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domingo, 18 de julho de 2021

Mário de Azevedo Gomes

 

Mário de Azevedo Gomes  nasceu em Angra do Heroísmo a  22 de Dezembro de 1885  e faleceu em Lisboa a 12 de Dezembro de 1965.  Foi um silvicultor, botânico, professor universitário e político português. Entre outras funções de relevo foi responsável pelo ministério da Agricultura de 24 de Dezembro de 1923 a 28 de fevereiro de 1924.

Mário de Azevedo Gomes foi filho do comandante Manuel de Azevedo Gomes e de sua esposa Alice Hensler, a filha de Elise Hensler, a condessa de Edla.

Licenciou-se em Engenharia Agronómica em 1907, enveredando por uma carreira na área da silvicultura e da investigação e docência universitária.

Foi admitido como docente do Instituto Superior de Agronomia em 1914, exercendo funções docentes até 1946. Voltou à docência em 1951, jubilando-se em 1955.

Foi fundador e primeiro diretor da Estação Agrícola Nacional e dirigiu os programas de extensão rural, então designados por instrução agrícola, entre 1919 e 1925.

Entre Dezembro de 1923 e Fevereiro de 1924, foi ministro da Primeira República Portuguesa, integrando o executivo presidido por Álvaro de Castro.

Após o Golpe de 28 de Maio de 1926 aderiu à oposição democrática, sendo uma das figuras mais ilustres da oposição anti-salazarista.

Foi colaborador da Seara Nova e membro da Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática (MUD), à qual presidiu. Em 1946, foi-lhe instaurado um processo disciplinar por ter redigido um manifesto crítico sobre o posicionamento de Portugal face à Organização das Nações Unidas (ONU), de que resultou a sua demissão do lugar de professor da Universidade Técnica de Lisboa. Foi readmitido em 1951, jubilando-se em 1955.

Em 1948, já depois da extinção do MUD, presidiu à comissão central da candidatura a Presidência da República o general Norton de Matos.

Foi o primeiro subscritor do Programa para a Democratização da República (1961), um manifesto da oposição democrática assinado por outras figuras de grande prestígio nacional, entre as quais Jaime Cortesão.

Na década de 1950 elaborou vários estudos sobre os solos, clima e aspetos florestais do Parque da Pena, em Sintra.

Casou em Sintra com Cristina Leopoldina Sousa de Menezes Marcellin Chambica (1891-1982), com quem teve 7 filhos.


A 30 de junho de 1980, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.




terça-feira, 13 de julho de 2021

Francisco Pereira de Macedo Barão e Visconde do Cerro Formoso Brasil





Francisco Pereira de Macedo, barão e visconde do Cerro Formoso, nasceu no Rio Pardo a 2 de Março de 1806  e faleceu  em Porto Alegre a 11 de Janeiro de 1888. Foi um nobre Brasileiro.


Filho de Manuel de Macedo Brum da Silveira e de Ana Maria da Assunção, naturais das Lajes ilha do Pico Arquipélago dos Açores. Casou-se com Francisca Joaquina de Sampaio filha de Francisco José de Sampaio e Ursula Maria das Dores.

Hospedou D. Pedro II e sua comitiva, em Lavras do Sul, no caminho de Uruguaiana, no início da Guerra do Paraguai. Na ocasião o imperador foi recebido por uma banda composta por 60 escravos, tocando o Hino Nacional, além disso Francisco Pereira Macedo alforrou 50 escravos para que fizessem parte do exército, além de quatro de seus filhos terem se engajado às tropas, tendo também fornecido grande quantidade de cavalos.

Amante da música contratou Tomás do Patrocínio, irmão de José do Patrocínio, para instruir seus músicos escravos. Em 1884 alforrou todos seus escravos, se antecipando à Lei Áurea o que influenciou os fazendeiros da região a fazerem o mesmo.


 Descendência: 1- Capitão Manuel de Macedo Neto 2- António Leal de Macedo 3- Major Francisco Pedro de Macedo Filho 4- Major José Pereira de Macedo 5- Ursula de Macedo 6- Amália de Macedo 7- Ana Assunção de Macedo


domingo, 11 de julho de 2021

Laurinda Andrade foi editora e directora da edição, semanal, do Jornal “Tribuna”, de Newark, em New Jersey

 


Laurinda Andrade (Laurinda C. Andrade) nasceu em 1899, na ilha Terceira-Açores.

Emigrou com 18 anos, para os Estados Unidos da América.


Formou-se na Pembroke College of Brown University, em Providence, Rhode Island.

Foi editora e directora da edição, semanal, do Jornal “Tribuna”, de Newark, em New Jersey.

