Páginas

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

O primeiro uso registrado de uma árvore para celebrar o Natal foi em 1510




 

Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático, no terceiro milênio antes de Cristo, já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles cultivavam-nas e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas e sua projeção vertical, desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.
Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante à que se faz nos atuais dias.  Essa tradição passou aos povos Germânicos,  que colocavam presentes para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.


Uma das versões para a origem da tradição diz que no início do século VIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado, que os locais adoravam no alto de um monte, e como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal.


O primeiro uso registrado de uma árvore para celebrar o Natal e o Ano Novo ocorreu em Riga, na Letónia, em 1510.  Acredita-se também que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve.  As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, como velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.



Há outras versões, porém, segundo as quais a moderna árvore de Natal teria realmente surgido na Alemanha entre os séculos XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido. Durante o século XIX a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no século XX essa tradição chegou à América Latina.





Atualmente essa tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos.



O dia de montar as decorações natalinas varia em cada país.  Enquanto nos Estados Unidos se monta a árvore de Natal no Dia de Ação de Graças, no Brasil o dia certo para montar a árvore de Natal é no 4° domingo antes do Natal, dia que marca o início do Advento. Já em Portugal a tradição diz que deve ser montada a 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição. A festa cristã relata que no dia 6 de janeiro, em que se comemora o Dia de Reis, data que assinala a chegada dos Três Reis Magos a Belém, encerrando as festas do Natal, quando a árvore de Natal e demais decorações natalinas são desfeitas.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Ermida de Santa Catarina ilha Terceira Açores

 

A Ermida de Santa Catarina, ou Capela de Santa Catarina de Alexandria, localiza-se na freguesia de São Pedro, município de Angra do Heroísmo.


Pouco se sabe acerca da data de sua construção ou quem tenha sido o seu fundador. É anterior a 1589, ano em que Gaspar Frutuoso conclui o livro VI das "Saudades da Terra", onde já se encontra mencionada. Uma inscrição epigráfica informa a data de 1550 como de sua construção, e de 1975 como de sua reconstituição.



Também é referida pelo padre António Cordeiro, na sua "Historia Insulana"" (1717) quando este se ocupa da Restauração na ilha Terceira, e informa que junto a esta ermida foi estabelecido um posto de combate batendo a baía do Fanal e a Fortaleza de São João Baptista:



"Hum Afonso Gomes Peres, homem rico, e grande contratador fez outro Reduto, ou Fortim em o posto que estava acima de Santa Catarina, onde pôs vinte soldados escolhidos, e alguma artilharia, e tudo à sua custa, e impedia dali a comunicação com a Ponta do Zimbreiro do Castelo, a qual fica para Ocidente, e defendia a larga Baía do Fanal, e ficou por mérito para sempre este homem chamando-se o Capitão Afonso Gomes Peres.".

Assim é-nos permitido saber que em 1640, durante o cerco feito pelos terceirenses à Fortaleza de São João Baptista foi ali instalado um pequeno reduto denominado de Reduto de Santa Catarina, destinado a vigiar a baía do Fanal, e impedir quaisquer socorros aos espanhóis por aquele flanco.




quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Este Natal !!


 

Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real

Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real, nasceu em Angra, em 8 de Maio de 1762, filho de André Diogo Martins Pamplona Corte Real e de sua mulher Josefa Jacinta Merens de Távora, ambos da melhor aristocracia açoriana. O pai era fidalgo-cavaleiro da Casa Real e 8.º administrador do morgado dos Pamplonas e da Casa da Salga, na ilha Terceira, e a mãe pertencia à família Merens, da governança da cidade de Angra desde os tempos da colonização da ilha.


A sua data de nascimento foi durante muito tempo incerta, pois o próprio ao longo da sua vida se encarregou de a confundir, pois Pamplona costumava mostrar-se mais jovem, principalmente perante a administração francesa, para manter abertas as perspetivas de promoção ou mesmo de atrasar a sua passagem à reforma, chegando a usar em documentos 1766 e 1769 como anos de nascimento. Em sentido oposto, vário autores apontaram 3 de junho de 1760 como data de nascimento.  Contudo, o registo de nascimento constante nos arquivos paroquiais de Angra do Heroísmo não deixa dúvidas: nasceu na freguesia da Sé de Angra no dia 8 de maio de 1762.



