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domingo, 1 de março de 2026

Manuel Matos Souto no Brasil / Manuel Matos Souto in Brazil



Manuel Matos de Sousa Souto  nasceu  na Piedade , Lajes do Pico, Açores e faleceu no  Rio de Janeiro. Foi um benemérito e filantropo.

Emigrou da ilha do Pico Açores ,  deixando a sua freguesia em tenra idade, emigrando para o Brasil, onde fez fortuna. Doou à freguesia da Piedade, aí por 1908, a apreciável soma de 84 contos fortes, para construir e manter uma escola.

O Governo Português, através do Ministério do Fomento, aceitou a doação por Decreto de 17 de Maio de 1913 (publicado no Diário do Governo, n.º 118, de 22 de Maio de 1912, assinado pelo açoriano Manuel de Arriaga, então Presidente da República.


O legado serviu para criar na ilha do Pico, na freguesia da Piedade, uma escola fixa de ensino profissional especial de agricultara, destinada a habilitar indivíduos como pomicultores e viti-vinicultores, a qual se denominou Escola Profissional de Pomicultura e Viticultura Matos Souto, em terrenos adquiridos para a instalação da escola.


Adquiridos os terrenos, no centro agrícola da freguesia e construído o respectivo edifício, só em 1940 entrou aquele complexo escolar em pleno funcionamento. O "Posto Agrícola Matos Souto", como passou então a denominar-se, passou a ser uma instituição de muito valimento para o progresso e desenvolvimento da freguesia e um centro de emprego para a população local, com excelentes reflexos na vida económica e social.


Os edifícios da Escola "Matos Souto" servem agora de centro de formação agrária e de sede dos Serviços de Conservação da Natureza.







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Arquipélago dos Açores / Azores archipelago




 

Manoel Antônio Fontes , o Coronel Fontes no Brasil / Manoel Antônio Fontes, Colonel Fontes in Brazil

 

Manoel Antônio Fontes nasceu na Ilha do Faial Açores  a  22 de Fevereiro de 1844  e faleceu em  Itajaí a  4 de Novembro de 1908, o Coronel Fontes, foi um comerciante e político luso-brasileiro radicado em Itajaí, Santa Catarina.



Foi fundador da imprensa de Itajaí,  abolicionista e propagandista republicano  e, desiludido com o novo regime, líder local da Revolução Federalista  de 1893 a 1894.


Pai do professor e desembargador Henrique Fontes, do industrial Eurico Fontes, que deu continuidade a seus negócios, do sacerdote e político Tomás Fontes , e do advogado e político Emmanuel Fontes, da primeira turma da Faculdade de Direito de Santa Catarina.





quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Árvore da família / Family tree




 

Carlos Reverbel

 


Carlos de Macedo Reverbel  nasceu em Quaraí a 21 de Julho de 1912   e faleceu  em Porto Alegre a  27 de Junho de 1997.  Foi um jornalista, cronista e historiador brasileiro.

Nascido numa família de tradição saladeirista com raízes na França e nos Açores, Carlos Reverbel passou a infância em São Gabriel e foi para Porto Alegre em 1927. Iniciou na carreira jornalística em 1934, em Florianópolis. Atuou como correspondente internacional em três ocasiões diferentes. Morou no Rio de Janeiro por um tempo.


Colaborou com o jornal A Razão, de Santa Maria e trabalhou na Editora Globo, na Revista do Globo e foi um dos criadores da revista Província de São Pedro. Foi pesquisador da história e da literatura do Rio Grande do Sul e colaborador dos jornais Correio do Povo e Zero Hora.


Foi escolhido como o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre de 1993.



História dos povos / History of the peoples




 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Vicente Mallio

 


Vicente Mallio, pai de Vicente Pereira Mallio, nasceu em Roma em 16 de janeiro de 1794, filho do poeta marcheano Michele Mallio (Archivio Storico del Vicariato de Roma, S. Marcello, anno 1794, p. 3). Era pintor e professor de desenho e pintura. Mudou-se para os Açores, onde executou retratos e painéis decorativos como decorações no Paço da Fonte Bela, hoje Liceu de Ponta Delgada (livro "Notas sobre Arte" de Luiz de Ataide). Casou-se em 28 de julho de 1828 com a micaelense Eugenia de Moraes Pereira (Arquivo Regional de Ponta Delgada, Paróquia de S. Pedro, registros de casamentos, Livro 7 (1823/1831) fl.55).

