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domingo, 15 de setembro de 2019

O Açoriano que fundou Vassouras no Brasil e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa




Francisco Rodrigues Alves (Açores, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846) foi um proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa.
Filho de Félix Rodrigues Alves e Teresa de Sousa Furtado, nasceu na freguesia de São Pedro da Ponta Delgada, ilha das Flores, Açores, Portugal. Emigrou para o Brasil ainda pequenino e junto de seus pais ficou estabelecido na região de Sacra Família do Tinguá, actualmente parte de município de Engenheiro Paulo de Frontin.

Em 5 de Outubro de 1782, ele e seu sócio Luís Homem de Azevedo receberam uma sesmaria descrita e localizada no "Sertão da Serra de Santana, Mato Dentro por detrás do Morro Azul". Posteriormente estas terras foram conhecidas como Vassouras, em razão de uma vegetação rasteira que era abundante na região.
Foi um dos primeiros que plantou o café no Vale do Rio Paraíba do Sul, pois em 1792 ele já cultivava "uma horta de cafezeiros, os quais produziam o fruto apenas indispensável para o uso da família" conforme o relato colhido em 1852 por Alexandre Joaquim de Siqueira, o primeiro historiador vassourense.
Nessas suas terras surgiu uma pequena povoação a qual foi erigida, pelo decreto de 15 de Janeiro de 1833, em vila de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras. Portanto, é considerado o fundador da cidade de Vassouras.

Com sua mulher Antónia Barbosa de Sá, de antiga família carioca, foram pais de cinco filhos e origem de uma grande descendência que incluiu por nascimento ou casamento; os barões de Santa Justa, o barão de Ribeirão, o visconde de Cananéia, o barão de Avelar e Almeida, o barão de Maçambará, o visconde de Ibituruna, o barão de Santa Fé, o barão de Meneses, os políticos Maurício de Lacerda e Carlos Lacerda, o jurista Sebastião Lacerda, o escritor Aureliano Cândido Tavares Bastos, o ministro Raul Fernandes, o médico José Jerônimo de Azevedo Lima, o engenheiro Wilkie Moreira Barbosa  , o cantor Lobão, além de muitos outros.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Gustavo Manuel Soares Moura


Gustavo Manuel Soares Moura ,nascido na freguesia de São Pedro, concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores, 16 de Janeiro de 1934,  é um jornalista português. Sem formação superior, o seu jornalismo de mero nível provinciano veio a ser o paradigma da imprensa de Ponta Delgada no actual regime, longe das suas épocas áureas
Frequentou a Escola Primária Anexa ao Magistério Primário, de Ponta Delgada e o Liceu Nacional de Antero de Quental, também em Ponta Delgada onde concluiu o segundo ciclo do ensino liceal, secção de letras. Concluiu apenas o curso de Liceu de Ponta Delgada.
Foi militante da Legião Portuguesa na sua juventude. Iniciou a Actividade de jornalista como colaborador desportivo no então diário “Açores” em Março de 1947.De 1950 a 1951 colaborou na secção desportiva do semanário “A Ilha”.Em 1952 começou a colaborar como redactor desportivo no “Diário dos Açores” onde se manteve até Fevereiro de 1966. Poucos meses após a sua admissão no “Diário dos Açores”, passou a acumular com o cargo de redactor desportivo a de redactor de temas gerais.
De 1953 até 31 de Dezembro de 1974 foi coordenador da informação desportiva do então “Emissor Regional dos Açores”.

Em 1 de Janeiro de 1975 assumiu as funções de director do então diário “Açores” passando a 1 de Janeiro de 1979 a dirigir o jornal “Açoriano Oriental” lugar que manteve até 6 de Julho de 2000. Foi correspondente em Ponta Delgada do “Diário de Lisboa”, do “Mundo Desportivo”, da “Agence France Presse” e da “BBC”.
Durante alguns anos foi empresário comercial, dirigindo uma firma fundada por seu pai que devido a grave doença teve de abandonar a gerência; durante esses anos nunca abandonou a actividade jornalística.

