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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

1713 e 1714 foi um mau ano agrícola, fome e peste !


Um mau ano agrícola, a que não foi alheio ciclone tropical de 25 de Setembro de 1713, levou a que em São Jorge fosse tal "a falta de mantimentos que chegou a morrer muita gente de fome".


No Pico, o povo teve de recorrer a comer "socas e raízes" para sobreviver. Noutras ilhas também as colheitas falharam e  agravou  a fome. Como se tal não bastasse uma epidemia de peste provocou alguns milhares de mortos. No Pico terão morrido 5.000 pessoas e no Faial 500 pessoas, entre as quais 49 religiosos dos conventos da Horta.





Pesquisa de Genealogia / Genealogy Research



 

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

José Maria do Nascimento

 

José Maria do Nascimento  nasceu nas Velas,ilha de São Jorge Açores a  18 de Julho de 1874  e faleceu em  Angra do Heroísmo a  27 de Dezembro de 1924.  Presbítero, foi mestre da capela da Sé de Angra e professor de música e cantochão do Seminário Episcopal de Angra. Uma das suas composições foi premiada na Exposição Universal de Paris de 1900 e mantém-se no repertório de música sacra de vários países.

Foi mestre-capela da Sé Catedral de Angra, onde serviu como capelão enquanto estudava. Passou por professor de Música e Canto Gregoriano no Seminário Episcopal de Angra e dirigiu a Schola Cantorum, estabelecida na Catedral, em 1905.


A DioceseFoi enviado pelo bispo de Angra a Lisboa e a Roma, a fim de estudar o motu-proprio do papa Pio X, acerca da música sacra, tendo, no entanto, disposto de muito pouco tempo para o fazer. Regressado a Angra, passou a ocupar o lugar de mestre da capela da Sé Catedral e de professor de música e de cantochão do Seminário angrense.

Publicou o cântico de Miserere que é célebre, tocado e cantado até nos dias de hoje, a quatro vozes, conhecido porque veio a obter muito justamente uma medalha de oiro, na Exposição Universal de Paris de 1900. Obteve também a medalha de ouro da seção de música da Exposição Açoriana realizada em Ponta Delgada em 1901 aquando da visita régia feita por D. Carlos e às ilhas adjacentes.





Ancestors / Antepassados

 



quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Katherine Vaz descendente de Açorianos

 

Katherine Vaz, filha de pai açoriano e mãe irlandesa, é uma autora premiada, detentora de bolsas da Universidade de Harvard, do Radcliffe Institute for Advanced Study e do National Endowment for the Arts, bem como da Harman Fellowship. 


É uma voz ativa na divulgação da cultura lusa por todo o mundo. Mariana foi escolhido pela Biblioteca do Congresso como um dos 30 melhores Livros Internacionais, tendo sido traduzido para seis idiomas. Atualmente, a escritora vive em Nova Iorque com o marido, Christopher Cerf.




Origens dos nossos antepassados / Origins of our ancestors



 

sábado, 15 de novembro de 2025

Jesuíta Açoriano assassinado pelos índios

 


Francisco da Costa Pinto, padre Jesuíta, nascido em 1552, na  cidade de Angra do Heroísmo, Ilha de Terceira Açores . Faleceu a  11 de Janeiro de 1608, no atual município de São Miguel do Tapuio (Piauí).


 Veio para o Brasil, quando criança, acompanhando a família que imigrou para o Brasil. Aos 17 anos de idade, deixou o Estado de Pernambuco seguiu para a Bahia e em 31 de Outubro de 1568 ingressou na Companhia de Jesus. Não chegou a completar o curso, recebendo a o título de Coadjutor espiritual formado. Em 1588 recebeu a ordens sacras, sendo considerado padre. Devido a seu conhecimento das línguas indígenas é indicado para a Missão do Maranhão. Teria sido curado pelo Padre Anchieta.



No dia 20 de Janeiro de 1607, partiu do Recife, em uma embarcação que ia buscar sal coletado nas salinas na foz do Rio Mossoró,  juntamente com o padre Luís Figueira para o Siará Grande, com o intuito de catequizar os nativos daquele território.


Em 2 de Fevereiro do 1607, celebraram a primeira missa no território do atual Estado do Ceará, na foz do Rio Jaguaribe.


Durante a viagem, esteve em um aldeamento denominado como Paupina, que corresponde atualmente ao centro de Messejana.



Os dois avançaram até a Chapada de Ibiapaba, chegando a habitar com os índios Tabajara. Em 11 de Janeiro de 1608, foi assassinado pelos índios Tacarijus (Tapuia), instigados pelos franceses que mantinham contatos na região por meio da Feitoria da Ibiapaba. O martírio ocorreu, numa capela, onde, atualmente, está localizado o Município de São Miguel do Tapuio, Piauí.,  sendo enterrado no sopé da Serra Grande.



