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sábado, 6 de maio de 2023

Acontecimentos históricos da freguesia da Terra chã ilha terceira Açores

 


Dois acontecimentos históricos estão na origem dos nomes de dois locais da freguesia: Lugar das Casas Queimadas e Lugar das das Guerrilhas. O primeiro provém do incêndio lançado a uma casa de moradia situada numa quinta no Caminho dos Regatos , então pertencentes a André Machado Lemos, que ali vivia com a sua família. Era o ano de 1828. 


Os miguelistas lutavam contra os constitucionais, apoiantes do Duque de Bragança. Ao dirigir-se para as Doze Ribeiras, um emissário liberal foi atacado por um guerrilheiro que se apoderou da mensagem que aquele levava, vindo a refugiar-se na casa de André Lemos. Sabendo do acontecimento, os anti-miguelistas, de espirito revoltado e sem apurar culpas, incendiaram aquela casa com todo o recheio e os próprios ocupantes. Mas, num rebate de consciência acabaram por salvar a família Machado Lemos. 



A sua casa ficou então conhecida por "Casa Queimada", e daí o nome ao lugar. O segundo local está na origem das guerrilhas que ocorreram na Ilha Terceira, exactamente na Terra Chã, durante a emigração liberal. 


Foi praticada por miguelistas que semearam a intranquilidade e a perturbação nas fileiras inimigas. Ficaram célebres dois guerrilheiros naturais da Terra Chã, "Boi Negro" e o "Rasgado". O Dr. Valadão Júnior chamou à Terra Chã na sequência de tais acontecimentos, o "alfobre de guerrilhas". Por isso, um dos seus lugares tomou o nome de Guerrilhas.



( Cortesia a freguesia da Terra chã )




quinta-feira, 4 de maio de 2023

Marcelino de Almeida Lima

 


Marcelino de Almeida Lima  nasceu na Horta a  12 de Março de 1868  e faleceu em  Lisboa a 22 de Janeiro de 1961.  Foi um jornalista, romancista e historiógrafo açoriano, autor dos Anais do Município da Horta e de vasta bibliografia sobre a ilha do Faial.


Marcelino Lima nasceu na cidade da Horta, onde frequentou a instrução primária, ingressando em 1879 no Liceu da Horta.  Empregou-se como funcionário dos Correios e Telégrafos, atingindo o posto de chefe da Estação Telégrafo-Postal da Horta.


Ingressou muito cedo nas lides jornalísticas, pois com apenas 17 anos de idade já dirigia, com Júlio Lacerda, o semanário literário da ilha do Faial intitulado O Bibliófilo, fundado a 31 de Maio de 1885.


Dirigiu também, e foi redactor principal, da Revista Faialense, um semanário literário e desportivo fundado em 1 de Fevereiro de 1893, e da segunda série do semanário literário e noticioso O Faialense (1899), redigido em colaboração com Florêncio Terra e Rodrigo Guerra.  Foi colaborador assíduo de múltiplos periódicos, com destaque para os jornais faialenses O Telégrafo, A Democracia, Correio da Horta e Arauto.


Embora mantivesse activa colaboração na imprensa periódica, a partir de finais da década de 1920 passou a dedicar-se a estudos históricos e genealógicos, com especial incidência sobre as questões relacionadas com as famílias e a história faialense.



quarta-feira, 3 de maio de 2023

Aníbal do Rego Duarte foi o fundador do Grupo Coral da Paróquia de Nossa Senhora das Neves, na Relva ilha de São Miguel Açores

 


Aníbal do Rego Duarte (22 de Outubro de 1906 — 29 de Dezembro de 1974) foi um sacerdote católico, pároco da freguesia dos Biscoitos, na ilha Terceira, entre 1932 e 1938. Notabilizou-se por fundar a Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense. Foi posteriormente pároco da freguesia da Relva (o 29º vigário, entre 1949 e 1963),  onde é recordado na toponímia de uma das suas ruas e com um busto, da autoria do escultor Raposo de França, erigido em 2004 no Jardim 5 de Agosto daquela localidade.  Foi também fundador, em 1950, do Grupo Coral da Paróquia de Nossa Senhora das Neves, na Relva, inicialmente apenas constituído por vozes masculinas.



terça-feira, 2 de maio de 2023

Teresa Ascenção é professora de fotografia digital na Escola de Arte

 


Descendente de pais açorianos oriundos das ilhas Terceira e Flores, Teresa Ascensão nasceu em 1966 na cidade de São Paulo, Brasil. Emigrou para o Canadá sendo ainda muito jovem e fixou-se na cidade de Toronto.

