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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Palácio de Santa Catarina ilha Terceira Açores

 

O Palácio de Santa Catarina é um palácio português localizado na ilha   Terceira Açores, concelho de Angra do Heroísmo, freguesia de São Pedro, sítio de Pico da Urze.


Este palácio de apreciáveis dimensões, localizado no sítio do Pico da Urze, encontra-se próximo dos Portões de São Pedro e da Universidade dos Açores, foi sujeito a obras de restauro e manutenção após o terramoto ocorrido em 1 de Janeiro de 1980 que bastante o danificou.

Destaca-se neste edifício o seu imponente portão de entrada onde se destaca o trabalho feito em cantaria com pedra da região e já dentro do pátio as suas arcadas de grande altura.

Neste edifício que foi durante séculos residência da família Corte Real almoçou e descansou o Papa João Paulo II, aquando da sua visita aos Açores.

Actualmente é umas das Residências Oficiais Bispo de Angra sendo assim pertença da Diocese de Angra. Encontra-se já fora dos limites da cidade de Angra embora dentro da freguesia de São Pedro.




domingo, 1 de agosto de 2021

José de Sousa Breves chefe dos Breves Graúdos no Brasil

José de Sousa Breves  nasceu na Ilha Terceira a  1748  e faleceu a  8 de Janeiro de 1845.  Foi um político e militar luso-brasileiro.

Afazendou-se no distrito de Piraí, na fazenda Mangalarga, de propriedade de seus progenitores, tendo numerosa prole. Ingressou na política da região, tornando-se influente, pelas suas avultadas posses e grande actividade, atingindo o seu prestígio toda vizinhança, até Resende. Era irmão de Joaquim de Sousa Breves.

Em 1831, perante o capitão-mor da vila de São João Marcos, prestava compromisso e tomava posse do cargo de sargento-mor das ordenanças. Desde então passou a gozar dos privilégios, liberdades, franquias e isenções que lhe conferia o cargo. Tornou-se, então, o maior senhor de terras e escravos da região.

Foi nomeado depois capitão-mor, por proposta do comandante geral das Milícias da região de Campo Alegre - Joaquim Xavier Curado, famoso prócer da independência do Brasil (1822), futuro conde de São João de Duas Barras, e devastador dos índios puris da região, que, informando ao conde de Resende, dizia ter José de Sousa Breves, "muita capacidade, lisa conduta, estando muito bem estabelecido em fazenda própria, motivo pelo qual sugeria a sua nomeação para o cargo".


Em 1822, José de Sousa Breves tomava posse do cargo de juiz almotacel de São João Marcos, e a 28 de Fevereiro de 1826, empossava-se solenemente perante à Câmara Municipal reunida, do cargo de vereador, no posto já de capitão-mor da Vila.


Foi o chefe dos "Breves Graúdos", enquanto os descendentes de seus irmãos eram chamados de "Breves Miúdos", distinguidos assim pelo povo. É uma nota pitoresca relativa à preponderância do ramo primogénito dos Breves, sobre os demais membros da família. Os "Breves Graúdos", destacaram-se pela sua notável fortuna em fazendas de largas sesmarias de terras concedidas pelo Império do Brasil, e o grande prestígio político perante ao imperador do Brasil. Daí a distinção entre "graúdos" e "miúdos" dada pelo povo marquense.

O capitão-mor era casado com Dona Maria Pimenta Lobo Frasão de Almeida, filha de António Lobo Frasão e de Dona Cecília de Almeida, todos das ilhas do arquipélago dos Açores.

