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domingo, 17 de novembro de 2019

O último balieiro da ilha do Corvo Açores

Fernando Rocha Pimentel  nasceu no Corvo em 1932.
Iniciou a actividade balieira muito jovem, com 17 anos.
A sua principal profissão foi a de agricultor e a sua paixão o mar. A ela se entregou como baleeiro até Julho de 1955, altura em que a cessou, de forma bruta, quando se deu o acidente mortal que vitimou o trancador - José Fraga -, seu cunhado.
Este episódio marcou a sua vida de tal modo que não mais se entregou à baleação.

Nesta mesma década de cinquenta integrou a equipa de vóleibl como desportista e permaneceu na sua principal actividade - a agricultura -, tendo mais tarde aplicado o seu trabalho na apanha de algas.
Em 1968 emigrou para os EUA, e viveu durante 8 anos em New Bedford, Massachusetts, sempre com a sua terra natal no coração, tendo regressado em 1976, para se dedicar à actividade de moleiro.

É o último dos balieiros na ilha do Corvo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Antelmo Faria


Antelmo Faria é filho emigrantes oriundo da ilha do Faial – Açores. Actualmente, é um conceituado chef de gastronomia na Califórnia - EUA.
Passou uma pequena parte da sua infância no Faial. Os dois restaurantes que o seu pai possuiu naquela ilha estimularam-lhe o gosto pela culinária.
Entre 2004 / 2005, formou-se pela Academia de Culinária da Califórnia, tendo-se tornado chef de cozinha no restaurante LaSalette em Sonoma, Califórnia.
Foi, igualmente, chefe de cozinha no restaurante Laiola, situado em São Francisco, Califórnia, onde desenvolveu trabalhos relacionados com a elaboração de novos menus, e controlou aspectos ligados à contratação e formação de novos empregados.

É chef consultor no restaurante Tropisueño Mexican Kitchen and Tequila Bar, em São Francisco.
Em janeiro de 2010, foi um dos monitores do Laboratório de Gastronomia, integrado no projecto Açores Combo, que decorreu entre 24 a 28 de Janeiro de 2011, na Escola de Formação Turística e Hotelaria, de Ponta Delgada, tendo em conjunto com os alunos procurado promover a cozinha regional, experimentando novos tratamentos, roupagens e combinações dos produtos regionais.

domingo, 10 de novembro de 2019

A bandeira dos Açores


A bandeira dos Açores foi aprovada pelo Decreto Regional n.º 4/79/A, de 10 de Abril, e regulamentada pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 13/79/A, de 18 de Maio. Corresponde, com pequenas alterações de estilização, à primeira bandeira da autonomia hasteada pela primeira vez por José Maria Raposo do Amaral, em Novembro de 1876, na casa do Monte, em Ginetes, na ilha de São Miguel.
Nos termos do artigo 2.º do diploma legal que a aprovou , a bandeira dos Açores tem a seguinte descrição vexilológica:
A bandeira tem a forma rectangular, sendo o seu comprimento uma vez e meia a altura.
A bandeira é partida de azul-escuro e branco.
A divisão do lado da haste tem dois quintos (40%) do seu comprimento, tendo a outra divisão três quintos (60%).
Ao centro, sobre a linha divisória, tem um açor voante, de forma naturalista estilizada, de oiro.
Por cima do açor, e em semicírculo, tem nove estrelas iguais, de oiro, com cinco raios.
Junto da haste, no canto superior, tem o escudo nacional português.
As cores que são as mesmas da bandeira da monarquia liberal portuguesa que foi aprovada por decreto de 18 de Outubro de 1830, assinado em Angra, onde então estava instalada a Regência do Reino. Aquela bandeira foi hasteada pela primeira vez no Castelo de São João Baptista do Monte Brasil, da cidade de Angra ainda nesse ano. A primeira bandeira hasteada, e que se conserva no Museu de Angra do Heroísmo, diz-se ter sido bordada pessoalmente pela rainha D. Maria II de Portugal.

