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sexta-feira, 3 de março de 2017

Carlos Ávila de Borba mais um Açoriano detentor de uma carreira brilhante

Carlos Ávila de Borba nasceu a 14 de Junho de 1963, no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores.
 Treinador profissional especializado em várias modalidades desportivas,fez a sua carreira pelos Estados Unidos da América, Alemanha, Finlândia e Japão, sendo prelector em acções de formação e congressos um pouco por todo o mundo.
 Estudou desporto em Portugal, nos Estados Unidos (San Diego) e fez a sua licenciatura em Alto Rendimento Desportivo na Academia de Mainz, na Alemanha.
 Detentor de uma carreira brilhante, Ávila de Borba foi treinador e preparador físico de grandes figuras mundiais do desporto, como Mao Asada (medalha de prata em patinagem artística nos Jogos Olímpicos de inverno de Vancouver e medalha de ouro nos Campeonatos Mundiais de 2008 e 2010), Koji Murofushi (medalha de ouro no lançamento do martelo nos Jogos Olímpicos de Atenas e bronze em Sydney), Miki Ando (campeã mundial de patinagem artística em 2007 e 2011), a italiana Carolina Kostner (campeã mundial e europeia) e, esteve presente nos Jogos Olímpicos de inverno de Turim em 2006, como treinador do atleta japonês Daisuke Takahashi. Em 2006, foi também comentador da cadeia televisiva Eurosport nos campeonatos do mundo de patinagem artística em Calgary, no Canadá.
 Ao longo do seu percurso, trabalhou ainda como treinador e preparador físico de patinagem artística no Centro Olímpico de Munique e como colaborador na Karl-Heinz Riedl Soccer Academy (ambos na Alemanha), e foi conselheiro desportivo na Urheiluakatemia Pohjois-Savon (academia de desporto, Finlândia).
 Entre 2007 e 2010, foi professor de metodologia do treino desportivo e alto rendimento na Universidade de Chukyo (Nagoya - Japão).


Em 2011, esteve presente nos Jogos Olímpicos da Ásia, realizados no Cazaquistão, como treinador do patinador artístico Denis Ten, atleta que viria a conquistar a medalha de ouro na competição.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Casa de campo do TI' JOSÉ BORGES na Vila das Lajes ilha Terceira


Aqui nasceu em 1889. José Borges foi um “homem bom” da, então, freguesia das Lajes, conhecido pelas suas qualidades pessoais como proprietário e conceituado agricultor e pelo bem que fez aos outros e à sua terra. Como reconhecimento da sua personalidade, a rua que dá acesso à “Casa Ti José Borges” tem o seu nome.
José Borges Leal de Menezes Júnior, de seu nome completo, descende das mais antigas e representativas famílias da ilha Terceira, sendo que o ramo genealógico do qual descende directamente se fixou nas Lajes desde o século XVI.
Com efeito, José Borges descende directamente de Gaspar Camelo do Rego, ouvidor, capitão-mor, vereador e juiz ordinário da Praia da Vitória, onde viveu, vindo da ilha de São Miguel, nos finais do século XVI e início do século XVII, tendo casado com D Catarina Cardoso Evangelho trisneta de Álvaro Martins Homem, “fidalgo da casa da Infanta D. Beatriz”, que “veio para a Terceira cerca de 1461 e foi o 1º capitão donatário da Praia, por carta da dita infanta, dada em Évora a 14.2.1474”.
Situada na Vila das Lajes, ilha Terceira, a 1 km do aeroporto e a 8 km do porto oceânico, numa zona conhecida por Ramo Grande, constituída por uma vasta planície na qual se produziam das maiores quantidades de trigo e milho dos Açores e onde se situa o solar de uma raça bovina autóctone.

No Verão de 2004, iniciou-se a recuperação de uma casa com traços de cariz rural, erigida essencialmente em pedras de cantaria – Lajes – que dão origem ao nome da localidade onde se situa. Trata-se de uma habitação de família do século XIX, com toda a sua estrutura original, chaminé de “mãos postas”, forno e fogão de pedra. Para além da comodidade aconchegante das madeiras e pedras naturais em que está construída, oferece cozinha e lavandaria totalmente equipadas, w.c., 2 quartos duplos e sala com sofá-cama. Poderá, ainda, usufruir de uma área de lazer com árvores de fruta e ornamentais, plantas aromáticas utilizadas para infusões típicas da ilha, bem como, instrumentos e peças ligadas à vida rural do Ramo Grande, para além de churrasqueira e parque de estacionamento privado.
Daqui pode conhecer a cidade de Angra do Heroísmo (a 20 km), património da humanidade, e a cidade da Praia da Vitória (a 5 km) com o maior areal dos Açores e as suas festas populares - "Sanjoaninas" e Festas da Praia – as touradas à corda e o Carnaval único no mundo que aqui se realiza. Pode, ainda, desfrutar do mar, da rica gastronomia regional, das maravilhas naturais, históricas e belas paisagens que caracterizam a ilha!


