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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Emigrantes que partiram para o Brasil da cidade da Praia da Vitória ilha Terceira

 

1.  Águeda Maria Simões (Ilha Terceira, Praia da Vitória, Açores, Portugal, 19 de Agosto de 1731 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 19 de Novembro de 1820) casada com Manuel Gonçalves, Mancebo.


2..  Antão Lourenço Rebolo (Quatro Ribeiras, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, 26 de Julho de 1810) casado com Rosa da Conceição. O casal já havia emigrado para Desterro, estabelecendo-se no alto de um morro à Oeste da Ilha, de onde se avistava mar e continente a perder de vista. Quando o açoriano faleceu a história de seu primeiro habitante já havia baptizado aquele lugar: era o morro do Antão, actual Morro da Cruz.


3.  António Mendes Borges (Ilha Terceira, Lajes, Praia da Vitória, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Francisca Josefa e Maria de São José.


4.  Catarina dos Anjos (Fontinhas, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Bernardo Rodrigues de Souto.


5.  Isabel Inácia do Espírito Santo (Lajes, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Portugal, 11 de Outubro de 1740 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 31 de Março de 1816) marido de Manuel Lucas.


6.  João do Couto Machado (Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Taquari, Rio Grande do Sul, 16 de Junho de 1781) casado com Taquari, Rio Grande do Sul.



7.  José Francisco Lourenço (Quatro Ribeiras, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Joana Bernarda.


8.  José Martins Faleiro (Lajes, Praia da Vitória, Terceira, Açores, Portugal, 4 de Fevereiro de 1716 - Brasil, 15 de Março de 1783) casado com Jacinta Rosa Coelho.


9.  Manuel Gonçalves Dias (Lajes, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 7 de Fevereiro de 1789) casado com Cecília Maria dos Anjos.


10.  Manuel Luís (N.Sa. de Guadalupe de Agualva, Ilha Terceira, 13 de Março de 1712 - Brasil, ?) casado com Mariana Tomásia.


11.  Manuel Lucas (São Pedro de Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 7 de Setembro de 1731 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 24 de Junho de 1802) casado com Isabel Inácia Do Espírito Santo.


12.  Maria Francisca da Conceição de Melo (Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1702 - Santo Amaro do Sul, General Câmara, Rio Grande do Sul, 28 de Junho de 1792) casada com António Nunes Corvelo.


13.  Maria de Jesus (São Pedro dos Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Thomé Machado Ourique.


14.  Maria do Nascimento (Praia da Vitória, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Manuel de Freitas Teixeira.


15.  Maria de São Mateus (Fontinhas, Praia da Vitória, Terceira, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) casada com João Rodrigues Evangelho.


16.  Maria Silveira (Lajes, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1710 - Taquari, Rio Grande do Sul, 23 de Junho de 1781) casada com Manuel da Silveira Golarte.


17.  Mariana Tomásia (S. Miguel Arcanjo das Lajes, Ilha Terceira, 18 de Outubro de 1710 -Brasil, ?) casada com Manuel Luís.


18.  Mateus Lourenço Coelho (Quatro Ribeiras, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Ana Maurícia Rosa.


19.  Thomé Machado Ourique (São Pedro dos Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1710 - Brasil, ?) casado com Maria de Jesus.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Conheça D. Violante Cabral pode ser um dos descendentes dela

 

D. Violante Cabral foi uma senhora da nobreza de portuguesa e umas das poucas mulheres que foram raiz de importantes famílias nas ilhas dos Açores.

Os descendentes desta família provem uns, de Violante Cabral, irmã de Frei Gonçalo Velho Cabral, que foi comendador, na Ordem de Cristo, do Castelo de Almourol, da Beselga, Cardiga e das Pias e descobridor da ilha de Santa Maria e da ilha de São Miguel.