Condecorado em Julho de 1993 pelo Chefe do Estado-Maior da Armada com a Medalha Naval Vasco da Gama.
Em Março de 2001 foi-lhe atribuído pela Câmara Municipal de Ponta Delgada o Diploma de Mérito Municipal.
Em 3 de Setembro de 2001, por ocasião do 25º aniversário da instalação da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, foi condecorado pelo Presidente da República com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito.


Em Fevereiro de 2002 a “Fundação Rotária do Rotary International” conferiu-lhe o título de Companheiro Paul Harris, “em reconhecimento à prestação de tangíveis e significantes serviços com o objectivo de fomentar a compreensão e as relações amistosas entre os povos do mundo.” Em 30 de Agosto de 2002 a Assembleia-geral da Associação de Futebol de Ponta Delgada nomeou-o por unanimidade e aclamação Sócio Honorário daquele organismo.

Membro do “Instituto de Estudos de Estudos Estratégicos e Internacionais” desde 1976, de cujo Conselho Geral faz parte e do “CERIE-Centro de Estudos de Relações Internacionais e Estratégia” da “Universidade dos Açores”. Sócio do “Instituto Cultural de Ponta Delgada”, da “Sociedade de Estudos Afonso de Chaves” e membro da Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Membro do “Rotary Club de Ponta Delgada”, de que já foi presidente, e do “Skal Clube dos Açores” de cuja assembleia-geral é presidente. Nas eleições para Presidente da República, de Janeiro de 2006, foi mandatário para a Região Autónoma dos Açores da candidatura do Dr. Mário Soares.

Gustavo Manuel Soares Moura  faleceu no di 9 de Setembro de 2019


domingo, 8 de setembro de 2019

Emigração Açoriana para o Hawaii



As ilhas, então chamadas, Sandwich constituíam uma microscópica monarquia e estavam carenciadas de população autóctone e consequentemente de mão-de-obra o que levou o seu governo a fomentar a imigração, oferecendo vantagens para aqueles que escolhessem o Hawaii.

Em Junho de 1878, o navio alemão “Priscilla” zarpava do porto do Funchal, com 114 portugueses a bordo, a maioria madeirenses, com destino às ilhas. Aportou em Honolulu, capital da ilha de Oahu, 4 meses depois. Foi a primeira emigração maciça portuguesa para tão longe, mas ali já viviam (em Maui, Ohahu, Kauai e Hawaii) entre quatrocentos a quinhentos portugueses, ao que parece em muito boas condições. Eram na sua maioria baleeiros e descendentes de baleeiros da frota da Nova Inglaterra, todos de origem açoriana.


Entre 1878 e 1888, dezassete navios transportaram 11 057 emigrantes dos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Eram na sua maioria provenientes das ilhas da Madeira e de S. Miguel, mas também de outras ilhas dos Açores.

O Hawaii é hoje um Estado integrado na União Norte Americana.

Até 1884 emigraram para o Hawaii, cerca de 6 300 açorianos, na sua maioria micaelenses, motivados pelas dificuldades económicas sentidas no arquipélago. A emigração para este destino distante marcou um período da história dos Açores, mas com características especiais, uma vez que terminou por volta de 1813.
A comunidade portuguesa em geral e, açoriana em particular, ocupou-se essencialmente da cultura da cana-de-açúcar, motivo pelo qual a emigração foi fomentada.
 

A presença portuguesa, e em particular a açoriana, no Hawaii é comprovada. Apesar de hoje praticamente não se falar português, os Rebelos, os Perestrelos, os Vieiros, Câmaras, Bettencourts, Silvas, Pracanas, Soares, Cardosos, Freitas, Lomelinos são facilmente detectáveis nas listas telefónicas de Oahu e de outras ilhas do Hawaii. A introdução do cavaquinho, o ukulele na designação local, promovido a instrumento nacional, é outra prova. A massa sovada dos Açores é conhecida como “sweet bread”, a sopa azeda é conhecida como “portuguese soup”, a malassada de S. Miguel ficou para sempre a malasada havaiana. As tradições do Espírito Santo continuam vivas (pão, carne e vinho em louvor do Divino) e há em Oahu três “Impérios do Espírito Santo”. Aos emigrantes ficou também a dever-se a arquitectura sólida das casas, então de madeira, pois os nossos lembraram aos naturais a utilização da pedra vulcânica na sua construção, bem como a plantação de flores em redor das mesmas.

