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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Combate da Ladeira da Velha na ilha de S. Miguel Açores






O Combate da Ladeira da Velha foi um recontro travado, no contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), a 3 de Agosto de 1831, entre as forças liberais vindas da ilha Terceira e forças da guarnição da ilha de São Miguel, fiéis a Miguel I de Portugal.
Após o desembarque das forças Liberais no Pesqueiro da Achadinha (concelho de Nordeste, sob o comando do 7.º conde de Vila Flor (1831), o combate feriu-se nas encostas do vale que da Ribeira do Limo e Cerrado Novo sobem até à Ladeira da Velha, na freguesia de Porto Formoso, concelho da Ribeira Grande, tendo as forças miguelistas sido vencidas, abrindo o caminho à conquista da ilha pelos liberais.
Entre a freguesia do Porto Formoso e a Ponta de Santa Iria existe um arrebentão ao fundo do qual se abre uma enseada, onde em mil oitocentos e trinta e um desembarcaram as tropas liberais, comandadas pelo Conde de Vila Flor.


Os miguelistas, já se tinham instalado em lugar seguro, com alta serrania pelo sul e com as rochas sobre o mar, pelo norte. Os liberais começaram a subir o difícil arrebentão com a ideia de se posicionarem bem para que pudessem enfrentar e vencer os miguelistas. Com grande dificuldade e cuidado, o Conde de Vila Flor e demais liberais iam-se a pouco e pouco aproximando do lugar em que se haviam de esconder, perto da Ribeira das Limas. No cimo da ladeira encontrava-se uma velha, uma alma pura como a de muitos outros micaelenses, convencida que os liberais não eram mais que um bando de pedreiros livres e ameaçadores da coroa do Senhor D. Miguel da fé cristã.


A velha tinha visto muitos soldados a desembarcar no calhau e, quando se apercebeu que eram liberais que subiam à socapa, foi fazendo rolar e a atirar pelo arrebentão abaixo grandes pedras, tantas quantas pôde e as mais pesadas que encontrou. Os liberais julgaram que tinha ali um grande exército, fugiram como puderam, esconderam-se em furnas ou buracos, mas nem todos se conseguiram desviar.
Assim aquela velha, tal como fizera há muitos anos uma padeira em Aljubarrota, conseguiu dar cabo de uns tantos soldados e ajudou a vencer mais um combate e duma forma que ninguém esperava. A partir daí o povo passou a chamar àquele arrebentão Ladeira da Velha



quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

A ilha do Pico e a lenda do sonho da baleia gigante

 


Numa certa manhã, há muitas gerações atrás, ecoou por toda a ilha do Pico um som familiar; um barulho que representava a esperança de sustento e até de alguma fortuna para as famílias pobres da ilha.


A palavra espalhou-se, para a maior baleia jamais avistada naqueles mares. Observados pela imponente montanha do vulcão do Pico, os homens correram aos barcos, decididos a ganhar a batalha contra aquela silhueta gigante que se afastava no horizonte. O mais valente dos arpoadores conseguiu chegar mais perto e, com a rapidez de um relâmpago, foi arrastado pela grossa corda do arpão atada à sua cintura, desaparecendo no infinito do mar.

Depois de grande espera e sem esperança de voltar a ver o companheiro, os baleeiros voltaram para terra.


Na manhã seguinte, o amanhecer revelou de novo no horizonte aquela figura gigante. Os homens remaram com todas as forças e, ao chegarem, tiveram a visão mais fantástica da sua vida: a baleia tinha trazido o homem de volta, que os recebeu às gargalhadas, fumando um grosso cigarro de casca de milho. Reza a lenda que o arpoador de baleias nunca revelou o segredo da sua vitória, nem tão-pouco como conseguiu lume para acender o cigarro.



segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Quadros dos Açores na Casa Branca

 


O antigo presidente norte-americano Roosevelt tinha na Casa Branca, além do quadro referenciado pela sua neta sobre os Açores, um outro alusivo a uma batalha que opôs ingleses e americanos no Faial, segundo o investigador Sérgio Rezendes.


O docente e historiador do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa, referiu, em declarações à agência Lusa, que "o presidente Franklin D. Roosevelt nunca esqueceu os Açores" e, "na sua coleção, não tinha apenas uma pintura do arquipélago, mas duas".


Além do quadro da baía de Ponta Delgada como recordação da sua estadia nos Açores enquanto subsecretário de Estado da Marinha, Rooselvet possuía um outro quadro, denominado "O general Armstrong rodeado pela frota britânica em Faial, Açores", de Emanuel Leutze, adquirido em 1926, com "grande destaque na Casa Branca, enquanto foi presidente" dos Estados Unidos da América.


Em declarações à agência Lusa em 16 de outubro de 2018, Laura Roosevelt, neta do antigo presidente, que participou em Ponta Delgada no Fórum Açoriano Franklin D. Roosevelt, referiu que a paisagem e as pessoas dos Açores deixaram no seu avô uma "forte impressão", o que o fez querer ter uma imagem do arquipélago.


O quadro, que pretende assinalar a sua passagem pelos Açores numa escala a caminho da Europa, efetuada em 16 de julho de 1918, apresenta em primeiro plano o seu navio, 'USS DYer', atracado na maior cidade do arquipélago.


Uma réplica deste quadro, que depois Roosevelt levou consigo quando abandonou a Casa Branca, foi oferecida, segundo o professor universitário Mário Mesquita, ex-membro da FLAD - Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, por esta fundação ao presidente do Governo dos Açores de então, Carlos César.

