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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Danny Fernandes

Danny Fernandes (Daniel Bosco Fernandes) nasceu a 16 de Setembro de 1985, na cidade de Toronto, província do Ontário, Canadá. Os seus pais são naturais dos Açores. Tal como o seu irmão, Shawn Desman, Daniel é um cantor famoso de POP e R&B.
Aos 16 anos, arrecadou dois prémios no Rising Star Awards, concurso anual de dança da CNE, realizado na Cherrytree Public School, em Ottawa tornando-se, assim, o membro mais novo do grupo de dança “Toronto Raptors”.
Começou por fazer pequenas atuações em diversos clubes por toda a Europa, nomeadamente, Alemanha, Suíça, Áustria. Fez uma “tournée” integrando a banda de abertura do grupo feminino Girlicious.
Mais tarde, assinou o primeiro contrato com a agência canadiana “CP Records”, tendo apresentado o álbum “Intro”. Lançou também quatro “singles” do seu trabalho de estreia, incluindo “Curious”, “Private Dancer”, “Never Again”, e “Fantasy”.

Participou, como membro do painel de juízes na T.V. Karaoke Star Jr., ao lado de Tara Oram. Até hoje, já participou em quatro “tournées”, 2008/2009 como membro da banda de abertura em Girlicious Tour, Fantasy Tour e em The R.O.O.T.S. Tour. No ano seguinte, participou em SodaPOP: Emily Osment Tour.
Foi distinguido com diversos prémios ao longo da sua carreira. Em Abril de 2009, foi nomeado, pelo público, para a categoria de grupo Novo Artista Canadiano Favorito. A 21 de Junho de 2009, ganhou o prémio na categoria de Melhor Vídeo Pop Canadiano, na gala 2009 Much Music Video Awards. No mesmo ano, o seu single “Fantasy” foi eleito na categoria de Melhor Vídeo Canadiano.
Danny foi nomeado, igualmente, para o prémio Juno na categoria de Melhor Artista Jovem Canadiano, em Juno Awards 2010. No mesmo ano, recebeu o prémio de Melhor Artista Pop Canadiano, no evento "Canadian Indian Awards".

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Villa Maria

A Villa Maria localiza-se junto à orla costeira, anexa à Baía de Villa Maria, no concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.
Trata-se de uma propriedade da família Noronha, que foi residência de José Pimentel Homem de Noronha, casado com Maria Adelaide Barcelos Machado de Bettencourt, filha Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt vogal da Comissão Distrital de Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo, senhor e herdeiro da casa vincular e morgadio que os seus antepassados tinham instituído na ilha Terceira e foi baptizado na Igreja da Sé, freguesia da Sé, concelho de Angra do Heroísmo. Pessoa que esteve desde sempre ligado à aristocracia da ilha Terceira e que foi um grande latifundiário na mesma ilha com terras principalmente na zona dos Cinco Picos, incluindo a área geográfica onde se situa a Lagoa do Ginjal.
Nas suas terras, no cimo de uma elevação, ao norte da planície da Achada mandou construir a Ermida de Santo Antão,  que ficou concluída em 1897 que manteve à sua custa. Era dedicada a Santo Antão o protector dos animais e a Santo Isidro.

O José Pimentel Homem de Noronha foi pai de Alberto de Barcelos e Noronha casado com uma da mulheres mais ricas da ilha de São Jorge, Ambrosina Beatriz da Silveira Noronha,  e governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo, no período de 1893 a 1895 e padrinho de baptismo do Régulo de Fumó,  Roberto Frederico Zichacha, filho Ngungunhane, último monarca da Dinastia Jamine e último imperador do Império de Gaza, no território que actualmente é Moçambique.
Do casamento acima referido viriam a nascer quatro filhos, sendo que somente dois chegaram á idade adulta, Carlos Alberto da Silveira Moniz do Canto e Noronha e José Orlando Moniz do Canto e Noronha.
Esta propriedade antes de ter sido a residência de José Pimentel foi a residência de seu pai o morgado João Inácio de Bettencourt Noronha, pelo período estimado de 1840 até 8 de Janeiro de 1908, data em que faleceu nesta mesma propriedade.
João Inácio de Bettencourt Noronha, nasceu na localidade do Topo, actual concelho da Calheta, ilha de São Jorge, em 9 de Fevereiro de 1820, desconhecendo-se a data exacta em que passou a viver definitivamente no solar, embora o tenha feito para os fins da sua vida, altura em que repartia o tempo entre a casa senhorial que possuía na Terra Chã, a Quinta de Santa Luzia, cuja data da primitiva construção recua a 1602 e esta propriedade que ocupava principalmente no Verão, dada a sua situação junto à costa.