O comerciante açoriano Jacinto Pereira ("Jason Perry"), antigo baleeiro, convenceu o rei do Havai, David Kalakaua (1874-1891), das vantagens da imigração de açorianos. Desse modo, entre 1878 e 1914, milhares de açorianos dirigiram-se ao arquipélago havaiano, levando com eles o cavaquinho, que daria lugar ao ukelele. A presença de Jacinto Pereira é recordada até aos nossos dias no centro histórico de Honolulu, em um edifício de dois pavimentos, com janelas altas debruadas em pedra, e uma cornija onde se inscreve "Perry Block - 1888"


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A origem da devoção a Nossa Senhora dos Milagres na freguesia da Serreta ilha Terceira Açores remonta aos finais do século XVII


A freguesia da Serreta é palco de um dos mais populares cultos católicos dos Açores, nela se realizando uma peregrinação que atrai anualmente cerca de 10 000 fiéis que a partir de todos os pontos da ilha Terceira para ali se dirigem a pé, em longas caminhadas que em geral se prolongam pela noite dentro.

A peregrinação realiza-se na sexta-feira e sábado anteriores ao domingo da festa da Serreta, o qual corresponde ao segundo domingo do mês de Setembro, excepto quando calhe no dia 8 daquele mês, coincidência que obriga ao adiamento da festa para o domingo imediato. Esta regra destina-se a impedir que a festa da Serreta coincida com a festividade em louvor da Senhora do Livramento de Angra, outrora também promovida pelos fidalgos angrenses que tinham à sua conta a festa da Serreta. E embora os elementos promotores das duas celebrações há muito já não sejam os mesmos, o uso conservou-se.


No domingo realiza-se uma procissão, a qual ainda mantém o brilho tradicional, atraindo milhares de forasteiros. Na segunda-feira imediata realiza-se a famosa toirada da praça do Pico da Serreta, tão concorrida que o dia é considerado feriado não oficial em toda a ilha, com tolerância de ponto concedida nas escolas e ao funcionalismo público.


As origens da devoção à Senhora dos Milagres


A origem da devoção a Nossa Senhora dos Milagres remonta aos finais do século XVII, quando o padre Isidro Fagundes Machado (1651–1701)  se considerou vítima de injusta perseguição e se refugiou no local chamado Queimado, no território da actual Serreta. Naquele local, então dos mais remotos da ilha, construiu por suas mãos, em cumprimento de um voto, uma pequena ermida dedicada Nossa Senhora, na qual colocou uma pequena imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus (a actual imagem de Nossa Senhora dos Milagres).  Pedro de Merelim dá a seguinte versão da lenda que passou a rodear a origem do culto:


Um padre velhinho, boa e santa alma, vendo-se em grande atribulação e desiludido do mundo, procurou um lugar ermo, onde, sem mais ninguém, se pudesse entregar à contemplação das verdades eternas. Seduziu-o a Serreta, junta da rocha, a um boa légua da igreja. Sítio tranquilo e pitoresco, paisagens de arvoredos e fragas, bem próprio para escutar as vozes da natureza entoando um hino à criação – e aí se quedou. Estaríamos no século XVI. Levava consigo uma pequena imagem da Virgem, para a qual, por suas mãos, imperitas no ofício, edificou tosca capelinha, na Canada das Vinhas, Queimado, em reconhecimento do milagre que lhe fizera de o livrar do perigo. E o minúsculo templo serviu-lhe também de abrigo. As preclaras virtudes do venerando sacerdote tiveram o condão de, ao lugar da Serreta, levar subido número de pessoas. Morto o humilde e solitário clérigo, a singela ermidinha ficou abandonada, breve se arruinando. Outra se ergueu em local diferente. E esta segunda, igualmente carecida de assistência, além de sujeita às irreverências de alguns pseudo-romeiros, não terá oferecido por muito tempo as condições indispensáveis ao culto, pelo que o prelado mandou recolher a imagem da Senhora dos Milagres à paroquial de Doze Ribeiras.