Desse casal nasceram: o comendador Joaquim José de Sousa Breves - considerado o primeiro "rei do café"; o Comendador José Joaquim de Sousa Breves; Cypriano de Sousa Breves; João dos Santos Breves; Dona Ana Pimenta de Almeida Frasão de Sousa Breves; Dona Cecília Pimenta de Almeida Frasão de Sousa Breves nbaronesa de Piraí.



sexta-feira, 30 de julho de 2021

Origem étnica Açoriana




Do ponto de vista genético, a população dos Açores é bastante semelhante à população de Portugal continental, de onde se originou a maior parte dos seus povoadores. Foram detectadas, de forma reduzida, influências de outras populações europeias (particularmente do Norte da Europa), de populações do Oriente Próximo, do Norte da África e da África subsariana. Analisando o DNA mitocondrial de açorianos oriundos de três regiões do arquipélago (oriental, ocidental e central), 81,3% apresentavam DNA mitocondrial de origem europeia, 11,3% de origem africana e 7,5% do Oriente Próximo ou de origem judaica. O grupo que mais apresentou contribuições não europeias foi o oriental (cerca de 25%), a maior parte africanas (18,2%). No grupo central, por outro lado, as contribuições não europeias ficaram em 15%, a maior parte judaica ou do Oriente Próximo (10%), enquanto a contribuição africana ficou em 5%. O grupo ocidental foi aquele que apresentou menor grau de ascendências não europeias (6,5%), a maior parte africanas. Em relação às linhagens masculinas, também houve uma predominância de contribuições europeias, porém mais uma vez foram detectadas contribuições africanas, do Oriente Próximo/judaica e até mesmo indiana (1,1%).


Os documentos históricos revelam que os Açores foram povoados sobretudo por portugueses, e as regiões do Algarve, Alentejo e Minho eram destacadas como fornecedoras de colonos. Também foi relatada a presença de povoadores oriundos do arquipélago da Madeira, assim como de indivíduos de origem judaica. A presença de pessoas oriundas de outros países da Europa também é relatada, com particular destaque para povoadores flamengos, que terão tido maior presença nas ilhas centrais, especialmente na Ilha do Faial. A presença de escravos (mouriscos e negros) também é amplamente documentada. As linhagens tipicamente africanas encontradas nos habitantes dos Açores, apesar da frequência reduzida, são as mais elevadas dentro da população portuguesa, o que denota uma possível maior integração dos escravos negros na população açoriana.


quarta-feira, 28 de julho de 2021

Solar Villa Maria, ilha terceira Açores

 

A Villa Maria localiza-se junto à orla costeira, anexa à Baía de Villa Maria, no concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.

Trata-se de uma propriedade da família Noronha, que foi residência de José Pimentel Homem de Noronha, casado com Maria Adelaide Barcelos Machado de Bettencourt, filha Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt vogal da Comissão Distrital de Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo, senhor e herdeiro da casa vincular e morgadio que os seus antepassados tinham instituído na ilha Terceira e foi baptizado na Igreja da Sé, freguesia da Sé, concelho de Angra do Heroísmo. Pessoa que esteve desde sempre ligado à aristocracia da ilha Terceira e que foi um grande latifundiário na mesma ilha com terras principalmente na zona dos Cinco Picos, incluindo a área geográfica onde se situa a Lagoa do Ginjal.


Nas suas terras, no cimo de uma elevação, ao norte da planície da Achada mandou construir a Ermida de Santo Antão,  que ficou concluída em 1897 que manteve à sua custa. Era dedicada a Santo Antão o protector dos animais e a Santo Isidro.


O José Pimentel Homem de Noronha foi pai de Alberto de Barcelos e Noronha casado com uma da mulheres mais ricas da ilha de São Jorge, Ambrosina Beatriz da Silveira Noronha,  e governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo, no período de 1893 a 1895 e padrinho de baptismo do Régulo de Fumó,  Roberto Frederico Zichacha, filho Ngungunhane, último monarca da Dinastia Jamine e último imperador do Império de Gaza, no território que actualmente é Moçambique.

Do casamento acima referido viriam a nascer quatro filhos, sendo que somente dois chegaram á idade adulta, Carlos Alberto da Silveira Moniz do Canto e Noronha e José Orlando Moniz do Canto e Noronha.

Esta propriedade antes de ter sido a residência de José Pimentel foi a residência de seu pai o morgado João Inácio de Bettencourt Noronha, pelo período estimado de 1840 até 8 de Janeiro de 1908, data em que faleceu nesta mesma propriedade.

