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sábado, 11 de fevereiro de 2023

João Inácio de Bettencourt Noronha

 


João Inácio Bettencourt de Noronha  nasceu a 9 de Fevereiro de 1820  e faleceu a  8 de Janeiro de 1908. Foi senhor de um morgado que herdou de seu pai. Foi grande proprietário de terras no concelho da Calheta, na ilha de São Jorge, nos Açores.

Foi filho de Joaquim Izidoro da Silveira Machado e de sua esposa, Rosa Cândida de Noronha.

Viveu no solar da família, na Quinta de Villa Maria, na freguesia de São Pedro, em Angra do Heroísmo.


Nas suas propriedades na Fajã de São João, Vila do Topo, na freguesia de Santo Antão, concelho da Calheta e na freguesia de Queimada e Urzelina, concelho de Velas, produzia os vinhos Verdelho e Terrantez que era produzido na ilha de São Jorge e engarrafado na Villa Maria, na ilha Terceira. Esse vinho era depois exportado para a Inglaterra e outros países do mundo.

Os rótulos de vinho existentes e que datam de 1905 e 1910, representam um dos mais antigos rótulos vinícolas dos Açores e de Portugal.


Desposou Maria José do Coração de Jesus, que havia tido, de pai não sabido, Serafim José da Silva dos Ramos. Da união nasceram:


José Pimentel Homem de Noronha, nascido em 12 de Abril de 1846 na localidade do Topo, Calheta (Açores), ilha de São Jorge, (Açores). Casou com Maria Adelaide Barcelos Machado de Bettencourt, natural da Ilha Terceira, filha de Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt e de Maria Isabel Borges do Canto Teive de Gusmão.

Serafim José da Silva dos Ramos, nasceu em 1881; casou com Maria Adélia da Silva dos Ramos em 19 de Outubro de 1907; nascida em 1886 na Ribeira Seca, Calheta, São Jorge.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Quem partiu para o Brasil da ilha de São Jorge Açores em 1880

 


1 - José Maria das Neves Azevedo

2 - José de Oliveira

3 - João Silveira de Bettencourt


4 - Maria Silveira de Jesus

5 - Jaime de Simas e Cunha

6 - Manuel Roberto da Silva

7 - João Inácio Coelho


8 - Augusto Inácio Botelho

9 - Sabina Emilia

10 - João António Azevedo

11 - Maria José da Silveira




terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Francisco Manuel Raposo de Almeida

 


Francisco Manuel Raposo de Almeida  nasceu em Rabo de Peixe ilha de São Miguel Açores a 15 de agosto de 1817  e faleceu em Pindamonhangaba a 17 de Março de 1886.  Foi um jornalista, escritor romântico, dramaturgo e teatrólogo luso-brasileiro.  Foi deputado à Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina.


Nasceu na freguesia de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel (Açores), no seio de uma família de recursos modestos, filho de António Raposo Tavares. Apesar de não ter frequentado inicialmente o sistema educativo do tempo, cedo demonstrou grande inteligência e aptidão para as letras, o que lhe permitiu mudar-se para Ponta Delgada e frequentar os meios intelectuais daquela cidade.


Terá conhecido Almeida Garrett em 1832, quando este esteve em casa do cônsul britânico William Harding Read quando de passagem pela ilha de São Miguel,  o que explicaria ter partido para Lisboa com o objectivo de estudar. Em Lisboa, foi protegido por Almeida Garrett e foi com essa protecção que frequentou o Real Colégio dos Nobres, escola onde concluiu os estudos preparatórios de Humanidades.


Matriculou-se seguidamente na Universidade de Coimbra, mas sabe-se apenas que esteve matriculado na Faculdade de Filosofia e Matemática no ano lectivo de 1840-1841. Neste último ano, ou no início do seguinte, regressou a Ponta Delgada, dedicando-se ao teatro, escrevendo e encenando algumas peças. Sabe-se que naquela cidade levou à cena uma peça intitulada O Monge da Serra d'Ossa e que em 1842 na Caloura escreveu parte do drama O Camões.


Foi apoiante do setembrismo e opositor ao governo de Costa Cabral, tendo eventualmente participado num qualquer movimento conspirativo. Terá sido por essa razão que em 1844 aparece a cumprir pena de exílio na ilha da Madeira, onde no Machico, continua a redacção do drama O Camões.

