Páginas

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Antão Martins Homem

 


Antão Martins Homem  nascei na Vila de Angra, antes de 1474  e faleceu n Praia a  5 de Dezembro de 1531.Foi o 3.º capitão do donatário da Praia, o 2.º na linha dos Martins Homem, confirmado por carta régia datada de 26 de março de 1483.


Exerceu o cargo até 1520. Sucedeu no cargo a seu pai, Álvaro Martins Homem, e foi sucedido por seu filho, também chamado Álvaro Martins Homem.  Foi fidalgo da Casa Real e padroeiro do Mosteiro de Nossa Senhora da Luz, na referida vila da Praia, actual cidade da Praia da Vitória.




terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Câmara Municipal das Velas ilha de São Jorge Açores


Esta câmara ocupa um dos palácios mais importantes da ilha São Jorge, edifício esse que foi catalogado como sendo um Imóvel classificado Interesse Público pela Resolução n.º 64/84, de 30 de Abril, publicado no Jornal Oficial, I Série, n.º 14.

Apesar da criação da Câmara Municipal em 1490, a localidade só foi elevada a vila em 1500.


Esta edificação construída no século XVIII, entre os anos de 1719 e 1744 apresenta-se com uma forte, sólida e imponente arquitectura com características marcadamente barrocas.


Foi mandado erigir por Manuel Avelar, membro de uma das mais ricas família que no Século XVIII, teve residência na ilha de São Jorge. Esta poderosa família ao longo de várias gerações fez edificar pela ilha alguns dos mais notáveis palácios da ilha de São Jorge.


Porta de entrada da Câmara Municipal de Velas, ilha de São Jorge, Açores, Portugal. O Brasão ostentado nesta porta foi elaborado com pedra retirada do Pico Alto, Toledo.



A nível de construção este edifício apresenta-se com um rodapé construído em pedra de basalto da ilha, e assenta num extenso friso. À entrada do Portão principal, ladeado por duas colunas salomónicas, torsas de alto relevo, apresenta do lado esquerdo deste, duas portas que a quando da construção inicial eram duas janelas, que correspondiam ao espaço de acesso ao celeiro de armazenamento de cereais. Por cima da fachada ostenta as armas portuguesas, gravadas em cantaria basáltica de cor preta natural.


Do lado direito deste imponente portão existem quatro janelas, que também no Século XVIII que pertenceram ao espaço onde funcionou uma cadeia para mulheres. Antes deste edifico ser ocupada pelos paços do concelho esteve aqui instalada além da referida cadeia o tribunal de Velas.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Hélio Costa o popular taxista de profissão e escritor de temas populares para as Danças de Pandeiro e bailinhos

 


O popular Hélio Costa, taxista de profissão e escritor de temas populares para as Danças de Pandeiro e bailinhos já escreveu 19 enredos para diferentes comunidades imigrantes de Terceirenses residentes na América do Norte. Nos últimos anos, as comunidades imigradas na Califórnia tem demonstrado um interesse crescente pela organização do Entrudo Tradicional da Ilha Terceira pelo que tem aumentado o número de grupos que se organizam.



Exemplo desta dinâmica é o facto de Hélio Costa ter escrito a maioria dos textos para grupos sediados na costa Oeste, que nos últimos cinco anos tem sofrido um significativo aumento.


A Califórnia é uma das zonas de fixação de grande número de imigrantes oriundos da ilha Terceira e, também, uma das comunidades imigrantes mais bem sucedidas das diversas comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.


De forma espontânea, como tem sido o Carnaval originário na ilha Terceira, este tipo de manifestação tem vindo a aumentar e a tendência é um crescimento que poderá ultrapassar o número de grupos que desfilam nos palcos da ilha Terceira durante os três dias de Carnaval.


Naturalmente que este fenómeno poderá não se desenvolver muito mais devido à diminuição da emigração dos Açores, particularmente da ilha Terceira, para a América do Norte.




sábado, 18 de fevereiro de 2023

As danças e bailinhos na ilha Terceira , remonta ao tempo dos primeiros povoadores




Nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, reside uma das formas mais peculiares do Carnaval em Portugal, as Danças e Bailinhos de Carnaval. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflecte um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos.