[...] investindo com furor e crueldade diabólica contra o servo de Deus, lhe deram repetidos golpes com suas "ybirassangas", que são uns paus duros, largos e compridos, na cabeça, até que lha amassaram toda e lhe deram uma morte muito cruel, aos onze de Janeiro de 1608.



Os nossos antepassados


 

1811 Grande tempestade provoca destruição e morte na Terceira Açores


 Na noite de 3 para 4 de Dezembro "levantou-se uma tão grande tempestade de vento sudoeste, entre uma chuva grossa e relâmpagos de tamanha força, que igual não havia memória entre os presentes". Todo o Grupo Central foi atingido.


Ventos ciclónicos e chuvas diluvianas destruíram muitas casas, arrancaram muitas árvores, derribaram paredes e causaram cheias. As ribeiras transbordaram na Vila Nova, Agualva, Serreta e Santa Bárbara, matando muita gente e muitos gados. O mar entrou no Porto Judeu, Porto Martim, Praia e São Mateus, causando grandes estragos. O vento e a ressalga não deixaram folha verde, o que causou grande fome para os gados. No porto de Angra naufragaram sete navios, causando muitos mortos.



Os que partiram dos Açores


 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Domitila de Castro Canto e Melo era filha de um Açoriano

 


Filha de João de Castro Canto e Melo, o primeiro visconde de Castro e de Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas, pertencia uma tradicional família Paulista, era neta do coronel Carlos José Ribas, tetraneta de Simão de Toledo Piza, patriarca da família em São Paulo.


O brigadeiro João de Castro Canto e Melo nascera na ilha Terceira, nos Açores, em 1740 e morreria no Rio de Janeiro em 1826. Era filho de João Baptista do Canto e Melo e de Isabel Ricketts, e descendia de Pedro Anes do Canto, da Ilha Terceira. Passou a Portugal, assentando praça de cadete aos 15 anos em 1 de Janeiro de 1768, nomeado Porta Bandeira em 17 de Outubro de 1773. Tinha 21 quando, em 1774, foi para o Rio de Janeiro e meses depois para São Paulo. Foi transferido para o regimento de linha de Infantaria de Santos, promovido a alferes em 1775 e a tenente no mesmo ano, a Ajudante em 1778; era Capitão em 1798, major no mesmo ano, em 1815 tenente-coronel. Mais tarde, depois dos amores da filha com o imperador, foi feito Gentil-Homem da Imperial Câmara e ainda recebeu o título nobiliárquico de visconde de Castro em 12 de Outubro de 1825.



Primeiro casamento


Em 13 de Janeiro de 1813, Domitila, aos quinze anos de idade, casou-se com um oficial do segundo esquadrão do Corpo dos Dragões da cidade de Vila Rica, o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça (1789–1833), citado por diversos historiadores como um homem violento, que a espancava e violentava, e de quem se divorciou em 21 de maio de 1824.


Do casamento nasceram três filhos, Francisca, Felício e João (morto com poucos meses, pois, durante sua gravidez, Domitila foi espancada e esfaqueada pelo marido em 1819).

Na manhã de 6 de março de 1819, foi esfaqueada duas vezes pelo marido, na coxa e na barriga. Pediu a separação, mas só o conseguiu cinco anos depois, quando já era amante do imperador. Os detractores  de Domitila a acusariam depois de ter sido agredida porque traía Felício.



Em 1822, Domitila conheceu Dom Pedro de Alcântara (1798–1834) dias antes da proclamação da Independência do Brasil, em 29 de Agosto de 1822. O Príncipe-Regente estaria voltando de uma visita a Santos quando recebeu, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, duas correspondências (duas missivas da imperatriz Leolpoldina e uma de José Bonifácio de Andrada e Silva) que o informava sobre as decisões da corte portuguesa, em que Pedro deixava de ser Regente para apenas receber e acatar as ordens vindas de Lisboa. Indignado por essa "ingerência sobre seus actos como governante", e influenciado por auxiliares que defendiam a ruptura com as Cortes, especialmente por José Bonifácio, decidiu pela separação do reino de Portugal e Algarves.


Domitila não foi a única amante de D. Pedro, mas foi a mais importante e a que mais tempo se relacionou com ele. Antes mesmo de se casar com D. Leopoldina, o príncipe se envolvera com uma bailarina francesa, chamada Noémi Thierry, com quem teve um filho. Durante seu relacionamento com Domitila teve outros casos paralelos, como com a esposa do naturalista francês Aimé Bonpland, Adèle Bonpland. Outra francesa foi a modista Clemence Saisset, cujo marido tinha loja na Rua do Ouvidor. Clemence teve um filho com D. Pedro. Além das francesas a própria irmã de Domitila, Maria Bendita de Castro Pereira, Baronesa de Sorocaba, teve um filho com o imperador.