João Inácio de Bettencourt Noronha, nasceu na localidade do Topo, actual concelho da Calheta, ilha de São Jorge, em 9 de Fevereiro de 1820, desconhecendo-se a data exacta em que passou a viver definitivamente no solar, embora o tenha feito para os fins da sua vida, altura em que repartia o tempo entre a casa senhorial que possuía na Terra Chã, a Quinta de Santa Luzia, cuja data da primitiva construção recua a 1602 e esta propriedade que ocupava principalmente no Verão, dada a sua situação junto à costa.

Será da sua autoria a idealização do solar actualmente existente, e quem adquiriu os terrenos de uma propriedade datada da casa de 1502, que depois de adaptada daria origem à actualmente existente.

A propriedade inicia assim a sua história como tendo pertencido a um arcediago da cúria do Bispado da Diocese Angra do Heroísmo, até ser adquirida pelo referido João Inácio Bettencourt de Noronha.

Nela destaca-se o solar, que possui cinco séculos de história em sua parte mais antiga. São testemunhos deste período não apenas uma antiga iconografia onde se encontram figuradas a propriedade e a casa originais, mas também uma antiga epigrafia com a data de 1502, recuperada durante trabalhos de manutenção sobre a porta da actual adega que, à época, poderia ter assinalado a entrada principal.

O solar foi ampliado por volta de 1700, com o adquirir da propriedade ao seu antigo proprietário por João Inácio Noronha, descendente dos membros da família Noronha, família essa que chegou aos Açores na pessoa de D. Luísa de Noronha , filha de Pedro Ponce de Leão e de D. Helena de Noronha, no século XVI e casada com Heitor Homem da Costa, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo e senhor de uma tença anual de 20$000 R

eis, por mercê de Filipe II de Espanha datada de 1589, e herdeiro da casa e morgadio de seus pais e avós, e da de seu tio, João Homem da Costa . O seu bisavô foi Heitor Anes Homem, pai do 1º capitão donatário da vila da Praia, e fundador da vila de Angra, actual cidade de Angra do Heroísmo, Álvaro Martins Homem.



domingo, 25 de julho de 2021

José Armas Gomes da ilha das Flores Açores

 


José Armas Gomes, nasceu na ilha das   Flores em 1943.

 Dedicou-se profissionalmente à lavoura e à pesca.


 Em 1969 foi nomeado Regedor da Freguesia, cargo que manteve até à sua extinção em 1976. No mesmo ano, foi eleito Presidente da Direção da Cooperativa de Lacticínios da Fazenda.

Depois da Autonomia da Região colaborou na fundação da União das Cooperativas de Lacticínios da Ilha das Flores, onde a cooperativa da Fazenda ficou integrada.


 Em 1987 foi o Presidente da comissão instaladora da Associação Agrícola da Ilha das flores, tendo sido eleito para Presidente da Direcção durante 3 mandatos.

Foi igualmente Presidente da Federação Agrícola dos Açores, durante cerca de um mandato tendo pertencido à Direcção Nacional da Confederação Agrícola de Portugal.


 Exerceu funções como deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, pelo Partido Social Democrata, entre Junho de 93 e Abril de 94.




sexta-feira, 23 de julho de 2021

Execução dos prisioneiros no ilhéu de Vila Franca em 1582




Confirmada a vitória pela retirada dos navios franceses, deu o marquês à vela para a ilha de S. Miguel, a mandar tratar dos feridos e fazer aguada; porém sobrevindo-lhe o vento contrário, não fundeou nela senão depois de quatro dias.

Primeiro que tudo dirigiu-se a Vila Franca, enchendo de terror toda aquela costa, cujos habitantes mandaram logo assegurar-lhe a sua obediência.

