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domingo, 21 de janeiro de 2024

ilha de São Jorge Açores








Rocha dos Bordões ilha das Flores Açores






A Rocha dos Bordões é uma formação geológica, caracterizada por enormes colunas de basalto, localizado no sítio denominado por Cabo Baixo das Casas, na freguesia do Mosteiro, concelho das Lajes das Flores. Trata-se de um imponente acidente geológico único do seu género nos Açores, que se caracteriza pela solidificarão da rocha basáltica em altas colunas prismáticas verticais com forma alongada.

Esta formação ter-se-á formado dentro de um cone vulcânico que ao longo de milhares de anos foi sendo sujeito a um processo erosivo pelos elementos expondo o seu interior.



Esta rocha teve origem numa espessa camada de basalto que arrefeceu com rapidez e por esse facto terá sido sujeito a uma disjunção prismática, ficando assim com o aspecto de um enorme conjunto de bordões feitos de pedra. Esta formação geológica é maior que a famosa Calçada dos Gigantes (Giant's Causeway) de Antrim, na Irlanda do Norte, hoje classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

Por estas rochas basálticas descem vários cursos de água que à medida que vão descendo a formação geológica se juntam para dar forma a uma queda de água. Junto do sopé desta formação existe outra singularidade geológica a que foi dado simplesmente o nome de Águas Quentes, que são na sua essência caldeiras ferventes de água sulfurosa de pequena dimensão.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

António Veríssimo de Sousa

 

António Veríssimo de Sousa   nasceu  em Santa Cruz da Graciosa a  1860  e  faleceu em 1934. Foi um militar do Exército Português, onde atingiu o posto de coronel, que se distinguiu nas campanhas de pacificação de Angola. Foi Comandante Militar dos Açores (1917-1919) e governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo (1921).


Integrou a força expedicionária enviada para o sul de Angola durante a Primeira Guerra Mundial sob o comando do general Pereira de Eça, tendo participado na Campanha de Angola (1914-1915) contra as forças alemãs da Schutztruppe da colónia do Sudoeste Africano Alemão e nas campanhas de pacificação dos povos locais que entretanto se haviam sublevado contra as autoridades coloniais portuguesas. Como comandante militar da região dos Gambos distinguiu-se na campanha de pacificação e ocupação do território do Baixo Cunene, em Angola, levada a cabo durante o ano de 1915. A sua acção em Angola valeu-lhe vários louvores.

Republicano convicto, o militar graciosense desempenhou nos Açores os cargos de governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, de 6 de Junho a 1 de Novembro de 1921, e de Governador Militar dos Açores (1917-1919).


Na sua brilhante folha de serviços constam diversas condecorações, entre as quais a medalha de ouro da Medalha de Valor Militar, a maior condecoração militar portuguesa da época, a comenda da Ordem da Torre e Espada e a medalha comemorativa da defesa de Ponta Delgada, obtida quando era Comandante Militar dos Açores e a cidade foi bombardeada por um submarino alemão.


A primeira escola pós-primária da ilha Graciosa, criada em Outubro de 1971, foi em sua honra denominada Escola Preparatória Coronel Veríssimo de Sousa. A escolha de Coronel Veríssimo de Sousa para patrono da escola prendeu-se com o facto de a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa considerar útil "trazer bem vivo na memória dos graciosenses, alguém que foi um dos seus filhos mais representativos na vida nacional, ficando no entanto, a certeza de que para o futuro será mais facilmente recordado".



terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Morreu há 193 anos




Pedro Francisco Machado (Porto Judeu, 1760 - Richmond, 16 de Janeiro de 1831), referido como Peter Francisco nos EUA, foi um Português, nascido na freguesia do Porto Judeu, Concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, destacou-se como herói na Guerra da Independência dos Estados Unidos da América.



