Confirmada a vitória pela retirada dos navios franceses, deu o marquês à vela para a ilha de S. Miguel, a mandar tratar dos feridos e fazer aguada; porém sobrevindo-lhe o vento contrário, não fundeou nela senão depois de quatro dias.
Primeiro que tudo dirigiu-se a Vila Franca, enchendo de terror toda aquela costa, cujos habitantes mandaram logo assegurar-lhe a sua obediência.
No dia 1 de Agosto desembarcou em terra o mestre de campo D. Francisco de Bobadilla com quatro companhias de soldados, levando no meio todos os prisioneiros franceses, aos quais em alta voz e em público cadafalso se lhes leu uma sentença que os condenava à morte, como perturbadores da paz entre França e Castela. A sentença, assinada por D. Álvaro de Bazán, mandava degolar os nobres e enforcar os outros, excepto os que não chegavam à idade de 18 anos.
E sem embargo de que esta sentença parecesse a todos mui cruel, e os mesmos soldados espanhóis assim o vozeassem com a maior liberdade, dando ocasião a que alguns principais capitães fossem pedir a derrogação dela ao marquês, nada se efectuou: porque ele dizia que só executava os mandatos de el-rei de França, que estando em paz com Castela não permitiria que súbditos seus agissem como corsários atacando a armada castelhana.
E assim se cumpriu a sentença, decapitando-se 28 cavalheiros franceses, e 50 de menor condição, enforcados além destes muitos centos de soldados e marinheiros. Estas execuções foram feitas com grande lentidão e crueza, prolongando-se por todo o dia, sendo os corpos decapitados amontoados sobre o adro da matriz de Vila Franca. Parte dos marinheiros foram enforcados no ilhéu de Vila Franca, ficando os corpos a apodrecer nas forcas como aviso aos restantes franceses que ainda andavam embarcados nas ilhas.
Quanto aos da terra, só a um fidalgo de Vila Franca, que servia de vereador da Câmara, mandou degolar, e a outras condenou em penas menores.
Em 5 de Agosto foi à mesma vila o bispo D. Pedro de Castilho, e passou a bordo da armada a visitar o marquês, que o recebeu com muitas honras militares, como pessoa que tantos serviços prestara a el-rei Católico, sendo parte principal da sua aclamação naquela ilha; e também pela conservação do castelo de São Brás, que ele com D. João de Castilho guardaram, recolhendo dentro nele a D. Lourenço de Conuera quando se retirava do combate na ocasião em que os franceses tomaram a ilha. No mesmo dia desembarcou o marquês em terra, onde foi aceite com grande pompa, e embarcando-se para a cidade de Ponta Delgada, nela foi recebido em triunfo.
A ilha Sabrina foi uma pequena ilha formada em Junho e Julho de 1811 por uma erupção vulcânica submarina que ocorreu ao largo da Ponta da Ferraria, na ilha de São Miguel, Açores. A ilha foi primeiro abordada pelo capitão James Tillard, comandante do navio de guerra britânico HMS Sabrina, que lá hasteou a bandeira britânica e a reclamou como território de Sua Majestade Britânica. A ilha desapareceu no decurso daquele ano.
Durante os meses de Janeiro e Fevereiro de 1811 verificou-se uma prolongada crise sísmica que afectou as povoações citas no extremo sudoeste da ilha de São Miguel, com destaque para a freguesia dos Ginetes. Nesses meses verificou-se que haveria emissão de gases no mar, frente à Ponta da Ferraria, mas em final de Fevereiro, a actividade tinha cessado.
Em Maio e Junho daquele mesmo ano, a actividade sísmica recrudesceu na zona, fazendo ruir rochedos e arruinando muitas casas. A 10 de Junho de 1811, num local cito cerca de 3 milhas náuticas da zona onde se verificara a erupção de Janeiro e a cerca de 2 km da costa, desencadeou-se uma poderosa erupção submarina que em poucos dias criou uma nova ilha ao largo da Ponta da Ferraria, matando muito peixe.