As danças e bailinhos de Carnaval da ilha Terceira são manifestações de teatro popular, acompanhadas por música, com textos em rima, que incluem habitualmente crítica social.



Mais de mil músicos e actores amadores actuam de forma gratuita em cerca de 40 palcos espalhados por toda a ilha, prolongando as actuações pela madrugada dentro, durante quatro dias.

As danças de pandeiro, os bailinhos e as comédias têm um texto cómico, enquanto as danças de espada representam um drama.

Desde Janeiro que decorrem os ensaios em sociedades filarmónicas ou em garagens, mas há quem também comece a preparar o Carnaval com antecedência nos bastidores.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Francisco José de Bettencourt e Ávila

 


Francisco José de Bettencourt e Ávila  nasceu nas Velas ilha de São Jorge Açores  a 24 de Maio de 1827  e  faleceu a 16 de Julho de 1888.  Foi um grande proprietário rural na ilha de São Jorge (Açores), e o 1.º e único barão de Ribeiro. Dedicou-se à cultura da vinha.


Foi a seu mando que se edificou a segunda Ermida de Santo Cristo da Fajã das Almas dado que a primitiva ermida, mandada construir por Lucas de Matos Pereira no fim do século XVII, foi destruída por incêndio no mês de Setembro de 1880.

Feito barão pelo Decreto de 3 de Junho de 1888, de D. Luís I de Portugal. Casou-se com Luísa Soares Teixeira



terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Ermida de São Lázaro em Santa Cruz cidade da Praia da Vitória

 


Erguida nos séculos XVI-XVII, integrava o Hospital de São Lázaro, no qual eram recolhidas as pessoas que sofriam de Hanseníase.


Serviu como paroquial da vila após o grande terramoto de 24 de Maio de 1614 (a "Caída da Praia"), enquanto a Igreja Matriz era reparada dos estragos então sofridos.


Encontra-se classificada no Inventário do Património Histórico e Religioso da Praia da Vitória.


A edificação, rebocada e pintada, apresenta planta rectangular e, internamente, uma única nave. A capela-mor, também de planta rectangular embora uma pouco mais estreita que o corpo principal, é designada como "cela dos leprosos", e é contígua à fachada lateral direita da capela-mor, da qual se encontra separada por três arcos abatidos assentes em quatro colunas com bases e capitéis de desenho arcaico.


Na continuidade da ermida, do seu lado esquerdo, situava-se antigamente um cemitério, do qual resta apenas um muro hoje integrado numa nova construção. A ermida encontra-se separada dos muros laterais por pilastras e toda a fachada está enquadrada por fortes cunhais. Ainda na fachada principal rasgam-se dois vãos - uma porta e uma janela -, um sobre o outro e ambos encimados por cornija. Na fachada lateral direita há uma porta cuja verga é encimada por uma cornija e por um arco, no tímpano no qual existe uma cruz e uma inscrição que reza "São Lázaro". No local do antigo lazareto, à direita da capela, encontra-se ainda uma porta encimada por volutas de desenho arcaico.


O soco, os cunhais, as pilastras, a cornija, as molduras dos vãos e os elementos decorativos são em cantaria pintada de amarelo, excepto as colunas e os arcos da "cela dos leprosos".


O telhado é rematado por uma cornija que acompanha a inclinação do telhado e se prolonga, já na horizontal, aos corpos contíguos. As coberturas apresentam-se com duas águas em telha de meia-cana tradicional dos Açores. O topo do telhado, apresenta na cumeeira o remate de cruz.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Portão do Mar de Porto-Pim na ilha do Faial Açores

 



O Portão do Mar de Porto-Pim, também referido como Reduto da Patrulha, localiza-se na confluência da rua do Pasteleiro com a travessa do Porto Pim, na freguesia das Angústias, cidade e concelho da Horta, na ilha do Faial, nos Açores. Integra o complexo das fortificações da Baía de Porto Pim.



Erguido no século XVII, tinha como função proteger o acesso ao Porto Pim, primitivo porto da Horta. Integrava o conjunto de fortificações que fechavam aquele ancoradouro, coordenadas pelo Forte de São Sebastião.


No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714) encontra-se referido como "O Reduto da Patrulha." na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710".