Vicente Mallio veio para o Rio de Janeiro, segundo Luís Ataide, em 1837, trazendo esposa e três filhos e faleceu em 26 de maio de 1865 (Jornal do Comércio, 27 de maio de 1865) nessa cidade.

Vicente Pereira Mallio (nascimento- 1 de abril de 1832, Arquivo de Ponta Delgada, Paróquia de S. Sebastião, registro de batismos - Livro 33 (1828/1835) F.225), foi pintor conhecido no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, retratando personalidades importantes da Côrte como D. Pedro II, a Princesa Isabel e a Imperatriz Teresa Cristina, obras que constam do acervo do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Faleceu em 8 de julho de 1892 (Registro Civil do Rio de Janeiro, 10a Circunscrição, Óbitos 1892 Fev-Out Volume 4, Folha 152, no. 599).

Seu filho Frederico Mallio foi maestro e pianista agraciado com o título de Pianista e Organista da Casa Imperial (Mordomia-mor em 23 de setembro de 1889).





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Ernesto Hintze Ribeiro ilha de São Miguel Açores / Ernesto Hintze Ribeiro, São Miguel Island, Azores

 


Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro  nasceu em Ponta Delgada, Matriz a 7 de Novembro de 1849  e faleceu em Lisboa, São Mamede a 1 de Agosto de 1907. Foi um político português.


Distinto parlamentar e par do Reino, procurador-geral da Coroa, ministro das obras públicas, das finanças e dos negócios estrangeiros e líder incontestado do Partido Regenerador, por três vezes assumiu o cargo de presidente do Conselho (equivalente hoje ao lugar de primeiro-ministro). Foi um dos políticos dominantes da fase final da Monarquia Constitucional, ocupando a presidência do ministério mais tempo que qualquer outro naquele período.

A ele se devem importantes reformas, algumas das quais ainda perduram, tais como as autonomias insulares (1895), o regime das farmácias e a criação do regime florestal (1901). O Decreto de 24 de Dezembro de 1901, que regula o regime florestal, ainda está em vigor. Feito Conselheiro de Estado efetivo em 1891, recebeu múltiplas condecorações, entre as quais a grã-cruz da Torre e Espada.


Foi presidente da Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, no período de 14 de Novembro de 1900 até à data da sua morte,  e sócio efectivo da Academia Real de Ciências.






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Manuel Rosa Luís foi um dos primeiros a explorar as minas de ouro de Santo Antônio das Minas do Apiaí / Manuel Rosa Luís was one of the first to explore the gold mines of Santo Antônio das Minas do Apiaí.

 Manuel Rosa Luís  nasceu na Ilha do Pico, Açores, em 1713.  Foi um grande explorador das minas de ouro no município paulista de Apiaí.


Manuel foi um dos primeiros a explorar as minas de ouro de Santo Antônio das Minas do Apiaí e alguns o consideram um de seus fundadores. Foi casado com Maria da Anunciação de Oliveira, de família de cepa bandeirante. Manoel foi sogro do capitão Tomás Dias Batista, capitão-mor Francisco Xavier da Rocha e capitão-mor Matias Leite Penteado, mostrando desta maneira as alianças matrimoniais de sua família.





Arquipélago dos Açores / Azores archipelago




 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

José de Avelar e Almeida, primeiro e único barão de Ribeirão / José de Avelar e Almeida, first and only Baron of Ribeirão

 

José de Avelar e Almeida, primeiro e único barão de Ribeirão. Foi fazendeiro cafeicultor no município de Vassouras, na então província do Rio de Janeiro.

Era filho de Manuel de Avelar e Almeida e de Susana Maria de Jesus, açorianos oriundos da Ilha das Flores.



Casou-se com Ana Barbosa de Sá, natural de Vassouras, filha de Francisco Rodrigues Barbosa e de Mariana Rosa de Jesus, irmã do barão de Santa Fé, sobrinha paterna do barão de Santa Justa e neta de Francisco Rodrigues Alves, fundador da cidade de Vassouras.

Eram proprietários das fazendas Mato Dentro, Ribeirão e Cachoeira, além de possuir rica residência na parte central da, então, vila de Vassouras, posteriormente utilizada durante décadas como sede do fórum municipal e cadeia pública, depois como sede da prefeitura. E em 2018 como sede local do IFHAN.