A fama de santidade que passou a rodear o padre eremita e a localização remota da ermida, associada à beleza da localidade, passou a atrair ali numerosos romeiros.
Falecido o padre Isidro Fagundes Machado, a ermida ficou ao abandono, passando a ser palco de acções menos conformes à ortodoxia católica protagonizadas pelos romeiros que ali continuaram a afluir. Em consequência, foi ordenada a recolha da pequena imagem de Nossa Senhora para a Igreja de São Jorge das Doze Ribeiras, então sede de um curato da freguesia de Santa Bárbara que incluía o território da actual freguesia da Serreta.

Instalada na igreja das Doze Ribeiras, a imagem continuou a atrair considerável culto, passando a ser designada como Nossa Senhora dos Milagres em resultado dos milagres que eram atribuídos à sua intercessão.


O culto sofreu forte incremento quando a zona oeste da ilha Terceira passou a ser utilizada, dada a altitude e a beleza da paisagem, como destino de veraneio da aristocracia angrense. A fama de que aquela zona de montanha da ilha tinha ares salubres, capazes de curar a tísica e de evitar os miasmas dos meses mais quentes, levou a que a partir de meados do século XVIII fosse comum, durante algumas semanas de Verão, a presença nas Doze Ribeiras e Serreta de membros da aristocracia angrense em veraneio ou em cura de ares. Esta situação levou a que o culto da Senhora dos Milagres encontrasse importantes patronos entre os veraneantes, os quais foram progressivamente assumindo a organização da respectiva festa.


A institucionalização do culto teve origem num voto feito em 1762, quando em resultado de uma comunicação oficial  informando que tropas franco-espanholas tinham entrado em Portugal (dando origem à Guerra Fantástica) o medo de uma invasão militar se espalhou pela ilha. Pouco depois, um grupo de cavalheiros, militares, eclesiásticos, autoridades e algumas damas fez voto solene na Igreja de São Jorge das Doze Ribeiras de se tornarem escravos de Nossa Senhora dos Milagres se a ilha não sofresse qualquer investida militar estrangeira. O voto incluía a formação de uma irmandade e a obrigação de promoverem uma festa anual em honra da senhora dos Milagres.

A Irmandade dos Escravos de Nossa Senhora


Terminadas as hostilidades da Guerra Fantástica sem que a ilha sofresse qualquer arremetida, os subscritores do voto de 1762 reuniram-se novamente na Igreja das Doze Ribeiras e em acto solene realizado a 11 de Setembro de 1764 fundaram a Irmandade dos Escravos de Nossa Senhora. Esta foi também a data da primeira solenidade em honra da Senhora dos Milagres.

Entre os fundadores estava o capitão-mor de Angra, José de Bettencourt, um dos principais destes devotos, representado depois por seu filho, brigadeiro Vital de Bettencourt, que por escritura de 30 de Agosto de 1842 viria a doar 4$000 réis anuais para património da nova igreja da Serreta. Os restantes membros pertenciam à melhor nobreza angrense, não havendo participação do povo local, então entre os mais pobres da ilha.


Esta Irmandade dos Escravos de Nossa Senhora, entretanto desaparecida, teve um papel fulcral no desenvolvimento do culto e na formação da freguesia da Serreta, já que foi também esta Irmandade que assumiu o compromisso de construir uma igreja no lugar da Serreta onde existira a ermida do Queimado.




quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Queijadas da ilha da Graciosa Açores


Queijadas da Graciosa é um doce regional da Ilha Graciosa - Açores, confeccionado com produtos locais e com raízes na mais genuína tradição da doçaria da açoriana.

No passado, era uma especialidade dominada por muitas donas de casa da ilha Graciosa e não faltava em qualquer festa ou reunião familiar. Dava-se então o nome de “Covilhete de leite”.

Actualmente, a sua confecção restringe-se à Vila da Praia e daí este doce ser conhecido localmente por “Queijadas da Praia”. Fora da ilha, assumem a designação de Queijadas da Graciosa.