Em 1986, diplomou-se em design gráfico, no Humbert Coolege, de Toronto. Em 1998, recebeu, com distinção, o Honours Bachelor of Art, Fine Art Studio Specialist / Women’s Studies Minor, na Univerdidade de Toronto. Em 2011, fez o mestrado em Media Art (área primária) and Sex-Positive Feminism (área secundária), também na Universidade de Toronto.

Teresa Ascenção que gosta de se apresentar profissionalmente como “media artist” trabalha com fotografia, vídeo, áudio, entre outras áreas gráficas. É professora de fotografia digital na Escola de Arte, de Toronto. Já realizou várias exposições, individuais e coletivas, e participou em palestras no Canadá.


Já foi distinguida com vários prémios, entre os quais OTSS Graduate Studies Bursary (2010), Canada Council for the Arts, Travel Grant (2009), Ontario Arts Council, Media Arts Project Grant – Mid Career (2008) e Toronto Arts Council, Visual Arts Grant – Emerging (2002, 2004 e 2006).


Participou no Workshop "Gestos e Gentes do

Carnaval Terceirense", realizado em Fevereiro de 2006, pela Direcção

Regional das Comunidades, na ilha Terceira –Açores.



segunda-feira, 1 de maio de 2023

Forte de São Pedro, freguesia dos Biscoitos ilha Terceira


 O Forte de São Pedro, também referido como Forte do Porto dos Biscoitos, mas também como Forte de Santo António,  localiza-se na freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, na costa norte da ilha Terceira, nos Açores.

Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico. Cruzava fogos com o Forte da Rua Longa, ao sul.


Foi edificado por volta de 1520, pelo Provedor das Fortificações, Pedro Anes do Canto, para defesa daquele ancoradouro que atendia não apenas as suas terras, mas as naus da Carreira da Índia, e em homenagem a quem foi assim denominado.

DRUMMOND informa que o forte foi edificado no contexto da crise de sucessão de 1580, entre 1579 e 1581, por determinação do então corregedor dos Açores, Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos, conforme o plano de defesa da ilha elaborado por Tommaso Benedetto em 1567,  o que pode indicar não a sua construção mas a sua reedificação ou reforço à época.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), recebeu obras de reforço em 1828, passando a abrigar um destacamento de tropa de linha com a função de prevenir uma eventual tentativa de desembarque de forças opositoras ao regime liberal. Ao fim do conflito foi desguarnecido.

A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 refere-o como "Forte do Porto", informa que "Esta-se procedendo a algumas pequenas reparações de que preciza", e observa:



"Merece ser conservado, porque obsta ao dezembarque de forças agressoras neste ponto que é o único que podera offerecer probabilidade em toda a costa do Norte da Ilha."

Quando da realização do tombo de 1881, encontrava-se abandonado e parcialmente arruinado; a casa da guarnição fora ocupada por um pescador da freguesia dos Biscoitos.

No contexto da Segunda Guerra Mundial abrigou um ninho de metralhadoras.

Em nossos dias encontra-se conservado como miradouro por iniciativa da Junta de Freguesia dos Biscoitos.



sábado, 29 de abril de 2023

Quem partiu da ilha Terceira Açores no ano de 1929 para a Argentina, Brasil e Estados Unidos da América

 


13-  Manuel Dinis dos Anjos, 21 anos de idade, freguesia da Serreta Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


14-  Manuel Machado da Rocha, 18 anos de idade, freguesia de Santa Barbara Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


15-  José Ávila Parreira, 22 anos de idade, Santa Cruz da Praia da Vitória. Para a Argentina


16-  Manuel José de Matos, freguesia de São Mateus Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


17-  Manuel Vieira Airoso, 25 anos de idade freguesia das Doze Ribeiras Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


18-  Manuel Machado Fagundes,21 anos de idade, Santa Cruz da Praia da Vitória. Para Argentina


19-  Carlos Pereira do Couto, 22 anos de idade, freguesia de Santa Barbara Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


20-  Manuel da Costa Serpa, 23 anos de idade, freguesia de São Bartolomeu Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


21-  António Martins Soares, 27 anos de idade, Santa Cruz da Praia da Vitória. Para a Argentina


22-  Francisco da Rocha Freitas, 22 anos de idade, freguesia de S. Bartolomeu  Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


23-  António dos Santos Fernandes,  22 anos de idade, freguesia da Terra Chã Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


