terça-feira, 1 de junho de 2021
Paços do Concelho da Ribeira Grande ilha de São Miguel Açores
domingo, 30 de maio de 2021
Martin Behaim viveu e casou na ilha do Faial Açores
Martin Behaim nasceu em Nuremberga a 6 de outubro de 1459 e faleceu em Lisboa a 29 de julho de 1507.
foi um cosmógrafo, astrónomo e explorador que casou e viveu durante alguns anos na ilha do Faial, Açores.
Martin Behaim foi o primogénito de Martin Behaim e de sua mulher Agnes Schopper, uma família patrícia de mercadores de Nuremberga, aparentemente originária da Boémia.
Desde cedo vocacionado para o comércio, partiu em 1477 para Flandres, fixando-se em Malines com o objectivo de se introduzir no comércio internacional. No ano seguinte mudou-se para Antuérpia, onde se relacionou com a feitoria portuguesa então aí existente. Já por conta própria, em 1480 parte para Lisboa.
Em Lisboa integra a comunidade mercantil interessada na exploração ultramarina, travando conhecimento com navegadores, cosmógrafos e exploradores. Diz-se que nesta época privou com Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães.
Aparentemente Martin Behaim pôs a circular pelos meios ligados à exploração marítima a notícia de que teria sido aluno do célebre cosmógrafo alemão Regiomontano, que tinha falecido em 1476, embora não existam provas de tal relação. Daí que fosse rapidamente integrado nos círculos ligados à cosmografia e à cartografia, sendo em 1483 convidado por D. João II para fazer parte de uma comissão, liderada por Abraão Zacuto, destinada a melhorar o astrolábio, na qual se diz teve papel relevante.
Em 1484 embarcou como cosmógrafo da expedição de Diogo Cão à costa ocidental da África, tendo provavelmente no regresso passado pelos Açores na conhecida "volta do largo".
Em 1486 fixou-se na ilha açoriana do Faial, onde se tinha instalado uma numerosa colónia flamenga capitaneada por Jobst van Hürter, o fundador da cidade da Horta. Nesse ano casa na Ermida de Santa Cruz na cidade da Horta com Joana de Macedo, filha do 1.º capitão-donatário, o dito van Hürter, integrando-se assim na nascente colónia faialense.
Martin Behaim permaneceu no Faial até 1490, ano em que parte para Nuremberga, aparentemente devido a negócios familiares. Permanece na sua cidade natal de 1491 até 1493, período durante o qual constrói o seu famoso globo (a Erdapfel).
Em 1493 regressa ao Faial, via Flandres e Lisboa, permanecendo na ilha até 1506. Neste ano partiu, aparentemente em negócios, para Lisboa, onde faleceu a 29 de Julho de 1507.
Em colaboração com o pintor Georg Glockendon, Martin Behaim construiu, entre 1491 e 1493, aquando da sua permanência em Nuremberga vindo do Faial, um dos primeiros globos terrestres conhecidos (que ele chamou Erdapfel, ou seja "maçã da Terra"), que o guindou para a fama. O original está hoje em exibição no Germanisches Nationalmuseum, de Nuremberga, sendo uma das obras de arte mais descritas da Europa.
O Globo de Behaim, também conhecido como Globo de Nuremberga, seguiu a ideia de um globo construído por volta de 1475 para o papa Sisto IV, mas melhorando a representação e incluindo meridianos e a linha do Equador.
Apesar da fama, o Globo de Behaim tem numerosos erros geográficos, mesmo quando analisado à luz dos conhecimentos da época. Ainda não tem o continente americano, apesar de na altura já ser conhecida boa parte da costa oriental da América do Norte .
sexta-feira, 28 de maio de 2021
Judeus na ilha Terceira Açores
A Sinagoga Ets Haim (possível tradução: "Árvore da Vida") localizava-se no centro histórico de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.
Fundada na segunda metade do século XIX, a sua história está ligada à vida e obra do comerciante judeu Mimom ben Abraham Abohbot, que foi seu fundador, nela tendo exercido as funções de oficiante e mestre de religião. Foi instalada na sua residência, inaugurada quando este obteve emprestada uma torah pertencente ao rabino Judah Azagury, que saiu dos Açores para ir viver em Lisboa.
Em consequência das difusão das ideias liberais em Portugal, diversas famílias hebraicas que viviam no Marrocos, muitas de ascendência portuguesa (sefardita), passaram a dirigir-se a Portugal, nomeadamente para o Algarve e os Açores, onde se instalaram a partir da década de 1820. Esta vaga migratória era constituída por indivíduos que se assumiam como cidadãos britânicos embora, mais tarde, tomasse a nacionalidade portuguesa.
