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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Genealogia / Genealogy


 

Ana Augusta de Castilho


Ana Augusta de Castilho  nasceu na Sé de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores a 16 de Março de 1860  e faleceu em  São Jorge de Arroios, Lisboa a  1 de Dezembro de 1916.  Foi uma professora, escritora, propagandista, maçom, militante republicana, activista feminista e defensora do Pensamento Livre.

Foi pioneira na reivindicação dos direitos das mulheres, sendo referida em alguns periódicos como "uma das mais prestigiadas defensoras dos direitos das mulheres", tendo integrado vários movimentos e associações feministas, como a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.


Após a Implantação da República em 1910, mudou-se para Lisboa, residindo na Calçada do Poço dos Mouros, na freguesia de Penha de França, onde começou a exercer como professora e integrou o Grupo das Treze,  um grupo criado com a finalidade de combater a ignorância e o dogmatismo religioso que afectavam a mulher portuguesa e a impediam de obter a emancipação. Este facto viria a proporcionar-lhe a oportunidade para relacionar-se com algumas das mais importantes figuras do activismo republicano e feminista da sociedade portuguesa de então.  Entre essas personalidades destacavam-se as militantes sufragistas Adelaide Cabete, Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório e Maria Veleda, que a enveredaram na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP) e na luta pelo direito ao voto feminino.


Em 1916, foi iniciada na Maçonaria, na Loja Carolina Ângelo do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico da padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida.



segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Famílias


 

José da Silva Maia

José da Silva Maia  nasceu na ilha Terceira, Açores,  a 9 de Maio de 1857 .  Foi  político e  juiz. 

Foi formado bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, e professor provisório do liceu de Angra do Heroísmo desde 1883, e secretário do mesmo liceu desde o falecimento de seu pai, José Francisco Maia, em 1887, professor que foi das línguas francesa e inglesa

Exerceu os cargos de juiz, e 1.° substituto do juiz de direito, na comarca de Angra do Heroísmo. Foi vogal efectivo do conselho de Distrito de Angra do Heroísmo, vogal da Junta Geral de Angra do Heroísmo e vereador da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.




segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Maria Evelina de Sousa


Maria Evelina de Sousa, conhecida como Evelina, nasceu no dia 1 de Janeiro de 1879, em  Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, no então reino de Portugal. Ela frequentou a escola distrital de instrução de professores, fazendo os exames  finais em 1900. 

Em 1904, de Sousa começou a ensinar na escola de Santa Clara e começou a escrever para o jornal O Campeão Escolar, dedicado a assuntos educativos.  

Em 1906, foi viver para casa de Maria Emília Borges de Medeiros que vivia com a sua amiga Alice Moderno desde 1893. Mais tarde, Evelina e Alice  viveram publicamente como um casal, vivendo juntas por mais de 40 anos, apesar do ambiente conservador da altura. 



Nesse mesmo ano, Evelina fundou a Revista Pedagógica, o qual dirigiu e redigiu durante a década seguinte. A revista, publicada entre 1906 e 10916, abordava questões relacionadas com o ensino, temas do interesse dos professores e o trabalho desenvolvido pela organizações feministas que iam surgindo no país. Através dela Evelina divulgava novos métodos pedagógicos, criticava o estado da educação e do ensino nos Açores e no resto do país publicando textos de colaboradores locais e nacionais. A importância deste periódico foi reconhecida pela universidade dos Açores e exercia influência sobre os círculos académicos locais e nacionais. 



Colaborou com o jornal republicano A Pátria, publicado em Ponta Delgada de 1918 a 1925. 

Evelina envolveu-se em inúmeros projectos que tinham como objectivo melhorar a educação e o ensino na ilha. Ao participar nos censos escolares, ela relatou que em 1911 apenas um quarto das crianças em idade escolar, estava inscrita numa das 4 escolas disponíveis. Alertou também que para o facto de o número de professores formados era insuficiente, eram apenas 150 enquanto a população infantil em idade escolar era composta por mais de 6000 crianças de ambos os sexos. 



Estudo dos nossos antepassados


 

José de Avelar de Melo

 


José d'Avellar de Mello  nasceu na ilha do Pico.  Foi o arquitecto  responsável pela reconstrução das igrejas das localidades do Norte Grande, Norte Pequeno, Ribeira Seca e da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, na Vila do Topo, destruídas pelo Mandado de Deus, nome como ficou conhecido na história o sismo e maremoto ocorrido no dia 9 de Julho de 1757 abalou a Ilha de São Jorge e ilhas vizinhas.


Neto de Francisco Rodrigues da Ilha do Pico que em 1664 se deslocou para a vila das Velas a fim de dirigir as obras da Igreja Matriz de São Jorge, acabando por lá se radicar.  Filho de Manuel de Avelar, que foi o arquitecto do edifício da Câmara Municipal de Velas.