Será da sua autoria a idealização do solar actualmente existente, e quem adquiriu os terrenos de uma propriedade datada da casa de 1502, que depois de adaptada daria origem à actualmente existente.
A propriedade inicia assim a sua história como tendo pertencido a um arcediago da cúria do Bispado da Diocese Angra do Heroísmo, até ser adquirida pelo referido João Inácio Bettencourt de Noronha.
Nela destaca-se o solar, que possui cinco séculos de história em sua parte mais antiga. São testemunhos deste período não apenas uma antiga iconografia onde se encontram figuradas a propriedade e a casa originais, mas também uma antiga epigrafia com a data de 1502, recuperada durante trabalhos de manutenção sobre a porta da actual adega que, à época, poderia ter assinalado a entrada principal.
O solar foi ampliado por volta de 1700, com o adquirir da propriedade ao seu antigo proprietário por João Inácio Noronha, descendente dos membros da família Noronha, família essa que chegou aos Açores na pessoa de D. Luísa de Noronha , filha de Pedro Ponce de Leão e de D. Helena de Noronha, no século XVI e casada com Heitor Homem da Costa, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo e senhor de uma tença anual de 20$000 R
eis, por mercê de Filipe II de Espanha datada de 1589, e herdeiro da casa e morgadio de seus pais e avós, e da de seu tio, João Homem da Costa . O seu bisavô foi Heitor Anes Homem, pai do 1º capitão donatário da vila da Praia, e fundador da vila de Angra, actual cidade de Angra do Heroísmo, Álvaro Martins Homem.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

D. Arquimínio Rodrigues da Costa


Arquimínio Rodrigues da Costa nasceu na freguesia de São Mateus, no concelho de Madalena, na Ilha do Pico, (Açores), no dia 8 de Julho de 1924. Em 1938, foi levado para Macau, que naquela época era uma colónia portuguesa no sul da China, onde ingressou no Seminário de São José, no âmbito do Padroado Português do Oriente.
Em Junho de 1949, completou finalmente o curso de teologia no Seminário de São José e recebeu a sua ordenação presbiteral no dia 6 de Outubro do mesmo ano. Entre 1949 e 1953, foi prefeito de disciplina do Seminário e, entre 1955 e 1956, foi reitor interino deste estabelecimento de ensino.
Visitou a sua terra natal no ano de 1956, e pouco tempo depois, em 1957, inscreveu-se no curso de direito canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, concluindo a respectiva licenciatura em 1959. De novo em Macau, foi nomeado professor e prefeito de disciplina do Seminário de São José. Em Novembro de 1961, foi elevado a reitor efectivo do Seminário.
Foi nomeado Governador do Bispado, em 1963 e novamente em 1965, devido à ausência do então Bispo de Macau, D. Paulo José Tavares, por causa da sua participação no Concílio Vaticano II (1962-1965). Posteriormente, entre 1968 e 1969, ensinou as disciplinas de Filosofia e Latim no Seminário de Aberdeen, em Hong Kong. Ali, exerceu também as funções de prefeito de Estudos do Curso Filosófico.
No dia 14 de Junho de 1973, foi eleito pelo Cabido da Sé de Macau para o cargo de Vigário capitular da Diocese de Macau.

No dia 20 de Janeiro de 1976, o Papa Paulo VI nomeou-o Bispo de Macau, sucedendo ao também açoriano D. Paulo José Tavares. Foi sagrado bispo na Sé Catedral no dia 25 de Março daquele ano. No governo da diocese, ele realizou diversas contribuições importantes: resolveu vários problemas financeiros e administrativos da diocese; fundou cinco novos centros pastorais; criou em 1974, ainda como vigário capitular, o Centro Diocesano dos Meios de Comunicação Social (CDMCS); e organizou a Associação das Escolas Católicas de Macau e a Associação das Religiosas de Macau.
No Verão de 1983, visitou novamente a sua terra natal, e, em vez de descansar e gozar as suas férias, começou logo a trabalhar, contactando com o povo açoriano, principalmente com os residentes da freguesia de São Mateus, e participando nas maiores manifestações de fé do Pico e do Faial.
Em 1987, indicou Domingos Lam Ka-tseung para bispo-coadjutor de Macau e seu futuro sucessor. No dia 6 de Outubro de 1988, a Santa Sé aceitou o pedido de resignação feito por D. Arquimínio.
A partir de Janeiro de 1989, já como bispo-emérito de Macau, fixou novamente residência na sua terra natal, na freguesia açoriana de São Mateus. Ocupou-se, em parte, na recuperação da quinta que pertencera ao seu pai.
Em 12 de Setembro de 2016, aos 92 anos de idade, D. Arquimínio Rodrigues da Costa faleceu na Ilha do Pico, Açores, Portugal.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Manuel Luís Maldonado 1644

