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quarta-feira, 18 de março de 2026

Rosa Cândida de Noronha Produtora de vinho Verdelho / Rosa Cândida de Noronha Verdelho wine producer

 

Rosa Cândida de Noronha  nasceu na Ilha Terceira, Açores a  31 de Maio de 1802 .  Foi morgada por casamento e administradora com o seu marido dos vínculos dos seus antepassados.


 Foi grande proprietária na ilha de São Jorge, concelho da Calheta, na Fajã de São João, nas freguesias de Santo Antão e Queimada onde produzia o vinho Verdelho e Terrantez que era exportado da ilha de S. Jorge para Portugal continental e Inglaterra.






Arquipélago dos Açores / The Azores Archipelago




 

João Paulino de Azevedo e Castro ilha do Pico Açores / João Paulino de Azevedo e Castro, Pico Island, Azores

 


João Paulino de Azevedo e Castro nasceu na vila das Lajes ilha do  Pico a 4 de Fevereiro de 1852 e faleceu a  17 de Fevereiro  de 1918 em Macau. Foi o 19.º bispo de Macau.    Filho de Amaro Adriano de Azevedo e Castro e de Maria Balbina Carlota de Bettencourt, conhecida como a ‘’morgada’’ dadas as suas relações de parentesco com a antiga aristocracia local.


Frequentou entre 1869 e 1874 o Liceu da Horta, onde completou os estudos preparatórios, ingressando seguidamente no Seminário de Coimbra. Matriculou-se posteriormente no curso de Teologia da Universidade de Coimbra, na qual se formou em 1879. Recebeu em Coimbra as ordens eclesiásticas menores, sendo conhecido entres estudantes do tempo pela sua inteligência e pelo uso de uma longa barba (a que jocosamente chamavam de barba paulina).


Nesse mesmo ano de 1879 regressou aos Açores, onde a 31 de Agosto, em Angra do Heroísmo, foi ordenado sacerdote pelo bispo D. João Maria Pereira do Amaral e Pimentel. O padre João Paulino, nome pelo qual ficou conhecido nos Açores, celebrou a sua primeira missa na Igreja Matriz das Lajes do Pico a 14 de Setembro de 1879. Foi ordenado de presbítero no mesmo dia que o seu irmão mais velho, o padre Francisco Xavier de Azevedo e Castro e também no mesmo dia celebraram a sua primeira missa.

Sendo encardinado na Diocese de Angra, foi colocado logo no ano em que se ordenou na cidade de Angra do Heroísmo, onde iniciou funções como professor do Seminário Episcopal de Angra. Homem de saber eclético, foi encarregue da leccionação de múltiplas disciplinas do curso do seminário, entre as quais teologia dogmática, direito canónico, geografia, história, filosofia e francês. O padre João Paulino residiria durante 23 anos no Seminário de Angra, cumulando com o cargo de professor a missão de vice-reitor nos últimos 16 anos, lugar para o qual foi nomeado em 1888.  Professor distinto e respeitado, criou no Seminário um Museu de História Natural, que depois viria a ser o embrião do Gabinete de História Natural do Liceu de Angra do Heroísmo. 


Em 1889 foi apresentado cónego da Sé de Angra e em 1890 foi elevado à dignidade de tesoureiro-mor da mesma Sé. Em 1891 nomeado arcediago, cargo que não chegaria exercer por ter sido entretanto apresentado para prelado de Macau. A apresentação para o lugar foi iniciativa do então Ministro da Marinha e Ultramar, o açoriano Jacinto Cândido da Silva, que havia sido seu contemporânea na Universidade de Coimbra.


A Santa Sé, por bula do papa Leão XIII datada de 9 de Junho de 1902, confirmou-o como bispo de Macau.





segunda-feira, 9 de março de 2026

Açorianos em busca de uma vida melhor / Azoreans in search of a better life




 

Maria Augusta Pacheco

 


Maria Augusta Pacheco  nasceu na Ilha Terceira,Açores a  11 de Março de 1771 .   Foi uma erudita portuguesa, professora de vários graus de ensino.


Regeu a escola de Ensino Primário do 1° e 2° grau da vila de Santa Cruz da Graciosa, na ilha Graciosa, de 19 de Fevereiro a 31 de Agosto de 1800. Daqui retornou para a ilha Terceira, de onde era natural, para lecionar na Escola Distrital do Concelho de Angra do Heroísmo por despacho de 8 de Agosto do mesmo ano, sendo nomeada professora oficial da mesma escola a 17 de Janeiro de 1801.






domingo, 1 de março de 2026

Manuel Matos Souto no Brasil / Manuel Matos Souto in Brazil



Manuel Matos de Sousa Souto  nasceu  na Piedade , Lajes do Pico, Açores e faleceu no  Rio de Janeiro. Foi um benemérito e filantropo.