24-  José Machado de Castro, 27 anos, freguesia da Ribeirinha Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


25-  Rosa de Jesus Mendes, 16 anos de idade, freguesia da Ribeirinha Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


26-  António Tavares, 15 anos, freguesia da Ribeirinha Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


27-  António Machado Evangelho, 26 anos de idade, freguesia da Ribeirinha  Concelho de Angra do Heroísmo. Para a Argentina


28-  António Toste de Lemos, 22 anos de idade, freguesia da Ribeirinha Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


29-  Francisco Simas da Rosa, 22 anos, freguesia de São Bento Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


30-  José Vieira de Freitas, 23 anos de idade, freguesia de São Bartolomeu Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


31-  João Martins Correia, 22 anos de idade, freguesia da Agualva Concelho da Praia da Vitória. Para o Brasil


32-  Alberto Cardoso de Borba, freguesia das Fontinhas Concelho da Praia da Vitória. Para o Brasil


33- António Mendes Leal, 40 anos de idade, freguesia de São Mateus Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


34-  José Dias Mendes, 25 anos de idade, freguesia de Santa Barbara Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


35-  Maria de Jesus Borges, 23 anos de idade, freguesia da Ribeirinha Concelho de Angra do Heroísmo. Para o Brasil


36-  Manuel Fagundes de Bettencourt, 21 anos de idade, Santa Cruz da Praia da Vitória. Para a Argentina




sexta-feira, 28 de abril de 2023

Escritor Ermelindo Ávila

 



Ermelindo Ávila nasceu na Vila das Lajes do Pico, Ilha do Pico, Açores, a 18 de Setembro de 1915. É um dos mais proeminentes cidadãos lajenses. Desempenhou na sua centenária vida vários cargos públicos de relevo, tendo sido homenageado com a Comenda da Ordem de Mérito e várias outras distinções oficiais.

É um nome incontornável da cultura açoriana, com quase três dezenas de livros publicados e um sem número de artigos dispersos nos mais importantes órgãos da imprensa local e regional, nas áreas da história, etnografia e cultura locais.


OBRAS PUBLICADAS

Nossa Senhora de Lourdes 1858-2008, 2015.

Filarmónica Liberdade Lajense – 150 Anos, 2014.

Lajes do Pico – Primeira povoação da ilha, 2011.

Álbum da Ilha do Pico, Publiçor, 2010.

A Balada das Baleias (com Sérgio Ávila e Sidónio Bettencourt), Veraçor, 2007.

Figuras & Factos, Vol. II, 2005.

Crónicas da Minha Ilha, Vol. II, 2002.

Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense – 1900-2000, 2000.

Concelho das Lajes do Pico, 1997.

Emigrados Imigrantes, 1996.


Crónicas da Minha Ilha (1968-1974), Jornal de Cultura, 1995.

Um Picoense Imigrante nos Estados Unidos da América – Herói nas Lutas contra os Índios, Separata da Revista Insulana do Instituto Cultural de Ponta Delgada.

Por Terras do Oriente, 1993.

Figuras & Factos (Notas Históricas), Associação de Defesa do Património da Ilha do Pico, 1993.

Conferências da Semana dos Baleeiros 1992 (coordenação de Ermelindo Ávila), 1993.

Comunicações e Transportes, Separata da Revista Insulana do Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1992.

As Festas da Vila – Semana dos Baleeiros, 1992.



Um Século de Baleação – Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico, Separata da Revista Açoreana, Sociedade Afonso Chaves, 1992.

Temática Baleeira na Literatura Açoriana, Separata da Revista Insulana do Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1991.

Conventos Franciscanos na Ilha do Pico (Notas Históricas), Câmara Municipal de S. Roque, 1990.

No Centenário do Nascimento do Tenente-Coronel José Agostinho – Duas Palavras de Homenagem, Separata do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1988.



Ilha do Pico – Suas Origens e Suas Gentes (Notas Históricas), 1988.

A Ilha do Pico – Crises económicas, Separata do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1988.

Centenário de São Francisco de Assis – O franciscanismo na Ilha do Pico, Separata do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1986.

Emigrados Imigrantes, 1983.

Lurdes nas Lajes do Pico: 1883-1983, 1983.

Dr. Luís Ribeiro – (Um Testemunho Simples), Separata do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1982.

Ilha do Pico (Roteiro Histórico e Paisagístico), 1979.

John (Portugee) Phillips – Herói Português em Terras Americanas, Separata do Boletim do Núcleo Cultural da Horta, 1962.