A erupção, ou antes as erupções, de 1811 foram apenas mais um dos múltiplos eventos eruptivos que têm marcado as faldas do maciço do vulcão das Sete Cidades. Apenas nos cerca de 600 anos decorridos desde o povoamento da ilha de São Miguel verificaram-se erupções submarinas a sudoeste e oeste daquele maciço pelo menos nos anos de 1638, 1682, 1811 e 1981.
A ilhota era de forma circular e tinha cerca de 2 km de perímetro e por volta dos 90 m de altitude máxima, configurando-se, muito à semelhança do ilhéu de Vila Franca, como um anel rebaixado para noroeste, em direcção à vizinha costa da ilha de São Miguel. No interior do anel existia uma laguna de água em ebulição, da qual nascia uma torrente que corria para o mar.
Entretanto, a 12 de Junho, a erupção fora avistada pelo HMS Sabrina, uma chalupa britânica construída em 1806, armada com 20 peças, que se encontrava em cruzeiro na zona dos Açores com a missão de vigiar eventuais movimentações de forças francesas em torno daquele arquipélago. O comandante do navio, o capitão James Tillard, julgando tratar-se de fumo proveniente de um combate naval, dirigiu-se para o local, encontrando um cenário bem diferente de uma batalha naval. A erupção foi por ele descrita, num artigo publicado no volume das Philosophical Transactions of the Royal Society de 1812, como produzindo uma imensa coluna de fumo subindo do oceano que, quando não se verificavam explosões, tinha o aspecto de uma imensa nuvem circular, que se elevava em revolutas irregulares a partir do mar. Essa nuvem subia muito acima do ponto de máxima altura de projecção das cinzas vulcânicas, expandindo-se gradualmente na direcção para onde soprava o vento, de forma quase horizontal, gerando relâmpagos e trombas de água.
Na manhã do dia 13 de Junho a HMS Sabrina arribou a Ponta Delgada, tendo o capitão James Tillard desembarcado para visitar o cônsul inglês William Harding Read, sendo então informado dos sismos sentidos na ilha, especialmente na região sudoeste das Sete Cidades, da erupção do ano anterior e das fendas abertas na zona dos Mosteiros, fenómenos que tinham causado pânico na ilha e eram então objecto longas rezas e promessas.
Não existindo condições de vento que permitissem velejar com segurança até à zona da erupção, no dia 14 de Junho o capitão James Tillard desembarcou novamente, arranjou cavalos e partiu para os Ginetes, onde observou o fenómeno a partir da costa fronteira ao centro eruptivo. Diz-se que enquanto almoçava junto à costa dos Ginetes, aconteceu um abalo tão violento que derrubou uma parte importante da falésia que lhe estava próxima.
Tendo o vento melhorado, a 15 de Junho a HMS Sabrina levantou ferro e foi, ainda de noite, observar o vulcão, não se podendo contudo aproximar por falta de vento.
A 18 de Junho a HMS Sabrina fez nova tentativa de se aproximar da ilha e, numa zona onde as cartas antes assinalavam 40 braças de profundidade, avistaram o topo da cratera à superfície da água. Na altura puderam testemunhar a emissão de grandes blocos de pedra e de muitas cinzas e vapor. Estimaram que em três horas a altura da ilhota que então se formava, e que o capitão James Tillard baptizou com o nome de ilha Sabrina, se tivesse elevado cerca de 10 m acima do nível do mar. No dia seguinte, a ilha Sabrina já tinha cerca de 20 m de altura e cerca de um quilómetro de diâmetro. Apesar do navio se encontrar a mais de 5 km de distância, os aguaceiros que eram gerados pela nuvem formada pela erupção recobriram o navio com uma espessa camada de fina areia negra.
Não existindo condições de vento que permitissem uma melhor aproximação à ilha, a HMS Sabrina foi fundear no porto de Ponta Delgada, aguardando o desenrolar dos acontecimentos, mas ao que parece planeando, em conjunto com o cônsul, uma expedição que permitisse reclamar soberania britânica sobre a nova ilha.