Emigrou da ilha do Pico Açores ,  deixando a sua freguesia em tenra idade, emigrando para o Brasil, onde fez fortuna. Doou à freguesia da Piedade, aí por 1908, a apreciável soma de 84 contos fortes, para construir e manter uma escola.

O Governo Português, através do Ministério do Fomento, aceitou a doação por Decreto de 17 de Maio de 1913 (publicado no Diário do Governo, n.º 118, de 22 de Maio de 1912, assinado pelo açoriano Manuel de Arriaga, então Presidente da República.


O legado serviu para criar na ilha do Pico, na freguesia da Piedade, uma escola fixa de ensino profissional especial de agricultara, destinada a habilitar indivíduos como pomicultores e viti-vinicultores, a qual se denominou Escola Profissional de Pomicultura e Viticultura Matos Souto, em terrenos adquiridos para a instalação da escola.


Adquiridos os terrenos, no centro agrícola da freguesia e construído o respectivo edifício, só em 1940 entrou aquele complexo escolar em pleno funcionamento. O "Posto Agrícola Matos Souto", como passou então a denominar-se, passou a ser uma instituição de muito valimento para o progresso e desenvolvimento da freguesia e um centro de emprego para a população local, com excelentes reflexos na vida económica e social.


Os edifícios da Escola "Matos Souto" servem agora de centro de formação agrária e de sede dos Serviços de Conservação da Natureza.







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Arquipélago dos Açores / Azores archipelago




 

Manoel Antônio Fontes , o Coronel Fontes no Brasil / Manoel Antônio Fontes, Colonel Fontes in Brazil

 

Manoel Antônio Fontes nasceu na Ilha do Faial Açores  a  22 de Fevereiro de 1844  e faleceu em  Itajaí a  4 de Novembro de 1908, o Coronel Fontes, foi um comerciante e político luso-brasileiro radicado em Itajaí, Santa Catarina.



Foi fundador da imprensa de Itajaí,  abolicionista e propagandista republicano  e, desiludido com o novo regime, líder local da Revolução Federalista  de 1893 a 1894.


Pai do professor e desembargador Henrique Fontes, do industrial Eurico Fontes, que deu continuidade a seus negócios, do sacerdote e político Tomás Fontes , e do advogado e político Emmanuel Fontes, da primeira turma da Faculdade de Direito de Santa Catarina.





quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Árvore da família / Family tree




 

Carlos Reverbel

 


Carlos de Macedo Reverbel  nasceu em Quaraí a 21 de Julho de 1912   e faleceu  em Porto Alegre a  27 de Junho de 1997.  Foi um jornalista, cronista e historiador brasileiro.

Nascido numa família de tradição saladeirista com raízes na França e nos Açores, Carlos Reverbel passou a infância em São Gabriel e foi para Porto Alegre em 1927. Iniciou na carreira jornalística em 1934, em Florianópolis. Atuou como correspondente internacional em três ocasiões diferentes. Morou no Rio de Janeiro por um tempo.


Colaborou com o jornal A Razão, de Santa Maria e trabalhou na Editora Globo, na Revista do Globo e foi um dos criadores da revista Província de São Pedro. Foi pesquisador da história e da literatura do Rio Grande do Sul e colaborador dos jornais Correio do Povo e Zero Hora.


Foi escolhido como o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre de 1993.



História dos povos / History of the peoples




 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Vicente Mallio

 


Vicente Mallio, pai de Vicente Pereira Mallio, nasceu em Roma em 16 de janeiro de 1794, filho do poeta marcheano Michele Mallio (Archivio Storico del Vicariato de Roma, S. Marcello, anno 1794, p. 3). Era pintor e professor de desenho e pintura. Mudou-se para os Açores, onde executou retratos e painéis decorativos como decorações no Paço da Fonte Bela, hoje Liceu de Ponta Delgada (livro "Notas sobre Arte" de Luiz de Ataide). Casou-se em 28 de julho de 1828 com a micaelense Eugenia de Moraes Pereira (Arquivo Regional de Ponta Delgada, Paróquia de S. Pedro, registros de casamentos, Livro 7 (1823/1831) fl.55).

Vicente Mallio veio para o Rio de Janeiro, segundo Luís Ataide, em 1837, trazendo esposa e três filhos e faleceu em 26 de maio de 1865 (Jornal do Comércio, 27 de maio de 1865) nessa cidade.

Vicente Pereira Mallio (nascimento- 1 de abril de 1832, Arquivo de Ponta Delgada, Paróquia de S. Sebastião, registro de batismos - Livro 33 (1828/1835) F.225), foi pintor conhecido no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, retratando personalidades importantes da Côrte como D. Pedro II, a Princesa Isabel e a Imperatriz Teresa Cristina, obras que constam do acervo do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Faleceu em 8 de julho de 1892 (Registro Civil do Rio de Janeiro, 10a Circunscrição, Óbitos 1892 Fev-Out Volume 4, Folha 152, no. 599).

Seu filho Frederico Mallio foi maestro e pianista agraciado com o título de Pianista e Organista da Casa Imperial (Mordomia-mor em 23 de setembro de 1889).





