segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
O primeiro uso registrado de uma árvore para celebrar o Natal foi em 1510
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
Ermida de Santa Catarina ilha Terceira Açores
A Ermida de Santa Catarina, ou Capela de Santa Catarina de Alexandria, localiza-se na freguesia de São Pedro, município de Angra do Heroísmo.
Pouco se sabe acerca da data de sua construção ou quem tenha sido o seu fundador. É anterior a 1589, ano em que Gaspar Frutuoso conclui o livro VI das "Saudades da Terra", onde já se encontra mencionada. Uma inscrição epigráfica informa a data de 1550 como de sua construção, e de 1975 como de sua reconstituição.
Também é referida pelo padre António Cordeiro, na sua "Historia Insulana"" (1717) quando este se ocupa da Restauração na ilha Terceira, e informa que junto a esta ermida foi estabelecido um posto de combate batendo a baía do Fanal e a Fortaleza de São João Baptista:
"Hum Afonso Gomes Peres, homem rico, e grande contratador fez outro Reduto, ou Fortim em o posto que estava acima de Santa Catarina, onde pôs vinte soldados escolhidos, e alguma artilharia, e tudo à sua custa, e impedia dali a comunicação com a Ponta do Zimbreiro do Castelo, a qual fica para Ocidente, e defendia a larga Baía do Fanal, e ficou por mérito para sempre este homem chamando-se o Capitão Afonso Gomes Peres.".
Assim é-nos permitido saber que em 1640, durante o cerco feito pelos terceirenses à Fortaleza de São João Baptista foi ali instalado um pequeno reduto denominado de Reduto de Santa Catarina, destinado a vigiar a baía do Fanal, e impedir quaisquer socorros aos espanhóis por aquele flanco.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real
Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real, nasceu em Angra, em 8 de Maio de 1762, filho de André Diogo Martins Pamplona Corte Real e de sua mulher Josefa Jacinta Merens de Távora, ambos da melhor aristocracia açoriana. O pai era fidalgo-cavaleiro da Casa Real e 8.º administrador do morgado dos Pamplonas e da Casa da Salga, na ilha Terceira, e a mãe pertencia à família Merens, da governança da cidade de Angra desde os tempos da colonização da ilha.
A sua data de nascimento foi durante muito tempo incerta, pois o próprio ao longo da sua vida se encarregou de a confundir, pois Pamplona costumava mostrar-se mais jovem, principalmente perante a administração francesa, para manter abertas as perspetivas de promoção ou mesmo de atrasar a sua passagem à reforma, chegando a usar em documentos 1766 e 1769 como anos de nascimento. Em sentido oposto, vário autores apontaram 3 de junho de 1760 como data de nascimento. Contudo, o registo de nascimento constante nos arquivos paroquiais de Angra do Heroísmo não deixa dúvidas: nasceu na freguesia da Sé de Angra no dia 8 de maio de 1762.
Fez os seus estudos menores em Angra, depois foi afastado da proteção da casa familiar e encaminhado como aluno interno para o Real Colégio de Mafra e depois para o Colégio dos Agostinianos em Lisboa. Na sua passagem pelo Real Colégio de Mafra desenvolveu o gosto pela leitura dos clássicos e pela escrita, hábito que o acompanhou por toda a vida. Sendo um jovem nascido nos Açores e sem particulares ligações à aristocracia da corte, a sua passagem por Mafra, escola que ao tempo frequentavam os jovens da nobreza por estar encerrado o Colégio dos Nobres, permitiu-lhe estabelecer conhecimentos e amizades que perdurariam por toda a vida. Entre estes conhecimentos figura D. Francisco José Maria de Britto (1759–1825), sobrinho de frei Manuel do Cenáculo, bispo de Beja e confessor do príncipe D. José (1761–1788), o filho primogénito da rainha D. Maria I e herdeiro putativo da coroa. Francisco José Maria de Britto viria a ser embaixador em Paris e Bruxelas, o que lhe daria depois um papel importante na vida de Pamplona.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2024
João Teixeira Soares de Sousa
João Teixeira Soares de Sousa nasceu nas Manadas a 12 de Setembro de 1827 e faleceu em Ponta Delgada a 1 de Fevereiro de 1875, em geral citado como Dr. João Teixeira Soares.