Chefe de uma grande família, quando faleceu, já viúvo, na fazenda Ribeirão, após longa enfermidade, o barão do Ribeirão tinha catorze filhos e quarenta netos. No necrológio publicado na imprensa vassourense, foi lembrado como um dos "anciões da comunidade", tendo sido exaltados seu caráter e sua probidade, bem como suas origens humildes, pertencente a uma das famílias precursoras da cafeicultura na região.


Foi enterrado no cemitério da Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras.






terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Açorianos no mundo / Azoreans around the world




 

Arnaldo Moreira Douat

 

Arnaldo Moreira Douat  nasceu em Joinville, em 1906 . Foi um empresário e político brasileiro.

De ascendência galo-açoriana, era filho de Henrique Douat e Herundina Moreira. Deu continuidade aos negócios do pai, fundador da Douat & Cia., empresa comercial dedicada à venda de automóveis e erva-mate, entre outros produtos. Ampliou a área de atuação da empresa, criando a divisão industrial com a instalação de uma pequena metalúrgica, e que se transformou numa unidade de fundição de peças, estamparia de aço inoxidável e indústria mecânica, com produção de máquinas, ferramentas, compressores e tornos.

Presidiu a Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij) (hoje Associação Empresarial de Joinville) de 1936 a 1938.


Por acto do interventor estadual Nereu Ramos, foi nomeado prefeito de Joinville, de 1940 a 1944. Entre suas principais realizações está a construção da biblioteca pública, inaugurada na gestão seguinte, do prefeito Rolf Colin.


Arnaldo Douat foi também presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em 1962.






segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Famílias Açorianas / Azorean Families





 

Os Lacerdas da ilha do Faial Açores no Brasil / The Lacerdas of Faial Island, Azores, Brazil



Carlos Lacerda nasceu em 30 de Abril de 1914, no município do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde seu avô residia e seu pai tinha grandes interesses políticos. Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, foi registrado em Vassouras, município de sua família.
 
Recebeu o nome de Carlos Frederico como homenagem aos pensadores políticos Karl Marx e Friedrich Engels.  Era filho do político, tribuno e escritor Maurício de Lacerda (1888–1959) e de Olga Caminhoá Werneck (1892–1979), sendo neto paterno de Sebastião Lacerda, ministro do Supremo Tribunal Federal e ministro dos Transportes no governo de Prudente de Morais. Pela família materna, era bisneto do botânico Joaquim Monteiro Caminhoá, trineto do barão do Ribeirão, descendente direto de Inácio de Sousa Vernek, descendente materno de alemães  cuja família tinha importante influência política e econômica na região; sobrinho-bisneto do barão de Maçambara, do visconde de Cananeia, do barão de Avelar e Almeida, da baronesa de Werneck, sobrinho-trineto do barão de Santa Fé e sobrinho-tetraneto do 1.º barão de Santa Justa.


Seus pais eram primos, descendentes em linhas afastadas de Francisco Rodrigues Alves, o primeiro sesmeiro da cidade de Vassouras. Por outro lado, embora tivesse sobrenome parecido com o do 2.º Barão de Pati do Alferes, o seu sobrenome Lacerda origina-se de seu bisavô, um confeiteiro português de origem pobre e que se estabeleceu em Vassouras.

 Seu bisavô, logo que veio para o Brasil, se casou com uma descendente de Francisco Rodrigues Alves (estes serão os pais de seu avô paterno, Sebastião Lacerda). Seu bisavô português chamava-se João Augusto Pereira de Lacerda e pertencia a uma das principais famílias da nobreza açoriana, os Lacerdas do Faial, descendentes das nobres famílias dos Pereiras, senhores da Feira, e dos Lacerdas, descendentes dos reis de Castela e Leão e dos de França.

Sua primeira ação contra o governo de Getúlio Vargas implantado com a revolução de 1930 deu-se em Janeiro de 1931, quando planejou incentivar marchas de desempregados no Rio de Janeiro e em Santos durante as quais ocorreriam ataques ao comércio. A conspiração comunista foi descoberta e desbaratada pela polícia liderada por João Batista Luzardo.