Finalmente, quando a 4 de Julho a erupção parou subitamente e cessou o tremor contínuo e pouco acelerado que havia nos Ginetes desde inícios de Junho. Com tempo favorável, a HMS Sabrina pôde finalmente aproximar-se da ilha, tendo o capitão James Tillard e o cônsul William Read desembarcado, hasteado a bandeira britânica e tomado posse formal da ilha em nome de Sua Majestade Britânica.
O conflito diplomático desencadeado em torno da soberania sobre ilha foi de curta duração pois o governo português, então refugiado no Rio de Janeiro e totalmente dependente dos britânicos na sua luta contra os franceses, não estava em condições de apresentar grandes reclamações.
Felizmente para a parte portuguesa, o assunto acabou por se extinguir naturalmente, pois as ilhas e os ilhéus resultantes da actividade vulcânica submarina têm frequentemente uma existência efémera, uma vez que são destruídas pela acção erosiva do mar, especialmente quando são formadas por níveis incoerentes, não compactados, de tefra.
Tal foi o caso da ilha Sabrina: formada por escórias basálticas, a ilha apesar de ter atingido cerca de 100 metros de altura, foi rapidamente destruída pela erosão marinha, de modo que, em Outubro de 1811, só restava um baixio na zona onde antes estivera o cone. Não havendo território, não podia existir disputa territorial, e assim ficou encerrado o incidente.
A ilha foi desenhada a 19 de Junho de 1811 pelo tenente John William Miles, da guarnição do HMS Sabrina, cuja obra está disponível no National Maritime Museum, em Greenwich, arredores de Londres. O evento também despertou grande interesse na comunidade científica, tendo sido objecto de várias comunicações e comentários. Charles Darwin escreveu uma carta sobre o assunto.
Uma história muito semelhante ocorreria em 1831, quando nas águas do Mediterrâneo, a sul da Sicília, uma erupção levou à formação da ilha Ferdinandea, ela também centro de um conflito diplomático que terminou com o desaparecimento da ilha alguns meses depois.
A zona onde ocorreu a erupção tem hoje fundos a cerca de 75 m de profundidade, formando uma elevação que se destaca num talude submarino inclinado para sudoeste, que na zona circundante tem cerca de 350 m de profundidade. A zona continua a libertar um grande volume de gases, visíveis a subir pela coluna de água.
1811 – 10 de Março, naufrágio por força de uma tempestade de uma escuna inglesa, a Mirthe que encalha no areal do Porto Novo.
1811 - 10 de Março, naufrágio por força de uma tempestade de uma escuna inglesa, a Louise na Prainha.
1811 – (4 de Dezembro) - 1.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1811 – 4 de Dezembro - 2.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1811 – 4 de Dezembro - 3.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1811 – 4 de Dezembro - 4.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1811 – 4 de Dezembro - 5.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1811 – 4 de Dezembro - 6.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1811 – 4 de Dezembro - 7.º naufrágio de uma frota de 7 navios, açoitados pelo temporal.
1815 – (10 de Março), por força de uma tempestade encalha uma escuna inglesa, a Belle of Plymouth, no areal do Porto Novo.
1817 – Naufrágio junto da costa ao bater num recife costeiro frente à freguesia de São Mateus o barco São José do Bonfim.
1819 - A 7 de Janeiro, encalha na costa junto à freguesia de Santa Bárbara uma embarcação de cabotagem. Morrem 6 tripulantes.
1821 – 2 de Março, Naufrágio no Porto da Calheta do Brigue português de nome Conceição e Almas registado na praça de Ponta Delgada, ilha de São Miguel.
1829 - A 11 de Agosto foi afundada a tiro de canhão, dentro da Baía da Praia da Vitória, uma lancha de desembarque. Neste acontecimento morreram 120 granadeiros.
1831 - A 17 de Abril, Naufrágio de uma escuna da armada liberal que provinha da ilha do Pico.
1836 - Naufrágio junto a costa do Zimbral uma galé, tendo-se posteriormente recuperado a sua âncora.
1845 – Outubro, naufraga em viagem para Angra, um barco de cabotagem local com 15 pessoas a bordo.