No dia 1 de Agosto desembarcou em terra o mestre de campo D. Francisco de Bobadilla com quatro companhias de soldados, levando no meio todos os prisioneiros franceses, aos quais em alta voz e em público cadafalso se lhes leu uma sentença que os condenava à morte, como perturbadores da paz entre França e Castela. A sentença, assinada por D. Álvaro de Bazán, mandava degolar os nobres e enforcar os outros, excepto os que não chegavam à idade de 18 anos.

E sem embargo de que esta sentença parecesse a todos mui cruel, e os mesmos soldados espanhóis assim o vozeassem com a maior liberdade, dando ocasião a que alguns principais capitães fossem pedir a derrogação dela ao marquês, nada se efectuou: porque ele dizia que só executava os mandatos de el-rei de França, que estando em paz com Castela não permitiria que súbditos seus agissem como corsários atacando a armada castelhana.


E assim se cumpriu a sentença, decapitando-se 28 cavalheiros franceses, e 50 de menor condição, enforcados além destes muitos centos de soldados e marinheiros. Estas execuções foram feitas com grande lentidão e crueza, prolongando-se por todo o dia, sendo os corpos decapitados amontoados sobre o adro da matriz de Vila Franca. Parte dos marinheiros foram enforcados no ilhéu de Vila Franca, ficando os corpos a apodrecer nas forcas como aviso aos restantes franceses que ainda andavam embarcados nas ilhas.

Quanto aos da terra, só a um fidalgo de Vila Franca, que servia de vereador da Câmara, mandou degolar, e a outras condenou em penas menores.

Em 5 de Agosto foi à mesma vila o bispo D. Pedro de Castilho, e passou a bordo da armada a visitar o marquês, que o recebeu com muitas honras militares, como pessoa que tantos serviços prestara a el-rei Católico, sendo parte principal da sua aclamação naquela ilha; e também pela conservação do castelo de São Brás, que ele com D. João de Castilho guardaram, recolhendo dentro nele a D. Lourenço de Conuera quando se retirava do combate na ocasião em que os franceses tomaram a ilha. No mesmo dia desembarcou o marquês em terra, onde foi aceite com grande pompa, e embarcando-se para a cidade de Ponta Delgada, nela foi recebido em triunfo.


terça-feira, 20 de julho de 2021

Cecilía Benevides de Carvalho Meireles é descendente de Açorianos


Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles) é descendente de açorianos naturais da ilha de S. Miguel – Açores. Nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil, no dia 7 de Novembro de 1901.

Foi criada pela avó materna, uma vez que ficou órfã muito cedo.

Aos nove anos, começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Cecilía Benevides de Carvalho Meireles com sangue Açoriano
Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poesias, “espectros”, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora, vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, na sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

Teve ainda uma importante actuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda o seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como “Leilão de Jardim”, “O Cavalinho Branco”,

“Colar de Carolina”, “O mosquito escreve, Sonhos da menina”, “O menino azul” e “A pombinha da mata”, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a literataço, a assonância e a rima. Os seus poemas não se restringem apenas à faixa etária infantil, mas permitem diferentes níveis de leitura.

Em 1923, publicou “Nunca Mais…” e “Poema dos Poemas”, e, em 1925, “Baladas Para El-Rei”. Após um longo período, em 1939, publicou “Viagem”, livro com o qual ganhou o Prémio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como “Pequeno Oratório de Santa Clara”, de 1955; “O Romance de Santa Cecília” e outros.

Em 1951, viajou pela Europa, Índia e Goa e visitou, pela primeira e única vez, os Açores, tendo contactado na ilha de S. Miguel o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente, desde a década de 1940.

Foi homenageada com o Prémio Machado de Assis (1965); Sócia Honorária do Real Gabinete Português de Leitura; Sócia Honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa); Doutora “Honoris Causa”, pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem de Mérito (Chile)

Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais, o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó-materna, Jacinta Garcia Benevides, que a criou.

Após a sua morte (9-11-1964), foi homenageada, tendo-lhe sido atribuída uma cédula de cem cruzados novos. Este documento, com a efígie de Cecília Meireles, lançado pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudado para cem cruzeiros, aquando da mudança de moeda pelo governo de Fernando Collor.