Outros descendem de Fernão Cabral, que passou aos Açores na segunda metade do século XVI, indo estabelecer a sua residência na cidade de Angra do Heroísmo, ilha Terceira; são outros descendentes de João Rodrigues Pereira Cabral, que vivia na dita cidade na segunda metade do século XVII; e outros, finalmente descendem de Manuel Cabral de Melo, que deve ter nascido nos fins do século XVII ou princípios do século XVIII.

Todos estes ramos são procedentes da nobre geração e linhagem dos Cabrais, que tiveram a alcaideria-mor do Castelo de Belmonte, bem como o senhorio de Azurara, Folhada, Guarda, Manteigas, Moimenta, Tavares, Valhelhas, e de outras terras.

D. Violante Cabral, casou com Diogo Gonçalves de Travassos, que foi vedor e escrivão da puridade de Pedro de Portugal, Duque de Coimbra, filho do rei D. João I, e do conselho do rei D. Afonso V, casamento de que nasceram 5 filhos:


1 – Rui Velho.

2 – Pedro Velho Cabral, natural da ilha de São Miguel e casado com Catarina Afonso.

3 – Nuno Velho de Travassos e Melo que casou duas vezes, a primeira na ilha de São Miguel com Isabel Afonso e a segunda vez na ilha de Santa Maria com África Anes.



domingo, 30 de janeiro de 2022

Mimon Abohbot na ilha Terceira Açores



Mimon Abohbot  nasceu em Marrocos, Mogador, em 1800  e faleceu em  Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores a 21 de Julho de 1875. Foi um mestre de teologia hebraica, ocupando o lugar de Deão Rabino na Ilha Terceira.

O reverendo Mimon Abohbot foi mestre de teologia hebraica, ocupando o lugar de Deão Rabino na Ilha Terceira, foi um Importante homem de negócios da ilha, particularmente no concelho de Angra do Heroísmo onde viveu.

Fundou na sua residência uma sinagoga, que serviu para as orações da pequena comunidade, de que ele foi chefe espiritual.

Quando veio para os Açores trouxe consigo duas Torahs que trouxe de Marrocos tendo elas ao longos dos séculos diferentes destinos e chegaram mesmo a serem consideradas como perdias.

Uma delas foi encontrada cem anos mais tarde do seu desaparecimento, na freguesia do Porto Judeu, teve vários donos, apareceu e desapareceu sucessivas vezes, e acabou por ser escondida por um desconhecido numa gruta de Rabo de Peixe, onde apareceu por volta de meados de 2005.

Como Homem de negócios foi um Exportador de laranja para Inglaterra, negócios este que nos Açores foi muito próspero durante praticamente todo um século e que ficou conhecido localmente como o Ciclo das Laranjas.


Exerceu o cargo de Director da Associação Comercial de Angra entre os anos de 1860 e 1861. Naturalizou-se português antes de 1835.

Mimon Abohbot e os membros de sua família falecidos em Angra do Heroísmo estão sepultados no cemitério judaico "Campo da Igualdade", no Caminho Novo, Perto da Fortaleza de São João Baptista, Junto ao Monte Brasil.


Relações Familiares

Casou em Londres em 1833, com D. Elizabeth Davis (12 de Julho de 1806 -?), de quem teve 7 filhos:


Rachel Davis Abohbot (29 de Março de 1834 -?) casou com Leonel Tavares de Melo.

Abraham Davis Abohbot (25 de Novembro de 1835 -?).

David Davis Abohbot (25 de Novembro de 1835 -?) casou com D. Jane Isaacs.

Alegria Davis Abohbot (9 de Janeiro de 1839 -?) casou com Jaime Anahory.

Jacob Davis Abohbot (20 de Junho de 1840 -?) casou com D. Rosa Borges Leal.

Isaac Davis Abohbot (4 de Novembro de 1842 - ?)

Moisés Davis Abohbot (28 de Dezembro de 1844 - ?)



sábado, 29 de janeiro de 2022

Convento de São Gonçalo ilha Terceira Açores




O Convento de São Gonçalo localiza-se no centro histórico da cidade e Concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.