Conhecido como "O Gigante da Virgínia", o "Gigante da Revolução" e, ocasionalmente, como o "Hércules da Virgínia", é homenageado pela comunidade portuguesa em New Bedford (Virginia) a 15 de Março1 . Lutou ao lado de George Washington e do marquês de Lafayette, tendo sofrido numerosos ferimentos em combate, em defesa da independência de sua pátria de adopção.


A sua biografia está cercada de uma aura de lenda, sendo-lhe atribuídos feitos extraordinários. As suas origens são relativamente obscuras. Foi encontrado em tenra idade (presumivelmente cinco anos), uma tarde em 23 de Junho de 1765, a chorar, nas docas de City Point, na Virgínia. Quando se acalmou o suficiente para falar, percebeu-se que não falava o inglês e sim uma língua parecida com o Castelhano. Embora nada possuísse que o identificasse, as suas roupas eram de boa qualidade e, na fivela do cinto, liam-se as iniciais "P.F.".


Eventualmente foi capaz de contar a sua história: afirmou que "estava num local lindo com palmeiras, a brincar com a sua pequena irmã, quando dois homens grandes apanharam ambos. A irmã conseguiu libertar-se dos captores mas o menino não, e foi levado para um navio grande que acabou por conduzí-lo a City Point.





Sobre as suas origens, o investigador John E. Manahan identificou que, nos registos de nascimentos da ilha Terceira, nos Açores, existe um Pedro Francisco nascido em Porto Judeu, a 9 de Julho de 1760.



A criança foi acolhida pelo juiz Anthony Winston, de Buckingham County na Virgínia, um tio de Patrick Henry. Quando atingiu idade suficiente para trabalhar, foi instruído como ferreiro, devido ao seu enorme tamanho e força (ultrapassou os 1,98 metros e pesava cerca de 120 kg). O escritor Samuel Shepard, que observou o jovem no seu trabalho, registou:




"Os seus ombros são como os de uma antiga estátua, como uma figura da imaginação de Miguel Ângelo, como o seu Moisés mas não como David. A sua queixada é longa, forte, o nariz imponente, a inclinação da testa parcialmente ocultada pelo seu cabelo negro de aspecto desgrenhado. A sua voz era suave, surpreendendo-me, como que se um touro ganisse."


Com os rumores de secessão alastrando-se entre a população da Virgínia, Francisco alistou-se aos 16 anos no 10º Regimento da Virgínia. Estava presente, junto à igreja de St. John em Richmond, quando Patrick Henry fez o seu famoso discurso "Liberdade ou Morte". Em Setembro de 1777, serviu sob o comando do general George Washington em Brandywine Creek na Pensilvânia, onde as forças dos colonos tentaram deter o avanço de 12.500 soldados britânicos que avançavam em direcção à Filadélfia. Não está claro se foi nesse momento que o jovem Francisco salvou a vida a Washington, apesar de se reconhecer que o jovem foi aqui alvejado. Alguns relatos afirmam que ele se tornou guarda-costas pessoal do general, enquanto outros dão conta de que ele era apenas um soldado agressivo e vigoroso, que lutou a seu lado.


Foi Washington quem determinou que uma espada especial, adequada ao seu tamanho, fosse confeccionada para Francisco. Foi esta espada, com 6 pés de comprimento, que aterrorizou os britânicos. Washington terá eventualmente se referido posteriormente a Francisco: "Sem ele teríamos perdido duas batalhas cruciais, provavelmente a guerra e, com ela, a nossa liberdade. Ele era verdadeiramente um Exército de um Homem Só."


Após servir nesta comissão por três anos, Francisco realistou-se e combateu numa das maiores derrotas sofridas pelas forças dos colonos no conflito. Na batalha de Camden (16 de Agosto de 1780, terá realizado um dos seus mais famosos feitos, quando, após os colonos se terem retirado diante dos britânicos, deixando no terreno uma imensa peça de artilharia com aproximadamente 1000 libras, afirma-se que Francisco a colocou às costas e a terá transportado para que não caísse nas mãos do inimigo. Em homenagem a esse feito, os correios dos Estados Unidos emitiram em 1974 um selo comemorativo.