Na bandeira dos Açores, para além do escudete português, simbolizando a ligação do arquipélago e dos açorianos a Portugal, foi incluído um açor, ave associada ao nome do arquipélago, e nove estrelas de cinco raios que simbolizam as nove ilhas habitadas que compõem o arquipélago.
O desenho oficial da bandeira foi publicado em anexo ao Decreto Regulamentar Regional n.º 13/79/A, de 18 de Maio[4], tendo-se optado pela utilização na parte azul-escuro da bandeira do designado azul ultramarino.
A bandeira dos Açores foi oficialmente hasteada pela primeira vez a 12 de Abril de 1979 nas sedes dos departamentos da administração regional autónoma, havendo nessa tarde o encerramento de todos os serviços oficiais (Despacho Normativo n.º 21/79, de 12 de Abril; e Despacho Normativo n.º 22/79, de 12 de Abril).

domingo, 3 de novembro de 2019

Quem partiu da cidade da Ribeira Grande Ilha de S. Miguel Açores para o Brasil



1-  André da Costa Leite (Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, c. 1781) casado com Clara Maria de Sousa.

2-  António Muniz Leite (Fenais da Ajuda, Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 26 de Fevereiro de 1708 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 14 de Dezembro de 1810) casado com Francisca Fagundes de Oliveira Leite.

3-  Francisco de Arruda Botelho (Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1641 - Santana de Parnaíba, São Paulo, c. 1684) casado com Maria de Quadros.

4-  Manuel da Silva Pacheco (Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 3 de Junho de 1825) casado com Benvinda Gomes Martins e Bernarda Gomes Jardim.


5-  Paulo Machado de Sousa (Ribeira Grande, Ilha do Faial, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Anna Maria de São José.

6-  Sebastião Arruda Botelho (Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1642 - Brasil, ?) casado com Isabel de Quadros.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O jogador Billy Martin era descendente de Açorianos


Alfred Manuel “Billy” Martin,Jr., mais conhecido por Billy Martin, nasceu a 26 de maio de 1928, na cidade de Berkeley, na Califórnia,EUA.
Filho de pais com origens portuguesa e italiana (o pai era descendente de açorianos),foi criado pela mãe, que o chamava carinhosamente de “Bello” (em italiano significa “bonito”), origem do “nickname” Billy.

Começou a jogar basebol muito novo, no parque próximo da casa onde residia, aprendendo as técnicas do jogo, através da observação de jogadores profissionais.
No secundário, Martin ingressou na equipa de Oakland Junior Oaks. Após a sua graduação em 1946, juntou-se à equipa de Idaho Falls conseguindo 254 pontos em 32 jogos, um marco importante, na altura.
A nível profissional, iniciou a sua carreira como jogador na Liga, como segundo “baseman” no ano de 1950, na equipa dos New York Yankees. Em 1953, atingiu o auge da sua carreira, obtendo destacadas pontuações em “home runs”, “RBI’s”, “doubles” e “triples”. Em 1956, foi designado “All-Star”.

Terminou a sua carreira como jogador nos Minesota Twins, em 1961. Oito anos mais tarde, iniciou a sua carreira como treinador, também nos Minesota Twins.

Enquanto treinador ganhou dois campeonatos da American League pelos New York Yankees, em 1976 e 77. Nestes mesmos anos, levou os Yankees à World Series. Venceu esta competição em 1977, frente aos Los Angeles Dodgers.

Faleceu no dia 25 de Dezembro de 1989, com 61 anos.


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Escravos que nasceram nos Açores


Na civilização ocidental, os portugueses são geralmente creditados por ser os maiores esclavagistas. Considerando o número de africanos transportados para as Américas, não contabilizado, mas avaliado, será porventura verdade. O Infante Dom Henrique, que era sobretudo um comerciante de visão global, negociava escravos. Mas também é verdade que todos os países europeus os tinham para as tarefas consideradas menores. Nunca foram tantos como nas Américas ou África, porque a economia europeia não precisava tanto ao trabalho agrícola intensivo, do tipo que se praticava noutros continentes.
Calcula-se que entre 1618 e 1620 os portugueses tenham exportado cinquenta mil escravos
 Os portugueses proibiram o tráfico em 1781, por decreto de Pombal, mas não proibiram a escravatura em si, que só terminou efectivamente em 1869.
A região Autónoma dos Açores também teve escravos ao serviço dos seus senhores em praticamente todas as nove ilhas.
Grande parte deles tiveram descendência nas ilhas e deixaram gerações até aos nossos dias.
A final quem eram eles? Vou lhes deixar aqui o nome de alguns para a nossa memória colectiva.



Ana filha de Domingas do Rosário, escrava preta de de Domingos Duarte Bicho e de pai não sabido. Nasceu a 23.07.1767 em Vila Franca do Campo.

António filho de de Maria, escrava preta de Francisco Borges e de pai não sabido. Nasceu a 18.06.1662 no Nordeste.

Ana, escrava de de Barbara Medeiros e de pai não sabido. Nasceu a 05.05.1669 em Vila Franca do Campo.