É considerado o maior e mais antigo convento da cidade e o maior do arquipélago, tendo chegado a abrigar mais de cem religiosas.

O seu estabelecimento deve-se a Brás Pires do Canto, que em 1542 obteve do Papa Paulo III a bula de autorização para a fundação do que seria o primeiro convento de freiras de Angra. Foi destinado a freiras Clarissas (de clausura), e aí se recolheram as suas duas filhas, uma das quais foi a sua primeira abadessa.

O aumento do número de religiosas que se registou durante os séculos XVI e XVII, levou à ampliação das primitivas instalações, que ocuparam o local onde a primitiva igreja (orientada a Leste) estava situada, e da qual ainda existem vestígios integrados nas paredes do claustro Sul. Após essa ampliação, uma nova igreja foi iniciada em fins do século XVII, estando a sua decoração interior concluída em meados do século seguinte.  A Igreja de São Gonçalo foi inaugurada em 1776 e abriga a antiga Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, actualmente venerável arquiconfraria.

A primeira referência escrita às freiras do convento de São Gonçalo é de Louis-Philippe de Ségur, conde de Ségur (1753-1830), que quando de sua passagem pela Terceira em 1782 rumo aos Estados Unidos, registou a clausura e a beleza das freiras, classificando-as de "não tanto obsequiosas como licenciosas".

No contexto da Guerra Civil Portuguesa, durante os dois anos da presença das forças liberais portuguesas na Terceira (1830-1832) de acordo com o historiador terceirense Francisco Ferreira Drummond, as freiras deste convento desenvolveram um "ardente desejo da liberdade do século, não se contentando muitas d'ellas com a sua profissão que cobriam de pragas e anátemas". À época, o convento foi "refrigério de emigrados", nele vivendo-se "vida galante", tendo nele o próprio Pedro IV de Portugal a sua "freira dilecta", com quem partilhava "melodiosos accentos de poesia"



quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

João Vieira Xavier Madruga

 

João Vieira Xavier Madruga  nasceu na Santíssima Trindade, Lajes do Pico a 1 de junho de 1883 e  faleceu nas  Lajes do Pico Açores a 30 de março de 1971.  Mais conhecido por padre Xavier Madruga, foi um presbítero português que se distinguiu como jornalista e publicista, com longa participação no jornalismo católico açoriano.

Nasceu na vila das Lajes do Pico, na costa sul da ilha do Pico, tendo aí concluído o ensino primário. Seguidamente ingressou no Seminário Episcopal de Angra, em Angra do Heroísmo, onde em 1903 concluiu o curso de Teologia e em 1905 foi ordenado presbítero.

A partir de 1903 foi prefeito e professor de Português do Seminário onde se formara, funções que exerceu até 1911, ano em que o seminário suspendeu a sua actividade em resultado dos conflitos que se seguiram à implantação da República Portuguesa e à aplicação da Lei de Separação do Estado e da Igreja. Perante os incidentes entre o clero, as autoridades civis e o povo, os professores do seminário foram dispersos, sendo Xavier Madruga colocado nesse ano de 1911 como pároco na Vila do Topo, na ilha de São Jorge.


Permaneceu em São Jorge até 1927, ano em que foi colocado como pároco na Candelária, na ilha do Pico. A partir de 1936 abandonou a actividade paroquial e fixou-se nas Lajes do Pico como sacerdote manente. Entre 1946 e 1948 residiu em New Bedford, Massachusetts, onde teve importante acção no revigoramento do jornalismo em língua portuguesa.