Manuel Luís Maldonado (S.J.) (Angra do Heroísmo, 8 de Setembro de 1644 — Angra do Heroísmo, 24 de Outubro de 1711) foi um historiador, genealogista, sacerdote católico e militar português.
Foi Condestável, capelão e encarregado do hospital militar da Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira, nos Açores. É autor da obra "Fenix Angrence", uma das obras de referência da historiografia em História dos Açores.
Nasceu um ano após a rendição da guarnição Espanhola na chamada Guerra do Castelo (27 de Março de 1641 - 4 de Março de 1642), na freguesia da Sé, filho de Amaro Luís, Condestável
da Fortaleza de São João Baptista, e de sua esposa, Isabel Gonçalves.
Desde jovem se interessou por temas de história, já que ele próprio afirma que, em 1669, com apenas 24 anos de idade, quando da chegada à Terceira de Afonso VI de Portugal, desterrado para a Fortaleza do Monte Brasil, estava "(…) apto com todas as diligências necessárias para o sacerdócio, e já no entretenimento das averiguações antigas a título de curioso, sem que nestas totalmente me fossem de impedimento as ciências, ou estudos, de Moral e Especulativo em que lidava com pouco fruto." (Fenix Angrence)
O seu pai faleceu a 27 de Fevereiro de 1670, sendo Manuel Luís Maldonado nomeado para o cargo de Condestável da Artilharia da Fortaleza de São João Baptista, que o pai ocupava, na data de 1 de Março de 1670.

A 2 de Setembro de 1674 tomou ordens de Epístola, a 8 do mesmo mês de Evangelho, e a 9 de Missa, sendo nomeado, a 23 de Novembro desse ano, capelão-menor da Fortaleza de São João Baptista, altura em que frequentava o nono ano das Escolas Gerais do Colégio da Companhia de Jesus em Angra. Pregou o seu primeiro sermão a 15 de Setembro de 1680.
Por patente de 25 de Julho de 1689, foi nomeado capelão-mor da Fortaleza e administrador do Hospital Militar da Boa Nova, que lhe ficava anexo.
Ao falecer, Manuel Luís Maldonado deixou como legado a um sobrinho o manuscrito da "Fenix Angrence", fruto da sua vida de investigação histórica e uma das fontes essenciais para o estudo da história açoriana. Encontra-se sepultado na Ermida da Boa Nova em Angra do Heroísmo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Brás Soares de Sousa na ilha de Santa Maria Açores

Brás Soares de Sousa (c. 1570 — Capitania de Pernambuco, 1634) foi o 6.º capitão do donatário na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Nascido Brás Soares de Albuquerque, ao suceder ao pai no morgadio teve que assumir o sobrenome deste (Sousa). No contexto da Dinastia Filipina, foi confirmado no cargo de capitão da ilha de Santa Maria a 16 de Julho de 1594, sucedendo a Jerónimo Coutinho.
Serviu na Praça-forte de Ceuta de 1613 a 1615, e esteve embarcado na Armada das ilhas de 1615, 1617, 1618 e 1621, vindo a ser recompensado por esses serviços com a Comenda da Ilha de Santa Maria da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, começando a gozar os seus proventos a partir de 24 de Junho de 1623. Entretanto, tendo os recursos anteriores desta comenda sido consumidos no Real serviço, o soberano impunha a Brás Soares de Sousa a obrigação de doar, por cinco anos a partir de então, os rendimentos da dita comenda para a fortificação que o soberano ia ordenar para a dita ilha. Nesse período não os poderia receber e cobraria ao Provedor da Fazenda das Ilhas Terceiras, que conservaria esses montantes em arca separada e fechada os recursos para se despender na obra da fortificação, por ordem do Conselho de Fazenda. Concluída a fortificação, no período aprazado, aquele rendimento deveria ser aplicado aos reparos das igrejas conforme o necessário, a ser estipulado pela Mesa da Consciência e Ordens.