Em 1846, após o início da revolta da Maria da Fonte e aparentemente ainda por razões políticas, transferiu-se para o Brasil, fixando-se inicialmente na cidade do Rio de Janeiro.


Na cidade do Rio de Janeiro foi inicialmente solicitador e escriturário, tendo trabalhado nessa capacidade para a comunidade de comerciantes portugueses ali fixados até 1848. Nesse ano mudou-se para Santos, onde abriu uma tipografia, a Typographia Imparcial, mantendo-se nesse ramo de negócio entre 1848 e 1853. Foi nessa tipografia que editou algumas das suas obras, entre as quais o drama O Camões (1851).  Ingressou então na docência de primeiras letras, sendo sucessivamente professor em Pindamonhangaba (1853-1857), na cidade do Rio de Janeiro (1857-1858), na cidade do Desterro, hoje Florianópolis (1858-1862), na cidade do Salvador (1862-1865), no Recife (1865-1870), em Goiana (1870-1873) e, de novo, em Pindamonhangaba, onde faleceu.


Durante a sua permanência em Desterro (Florianópolis), foi deputado à Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina na 13ª legislatura (1860 — 1861).


Paralelamente à sua actividade profissional, dedicou-se à escrita, revelando-se um escritor romântico e polifacetado, cultivando diversos géneros literários. Cultivou o teatro, a poesia, o romance, o artigo literário e político, a dissertação académica, o ensaio histórico e biográfico e as memórias. Sendo professor, também se dedicou às obras de carácter didáctico, deixando várias publicadas. Também deixou poesia lírica dispersa.  Contudo a áreas a que deu mais importância foram a história, o teatro, tendo sido membro do Conservatório Dramático do Rio de Janeiro (1847), e o jornalismo, tendo fundado e dirigindo vários jornais.


Deixou dispersos vário trabalhos históricos, em especial sobre história sacra, incluindo várias memórias sobre os jesuítas em Pernambuco e sobre vários estabelecimentos pios, incluindo o Recolhimento da Glória. Um dos seus trabalhos, a "Breve Memória sobre o Método mais Fácil de Investigar, Coleccionar e Organizar os Materiais de História", publicado em 1868 na Revista do Instituto Pernambucano, foi estimado pelos historiógrafos brasileiros.



domingo, 5 de fevereiro de 2023

Igreja de Santa Cruz na Lagoa ilha de São Miguel Açores




A Igreja Matriz de Santa Cruz   fica localizada  na  Lagoa, na  ilha  de São Miguel Açores.

É já referida por Gaspar Frutuoso que nela serviu como pároco interino de 1558 a 1560. O mesmo Frutuoso informa que, em 25 de Agosto de 1507, foi visitada pelo bispo de Tânger, D. João Lobo, que nela ordenou alguns sacerdotes.


Durante os primeiros anos do século XVI este templo recebeu especial protecção de Álvaro Lopes do Vulcão. Segundo o testamento deste, tinha já cinco confrarias em 1543. Segundo se depreende do citado Frutuoso e também de uma tradição que corre na Vila da Lagoa, esta igreja de Santa Cruz teria sido aumentada entre 1583 e 1586. Na verdade, nos termos de casamento dessa época diz-se que a ermida do Rosário servia de matriz, o que significa que se andava em obras em Santa Cruz. O quadro de eclesiásticos deste templo era numeroso, não faltando nele um organista e um mestre de capela.


Este templo possui algumas curiosidades dignas de nota. O púlpito, cujo docel é um trabalho admirável e tem a data de 9 de Outubro de 1782, veio do Convento de São Francisco de Ponta Delgada. Havia um órgão antigo mas, em 1894, foi substituído por outro construído em Ponta Delgada, sob a direcção do padre Serrão.


O relógio da torre veio de França e começou a funcionar em 24 de Outubro de 1909. Já em 3 de Janeiro de 1692, o vigário Salvador de Sousa tinha exposto a necessidade de um relógio. A actual frontaria e a sua torre foram levantadas no ano de 1844.



sábado, 4 de fevereiro de 2023

Museu do Vinho na Madalena ilha do Pico Açores

 


O Museu do Vinho localiza-se na freguesia e Concelho de Madalena, na Ilha do Pico, nos Açores. Integra a Rede Regional de Museus como extensão do Museu do Pico e foi criado em 1999.