Açorianos que foram para o Brasil / Azoreans who went to Brazil




 

Filomeno da Câmara Melo Cabral ilha de S. Miguel Açores /Filomeno da Câmara Melo Cabral, island of São Miguel, Azores



Nasceu na paróquia açoriana de Santa Cruz, na  cidade da Lagoa da ilha de São Miguel, a 8 de Julho de 1844 e faleceu em Coimbra a 23 de janeiro de 1921.  Filho de António Jacinto da Câmara Melo Cabral, da mesma freguesia, e de Joaquina Leonor de Simas, natural da Vila da Praia da ilha Graciosa. O pai, António Jacinto da Câmara, era uma personalidade ligada às principais famílias da ilha de São Miguel.
Fez estudos preparatórios no Liceu de Ponta Delgada, que concluiu em 1861, matriculando-se de seguida no 1º ano de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra, preparatório para a Faculdade de Medicina daquela Universidade, em cujo curso de Medicina ingressou em 1864.


Licenciou-se em Medicina a 17 de Junho de 1868, fez conclusões magnas a 27 e 28 de Junho de 1869, concluindo a formatura a 30 de Julho de 1869 com a classificação de «Muito Bom».  Doutorou-se em Medicina, na mesma faculdade, a 8 de Julho de 1870, apresentando uma dissertação subordinada ao tema As diversas raças humanas poderão indifferentemente habitar toda e qualquer linha isothermica? Será possível a acclimação dos Europeus nas possessões portuguesas ultramarinas?.
Concluída a formatura, de 1870 a 1873, praticou medicina em São Miguel, dedicando-se à hidrologia médica, com clínica no Vale das Furnas, sobre cujas águas fez vários estudos e relatórios por conta da Junta Geral do Distrito de Ponta Delgada. Nos anos de 1870 a 1872 dirigiu a Estação Termal do Vale das Furnas, também conhecida por Hospital do Vale dos Furnas, e nessa qualidade redigiu três relatórios clínicos sobre as águas termais das Furnas (relativos aos anos de 1870, 1871 e 1872) dirigidos à Junta Geral do Distrito de Ponta Delgada, que os fez publicar.


Os relatórios que elaborou sobre as águas termais da furnas, depois parcialmente traduzidos para francês pela Junta Geral, quando era governador civil Jácome de Ornelas Bruges de Ávila Paim da Câmara, são o primeiro trabalho compreensivo feito sobre o termalismo nas Furnas, actualizando as observações feitas em 1826 por Luís Mouzinho de Albuquerque e Inácio Pita de Castro Meneses. Colaborou com Ferdinand André Fouqué na amostragem e análise das águas termais da ilha de São Miguel.

Em 1873, concorreu à cadeira de Histologia e Fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, com a dissertação Princípios gerais de medicação termal, com uma notícia sobre as águas minerais do Vale das Furnas, cuja última parte dedicou às condições topográficas e climáticas das Furnas, aí estudando a composição química das águas, acção fisiológica e efeitos terapêuticos. Por despacho de 15 de Maio de 1873, foi nomeado lente daquela cadeira.





domingo, 18 de janeiro de 2026

Cláudia Dias Baptista de Souza de ascendência da ilha do Pico Açores

 


Cláudia Dias Baptista de Souza  nasceu em São Paulo a 30 de Junho de 1947 . Também conhecida como Monja Coen, é uma monja zen budista brasileira de ascendência da ilha do Pico Açores,  e missionária oficial da tradição Sōto Zen com sede no Japão.  Também é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, criada em 2001 com sede no bairro paulistano do Pacaembu e fundou o templo Taikozan Tenzuizenji no mesmo endereço onde atualmente é abadessa.

Na juventude, Coen Rōshi cursou Direito e trabalhou como jornalista no jornal O Estado de São Paulo. Durante a década de 1970, emigrou para os Estados Unidos, onde entrou em contato com o Zen Budismo e iniciou sua formação monástica no Centro Zen de Los Angeles ,  na Califórnia, sob a orientação da monja Joko Beck. Após três anos de prática, foi ordenada monja pelo reverendo Koun Taizan Daiosho (Hakuyu Taizan Maezumi).

Em 1983, Coen Rōshi mudou-se para o Japão, onde ingressou no mosteiro feminino de Nagoya, permanecendo por doze anos. Durante esse período, foi a primeira monja a realizar a Cerimônia de Combate do Dharma (Shusso Hossen Shiki) no Aichi Senmon Nisodo, tornando-se discípula de Shundo Aoyama Rōshi, a abadessa do mosteiro. Em 1991, recebeu a Transmissão do Dharma de Zengetsu Suigan Daiosho.


Além de sua prática monástica, Coen Rōshi completou um mestrado em estudos budistas no Japão, com foco em questões ecológicas e sociais, incluindo discriminação e antropocentrismo.