Barbara, filha de Simoa, escrava de Cosmo Lopes e de pai não sabido. Nasceu a 03.01.1648  em Vila Franca do Campo.


Bernardo , filho de Maria escrava preta de de Maria jácomo Raposo e de pai não sabido. Nasceu a 29.08.1666 no Nordeste.

Catarina, escrava preta de de Francisco Costa de Sousa . Nasceu a 21.03.1651 em Vila Franca do Campo.

Catarina, filha de Isabel escrava preta de de Barbara Revoredo e de pai não sabido. Nasceu a 06.05.1647 em Vila Franca do Campo.

Clara, filha de Mécia escrava de Francisco da Costa Arruda. Nasceu a 17.06.1644 no Nordeste.

Domingos, filho de Maria escrava de Francisco Borges e de pai não sabido. Nasceu a 01.02.1660 Vila Franca do Campo.
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Francisco, filho de Ana Maria escrava preta do Capitão António Pacheco de Medeiros e de pai não sabido. Nasceu a 04.10.1772 em Vila Franca do Campo.

Francisco, de Grácia escrava de Gregório da Ponte e de pai não sabido. Nasceu a 06.03.1744 no Nordeste.

Francisco , filho de de Maria escrava de de Maria de Teive . Nasceu a 06.05.1652 em Vila Franca do Campo.

Germana, filha de Maria de Jesus escrava preta do Reverendo Henrique  Botelho Figueira e de pai não sabido. Nasceu a 14.02.1769 em Vila Franca do Campo.


Isabel, filha de Catarina escrava de Ana de Resendes e de pai não não sabido. Nasceu a 01.07.1648 em Vila Franca do Campo.

João, filho de Maria escrava de Pedro de Melo e de pai não sabido. Nasceu a 20.08.1765 na Ribeira Grande.

João, adulto escravo preto do Capitão Manuel Furtado da Costa. Foi baptizado a 03.10.1732 em Rabo de Peixe.

José, filho de Isabel escrava preta de Barbara Revoredo e de pai não sabido. Nasceu a 18.05.1742 
Maria, preta adulta natural da Costa das Minas com 14 anos pouco mais ou menos, escrava de do Alferez Manuel Vieira da Mota. Foi baptizada a 05.03.1765 em Porto Formoso.

Maria, filha de Francisca escrava preta do Capitão Manuel Tavares e de pai não sabido. Nasceu a 17.03.1765 no Nordeste.

Maria, filha de Maria escrava de Francisco Borges . Nasceu a 01.12.1669 no Nordeste.

Maria, filha de Guiomar escrava preta de Manuel Dias Cordeiro e de pai não sabido. Nasceu a 15.05.1653 em Rabo de Peixe.

Maria, filha de Maria Ferreira escrava preta de José Ferreira. Nasceu a 19.041776 em Vila Franca do Campo.



Maria, adulta Etíope escrava do Capitão Tenente Caetano do Rego da Ribeira Grande e de pai não sabido. Foi baptizada a com 23 anos um pouco mais ou menos a 04.05.1750 em Rabo de Peixe.

Manuel, filho de Clara escrava preta de Manuel da Costa de Arruda. Nasceu a 04.04.1668 no Nordeste.

Miguel, filho de Úrsula escrava preta de de Manuel da Ponte Leitão e de pai não sabido. Nasceu a 04.10.1659 em Vila Franca do Campo.

Miguel, filho de Isabel escrava preta do Capitão António de Medeiros. Nasceu a 14.11.1704 em Vila Franca do Campo.

Nicolau, filho de Maria do Espírito Santo preta escrava do Reverendo Henrique Botelho Figueira e de pai não sabido. Nasceu a 04.12.1766 em Vila Franca do Campo.

Plácido, filho de  Maria do Santo Cristo preta do padre Nicolau Francisco e de pai não sabido. Nasceu a 18.02.1765.

Rita da Conceição, Etíope escrava preta do Reverendo Manuel Lopes de Almeida  e de pai não sabido. Tinha 14 anos um pouco mais ou menos. Foi baptizada a 0812.1650 em Rabo de Peixe.

Rita, adulta Etíope e escrava do Capitão de Vila Franca do Campo Manuel de Sousa Correia Estrela. Foi baptizada a a 13.02.1750 em Rabo de Peixe .

Sebastiana, filha de Guiomar escrava preta de Maria de Sousa Vieira e de pai não sabido. Nasceu a 23.01.1665.