quinta dos Castro é uma quinta portuguesa localizada na freguesia de São Pedro, concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores.


Esta quinta é dotada de um solar e foi, ao longo dos séculos, residência da família Castro. Encontra-se próximo da Quinta da Estrela, da Quinta dos Parreira, da Quinta do Leão e da Zona Balnear da Poça dos Frades.

O solar encabeça uma propriedade agrícola com apreciáveis dimensões e tem um jardim onde se destacam plantas de cariz exótico.


O edifício destaca-se pelo seu aspecto senhorial e pela sua fachada de excelente cantaria.




segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Casa do Gaiato na ilha de São Miguel Açores

 

 O Padre Elias nasceu a 21 de Agosto de 1926 na freguesia do Faial da Terra e  era filho de António Resendes André e de Maria Amelia Pacheco.

Em 1946, o Elias era aluno do primeiro ano de Filosofia no Seminário de Angra do Heroísmo.

Após a ordenação sacerdotal a 1 de Junho 1952, o Elias seguiu para Continente, estagiando com o padre Américo na Casa do Gaiato em Paço de Sousa e no Tojal. Regressou a S. Miguel em Outubro, iniciando a Obra do Gaiato, originalmente instalada num espaço reservado no edifício da Estação Agrária Distrital em S. Gonçalo. Em breve se deu conta que as acomodações eram exíguas para o funcionamento dos dois serviços.

Procurando solucionar o problema, o padre Américo deslocou-se a S. Miguel reunindo-se com a Junta Geral. Valendo-se dum legado de Alice Moreno, completou-se a transferência da Obra do Gaiato para uma propriedade no Monte Alegre na freguesia das Capelas, (que foi Vila de 1839 a 1853). Concluídas as devidas adaptações, a Casa do Gaiato entrou a funcionar ali a partir de 2 de Abril 1956.

Entretanto, em Julho desse ano falecia o Padre Américo. Foi então que o Padre Elias promoveu o Instituto Apóstolos da Rua e professou com o nome Frei Elias do Monte Carmelo. Em 1961 fundou o “Calvário” para doentes incuráveis e destituídos de amparo de familiares ou de apoio de instituições adequadas.

Seguidamente abriu o “Ninho” para crianças dos três aos seis anos de idade, e o “Lar” para rapazes estudando e trabalhando em Ponta Delgada. Fundou ainda e dirigiu o jornal “O Apóstolo da Rua.” Com o seu estilo desassombrado e empolgante marcou presença assídua na imprensa regional. E como pregador demonstrou uma erudição extraordinária, que a todos comovia e arrebatava.

Faleceu em 1974 em Ponta Delgada.



sábado, 30 de outubro de 2021

João Vaz Corte Real foi um dos primeiros europeus que chegou à costa Americana





João Vaz Corte-Real (c. 1420 em Faro † 1496 em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores) era um navegador português do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova. Foi enviado em 1473 do rei Afonso de Portugal a Dinamarca, para participar numa expedição, encabeçada do navegador alemão Didrik Pining, para estabelecer e renovar antigas ligações da Dinamarca com Gronelândia. Corte-Real organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.

Se for verdade, Corte-Real teria desembarcado cerca de dezanove anos antes de Colombo nas costas da América do Norte.


Em 1474 foi nomeado capitão-donatário de Angra e a partir de 1483, também da Ilha de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.

À volta de 1418 o Infante D. Henrique deu vida e alento ao grande desejo dos Portugueses de procurarem fama e fortuna, descobrindo terras novas num mundo que era então vastamente desconhecido.


As outras nações, que mais tarde competiram com os portugueses na colonização, encontravam-se por essa altura ocupadas com graves problemas internos. Tomando vantagem dessa distracção, e em grande segredo, um enorme esforço foi desenvolvido que resultou na descoberta da maioria das terras do mundo pelos navegadores portugueses.


Por causa desse grande segredo necessário nessa altura, hoje a História tem lacunas, que muitos pesquisadores procuram diligentemente preencher. Umas destas é: Quem foi o primeiro Navegador a descobrir o Canadá? E a América?

Hoje aceita-se que João Vaz Corte-Real possa ser considerado como um dos primeiros europeus que chegou à costa Americana, pelo menos, mais de dezanove anos antes de Cristóvão Colombo.



quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Capela de Santo António da Furna data do Século XVII em São Roque ilha do Pico



A Capela de Santo António da Furna foi uma capela portuguesa que se localizou na freguesia de Santo António, no concelho de São Roque do Pico, ilha do Pico, no arquipélago dos Açores.
Desta capela que data do Século XVII apenas existe um portão elaborado em cantaria de pedra basáltica negra que ostenta no frontispício a data de 1608. Este portão dá acesso à antiga residência paroquial de Santo António e segundo afirma a voz popular fazia parte da capela ali existente nos primórdios do povoado.


Em 1946 procedeu-se a escavações no local que tiveram como resultado o encontrar de inúmeras ossadas humanas, facto que reforça a existência do templo dado que era costume enterrar os mortos dentro dos templos religioso.