O Dr. João Teixeira Soares nasceu nos Terreiros, freguesia de Manadas, concelho de Velas, filho do grande morgado e político Miguel Teixeira Soares de Sousa e de sua mulher Maria Angélica Soares de Albergaria, família das mais abastadas da ilha, detentora de importantes áreas agrícolas e ligada à produção de vinho e de laranja.
Seguindo o percurso típico dos jovens da classe abastada insular, aparentemente com o objectivo de cursar medicina, em Outubro de 1849 matricula-se na Universidade de Coimbra, onde obtém o grau de bacharel em Matemática em 1853 e de Filosofia em 1854. Tendo iniciado o curso de Medicina em 1852, acabou por abandonar a Universidade sem o concluir.
Em 1854 regressou a São Jorge onde assumiu a direcção dos negócios familiares, ingressando quase de imediato na política local: nos anos imediatos é escolhido para vereador da Câmara Municipal de Velas e depois nomeado juiz substituto na comarca respectiva.
Nas eleições gerais de 1864 foi eleito deputado, pelo novel círculo de S. Jorge e Graciosa, partindo para Lisboa nos finais daquele ano. Durante a sua estadia em Lisboa iniciou um percursos de investigação da documentação histórica referente à sua ilha natal, em particular no Arquivo da Torre do Tombo. Desse labor resultou a transcrição de numerosos documentos e a localização de outros que depois utilizará nos seus artigos sobre história local.
A solicitação de Teófilo Braga, recolheu numerosos contos, proverbios ditos e cantigas populares, num trabalho pioneiro na recolha do cancioneiro e romanceiro jorgense, transformando-se num dos principais colaboradores da obra Cantos Populares do Archipelago Açoriano que Teófilo Braga editaria em 1876. É também na revista Era Nova (1880-1881), dirigida por Teófilo Braga, que se encontram dois textos da sua autoria, editados postumamente: "Camões nas ilhas dos Açores" e "Os doze de Inglaterra" (estudo crítico-histórico). Também de forma póstuma se encontra colaboração da sua autoria na Revista de Estudos Livres (1883-1886) dirigida pelo mesmo.
Aproveitando a proliferação que na época ocorreu na imprensa açoriana, manteve diversos jornais em São Jorge, nos quais, a par de outros da ilha Terceira e da ilha de São Miguel, publicou numerosos estudos históricos e etnográficos.
Com apenas 54 anos de idade faleceu na ilha de São Miguel, ilha onde tinha ido procurar aconselhamento médico após prolongada doença.
domingo, 1 de dezembro de 2024
Guilherme Read Cabral
Guilherme Read Cabral nasceu em Inglaterra a 1821 e faleceu em Ponta Delgada a 18 de Junho de 1897.
Guilherme Read Cabral foi Director das alfândegas de Ponta Delgada, tendo, sob esse título publicado um Compêndio da legislação fiscal em 1869.
Colaborou com o semanário literário Revista dos Açores e no periódico O paquete do Tejo (1866-1867).
Entre 1873 e 1874 foi proprietário e redactor do periódico o Cultivador, publicado mensalmente em Ponta Delgada . Em 1879 publicou o livro de poesias Em pleno Atlântico.
Em 1889 novo livro de poesia inspirado na história de Portugal Glórias e primores de Portugal.
Em 1895 publicou o romance histórico Ângela Santa Clara, e o conto de ficção-científica Um novo mundo.
Em 1897 volta ao tema com um "romance científico" denominado No interior da terra e nas profundezas do mar.
Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e Comendador da Ordem Militar de Cristo.
Foi sócio ordinário da Sociedade de Geografia de Lisboa.


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