A monarquia liberal portuguesa permitiu em sua Constituição a existência de cultos religiosos diversos, embora mantendo o catolicismo como religião oficial do Estado. Isso levou, por exemplo, a que as sinagogas não tivessem autorização para comunicar directamente com a via pública, devendo existir um pátio ou zona intermediária de ligação.
Entre os sobre nomes representativos das famílias judaicas em Angra do Heroísmo, incluem-se:
Abohbot
Athias
Baroche
Benarus
Ben Ayon
Benithé (ou Benitarre)
Benjamim
Ben-Sabat (ou Bensabat)
Benzaquim
Bozaglo
Cohen
Hanon
Levy
Sabag
Seriqui
Zagori
Mimom Abohbot era um judeu sefardita nascido no Mogador. Era filho de Abraham Abohbot e Raquel Abohbot e foi educado nos estudos e teologia hebraicos. Não se sabe a data de sua chegada aos Açores ou a Angra, mas o historiador Pedro de Merelim, a primeira referência a seu respeito data de 5 de Março de 1827, no Livro da Porta da Capitania Geral dos Açores.
Desposou, em 1833, em Londres, Elisabeth Davis Abohbot, por contrato hebraico, em língua hebraica, o qual está no livro de registos da sinagoga "Porta do Céu".
Em 1835, aproveitou a venda em hasta pública de bens nacionais dos conventos extintos em 1834, e adquiriu o imóvel do antigo Convento da Esperança, à esquina da rua da Sé com a rua da Esperança, onde actualmente se encontram as instalações do RIAC e a loja da TAP. Remodelou e reconstituiu este antigo edifício, dando-lhe o aspecto que hoje conserva, e onde fixou residência. Posteriormente, em 1857, adquiriu uma quinta na Canada dos Folhadais.
Na Terceira tornou-se comerciante de projecção, com estabelecimentos em Angra, vendendo a crédito e emprestando dinheiro a juros. Exportou ainda laranjas para a Grã-Bretanha. Os periódicos da época e as referências públicas mostram-no como uma figura socialmente respeitável, não apenas entre a comunidade judaica, mas em toda a cidade.
Faleceu em Angra do Heroísmo a 21 de Julho de 1875, "rezando psalmos de David", sendo sepultado no Campo da Igualdade, no Caminho Novo, na mesma cidade.
segunda-feira, 24 de maio de 2021
Vila de Santa Cruz das Flores , ilha das Flores nos Açores
sábado, 22 de maio de 2021
O joaquinismo e o culto do Divino Espírito Santo nos Açores
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Forte de Santa Catarina ilha do Pico Açores
quarta-feira, 19 de maio de 2021
Amélia Ernestina Avelar
Amélia Ernestina Avelar César Ribeiro nasceu na Madalena Ilha do Pico a 1 de Maio de 1848 e faleceu em Angra do Heroísmo a 13 de outubro de 1886. Foi uma poetisa portuguesa.
Filha de José Inácio Soares de Avelar e de Maria Aurora de Avelar. Integrada na “Escola Romântica”, corrente literária do final do século, seus poemas tomam formas sentimentais. Eles refletem basicamente seu tempo e suas ilhas queridas. Deixou um livro manuscrito, intitulado Ensaios Poéticos, onde inclui u dos mais belos poemas “O meu Pico”. Em 1870, sua obras, Flor de Giesta, Canto da Noite, A Saudade, Longa da Pátria e o Mar, chegam aos periódicos faialenses.
Romântica e sonhadora, com sua poesia espontânea, expõe com naturalidade a sua época. Em 26 de julho de 1878, casou com António Mariano César Ribeiro, então Coronel do Exército Português. Amélia acompanha o marido ao Ultramar, onde este serviu durante algum tempo na província de Angola, em Moçâmedes e na capital, Luanda. Dedicou grande parte da sua vida às letras e, aos doze anos, apresentava em público, as primeiras composições. Faleceu a 13 de outubro de 1886 em Angra do Heroísmo - Açores.
O poeta Osório Goulart assim escreve sobre sua obra: - “Foi uma poetisa que usou brilhantemente os adereços literários do seu tempo...”
O escritor Ernesto Rebelo, que foi contemporâneo de Amélia Avelar, no livro de sua autoria “Notas Açoreanas” tem a seguinte apreciação: - “Inspiram-na porém os mais doces sentimentos d´alma e porventura os esplêndidos panoramas que a natureza oferece naquela vulcânica ilha”.
O professor Ruy Galvão de Carvalho ao referir-se a ela diz: - “Os seus versos são reveladores de uma alma dotada dos mais doces sentimentos”. eu livro Ensaios Poéticos, está no acervo da Amazon. como naa Biblioteca Nacional de Lisboa.
