O quadro a que alude agora o investigador Sérgio Rezendes, doutorado pelo Instituto de História Contemporânea, representa uma batalha que "ocorreu em 26 de setembro de 1814 na baía do porto da Horta, junto ao forte de Santa Cruz".


De acordo com o historiador, comandado pelo capitão Samuel C. Reid, o navio 'General Armstong' foi alvo de três ataques por parte de três navios da 'Royal Navy', que acabaram por o neutralizar.


Para o docente, a relação de Roosevelt com os Açores "era relativamente íntima, não tendo esquecido as ilhas sob diferentes formatos".


( Cortesia ao Sábado )



Bordados dos Açores

 


O Bordado dos Açores é um artigo com qualidade certificada produzido com as matérias-primas mais nobres e realizado à mão pelas senhoras da própria Ilha o que o torna único!


Desde o povoamento da Ilha (Séc. XV), que a mulher terceirense começou a idealizar o bordado aberto e a cheio (os pontos mais utilizados na altura) no enxoval das donzelas portuguesas. Contudo, já em meados do Séc. XIX começa em forma industrializada e regular, a exportação para os E.U.A, Canadá, Brasil, Inglaterra e Alemanha.



Nesta altura o bordado terceirense torna-se típico também pelo rechelieu além do ilhó e cheio. Em 1998 foi atribuído um certificado de qualidade artesanal e de origem (portaria nº 89/98 de 3 de Dezembro).


( Cortesia a Explore Terceira )



sábado, 6 de janeiro de 2024

História de Grená ilha de São Miguel Açores




 A história da propriedade Grená remonta ao ano de 1858. Vines, cônsul inglês de Ponta Delgada, construiu uma casa de verão na propriedade e chamou-a de Grená em homenagem à sua esposa, que passou os verões de infância na Irlanda, numa casa de família com esse nome.


Após a morte do cônsul, a propriedade teve vários proprietários até ser adquirida pelo governo português, em 1987. O objetivo principal era alojar ali altas figuras do Estado quando estivessem de visita a São Miguel. No entanto, toda a propriedade acabou por ficar ao abandono, em especial a degradação do imóvel.


Em 2015, depois de muita burocracia interna, o governo português transfere a propriedade de Grená para a Região Autónoma dos Açores.



sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

142 anos

 

Considerando as excelentes condições de abrigo da baía da Horta, e a situação privilegiada na confluência das rotas que cruzam o Atlântico, há 142  anos o Governo Português ordenava por Portaria de 31 de Março de 1875, a construção de uma doca na ilha do Faial.


Com projecto da autoria de Tibério Augusto Blanc, oficial da arma de engenharia e encarregado das obras públicas em todos os distritos insulares, iniciou-se a sua construção a 20 de Março de 1876.


No século e meio seguinte, a singularidade da função histórica do porto da Horta pode dizer-se que se confunde com a história da ilha do Faial, como a faz entrar na era contemporânea com uma função logística da maior relevância no plano internacional.


Ponto de escala bem localizado entre as margens dos continentes americano e europeu, a baía da Horta foi porto carvoeiro, porto baleeiro, de refresco e baldeação do azeite das frotas baleeiras americanas de Nantucket e New Bedford, ponto de amaragem dos hidroaviões da PanAm, Air France, British Overseas Airways e Lufthansa, até ser hoje a capital do “yachting” do Atlântico Norte.



Afinal, a ilha do Faial através das excelentes condições  do seu porto, iniciou um trajeto que a projetou muito para além da sua frágil dimensão económica e espacial, cimentando ao longo de todo este tempo o seu ar cosmopolita e  função transatlântica.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

José Eduardo Moniz


 José Eduardo Soares Moniz  nasceu em Ponta Delgada a  6 de Maio de 1952. É um jornalista e profissional de televisão portuguêsa.  Foi consultor de ficção e entretenimento da TVI. É atualmente Diretor Geral da TVI.


Iniciou-se como jornalista na redação do "Diário Popular", onde entrou após concluir uma licenciatura em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


Pouco tempo depois, José Eduardo Moniz passou para a televisão, sendo, sucessivamente, Chefe de Redação e Diretor-Geral da RTP, esta última função exercida durante o período imediatamente anterior à abertura da televisão ao setor privado em 1992.


Volta à imprensa para dirigir a "TV Guia", ainda propriedade da RTP, e cria, de seguida, uma produtora de televisão, a MMM.


Em 1998 vai para os quadros da TVI. Permanecerá aí durante mais de 10 anos, mais precisamente até ao dia 5 de Agosto de 2009, como Diretor-Geral da estação de Queluz, dia em que, por volta das 24h00, José Eduardo Moniz rescindiu contrato com a Media Capital, dona da estação.


No dia 10 de Agosto de 2009, Moniz foi apresentado como Vice-Presidente do Conselho de Administração da Ongoing Media, acionista da SIC, empresa que pretendia reforçar com Moniz os seus investimentos, progresso e expansão na área dos media em Portugal e, internacionalmente, nos então PALOP.  Demitiu-se em 2012 dessas funções.


Foi Vice-Presidente do Sport Lisboa e Benfica, responsável pela Benfica TV. É, também, Diretor do Curso de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa.


Em Outubro de 2013 fundou a empresa JEM - Media Consultancy, desempenhando, também, de 2015 a julho de 2019 desempenhou o cargo de Consultor de Conteúdos de Entretenimento e Ficção da TVI.


De 2019 a 2020 prestou consultoria na TV Bandeirantes.


Regressou à TVI para o cargo de Consultor de Ficção e Entretenimento.


Atualmente exerce o cargo de Diretor Geral da TVI.