Encontra-se instalado nas dependências do antigo Convento da Ordem do Carmo, que remonta aos séculos XVII/XVIII, e que se constitui num símbolo arquitetónico da fase áurea do "Ciclo do Vinho Verdelho" na ilha.


Compreende a casa conventual dos frades carmelitas, o armazém dos lagares e alambiques, uma vinha, um edifício construído de raiz que alberga um lagar de três bicas, um miradouro e uma mata de seculares dragoeiros ("Dracaena draco"), cuja idade está estimada entre 500 e 1000 anos.


Inaugurado em 1999, o espólio do museu é essencialmente constituído por peças etnográficas, objetos ligados aos ciclos - vegetal, industrial e de socialização - da vitivinicultura.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Duarte Barreto do Couto

 

Duarte Barreto do Couto  nasceu no Algarve no  século XV  e faleceu na ilha da  Graciosa, c. 1475.  Mais conhecido por Duarte Barreto, foi o primeiro capitão do donatário na ilha Graciosa (ou pelo menos de parte dela). Faleceu na sequência de uma incursão castelhana na ilha, provavelmente levada a cabo por corsários, durante a Guerra da Beltraneja.


Duarte Barreto do Couto foi irmão de Iria Vaz do Couto, a primeira mulher de Vasco Gil Sodré, e casado com a irmã deste, Antónia Sodré, o que fazia dos dois homens duplamente cunhados. Embora sejam escassas as evidências documentais, Duarte Barreto, fidalgo do Algarve, foi capitão do donatário na parte sul da ilha Graciosa, no território que depois corresponderia ao hoje extinto concelho da Praia da Graciosa.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Quem foi António Bicudo Carneiro

 



António Bicudo Carneiro, segundo historiadores, pertencia a uma família de judeus sefarditas provenientes da Península Ibérica, sendo considerado pela Comunidade Israelita de Lisboa como um cristão novo.


Os judeus sefarditas ou marranos, eram povos que habitavam Portugal e a Espanha durante séculos e foram perseguidos pelo Tribunal do Santo Ofício criado pela Igreja Católica, ficando conhecido como o período da Inquisição.


Os judeus foram expulsos da Espanha em 1492 e muitos foram para Portugal, que dera abrigo temporário. No entanto, em 1496 o rei D. Manuel I, sob influência da Espanha e da Igreja Católica, determinou a expulsão dos judeus de Portugal sob pena de morte.


Para sobreviver inúmeros judeus se passavam por católicos, denominados de cristãos-novos. Além disso, muitos judeus fugiram para outros países, incluindo o Brasil.


António Bicudo Carneiro, era de família judia e cristão-novo, nasceu em Ponta Delgada, situado na ilha de São Miguel, pertencente à região autônoma dos Açores, Portugal. A data de nascimento é incerta, porém acredita-se que ele tenha nascido por volta do ano de 1.540.


Era filho de Vicente Annes Bicudo e Mecia Nunes. Seu pai era escrivão na Vila da Ribeira Grande, Açores e capitão de uma companhia, faleceu nesta Vila aos 27 de agosto de 1582.


Seus irmãos eram: Matias, Francisco, Nuno, Isabel, Jerônima, Manule, Guiomar, Beatriz e Vicente.


Antônio Bicudo Carneiro, na companhia de seu irmão Vicente Bicudo, saíram da ilha de São Miguel para a capitania de São Paulo, por volta do ano de 1585, no período de seu povoamento.


No ano de 1610, requereu à Camâra de São Paulo 300 braças de terra em quadra, partindo pelo rio de Carapicuíba, declarando que há muitos anos que habitava aquela terra, onde sempre ajudavam com suas pessoas e armas ao bem público nas guerras contra os portugueses.


António se casou com Izabel Rodrigues e tiveram 6 filhos: Antonio Bicudo, Domingos Nunes Bicudo, Marta Mendonça, Jerónima de Mendonça, Guimar Bicudo, Maria Bicudo (também conhecida com Mécia Bicudo).


A maioria dos filhos de Antônio Bicudo Carneiro se casaram e tiveram filhos, continuando a linhagem familiar.


Dessa forma, há inúmeros descendentes da família de António Bicudo Carneiro vivos no Brasil, sendo que muitos deles podem ser identificados através de estudos genealógicos.


Assim, é possível que os descendentes de António Bicudo Carneiro e de outros judeus sefarditas expulsos de Portugal, tenham direito à cidadania portuguesa.