Fez os seus estudos menores em Angra, depois foi afastado da proteção da casa familiar e encaminhado como aluno interno para o Real Colégio de Mafra  e depois para o Colégio dos Agostinianos em Lisboa. Na sua passagem pelo Real Colégio de Mafra desenvolveu o gosto pela leitura dos clássicos e pela escrita, hábito que o acompanhou por toda a vida. Sendo um jovem nascido nos Açores e sem particulares ligações à aristocracia da corte, a sua passagem por Mafra, escola que ao tempo frequentavam os jovens da nobreza por estar encerrado o Colégio dos Nobres, permitiu-lhe estabelecer conhecimentos e amizades que perdurariam por toda a vida. Entre estes conhecimentos figura D. Francisco José Maria de Britto (1759–1825), sobrinho de frei Manuel do Cenáculo, bispo de Beja e confessor do príncipe D. José (1761–1788), o filho primogénito da rainha D. Maria I e herdeiro putativo da coroa. Francisco José Maria de Britto viria a ser embaixador em Paris e Bruxelas, o que lhe daria depois um papel importante na vida de Pamplona.




segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

João Teixeira Soares de Sousa

 

João Teixeira Soares de Sousa  nasceu nas Manadas a  12 de Setembro de 1827  e faleceu em  Ponta Delgada a  1 de Fevereiro de 1875,  em geral citado como Dr. João Teixeira Soares.


O Dr. João Teixeira Soares nasceu nos Terreiros, freguesia de Manadas, concelho de Velas, filho do grande morgado e político Miguel Teixeira Soares de Sousa e de sua mulher Maria Angélica Soares de Albergaria, família das mais abastadas da ilha, detentora de importantes áreas agrícolas e ligada à produção de vinho e de laranja.


Seguindo o percurso típico dos jovens da classe abastada insular, aparentemente com o objectivo de cursar medicina, em Outubro de 1849 matricula-se na Universidade de Coimbra, onde obtém o grau de bacharel em Matemática em 1853 e de Filosofia em 1854. Tendo iniciado o curso de Medicina em 1852, acabou por abandonar a Universidade sem o concluir.


Em 1854 regressou a São Jorge onde assumiu a direcção dos negócios familiares, ingressando quase de imediato na política local: nos anos imediatos é escolhido para vereador da Câmara Municipal de Velas e depois nomeado juiz substituto na comarca respectiva.


Nas eleições gerais de 1864 foi eleito deputado, pelo novel círculo de S. Jorge e Graciosa, partindo para Lisboa nos finais daquele ano. Durante a sua estadia em Lisboa iniciou um percursos de investigação da documentação histórica referente à sua ilha natal, em particular no Arquivo da Torre do Tombo. Desse labor resultou a transcrição de numerosos documentos e a localização de outros que depois utilizará nos seus artigos sobre história local.


A solicitação de Teófilo Braga, recolheu numerosos contos, proverbios ditos e cantigas populares, num trabalho pioneiro na recolha do cancioneiro e romanceiro jorgense, transformando-se num dos principais colaboradores da obra Cantos Populares do Archipelago Açoriano que Teófilo Braga editaria em 1876. É também na revista Era Nova (1880-1881), dirigida por Teófilo Braga, que se encontram dois textos da sua autoria, editados postumamente: "Camões nas ilhas dos Açores" e "Os doze de Inglaterra" (estudo crítico-histórico). Também de forma póstuma se encontra colaboração da sua autoria na Revista de Estudos Livres   (1883-1886) dirigida pelo mesmo.

Aproveitando a proliferação que na época ocorreu na imprensa açoriana, manteve diversos jornais em São Jorge, nos quais, a par de outros da ilha Terceira e da ilha de São Miguel, publicou numerosos estudos históricos e etnográficos.


Com apenas 54 anos de idade faleceu na ilha de São Miguel, ilha onde tinha ido procurar aconselhamento médico após prolongada doença.




domingo, 1 de dezembro de 2024

Ilha do Corvo Açores




Guilherme Read Cabral

 


Guilherme Read Cabral  nasceu em Inglaterra a  1821  e faleceu em  Ponta Delgada a 18 de Junho de 1897.

Guilherme Read Cabral foi Director das alfândegas de Ponta Delgada, tendo, sob esse título publicado um Compêndio da legislação fiscal em 1869.


Colaborou com o semanário literário Revista dos Açores e no periódico O paquete do Tejo (1866-1867).


Entre 1873 e 1874 foi proprietário e redactor do periódico o Cultivador, publicado mensalmente em Ponta Delgada .  Em 1879 publicou o livro de poesias Em pleno Atlântico.



Em 1889 novo livro de poesia inspirado na história de Portugal Glórias e primores de Portugal.

Em 1895 publicou o romance histórico Ângela Santa Clara, e o conto de ficção-científica Um novo mundo.


Em 1897 volta ao tema com um "romance científico" denominado No interior da terra e nas profundezas do mar.


Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e Comendador da Ordem Militar de Cristo.


Foi sócio ordinário da Sociedade de Geografia de Lisboa.