No ano de 2003, o INPI atribuiu a Maria de Jesus dos Santos Bettencourt Félix, o registo da marca Queijadas da Graciosa.

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato dos Açores certificou a produção como “Unidade Produtiva Artesanal Reconhecida”, tendo reconhecido as Queijadas da Graciosa como “Produto de origem, Qualidade certificada”.

Em Março de 2015, as Queijadas da Graciosa receberam o Selo da Marca “AÇORES certificado pela natureza”, tendo sido o primeiro produto da Região a receber esta certificação.

As Queijadas da Graciosa são um doce produzido na “Reserva da Biosfera da Graciosa”, ilha que foi integrada na Rede Mundial de Reservas de Biosfera da UNESCO.


 Além das Queijadas, a Pastelaria Queijadas da Graciosa reabilitou outro doce típico da ilha Graciosa, os Pastéis de Arroz. Estes doces estavam praticamente desaparecidos da doçaria típica da ilha, constituindo neste momento uma nova aposta na promoção da doçaria de qualidade que a empresa tem vindo a desenvolver. Conjuntamente com estes, as Queijadas de Côco e as  Amélias da Graciosa são outros doces com características qualitativas passíveis de serem comercializados com êxito.

  Paralelamente com a promoção de doces tradicionais, esta Pastelaria está apostada na promoção de outro tipo de doces, vulgarmente designados de "doces secos " Biscoitos. Destes, destacam-se as Capuchas, Lavadores, Freirinhas, Espigas de Milho, Saborosas, Carcavelos, Biscoitos de Manteiga, Sonhos de Limão, Sonhos de Canela, Graciosos de Chocolate e Rosquilhas secas da Graciosa.   


As Queijadas da Graciosa ®, do fabricante Maria de Jesus Santos Bettencourt Félix, são um produto alimentar regional, de fabrico Artesanal e considerado como o doce típico e imagem de marca da Ilha Graciosa - Açores. Com raízes na mais genuína tradição, são confeccionadas com produtos naturais (100% leite açoriano, 100% manteiga açoriana e 100% açúcar açoriano) de acordo com as normas da doçaria tradicional desta ilha açoriana.



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Katy Perry com origens nos Açores


Katheryn Elizabeth Hudson nasceu em 25 de Outubro de 1984 em Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos, oriunda de uma família de classe baixa.  Ela é filha de dois pastores evangélicos, Keith e Mary Hudson, e possui dois irmãos, uma mais velha chamada Angela Hudson e um mais jovem chamado David Hudson. Katheryn possui ascendência portuguesa por parte de sua mãe, que é irmã do cineasta Frank Perry e da roteirista Eleanor Perry, ambos falecidos. Três de seus trisavós eram originários dos Açores, mais especificamente de Horta. Perry também tem ascendência alemã, irlandesa e inglesa.


Quando era criança, ela ouvia apenas música gospel e era proibida de ouvir outros estilos musicais, chamados por seus pais de "músicas seculares".  Ela participava de escolas dominicais e acampamentos religiosos, chegando a fazer aulas de dança em um salão em Santa Bárbara, onde aprendeu a dançar swing, Lindy Hop e jitterbug.

Segundo a cantora, ela competia musicalmente com sua irmã mais velha porque queria "copiar sua irmã e tudo o que ela fazia" e devido a isso, praticava seu canto com fitas cassetes, que eram frequentemente roubadas por Katheryn para treinar. Após treinar, ela cantou para seus pais e eles sugeriram para que ela aperfeiçoasse suas habilidades com aulas de canto; durante um certo período, Katheryn cantava publicamente em restaurantes e reuniões familiares. Ela foi baptizada e, aos nove anos de idade, começou a cantar no coro musical de sua igreja até os dezassete anos.  Quando adolescente, ela estudou no Colégio Dos Pueblos e depois de completar o ensino médio e receber seu diploma, ela decidiu prosseguir sua carreira musical, estudando canto até os dezasseis anos de idade e até mesmo chegando a cursar ópera na Faculdade de Música do Oeste em Santa Bárbara, mas por pouco tempo.