Em pouco tempo, as histórias a respeito de Francisco foram sendo espalhadas e as suas histórias de bravura e vigor foram divulgadas em muitos jornais e romances à época, inspirando ânimo e incentivando a resistência entre as forças dos colonos.


Embora a maior parte dessas histórias careça de fontes documentais, Frances Pollard, da Virginia Historical Society, que apresentou uma exposição sobre o conflito que incluiu uma secção sobre Francisco com o colete gigante que costumava usar, afirmou:



"Acho que uma das coisas que tive dificuldade em documentar foi a sua participação em muitas das batalhas onde realizou feitos históricos. Nunca consegui separar a lenda dos factos, nem encontrar provas da sua participação em algumas destas batalhas. Acho que existe alguma mitologia associada a alguém com aquele tamanho tão fora do vulgar."


Posteriormente, em 1850, o historiador Benson Lossing registou no "Pictorial Field Book of the Revolution" que "um bravo virginiano deitou abaixo 11 homens de uma só vez com a sua espada. Um dos soldados prendeu a perna de Francisco ao seu cavalo com uma baioneta. E enquanto o atacante, assistido pelo gigante, puxava pela baioneta, com uma força terrível, Francisco puxou da sua espada e fez uma racha até aos ombros na cabeça do pobre coitado!"



Mais tarde, enquanto se recuperava, Francisco tornou-se amigo de Lafayette.



Francisco sofreu mais seis ferimentos enquanto a serviço do seu país, tendo morto um número incerto de britânicos e sido condecorado ao final do conflito por generais estadunidenses que se certificaram de que ele estava presente na rendição do general Charles Cornwallis e dos britânicos em Yorktown, a 19 de Outubro de 1781.

De acordo com a tradição, após o conflito, devido às lendas criadas em torno de si, muitos aventureiros foram ao seu encontro para testarem a sua força. Neste período foi apelidado de "o homem mais forte da América", enquanto as crianças aprendiam sobre a sua forças e bravura nas escolas primárias do novo país.


sábado, 13 de janeiro de 2024

Carlos Alberto Moniz






Carlos Alberto de Menezes Moniz  nasceu na Ilha Terceira, Açores a 2 de Agosto de 1948.  É um artista, apresentador, maestro, músico e compositor português.   Participou em espectáculos em Portugal e no estrangeiro com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Carlos Paredes, com os quais gravou vários discos.

Filho de Alberto Moniz da Costa  Que nasceu em Angra do Heroísmo, Sé a 17 de Novembro de 1911  e faleceu em  Lisboa em 3 de Abril de 1999. E de sua mulher Maria Aida de Meneses de Bettencourt  que nasceu na Praia da Vitória a  9 de Setembro de 1922.



Depois do divórcio de Maria do Amparo Pereira, com quem casou em Lisboa em 1973 e de quem tem duas filhas, a cantora e atriz Lúcia Moniz (n. 1976) e , cantora e ex-atriz e actual cabeleireira Sara Moniz (n. 1980), casou-se em Lisboa a 31 de Agosto de 1991 com Idália Serrão, de quem se divorciou em 2010 e de quem tem um filho, João Salvador Serrão de Meneses Moniz (Lisboa, 1 de Maio de 1994).


Escreveu de parceria com José Jorge Letria ao longo de 25 anos, entre outros trabalhos "Rua dos Navegantes" (Prémio "Casa da Imprensa") e a cantata intitulada "Macau um Sonho Oriental", subordinada ao tema da presença dos portugueses no Oriente.

Foi membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores por dois mandatos (em 1983 e em 1991) voltando a integrar a Direcção desta Sociedade de Novembro de 2001 a Dezembro de 2003. Também foi Presidente da Assembleia-geral do Sindicato Nacional dos Músicos de 2000 a 2004.

Outubro de 2010 foi convidado para integrar a Comissão de Patronos, constituída para as comemorações do 70º Aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Em 2011 regressa à Sociedade Portuguesa de Autores na qualidade de membro da direcção.