1846 - A 8 de Março, naufrágio junto à Ponta da Queimada de uma lancha que provinha da Calheta (Açores)Calheta. Morrem 27 pessoas.
1846 - A 7 de Janeiro naufrágio da chalupa inglesa Ellen.
1849 – A 17 de Dezembro, naufrágio da escuna Sofia que embate contra na encosta sul do Monte Brasil.
1852 - A 5 de Janeiro, naufraga na Baía das Águas o brigue dinamarquês Odin.
1856 - (1 de Março), naufrágio de uma galé inglesa Europe, que encalha na Prainha.
1856 – (6 de Janeiro), naufrágio da escuna Leonor que estava acurada no Porto de Velas. Naufragou provocando a morte a todos os tripulantes.
1857 - A 14 de Novembro, naufrágio Ponta da Queimada do patacho Abrigada.
1858 – (19 de Janeiro), por acção de uma tempestade naufraga a escuna portuguesa denominada Palmira.
1858 – 19 de Janeiro, por acção de uma tempestade naufraga o patacho português (Desengano).
1858 – (23 de Janeiro), por acção de uma tempestade naufraga a escuna inglesa Daring.
1859 – (Novembro) naufrágio do patacho micaelense Falcão que embate conta os rochedos da ilha de Santa Maria.
1860 - A 7 de Setembro, naufrágio na Vila da Praia da Vitória do patacho americano Huner.
1861 – Entre 25 e 26 de Janeiro, por acção de uma tempestade naufraga a escuna Gipsy, destinada à carga da laranja que encalhada na Prainha.
1861 - Entre 25 e 26 de Janeiro, por acção de uma tempestade naufraga o patacho Micaelense, destinado à carga da laranja, barco com de 111 toneladas.
1861 - Entre 25 e 26 de Janeiro, por acção de uma tempestade naufraga o patacho Adolin Sprague, destinado à carga da laranja, com 211 toneladas.
1861 - Entre 25 e 26 de Janeiro, por acção de uma tempestade naufraga, a escuna inglesa Wave Queene, destinado à carga da laranja, com 75 toneladas.
1861 - Entre 25 e 26 de Janeiro, por acção de uma tempestade naufraga o lugre Destro Açoriano, destinado à carga da laranja, com 224 toneladas.
1862 – (10 de Maio) Naufrágio da escuna inglesa Claud, comandada pelo Capitão William.
1863 - (18 de Fevereiro), naufrágio da escuna Breeze.
1864 – (1 de Janeiro) Naufrágio do brigue alemão Johanna, da praça de Hamburgo.
1864 – (Março) naufrágio de uma embarcação desconhecida que sofre um incêndio e se afunda quase de imediato próximo da ilha de Santa Maria.
1864 – Naufrágio da escuna inglesa Gurden Rebow.
1864 – (12 de Outubro), naufrágio do brigue Washington.
1864 – Maio, naufrágio no Porto da Calheta da Barca francesa de nome Mont-Ferran. Tratava-se de um navio negreiro carregado com uma carga de linhaça.
1865 - Naufrágio do primeiro navio a vapor na Baía de Angra, o navio inglês Runher.
1865 - A 27 de Janeiro, naufrágio na Ponta do Negrito da escuna inglesa Clio.
1867 - (11 de Fevereiro), naufrágio da galé inglesa Ferozepore.
1867 – 26 de Janeiro, naufrágio junto da Ponta do Açougue, 400 metros a Oeste do Porto da Calheta, logo abaixo Igreja Matriz, do Brigue francês de nome Rosélie.
1870 – 26 de Dezembro, junto à Fajã da Caldeira de Cima, Ilha de São Jorge, naufraga o lugre Spindrift, embarcação de origem inglesa.
1871 – (13 de Novembro) naufraga na ilha de Santa Maria, a somente 50 metros da costa, o vapor espanhol Canárias, sofre um incêndio e se volte sobre si próprio.
1872 - (4 de Agosto), naufraga na Baía de angra o primeiro navio de origem alemã, o patacho Telegraph.