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Ernesto Hintze Ribeiro ilha de São Miguel Açores / Ernesto Hintze Ribeiro, São Miguel Island, Azores

 


Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro  nasceu em Ponta Delgada, Matriz a 7 de Novembro de 1849  e faleceu em Lisboa, São Mamede a 1 de Agosto de 1907. Foi um político português.


Distinto parlamentar e par do Reino, procurador-geral da Coroa, ministro das obras públicas, das finanças e dos negócios estrangeiros e líder incontestado do Partido Regenerador, por três vezes assumiu o cargo de presidente do Conselho (equivalente hoje ao lugar de primeiro-ministro). Foi um dos políticos dominantes da fase final da Monarquia Constitucional, ocupando a presidência do ministério mais tempo que qualquer outro naquele período.

A ele se devem importantes reformas, algumas das quais ainda perduram, tais como as autonomias insulares (1895), o regime das farmácias e a criação do regime florestal (1901). O Decreto de 24 de Dezembro de 1901, que regula o regime florestal, ainda está em vigor. Feito Conselheiro de Estado efetivo em 1891, recebeu múltiplas condecorações, entre as quais a grã-cruz da Torre e Espada.


Foi presidente da Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, no período de 14 de Novembro de 1900 até à data da sua morte,  e sócio efectivo da Academia Real de Ciências.






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Manuel Rosa Luís foi um dos primeiros a explorar as minas de ouro de Santo Antônio das Minas do Apiaí / Manuel Rosa Luís was one of the first to explore the gold mines of Santo Antônio das Minas do Apiaí.

 Manuel Rosa Luís  nasceu na Ilha do Pico, Açores, em 1713.  Foi um grande explorador das minas de ouro no município paulista de Apiaí.


Manuel foi um dos primeiros a explorar as minas de ouro de Santo Antônio das Minas do Apiaí e alguns o consideram um de seus fundadores. Foi casado com Maria da Anunciação de Oliveira, de família de cepa bandeirante. Manoel foi sogro do capitão Tomás Dias Batista, capitão-mor Francisco Xavier da Rocha e capitão-mor Matias Leite Penteado, mostrando desta maneira as alianças matrimoniais de sua família.





Arquipélago dos Açores / Azores archipelago




 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

José de Avelar e Almeida, primeiro e único barão de Ribeirão / José de Avelar e Almeida, first and only Baron of Ribeirão

 

José de Avelar e Almeida, primeiro e único barão de Ribeirão. Foi fazendeiro cafeicultor no município de Vassouras, na então província do Rio de Janeiro.

Era filho de Manuel de Avelar e Almeida e de Susana Maria de Jesus, açorianos oriundos da Ilha das Flores.



Casou-se com Ana Barbosa de Sá, natural de Vassouras, filha de Francisco Rodrigues Barbosa e de Mariana Rosa de Jesus, irmã do barão de Santa Fé, sobrinha paterna do barão de Santa Justa e neta de Francisco Rodrigues Alves, fundador da cidade de Vassouras.

Eram proprietários das fazendas Mato Dentro, Ribeirão e Cachoeira, além de possuir rica residência na parte central da, então, vila de Vassouras, posteriormente utilizada durante décadas como sede do fórum municipal e cadeia pública, depois como sede da prefeitura. E em 2018 como sede local do IFHAN.


Chefe de uma grande família, quando faleceu, já viúvo, na fazenda Ribeirão, após longa enfermidade, o barão do Ribeirão tinha catorze filhos e quarenta netos. No necrológio publicado na imprensa vassourense, foi lembrado como um dos "anciões da comunidade", tendo sido exaltados seu caráter e sua probidade, bem como suas origens humildes, pertencente a uma das famílias precursoras da cafeicultura na região.


Foi enterrado no cemitério da Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras.






terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Açorianos no mundo / Azoreans around the world




 

Arnaldo Moreira Douat

 

Arnaldo Moreira Douat  nasceu em Joinville, em 1906 . Foi um empresário e político brasileiro.

De ascendência galo-açoriana, era filho de Henrique Douat e Herundina Moreira. Deu continuidade aos negócios do pai, fundador da Douat & Cia., empresa comercial dedicada à venda de automóveis e erva-mate, entre outros produtos. Ampliou a área de atuação da empresa, criando a divisão industrial com a instalação de uma pequena metalúrgica, e que se transformou numa unidade de fundição de peças, estamparia de aço inoxidável e indústria mecânica, com produção de máquinas, ferramentas, compressores e tornos.

Presidiu a Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij) (hoje Associação Empresarial de Joinville) de 1936 a 1938.


Por acto do interventor estadual Nereu Ramos, foi nomeado prefeito de Joinville, de 1940 a 1944. Entre suas principais realizações está a construção da biblioteca pública, inaugurada na gestão seguinte, do prefeito Rolf Colin.


Arnaldo Douat foi também presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em 1962.