Na Casa Ti´José Borges, encontra animais domésticos, pode, ainda, experimentar a ordenha manual da vaca, seguir o ciclo do milho, passear de carroça, montar a cavalo ou de burro ou, simplesmente, descansar. Aqui, uma família ou um grupo de amigos têm tudo o que podem desejar para umas férias inesquecíveis."

Estamos, assim, perante uma casa que identifica o viver típico de uma zona importante da vida económica, social e cultural da ilha Terceira, ao mesmo tempo que representa séculos da História da ligação de uma família a um lugar. Dos primeiros povoadores da ilha até aos nossos dias, muito tempo passou e muita gente viveu esta terra. Esta casa, pela obra de preservação e recuperação que lhe dedicaram os seus actuais proprietários – neto de José Borges Leal de Menezes -, é, na verdade, uma sentida homenagem aos antepassados e à ilha! No fundo, às gentes e à terra!...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

José Silva, ou Joe Silvey, inspirou livros e um documentário televisivo. Terá hoje 500 a mil descendentes vivos.

José Silva terá deixado a ilha do Pico em 1846, ainda a entrar na adolescência, embarcando num barco baleeiro americano. Mas a corrida ao ouro que na altura atraia muitos aventureiros à Califórnia acabou por fazer que nunca mais voltasse aos Açores ou a essa Calheta de Nesquim onde nasceu. A busca do metal amarelo acabaria por levá-lo bem mais para norte, com os registos a darem conta da chegada de um Joe Silvey (um inglesamento de José Silva) e de quatro outros portugueses à Colúmbia Britânica cerca de 1860.

Depois de alguns confrontos com tribos índias, Joe e os colegas acabam recebidos de forma amigável pelo grande chefe Kiapilano. Será este a abençoar o casamento do português com a sua neta Khaltinaht - uma "rapariga bonita com olhos escuros e cabelo até à cintura", como o próprio Joe a descreveria anos mais tarde. A filha, Elizabeth, foi a primeira criança de sangue europeu nascida em Vancouver. E Joe acabou por se tornar, em 1867, o primeiro europeu a receber a nacionalidade canadiana. Instalado em Gastown, o português abriu um saloon chamado The Hole in the Wall (O Buraco na Parede), onde tinha como principais clientes os trabalhadores das primeiras fábricas da cidades que ainda estava a nascer.

Após o nascimento do segundo filho, Khaltinat morre de gripe. Devastado, Joe vendeu o saloon e instalou-se em Stanley Park, onde hoje se pode ver a estátua em sua homenagem esculpida pelo trineto Luke Marston. Aí dedicou-se à pesca, tendo sido o primeiro a conseguir uma licença oficial para pescar com a técnica da rede de cerco.

Terá sido numa das suas muitas viagens que Joe conheceu Kwatleematt, uma índia salish também conhecida como Lucy. Casaram-se e tiveram dez filhos até à morte do português, em 1902. Nos últimos anos de vida, o açoriano mudou-se de novo, desta vez para Reid Island, onde comprou um vasto terreno. A pesca continuou a ser o seu sustento, tornando-se bastante bem-sucedido e não hesitando em partilhar o peixe com os mais pobres e tendo ajudado a construir uma escola para os seus filhos e para os do resto da comunidade.

O trineto índio do Portuguese Joe que foi do Pico para o Canadá

Hoje, estima-se que haja entre 500 e mil (as fontes divergem) descendentes vivos do Portuguese Joe. A vida deste pioneiro da ilha do Pico inspirou à historiadora Jean Barman o livro The Remarkable Adventures of Portuguese Joe Silvey (As Notáveis Aventuras do Português Joe Silvey) mas também pode ser vista no documentário televisivo Portuguese Joe - o Pioneiro Esquecido, que em 2015 foi exibido no Museu do Pico.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

As danças e bailinhos na ilha Terceira , remonta ao tempo dos primeiros povoadores

Nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, reside uma das formas mais peculiares do Carnaval em Portugal, as Danças e Bailinhos de Carnaval. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflecte um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos.