1872 - Na véspera de Natal, 1.º naufrágio causado pelo temporal, de um bote francês na Ponta do Tamão, Ribeirinha,
1872 - Na véspera de Natal, 2.º naufrágio causado pelo temporal, de um bote francês na Ponta do Tamão, Ribeirinha,
1878 - (16 de Fevereiro), o vapor Lidador de nacionalidade brasileira, encalha no Cais da Figueirinha.
1884 – (Abril) Naufrágio algures entre a ilha de São Jorge e a ilha de São Miguel, do iate União.
1888 – (29 de Janeiro) naufraga na Vila do Porto da barca norueguesa Saga, provinda da Jamaica.
1888 – 9 de Novembro, naufrágio no sítio das “Três Pedras", a 400 metros do Porto da Calheta de um falucho de nacionalidade portuguesa, de nome Amizade.
1893 - Devido a um ciclone, naufraga a embarcação Segredo dos Açores.
1896 – (10 de Setembro) Naufrágio da Mariana, algures entre a ilha Terceira e o Porto da Calheta na ilha de São Jorge. Neste naufrágio, morreram 13 pessoas.
1896 – (13 de Outubro), sob a força do “vento Carpinteiro”, naufraga o patacho Fernão de Magalhães, de 180 toneladas,
1896 – 13 de Outubro, sob a força do “vento Carpinteiro”, naufraga o lugre Príncipe da Beira, de 275 toneladas
1896 – 13 de Outubro, sob a força do “vento Carpinteiro”, naufraga o lugre Costa Pereira, de 196 toneladas.
1906 – (30 de Setembro), naufraga o iate Rio Lima, que dá à costa no baixinho do Portinho Novo.
1909 - Naufrágio do RMS Slavonia junto à ilha das Flores, navio de origem inglesa.
1911 – (26 de Junho) Naufrágio no varadouro das Cinco Ribeiras o vapor de pesca União de 227 toneladas. É ainda é possível ver a sua caldeira e restos da sua estrutura.
1912 – (8 de Fevereiro) Naufrágio a cerca de 45 milhas da ilha do Faial, do iate inglês Norma B. Strong, de 157 toneladas de arqueação e com 6 tripulantes a bordo.
1915 - (25 de Maio) Naufrágio no Canto do Areal, Fajã Grande, Ilha das Flores, da barca Francesa Bidart.
1916 – (31 de Maio) Naufrágio a 30 milhas da ilha Graciosa, da chalupa francesa Saint Louis, de 320 toneladas e com um carregamento de sal destinado à Terra Nova.
1921 – (28 de Abril) Naufrágio na Baía das Águas do lugre de 405 toneladas Maria Manuela, com 11 tripulantes e comandado pelo capitão Fernando Velha.
1922 – (15 de Junho), naufrágio a 205 milhas a leste da ilha de São Miguel do lugre Santa Maria. Salvando-se os seus 15 tripulantes.
1922 – (31 de Outubro) naufrágio a 14 milhas a sul de Ponta Delgada do vapor italiano Teit, de 5396 toneladas, salvaram-se os seus 36 tripulantes.
1925 – (15 de Janeiro) naufraga a 80 milhas da ilha de São Miguel o iate Autonómico Açoreano, da praça de Ponta Delgada.
1925 – (16 de Junho) Naufrágio na Ponta de São Fernando, o lugre dinamarquês Aero, de 275 toneladas.
1927 – (23 de Setembro) naufraga o patacho Terceirense a cerca de 25 milhas da ilha Graciosa.
1928 – (3 de Outubro) naufraga a 50 milhas da ilha do Faial, o vapor alemão Maria Pinango.
1943 – Naufrágio, vítima da Segunda Guerra Mundial e do mau tempo, na Grota do Vale, de um vapor inglês, carregado de material de guerra.
1945 - (11 de Novembro) naufrágio por encalhamento na baía da Fajã do Negro, ilha de São Jorge, de um navio de reabastecimento da marinha inglesa, denominado "Irisky".
1958 – (19 de Setembro) encalha no Baixio dos Anjos, ilha de Santa Maria, o navio de cabotagem inter-insular N. M. Arnel, morrendo 13 pessoas neste incidente.
