quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Escravos Açorianos no Brasil
domingo, 10 de outubro de 2021
As primeiras famílias que povoaram os Açores
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
Quem eram os primeiros povoadores do Arquipélago dos Açores
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
Alfred Lewis fundador do romance luso-americano nasceu na ilha das Flores Açores
Romancista, contista, poeta e dramaturgo, Alfred Lewis, nascido Alfredo Luís, em 1902, na ilha das Flores, emigrou para os Estados Unidos aos 19 anos de idade, em 1922, nos últimos anos da segunda onda de emigração portuguesa para aquele país.
Lewis era filho de baleeiro, imigrante pertencente à primeira onda ligada à indústria baleeira americana, cujos grandes barcos faziam escala nos Açores para reabastecimento e recolha de tripulantes.
Se, como profissional, Lewis granjeou um certo êxito (formou-se em Direito e exerceu o cargo de Juiz Municipal), não foi menos o seu triunfo nas letras. Com efeito, Lewis tornou-se o primeiro e único imigrante português a conquistar a atenção do público vasto de língua inglesa.
Ele é autor de contos publicados numa revista literária de prestígio nacional, Prairie Schooner, tendo estes relatos dramáticos, que descrevem uma sociedade multi-racial, composta de mexicanos, portugueses, arménios e anglo-americanos, merecido referência numa antologia de grande renome, The Best American Short Stories, dois anos seguidos, em 1949 e 1950.
O seu maior sucesso editorial foi "Home is an Island" (1951), romance autobiográfico cujo protagonista jovem está prestes a emigrar para a América, descrevendo a vida numa pequena aldeia nos Açores, no princípio do século XX
terça-feira, 5 de outubro de 2021
Domitila de Castro Canto e Melo era filha de um Açoriano
domingo, 3 de outubro de 2021
Convento de São Francisco cidade da Horta ilha do Faial Açores
O Convento de São Francisco é um convento português que se localiza no concelho da Horta, ilha do Faial, arquipélago dos Açores.
Este convento foi fundado no início do século XVI e desde então passou por muitas vicissitudes, entre as quais o facto de ter sido incendiado por corsários ingleses em 1597. Após este acto bárbaro foi reconstruído, mas ficou muito danificado com um temporal em 1668, pelo que a comunidade decidiu construir uma novo edifício, em local mais recuado em relação ao mar.
Em 1696 deu-se início à construção da actual Igreja de Nossa Senhora do Rosário, concluída em 1700, ano em que se começou a construir o convento. Após a extinção das Ordens Religiosas, ocorrida em Portugal no contexto da consolidação do Liberalismo, no final da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), este convento é doado, corria o ano de 1835, à Santa Casa da Misericórdia da Horta. Nele é então instalado o Hospital da Misericórdia e o Asilo de Mendicidade.
Na noite de 4 de Maio de 1899 um violento incêndio destruiu por completo o então hospital e asilo, tendo-se salvado apenas a igreja, a muito custo.
Foi na sequência deste incêndio que se construiu o Hospital Walter Bensaude. No local do convento foi edificado um novo edifício, a partir de 1901, onde está hoje instalado o Lar de São Francisco, da SCMH.
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
Lagar de Diogo Fernandes Faleiro na ilha de Santa Maria Açores
O Lagar de Diogo Fernandes Faleiro localiza-se na foz da Ribeira do Aveiro, no lugar da Maia, freguesia do Santo Espírito, concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Construído anteriormente a 1579 por Diogo Fernandes Faleiro, aqui eram produzidas anualmente vinte pipas de vinho. Este proprietário liga-se à colonização açoriana do Brasil, uma vez que, de acordo com o cronista:
"O mesmo Diogo Fernandes Faleiro tem na sua vinha, no meio da rocha feito, um lagar de uma só pedra, muito bem feito, em que faz todo o seu vinho, e o mesmo, no ano de mil e quinhentos e setenta e nove (porque não é bem passar com silêncio uma obra de tanto louvor), sendo de muita esterilidade, como haviam sido já outros atrás, de que ficaram os moradores da ilha tão atribulados e pobres, que não se podiam manter nela, vendo ele alguns parentes seus em semelhante aflição, os persuadiu que se quisessem sair daquela miséria e se fossem para o Brasil, para o que gastou com eles, provendo-os de todo o necessário para a sua embarcação, duzentos mil réis, e mais não sendo ele tão rico, que pudesse fazer tão grossa esmola, sem notável trabalho seu e despesa de sua fazenda, ajudando-os, e, além da dita despesa, com diligências e ocupações de sua pessoa e dos seus, de sua casa, a embarcar, animando-os com grande fervor e caridade."
A mais antiga notícia que nos fala da saída de alguns casais para o Brasil é- -nos fornecida por Gaspar Furtuoso, primeiro historiador micaelense (1522-1591), que escreveu as suas crônicas no terceiro quartel do século XVI. Escreve o cronista a dado passo que “… no ano de mil quinhentos e setenta e nove, sendo de muita esterilidade, como haviam sido muitos atrás desse, ficaram os moradores da ilha tão atribulados e pobres, que não se podiam manter nela, vendo ele [Diogo Fernandes Faleiro] alguns parentes seus em semelhante aflição, os persuadiu que se quisessem sair daquela miséria e se fossem para o Brasil, para o que gastou com eles, provendo-os de todo o necessário para sua embarcação, duzentos mil reis…”





























