domingo, 12 de dezembro de 2021
O primeiro uso registrado de uma árvore para celebrar o Natal foi em 1510
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
Recordar o Tony's Bar
António Pereira de Sousa Machado, nasceu a 10 de Dezembro de 1956 na freguesia das Fontinhas ilha Terceira. Era filho de João Pereira de Sousa e de Emelina Meneses Pereira. Tinha dois irmãos Daniel Sousa e Aurélia Sousa. Casou com Dora Maria Neto Machado Sousa da qual teve duas filhas: a Renata Machado Sousa e Mónica Machado Sousa.
António Pereira de Sousa Machado, destacou-se na ilha Terceira onde era bem conhecido pela sua simpatia como empresário e empreendedor. Um grande homem de trabalho bem conhecido por todos. Trabalhou no Bambu, residencial Cruzeiro, antigo Caniço, Restaurante Beira mar como chefe de sala . Inaugurou a maior discoteca da ilha, a twin's com os irmãos Almeidas, sempre chefe de bar.
A 15 de Novembro de 1982 fundo o Tony's Bar na freguesia de São Bento.
A 31 de Outubro de 1995 com 33 anos fundou a empresa de catering que ainda hoje é gerida pelas suas filhas.
Esta é uma homenagem a um homem que fez parte da nossa memória colectiva de grande carácter, simpatia e dedicação. Homem que recebia bem sempre com um sorriso no rosto.
Faleceu a 3 de Março de 2001 com 44 anos.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Fabrica de Chá do Porto Formoso do Engenheiro José António Pacheco
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
Ermida de Jesus, Maria, José ilha de Santa Maria Açores
A Ermida de Jesus, Maria, José localiza-se no extremo norte da praia de São Lourenço, na freguesia de Santa Bárbara, concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Foi erguida em 1717 por iniciativa do padre Belchior Barreto, que foi vigário de quase todas as freguesias da ilha, tendo entretanto se mantido mais tempo na de Santa Bárbara. Referido como de posses, entre elas contavam-se terras de vinha na fajã de São Lourenço.
A ermida remonta ao século XVIII, integrante do chamado "Solar Vermelho". De acordo com o padre Jacinto Monteiro, o solar e a sua quinta pertenceram em tempos idos à família dos Sousa Coutinho, encontrando-se à época nas mãos da família Gago da Câmara.
Em alvenaria de pedra rebocada e caiada, apresenta planta retangular com a sacristia adossada à fachada lateral direita e uma construção de apoio.
A fachada é emoldurada por dois cunhais encimados por pináculos, um soco e uma cornija que acompanha e remata as águas do telhado, com uma cruz na cumeeira. A portada é emoldurada por pilastras e cornija dupla onde assentam pináculos laterais e um elemento decorativo/simbólico em relevo ao centro.
Do lado direito da fachada ergue-se um campanário, com sino, recuado em relação à fachada mas saliente em relação ao corpo da sacristia ao qual se adossa. Tem vão rematado em arco de volta perfeita, encimado por uma pequena cornija e está assente no prolongamento da cornija da fachada.
A cobertura é de duas águas, em telha de aba e canudo, rematada por beiral simples.
No interior destaca-se, no frontão do altar, um painel de azulejos em estilo barroco, representando três frades e três freiras de joelhos diante da Sagrada Família, juntamente com o Morgado Sousa Coutinho e sua esposa. Estes últimos trajam vestes de gala com cabeleiras empoadas à moda pombalina.
É acedida por uma rampa na antiga quinta. No cimo da rampa, um segundo portão dá acesso à parte mais privada da quinta e, à esquerda, a uma série de degraus que levam ao adro da ermida. Todo o muro de suporte da propriedade, situada numa plataforma elevada, é rebocado e pintado de almagre. No extremo esquerdo da plataforma, junto ao muro, está um mirante rústico, integrante da propriedade.
sábado, 4 de dezembro de 2021
O Senador João Joaquim André de Freitas nasceu na ilha das Flores Açores
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
Lília Cabral Cabral Bertolli Figueiredo descendente da ilha de São Miguel Açores
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
1° de Dezembro de 1640 – Restauração da Independência de Portugal
Bandeira azul e branca
Miguel Villas-Boas ♔ |
Não fora o facto da ânsia de liberdade ir fazer eclodir, por fim, a revolta na capital, aquele dia 1 de Dezembro do ano de 1640, em tudo se assemelhava a um normal dia de Outono, pois a cidade de Lisboa acordara para o rame-rame habitual: os coches a rolarem com as senhoras da nobreza que se dirigiam para a missa, os operários das diversas guildas a desempenharem os seus mesteres, as tabernas com os habitués. Mas sentia-se o odor a mistério e a conspiração no ar! E os avisados, de quando em vez, desligavam-se da rotina dos seus afazeres e olhavam em volta procurando desenvolvimentos.
Assomaram então no Paço da Ribeira, como que surgidos de uma bruma que nem havia, o grupo patriótico dos 40 e tal Conjurados, entre eles, D. Antão de Almada - Conde de Avranches -, D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello. Também, além de outros, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado, Fernão Telles de Menezes, D. Manrique da Silva, Bernardim de Távora e o Dr. João Pinto Ribeiro.