1961 – (18 de Fevereiro) encalha na Ponta do Marvão, ilha de Santa Maria, o petroleiro norueguês Velma, partindo-se posteriormente o casco em dois.
1981 – (13 de Fevereiro) naufraga o petroleiro da Sacor, João da Nova, uma embarcação com 600 toneladas de arqueação e com 50 metros de comprimento. Afunda-se entre a ilha Terceira e a ilha de São Miguel. Deste barco ainda existe uma pintura (ano 2010) no paredão do Porto de Pipas.
1996 (na noite de 25 para 26 de Dezembro) - Encalhe da embarcação Fernão de Magalhães, destinada a cabotagem inter-ilhas e destas com o continente português pela acção do temporal.
Cristiano Júnior, nome pelo qual ficou conhecido, nasceu em Santa Cruz das Flores em 21 de Julho de 1832, filho de José Cristiano de Freitas Henriques e de Ana Henriqueta Henriques . Em 1862 já estava no Brasil exercendo a profissão de fotógrafo em Maceió, Alagoas. Logo a seguir transferiu-se para a capital do Império e assim que chegou ao Rio de Janeiro fez uma série de anúncios propondo-se "a tirar retratos por qualquer sistema fotográfico onde for chamado, seja qual for a distância". Neste primeiro momento ainda não se encontrava estabelecido e solicitava aos eventuais fregueses que o chamassem "por escrito no hotel Brisson, Rua da Ajuda 57B". Além de retratos o anunciante aceitava pedidos de encomenda e "quadros e cestas de flores e frutas de cera".
No ano de 1864 associou-se a Fernando António de Miranda (Cristiano Jr. & Miranda ou Cristiano Jr. & Fernando); a sociedade, que recebeu o nome de Photographia do Commercio, parece ter acabado no fim do mesmo ano.
No princípio de 1865 Cristiano Jr. anunciava-se só e informava a clientela de sua transferência para a Rua da Quitanda, 45. Posteriormente Cristiano Jr. associou-se a Bernardo José Pacheco, com quem manteve o negócio até 1875.
Apesar de manter o estúdio do Rio de Janeiro, Cristiano Júnior, desde o ano de 1867, buscava expandir as suas actividades na Argentina. Em 1871 recebeu a medalha de ouro na Primeira Exposição Nacional daquele país com a série de fotos Vistas y costumbres de la Republica Argentina. Em 1876 alcançou novamente o grande prémio
na segunda exposição anual da Sociedade Científica Argentina com uma colecção de Retratos y vistas de costumbres y paysages. Apesar desse sucesso, faleceu pobre e quase cego, em Assunção, no Paraguai, onde passou seus últimos anos.
O Pico do Seleiro localiza-se na freguesia das Fontinhas, concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, nos Açores. De acordo com o hostoriador Francisco Ferreira Drummond a zona tomou o nome de seu antigo dono, André Dias Selleiro "(...) que fez testamento em 1520". (Anais da Ilha Terceira)
Esta formação geológica encontra-se geograficamente localizada na parte este da ilha Terceira, eleva-se a 288 metros de altitude acima do nível do mar e encontra-se fortemente relacionado com a formação geológica mais antiga da ilha Terceira, o Complexo desmantelado da Serra do Cume que dá forma juntamente com a Serra da Ribeirinha à maior caldeira vulcânica dos Açores e se eleva a 545 metros acima do nível do mar.
Na encosta deste pico travou-se a histórica Batalha do Pico do Seleiro acontecimento das Lutas Liberais, onde se destacou Joaquim Maria Pamplona Corte Real que tomou parte activa na Contenda referida comandando como 2.° tenente, uma força de artilharia.
No cimo desta elevação existe um miradouro, o Miradouro do Pico do Seleiro. Trata-se de um dos mais antigos miradouros da ilha. Localizado na serra que delimita a freguesia das Fontinhas a Norte, este local possibilita uma soberba panorâmica sobre a região do Ramo Grande e em particular sobre esta freguesia.