Dom Pedro e Domitila romperam em 1829, quando segundo o comentário da época (pois nada se comprovou) ela tentou balear a sua própria irmã Maria Benedita (baronesa de Sorocaba), ao descobrir seu relacionamento com o Imperador – que teve como fruto: Rodrigo Delfim. Porém, o maior motivo para a separação foi devido as segundas núpcias de D. Pedro I com Amélia de Leuchtenberg. Ele procurava desde 1827 uma noiva nobre de sangue e seu relacionamento com Domitila e os sofrimentos causados a Leopoldina por este, eram vistos com horror pelas cortes europeias e várias princesas recusaram-se a casar-se com Pedro. Uma das cláusulas do contrato nupcial de Amélia e Pedro dizia que ele deveria afastar-se para sempre de Domitila e bani-la da corte.



Family Tree


 

Teresa Madruga

 


Teresa Maria Madruga Carvalho Neis, nasceu na ilha do Faial Açores a 18 de Março de 1953.

Licenciada em Filosofia, pela Universidade de Lisboa, Teresa Madruga estreou-se como actriz em 1976, com a peça Amantes Pueris de Fernand Crommenlynk, sob a direção de Gastão Cruz, no Teatro da Trindade. Posteriormente, seria dirigida por encenadores como Ricardo Pais, Osório Mateus, Carlos Fernando, Mário Feliciano ou João Lourenço .Maria 1976 em Ninguém (Frei Luís de Sousa-RTP Memória Junho 2019).



Iniciou no final da década de 1980 uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia, onde foi dirigida por Luís Miguel Cintra (1988 - Auto da Feira de Gil Vicente, Rei Bamba, de Lope de Vega; 1989 - O Público, de García Lorca, Céu de Papel, a partir de textos de Pirandello e Samuel Beckett; 1990 - Um Poeta Afinado, de Manuel de Figueiredo, Muito Barulho Para Nada, de Shakespeare) e Rui Mendes (1988 - Três Irmãs, de Tchekov).


Nos anos 2000 participou em Laramie de Moises Kaufman, com Diogo Infante no Teatro Maria Matos (2006).

Dos diversos prémios recebidos em teatro destaca-se o Prémio Garret (1988), pela interpretação em Rei Bamba de Lope de Vega, encenado por Luís Miguel Cintra (Teatro da Cornucópia).


Com uma filmografia de mais de 30 títulos, no cinema Teresa Madruga participou em filmes de António Pedro Vasconcelos, Manoel de Oliveira, João César Monteiro, João Canijo, José Álvaro de Morais, João Pedro Rodrigues, João Mário Grilo, Fernando Vendrell, João Botelho, Fernando Matos Silva, Fernando Lopes ou António da Cunha Telles.


O seu papel de protagonista no filme do suíço Alain Tanner Dans la Ville Blanche (1983) valeu-lhe o reconhecimento internacional e a participação em produções estrangeiras, em Espanha, França, Itália. Em 1995 apareceu ao lado de Marcello Mastroianni no filme Afirma Pereira de Roberto Faenza.




domingo, 2 de novembro de 2025

Encontre os seus antepassados


 

1630 foi o ano do Cinzeiro

 

Em 1630 houve uma  erupção  nas  Furnas, ilha de São Miguel Açores: o "ano do cinzeiro" - A erupção do Cinzeiro, do tipo pliniano, iniciou-se a 3 de Setembro de 1630, precedida por violentos sismos. Há notícia de terem morrido 191 pessoas e de ter havido enorme devastação devido aos sismos e à deposição de material pomítico. 

A nuvem de cinza foi tão densa que foram necessárias tochas durante o dia e em todas as ilhas ficou a vegetação recoberta de cinza (mesmo nas Flores a 360 km de distância). A pedra pomes flutuante impedia a navegação nas proximidades da ilha de São Miguel. A erupção foi acompanhada de manifestações vulcânicas no mar e na zona onde hoje se localiza o lugar do Fogo e as fumarolas da Ribeira Quente. Provocou também gigantescos deslizamentos de terras na costa sul da ilha de São Miguel.




Açorianos no Brasil


 

Augusto Loureiro


 Nasceu na cidade de Ponta Delgada a 2 de Janeiro de 1839  e faleceu em Ponta Delgada a 4 de Setembro de 1906. 

Frequentou o liceu em Ponta Delgada.  Empregou-se como funcionário das alfândegas, mas dedicou-se desde muito cedo à escrita, com destaque para a poesia. A sua obra poética anda dispersa por alguns jornais açorianos e lisboetas do seu tempo,  tendo deixado algumas líricas que o colocam entre os seus pares açorianos da última geração romântica.


Para além da poesia, tem prosa dispersa por jornais dos Açores e de Lisboa. Neste campo destacou-se como contista, sendo o primeiro, nos Açores, a retratar ambientes e personagens predominantemente rústicos. Também se dedicou à tradução de obras de romancistas franceses.