Paralelamente à sua actividade como pároco, dedicou-se desde muito cedo ao jornalismo, tendo colaboração ininterrupta em jornais pelo menos desde 1904. Colaborou nos periódicos Peregrino de Lurdes, Correio dos Açores e A Verdade, que se publicavam em Angra do Heroísmo, no Correio dos Açores, de Ponta Delgada, e no Diário de Notícias, de New Bedford. Contudo, a sua maior contribuição para o jornalismo católico foi a fundação, em 1917, de O Dever que inicialmente no Topo, depois na Candelária e finalmente nas Lajes do Pico editou e dirigiu até 1970. Neste periódico deixou extensa colaboração. Publicou algumas monografias, na sua maior parte colectâneas de crónicas aparecidas em periódicos.


A 24 de julho de 1967 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem de Benemerência. É lembrado na toponímia da vila das Lajes do Pico, onde a rua onde viveu tem o seu nome.



segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Natália Correia foi uma escritora , poeta portuguesa e Deputada à Assembleia da República




Natália de Oliveira Correia  nasceu na Fajã de Baixo,  ilha de São Miguel Açores a 13 de Setembro de 1923  e faleceu em  Lisboa a 16 de Março de 1993. Foi uma escritora e poeta portuguesa, nascida no arquipélago dos Açores.


Deputada à Assembleia da República  (1980-1991), interveio politicamente  ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Tem uma biblioteca com o seu nome em Lisboa em Carnide.


A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Durante as décadas de 1950 e 1960, na sua casa reunia-se uma das mais vibrantes tertúlias de Lisboa, onde compareciam as mais destacadas figuras das artes, das letras e da política (oposicionista) portuguesas e também internacionais. A partir de 1971, essas reuniões passaram a ter lugar no bar Botequim. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.

Nascida na ilha de São Miguel, quando tinha apenas 11 anos o pai emigra para o Brasil, fixando-se Natália Correia com a mãe e a irmã em Lisboa, cidade onde fez estudos liceais no Liceu D. Filipa de Lencastre. Iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra destinada ao público infanto-juvenil, mas rapidamente se afirmou como poetisa (como ela gostava de ser chamada: «...poetisa. Sim, chamar-lhe-ei poetisa. A homenagem que distingue o génio poético feminino com o prémio de lhe masculinizar o estro ultraja uma poesia que quer feminizar o mundo ).


Notabilizada através de diversas vertentes da escrita, já que foi poeta, dramaturga, romancista, ensaísta, tradutora, jornalista, guionista e editora,  tornou-se conhecida na imprensa escrita e, mais tarde, nos anos 80, na televisão, com o programa Mátria, onde advogou uma forma especial de feminismo (afastado do conceito politicamente correcto do movimento), o matricismo, identificador da mulher como arquétipo da liberdade erótica e passional e fonte matricial da humanidade; mais tarde, à noção de Pátria e de Mátria acrescenta a de Frátria.

Foi igualmente coordenadora da Editora Arcádia, uma das principais editoras livreiras portuguesas do seu tempo.

Dotada de invulgar talento oratório e grande coragem combativa, tomou parte activa nos movimentos de oposição ao Estado Novo, tendo participado no MUD (Movimento de Unidade Democrática, 1945), no apoio às candidaturas para a Presidência da República do general Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958) e na CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, 1969), liderada por Mário Soares.


Foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, considerada ofensiva dos costumes (1966) e processada por ter tido a responsabilidade editorial das Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta; processo que ficaria conhecido como Três Marias.

A sua intervenção política pública levou-a ao Parlamento, no período subsequente ao 25 de abril de 1974, eleita em 1980 nas listas do PSD,  motivada pela pessoa de Francisco Sá Carneiro, de quem era amiga, tal como de Snu Abecassis. Passaria, no entanto, a deputada independente durante a legislatura quando se chocou com as posições conservadoras em matérias de costumes do PSD, saindo do partido, afirmando ter acreditado num projeto reformista mas tendo-se deparado com conservadorismo. Foi autora de polémicas intervenções parlamentares e ficou célebre, durante um debate sobre o aborto, em 11 de novembro de 1982, pelo poema satírico que fez contra João Morgado, deputado do CDS, que afirmara que «o acto sexual é para ter filhos». O poema foi publicado dias depois pelo Diário de Lisboa.


