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sexta-feira, 25 de abril de 2025

Os nossos antepassados


 

Alexandre Linhares Furtado

 

Alexandre José Linhares Furtado nasceu nos Açores, na Fajã de Baixo, em São Miguel, no dia 22 de Agosto de 1933.

Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra com a nota final de 19 valores.

Doutorou‐se pela mesma Universidade, em 26 de Fevereiro de 1965, com a dissertação “Regeneração hepática experimental – alguns aspectos cirúrgicos”, trabalho que mereceu a classificação de “Muito Bom com distinção e louvor”.


Linhares Furtado iniciou a sua actividade à frente do Serviço de Urologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, já com o objetivo de dar inicio à transplantação renal, pondo este sonho em prática em apenas dois anos.

Em Junho de 1969, perante a generalizada surpresa dos meios médicos portugueses, realizava em Portugal a primeira transplantação renal. A colheita dos rins foi feita em dador vivo.

A este médico também se a introdução de terapêuticas médicas complementares ou neoadjuvantes na área oncológica. Merece referência especial a terapêutica hormonal neoadjuvante no carcinoma da próstata, que ao permitir o “downstaging” da doença, pode transformá‐la numa indicação para a cirurgia radical prostática curativa.



Sob a sua direção, o Serviço de Urologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra passou a dispor de uma Unidade de Diálise.

Em 29 de Junho de 1980, Linhares Furtado e a sua equipa realizaram nos Hospitais da Universidade de Coimbra a primeira colheita de rins de cadáver e, no dia seguinte, a primeira transplantação renal de cadáver, com pleno êxito.

No domínio, ainda, da transplantação hepática, destaca‐se o programa de transplantação hepática pediátrica que ajudou a implementar, o qual, rapidamente se impôs a nível nacional e esteve na origem, a nível mundial, da expansão e optimização de novas técnicas no âmbito da transplantação.



sábado, 19 de abril de 2025

Largo da Matriz ilha de São Miguel Açores


 

Fontinhas ilha Terceira Açores

 

A criação desta freguesia, com independência administrativa e eclesiástica, ocorreu durante o século XV. Os registos civis mais antigos datam de 1571, mas determinados documentos anteriores terão desaparecido. A primitiva igreja paroquial era anterior a 1500.


Neste mesmo século XVI, Gaspar Frutuoso caracterizava a freguesia da seguinte forma: "Indo da Vila da Praia, a oeste -noroeste uma légua da dita vila, está um lugar que se chama as Fontinhas, por ter muitas fontes de pouca água, que corre para este lugar pela falda desta serra. Tem Igreja paroquial da invocação da igreja da Nossa Senhora da Pena, onde há vigário somente, com quarenta moradores e alguns deles lavradores ricos, porque as terras são ricas.



Ao pé desta serra, da banda do norte, como disse, há muitos e frescos pomares, jardins de muitas e diversas frutas, e formosos rozales, em tanta quantidade que as levam em carros, em bestas, a vender à cidade de Angra, como fazem os de Agualva. Em um desses pomares, que se diz de Pero Leal e Agora é um Gaspar de Freitas da Maia, está um pereiro antigo, e é coisa tão notável, que muitos ilustres homens o vão ver, como foi Fernando de Pina e outros, que é tão grande, que lhe procedem do pé treze ramos com que uma excessiva copa e sombra e dá tanta fruta, que se faz cada ano cinco e seis mil reis nela, dando dois e três peros ao real e no mesmo lugar, das Fontinhas, em outro pomar, de Lisarte Godinho, que está perto deste, há muitos soutais de castanheiros, entre os quais está um antigo tão grande, que o tronco dele tem um circuito sete varas de medir que são trinta e cinco palmos, e dá infinidade de castanhas".



A actual igreja paroquial, a que actual igreja paroquial, a que acima se aludiu, data de 1925. A anterior foi derrubada nesse mesmo ano, depois de um ciclone de enormes proporções. No altar-mor, encontram-se algumas imagens de grande interesse, entre as quais as de Nossa Senhora da Pena, São José e São Sebastião. Os painéis em mosaico na ábside, adquiridos em 1969, aludem à Apresentação de Jesus no Templo e Purificação da Virgem Maria e à Crucificação e Morte do Divino Mestre nos braços de Sua Mãe".



segunda-feira, 14 de abril de 2025

Linha do Porto de Ponta Delgada ilha de São Miguel Açores

 

A linha foi construída ao mesmo tempo que o molhe do porto, em 1861. Nesse mesmo ano, para auxilio à construção do quebra-mar do porto, foi importado diverso equipamento de Holyhead, País de Gales, outrora utilizado na construção do quebra-mar do porto local .




Não servia de transporte público, sendo apenas usada para a construção e manutenção do molhe. Para tal, havia três locomotivas a vapor e 39 vagões para trazer pedra de uma pedreira próxima até ao porto. A locomotiva a vapor N.º 1, construída em 1861 pela casa Neilson & Co. (N.º 697), foi a última das três que tinha vindo em segunda mão para os Açores e tinha sido antes usada para o mesmo fim em Holyhead, no País de Gales. A N.º 2 foi construída pela Black & Hawthorn (N.º 766) entre 1880 e 1885, e a N.º 3 pela Falcon (N.º 165) em 1888.



A linha só funcionava se necessário, para a manutenção do molhe. A última vez de que há registos de actividade foi em 1973.


Pelo menos duas das locomotivas, que estiveram durante muitos anos expostas nos jardins do Museu Carlos Machado em Ponta Delgada, estão armazenadas atualmente nas oficinas da Junta Autónoma dos Portos de Ponta Delgada.



domingo, 13 de abril de 2025

Gerações!!


 

Açorianos na guerra do Vietname

 

A guerra do Vietname,   foi uma guerra em especial entre o Vietname do Norte e o Vietname do Sul, sendo o do Norte apoiado por países como a URSS, China, Coreia do Norte e o do Sul apoiado por EUA, Coreia do Sul, Austrália.



Muitos açorianos serviram nesta guerra .   Muitos açorianos que tinha emigrado para os EUA serviram na guerra do Vietname! Homens como Dinis Oliveira, Henry Mello, Horácio Manuel de Sousa Almeida, José Urbano Almeida, José Valadão Sousa, Lúcio Serpa, Manuel Botelho Tavares, Manuel Bráulio da Costa Fontes, Victor do Couto.