Às 9h15m certas, invadiram o palácio da Duquesa e dominaram-lhe, facilmente a Guarda Alemã, subiram a escadaria e assomaram Francisco Soares de Albergaria e António Correia que perante a arrogante resistência foram despachados a chumbo; o Povo, que entretanto se juntara por passa a palavra e que desemborcara serpenteando de todos os lados, seguindo o Crucifixo do Padre Nicolau, ficou a aguardar no Terreiro do Paço o sinal de que a revolução tinha sido bem-sucedida, o que ocorreria com a defenestração de Miguel de Vasconcellos.
Miguel de Vasconcellos e Brito, Senhor do Morgado da Fonte Boa, era um oportunista político, tornando-se odiado pela nobreza e pelo povo por, sendo português, trair a sua Pátria e colaborar com a representante real servindo assim por interposta pessoa um Príncipe estrangeiro, Miguel de Vasconcellos seria a última e justa vítima da Restauração.
Aproximando-se o Natal do ano 1640, como a maioria dos castelhanos partira para Espanha, na capital portuguesa, ficaram a Duquesa de Mântua, a espanhola que, desde 1634, ocupava o cargo de Vice-Rei de Portugal, e o seu Secretário de Estado, o português Miguel de Vasconcellos e Brito. Margarida de Sabóia, Duquesa consorte de Mântua, era filha de Carlos Emanuel I, Duque de Sabóia e da Infanta Catarina Micaela de Espanha o que fazia dela neta materna de Felipe II – Felipe III de Espanha, o Rei-planeta - e prima direita de Felipe III – IV de Espanha. Esse parentesco fazia da Duquesa de Mântua um importante membro da família imperial dos Áustria ou Habsburgos, e por meio de uma aliança matrimonial casou com o futuro duque Francisco IV de Mântua e de Montferrat. Para esta nomeação na qual exerceu as funções de vice-rei de Portugal, em dependência do rei de Espanha, valeram-lhe as relações de parentesco real, mas, pela sua importância, devem ser reconhecidos os esforços de Diogo Soares, do Conselho de Portugal na capital espanhola, valido do Conde-Duque de Olivares e parente de Miguel de Vasconcellos que, em 1635, foi nomeado Secretário de Estado de Portugal, encarregando-se do governo do Reino.
Após, penetrarem no palácio, os patrióticos Conjurados procuraram pelo insidioso traidor, mas do secretário de estado nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcellos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nenhum sinal da criatura.
Ora acontece que Miguel de Vasconcellos, espantadiço, quando se apercebeu que não podia fugir, encolhera-se num armário fechado por dentro, com uma arma em riste. Mas o tamanho do armário era diminuto e o fugitivo, ao tentar posição mais confortável, remexeu-se lá dentro, restolhando a papelada lá guardada, denunciando-se. Foi quanto bastou para os Conjurados patriotas rebentarem a porta e o crivarem de balas. Era hora de dar o sinal ao Povo atirando o traidor pela janela fora!
Ainda antes, os Conjurados proclamaram “Rei” Dom João II de Bragança, aos gritos de:
"Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei Dom João IV!”
Depois de D. Miguel de Almeida gritar à janela do Paço Real, “o Duque de Bragança é o nosso legítimo Rei!”, ocorreu, então, a célebre defenestração sendo o corpo de Miguel de Vasconcellos arremessado pela janela, caindo, ressupino, no meio de uma multidão enfurecida que acicatou sobre o cadáver todo o ódio acumulado por 60 anos de ocupação, cometendo verdadeiras atrocidades. Depois de ofendido pela turba justiceira, o destroço - que outrora constituiu um corpo - foi deixado in loco na marca da queda para ser desgastado e corroído pelos cães - sinal da mais genuína profanação e destino merecido por todos os traidores da Pátria.
A Duquesa de Mântua, abandonada pela guarnição castelhana, tentou, em vão, aplacar os ânimos do povo amotinado na Praça. Terá sido neste transe que, diante dos Conjurados, tentando assomar à janela do Paço para pedir a lealdade do povo, D. Carlos de Noronha, um dos líderes da sublevação, lhe terá remetido a frase:
"Se Vossa Alteza não quiser sair por aquela porta, terá que sair pela janela...".
Temendo o mesmo destino, o de ser defenestrada como Miguel de Vasconcellos e Brito, isolada e sem apoios locais, a Duquesa, foi aprisionada nos seus aposentos.
Eram 9h30m do 1.º de Dezembro de 1640 e a Revolução, que pôs fim ao domínio castelhano de seis décadas, durou um curtíssimo quarto de hora e foi imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais em todo o país.
A 6 de Dezembro, D. João II, Duque de Bragança, desembarcaria na Casa da Índia e, como um César vitorioso, entraria triunfante, em Lisboa, para o seu desfile perante a ovação e os “Vivas!” de todos.
Viv’á Restauração! Viv’ó 1.° de Dezembro! Viva Portugal Independente!
Cortesia a Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica


