Fundou em 1971, com Isabel Meireles, o bar Botequim, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa. Foi amiga de António Sérgio (esteve associada ao Movimento da Filosofia Portuguesa), David Mourão-Ferreira ("a irmã que nunca tive"), José-Augusto França ("a mais linda mulher de Lisboa"), Luiz Pacheco ("esta hierofântide do século XX"), Almada Negreiros, D. Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança ("confidente íntima"),  Mário Cesariny ("era muito mais linda que a mais bela estátua feminina do Miguel Ângelo"), Ary dos Santos ("beleza sem costura"), Amália Rodrigues, Fernando Dacosta, entre muitos outros. Foi uma entusiasmada e grande impulsionadora pelo aparecimento do espectáculo de café-concerto em Portugal. Na sua casa, foi anfitriã de escritores famosos como Henry Miller, Graham Greene ou Ionesco.

A 13 de Julho de 1981 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Sonetos Românticos.

No mesmo ano a 26 de Novembro foi feita Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.


sábado, 22 de janeiro de 2022

Descoberta da ilha do Corvo Açores




Nos mapas genoveses do século XIV, nomeadamente o Portulano Mediceo Laurenziano (1351), é mencionada a "Insula Corvi Marini" (Ilha do Corvo Marinho) entre as sete ilhas que compunham o arquipélago, embora seja improvável que essa designação se refira especificamente à atual ilha do Corvo, ainda que possa ter sido a origem do seu nome. É possível que fosse uma designação para ambas as ilhas do atual Grupo Ocidental do Arquipélago dos Açores – Flores e Corvo –, como parece ser o caso no chamado Atlas Catalão, (c. 1375).


Na fase de exploração portuguesa do Atlântico sabe-se que foi Diogo de Teive quem achou as ilhas do Grupo Ocidental, no regresso da sua segunda viagem de exploração à Terra Nova, em 1452. Terão sido descobertas em simultâneo, já que ambas se avistam mutuamente. A sua designação henriquina foi ilha de Santa Iria, mas também foi chamada de ilhéu das Flores, ilha da Estátua, ilha do Farol, ilha de São Tomás e ainda de ilha do Marco, tendo este nome persistido durante alguns séculos em razão de o monte do Caldeirão ser utilizado como uma referência geográfica para os marinheiros ou, e mais provavelmente, pelo facto de existir um pequeno promontório a que foi dado o nome de Ponta do Marco, local onde possivelmente terá sido erguido um padrão como era hábito então fazer-se nas novas terras descobertas.


Apesar da incerteza quanto à data precisa do achamento português da ilha, é seguramente anterior a 20 de janeiro de 1453, data em que Afonso V de Portugal fez doação de ambas as ilhas a seu tio, Afonso I, Duque de Bragança.


A primeira tentativa de povoamento do Corvo foi empreendida no início do século XVI por um grupo de 30 pessoas, lideradas por Antão Vaz de Azevedo, natural da ilha Terceira, que entretanto culminou com o seu abandono.  O mesmo sucedeu com um grupo de povoadores, também oriundos da Terceira, liderados pelos irmãos Barcelos. Mais tarde, em meados do século, a 12 de novembro de 1548, Gonçalo de Sousa, capitão do donatário das ilhas das Flores e do Corvo, foi autorizado a mandar para ilha escravos – provavelmente mulatos, oriundos da ilha de Santo Antão, arquipélago de Cabo Verde – de sua confiança como agricultores e criadores de gado.

Em 1570 foi construída a primitiva igreja. Por volta de 1580, colonos das Flores fixam-se no Corvo, que, a partir de então passou a ser permanentemente habitada, dedicando-se a população à agricultura, à pastorícia e à pesca.