As danças e bailinhos de Carnaval da ilha Terceira são manifestações de teatro popular, acompanhadas por música, com textos em rima, que incluem habitualmente crítica social.
Mais de mil músicos e actores amadores actuam de forma gratuita em cerca de 40 palcos espalhados por toda a ilha, prolongando as actuações pela madrugada dentro, durante quatro dias.
As danças de pandeiro, os bailinhos e as comédias têm um texto cómico, enquanto as danças de espada representam um drama.
Desde Janeiro que decorrem os ensaios em sociedades filarmónicas ou em garagens, mas há quem também comece a preparar o Carnaval com antecedência nos bastidores.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cecilía Benevides de Carvalho Meireles é descendente de Açorianos


Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles) é descendente de açorianos naturais da ilha de S. Miguel – Açores. Nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil, no dia 7 de Novembro de 1901.
Foi criada pela avó materna, uma vez que ficou órfã muito cedo.
Aos nove anos, começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Cecilía Benevides de Carvalho Meireles com sangue Açoriano
Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poesias, “espectros”, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora, vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, na sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

Teve ainda uma importante actuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda o seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como “Leilão de Jardim”, “O Cavalinho Branco”,
“Colar de Carolina”, “O mosquito escreve, Sonhos da menina”, “O menino azul” e “A pombinha da mata”, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a literataço, a assonância e a rima. Os seus poemas não se restringem apenas à faixa etária infantil, mas permitem diferentes níveis de leitura.
Em 1923, publicou “Nunca Mais…” e “Poema dos Poemas”, e, em 1925, “Baladas Para El-Rei”. Após um longo período, em 1939, publicou “Viagem”, livro com o qual ganhou o Prémio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como “Pequeno Oratório de Santa Clara”, de 1955; “O Romance de Santa Cecília” e outros.

Em 1951, viajou pela Europa, Índia e Goa e visitou, pela primeira e única vez, os Açores, tendo contactado na ilha de S.
Miguel o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente, desde a década de 1940.
Foi homenageada com o Prémio Machado de Assis (1965); Sócia Honorária do Real Gabinete Português de Leitura; Sócia Honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa); Doutora “Honoris Causa”, pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem de Mérito (Chile)
Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais, o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó-materna, Jacinta Garcia Benevides, que a criou.
Após a sua morte (9-11-1964), foi homenageada, tendo-lhe sido atribuída uma cédula de cem cruzados novos. Este documento, com a efígie de Cecília Meireles, lançado pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudado para cem cruzeiros, aquando da mudança de moeda pelo governo de Fernando Collor.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O diretor musical dos famosos programas Rua Sésamo e dos Marretas era descendente de Açorianos

O músico e compositor luso-americano Joe Raposo (Joseph Guilherme Raposo) nasceu a 8 de Fevereiro de 1937, em Fall River, Massachusetts, EUA, e faleceu ainda novo, em Bronxville (Nova Iorque), a 5 de Fevereiro de 1989. Era descendente de açorianos, oriundos da ilha de S. Miguel.
Foi director musical dos famosos programas "Sesame Street" (Rua Sésamo), “Muppets” (Marretas) e outras produções de Jim Henson. Escreveu canções de sucesso como "Bein’Green", "Sing" e "Something Come and Play", cantadas por Frank Sinatra, The Carpenters, Barbra Streisand, Ray Charles e outros.

Em 2004, a sua biografia foi publicada no livro "A Boy and his Music".Trata-se de uma história escrita nos idiomas - português e inglês, da autoria de Odete Amarelo e Gilda Arruda, com ilustrações de Josette Fernandes, dirigida a crianças e que conta a história da vida do músico Joe Raposo.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Carlos Alberto Moniz é um artista, apresentador, maestro, músico e compositor Açoriano


Carlos Alberto de Menezes Moniz (Ilha Terceira, Açores, 2 de agosto de 1948) é um artista, apresentador, maestro, músico e compositor português.  Participou em espectáculos em Portugal e no estrangeiro com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Carlos Paredes, com os quais gravou vários discos.
Filho de Alberto Moniz da Costa (Angra do Heroísmo, Sé, 17 de Novembro de 1911 - Lisboa, 3 de Abril de 1999) e de sua mulher Maria Aida de Meneses de Bettencourt (Praia da Vitória, 9 de Setembro de 1922).
Depois do divórcio de Maria do Amparo Pereira, com quem casou em Lisboa em 1973 e de quem tem duas filhas, a cantora Lúcia Moniz (n. 1976) e a ex-modelo, cantora e actriz e actual cabeleireira Sara Moniz (n. 1980), casou-se em Lisboa a 31 de Agosto de 1991 com Idália Serrão, de quem se divorciou em 2010 e de quem tem um filho, João Salvador Serrão de Meneses Moniz (Lisboa, 1 de Maio de 1994).

Escreveu de parceria com José Jorge Letria ao longo de 25 anos, entre outros trabalhos "Rua dos Navegantes" (Prémio "Casa da Imprensa") e a cantata intitulada "Macau um Sonho Oriental", subordinada ao tema da presença dos portugueses no Oriente.
Foi membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores por dois mandatos (em 1983 e em 1991) voltando a integrar a Direcção desta Sociedade de Novembro de 2001 a Dezembro de 2003. Também foi Presidente da Assembleia-geral do Sindicato Nacional dos Músicos de 2000 a 2004.
Outubro de 2010 foi convidado para integrar a Comissão de Patronos, constituída para as comemorações do 70º Aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Em 2011 regressa à Sociedade Portuguesa de Autores na qualidade de membro da direcção.