Terá combatido na Praça-forte de Mazagão, assim como os corsários ingleses da armada do conde de Cumberland e piratas da Barbária  que assaltaram Vila do Porto respectivamente em 1589 e 1616.
Na Biblioteca Nacional da Ajuda em Lisboa, conserva-se cópia de carta de Filipe III de Portugal (1621-1640) a Brás Soares de Sousa, datada de 7 de Setembro de 1628 sobre uma queixa deste último, na qualidade de procurador de seu pai enquanto capitão do donatário da ilha de Santa Maria, sobre Simão Goardes Peixoto.
Numa viagem que fez a Lisboa, adoeceu e foi tratado na casa de uma fidalga, Maria da Câmara, viúve de João Nunes Velho, que era filha de um sobrinho de Gonçalo Velho. Tendo ali sendo muito bem tratado, e como esta parenta era pobre, Brás Soares desposou uma filha dela, D. Dorotea da Câmara, demonstrando assim a sua gratidão.
Voltou para Santa Maria acompanhado da esposa, com quem teve três filhos: Pero Soares, Manuel de Sousa e António Soares, e mais algumas filhas, duas das quais professaram como freiras no Convento da Esperança, em Ponta Delgada.

Durante a primeira das invasões holandesas do Brasil (1624-1625), tomou parte da chamada "Jornada dos Vassalos", a poderosa esquadra que libertou Salvador em 1625.  No seu regresso, foi agraciado com a Comenda de Nossa Senhora da Assunção.

Quando da segunda invasão (1630-1654), pereceu em combate na capitania de Pernambuco, em 1634.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Baltasar Gonçalves Carvão na ilha Terceira Açores

Baltazar Gonçalves Carvão (século XVI – Ilha Terceira, Açores) esteve entre os primeiros povoadores que aportaram à ilha Terceira.
Têm o seu solar na freguesia de São Mateus da Calheta, junto à Baía de Villa Maria, numa antiga casa denominada Quinta de São Tomás da Vila Nova, com capela sob a invocação do referido Santo.
Brasão das famílias Fonseca e Ornelas que se encontra no Solar de São Tomás de Vila Nova, ilha Terceira, Açores, Portugal.
Na cidade de Angra do Heroísmo também esta família teve casa de habitação na rua do Duque de Palmela, contígua à capela de Nossa Senhora da Natividade, e que outrora foi cabeça do 3.° morgado instituído por Pedro Anes do Canto, 1.° do nome.
Baltazar Gonçalves Carvão, foi casado com D. Catarina Nunes, de quem teve:
1 - Manuel Gonçalves Carvão, casou com D. Maria da Fonseca, filha de Bartolomeu Gomes de Oeiras, Alcaide-mor de Angra do Heroísmo.
2 - António de São Tiago foi frade religioso franciscano.

sábado, 3 de setembro de 2016

João Falcão de Sousa na ilha de Santa Maria Açores

João Falcão de Sousa (século XVII - Vila do Porto, 12 de Dezembro de 1657) foi o 10º capitão do donatário na ilha de Santa Maria, nos Açores.
No contexto da Restauração da Independência, serviu como voluntário no cerco à Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira (1641-1642),[1] tendo sido louvado por seus feitos militares.[carece de fontes]

Governou a ilha de Santa Maria na menoridade de Brás Soares de Sousa na qualidade de Capitão-mor conforme Alvará Real passado em 1654,[2] até à sua morte, em 12 de Dezembro de 1657.
Exerceu o cargo de Superintendente das Obras de Fortificação da ilha, no contexto da Primeira Guerra Anglo-Holandesa, ascendendo as armadas de cada um dos lados a mais de uma centena de navios de guerra e receando-se um possível ataque à ilha.  Nessa função, diligenciou completar a defesa da ilha, não apenas em Vila do Porto, como em todos os pontos do litoral por onde havia facilidade em um inimigo entrar. Para concluir as obras empreendidas, chegou mesmo a empenhar os seus bens pessoais. À data de sua morte, Sua Majestade devia-lhe um conto e novecentos mil réis, montante que ele, e sua mãe, Dona. Margarida de Sousa, tinham adiantado para as obras de fortificação, e que mais tarde, com muita dificuldade, esta senhora cobrou.
Juntamente com a sua mãe, Margarida de Sousa, foi responsável pela edificação da Ermida de Nossa Senhora da Boa Nova em Vila do Porto. O seu nome também está ligado à edificação da primitiva Ermida de Nossa Senhora da Saúde.

Foi sepultado na capela-mor da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, em Vila do Porto.