Em 1942, regressou a New Bedford para introduzir o ensino da língua portuguesa na escola secundária da referida cidade. Lecionou inglês e francês e encontrou muita resistência à introdução da língua e cultura portuguesas. Após uma luta considerável, foi criado, em 1955, o primeiro departamento de língua portuguesa, no colégio da cidade de New Bedford.

Em 1944, com a colaboração do proprietário e director do “Diário de Noticias” fundou a Portuguese Educational Society, em New Bedford, para promover o intercâmbio cultural entre os EUA, Portugal e Brasil.

Em 1948, fez o mestrado, no departamento espanhol da Columbia University, em New York, concentrando-se no grande escritor brasileiro Luiz António Machado de Assis.

Em 1950, foi convidada a assistir ao primeiro Colóquio Luso-Brasileiro, realizado na biblioteca do Congresso.

Em 1966, apresentou a sua autobiografia, tendo a mesma sido publicada em 1968. Esta encontra-se entre as colecções da biblioteca do Congresso.

Em 1971, e após a aposentação de Laurinda Andrade, a língua portuguesa era leccionada em quatro escolas públicas de New Bedford. Cerca de 300 pessoas, com apelidos portugueses, frequentavam esta escola.


Faleceu em Setembro de 1980, com 80 anos de idade.




sexta-feira, 9 de julho de 2021

A Lenda das Varas do Espírito Santo é uma tradição oral da ilha de São Jorge Açores.

 

Há muitos séculos, a população da ilha tinha caído num grande desleixo para com o seu semelhante: havia desavenças por todo e qualquer motivo e todo o tipo de abusos. Nas igrejas os padres pregavam pedindo penitência e humildade e anunciavam castigos de Deus. Mas o povo não se emendava, continuava com os seus abusos e desavenças, maltratando-se uns aos outros.


No dia 1 de Maio de 1808 começaram a sentir-se grandes tremores de terra por toda a ilha, aconteceram grandes terramotos. Toda a ilha era abalada com violência. No cimo da serra central da ilha deu-se então uma grande erupção. Cinzas vulcânicas e lavas desceram das serras, aterrorizando as populações que nas partes baixas da ilha viam as lavas incandescentes a vir na sua direcção. O castigo para os pecados tinha chegado, gritavam os padres nos altares e as pessoas de boa alma nas ruas.


Segundo reza a lenda, a erupção aconteceu próximo da localidade de Santo António, nas imediações do Pico da Esperança. Foram atiradas pedras incandescentes até grandes alturas e a lava correu vulcão abaixo numa ribeira lenta, muito quente e caudalosa, em direcção ao mar.

Nas aldeias muitas pessoas choravam e rezavam, impotentes, perante a violência da natureza. Outras desorientadas, corriam de um lado para o outro numa tentativa vã de encontrar abrigo. Foi então que um padre franciscano, dotado pela população do epíteto de "o Malagueta", e que tinha o cargo de guardião do convento e dos demais padres seculares, teve a ideia de todos, cheios de fé saírem numa procissão fazendo preces a Deus para que parasse a erupção. Com eles levavam coroa do Espírito Santo de um dos Impérios da Vila das Velas e iam dentro de um quadro formado por varas do Espírito Santo.

Seguiram pelas ruas da localidade de Santo António, cujas casas se encontravam no caminho do rio de lava. Aproximaram-se o mais possível da lava que corria lenta e pastosa, e nesse local atiraram as varas do Espírito Santo para o chão, de forma a que formassem um traçado, um caminho que queriam que a lava tomasse, que a levasse ao mar.

Fizeram-no com tanta fé que pouco depois o rio de lava começou a mudar a sua trajectória, encaminhando-se para o mar, seguindo assim o caminho traçado pelas varas do Espírito Santo. A população ainda chorosa e atónita, estarrecida de medo e admiração, começou a agradecer ao Divino Espírito Santo. Fizeram-Lhe muitas promessas por os ter protegido da lava.


Foi então assim, reza a lenda, que se começaram a fazer outros impérios e a distribuir muitas esmolas aos mais pobres por ocasião das festas do Espírito Santo.




terça-feira, 6 de julho de 2021

O Açoriano que fundou a cidade de Vassouras no Brasil e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa


Francisco Rodrigues Alves (Açores, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846) foi um proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa.

Filho de Félix Rodrigues Alves e Teresa de Sousa Furtado, nasceu na freguesia de São Pedro da Ponta Delgada, ilha das Flores, Açores, Portugal. Emigrou para o Brasil ainda pequenino e junto de seus pais ficou estabelecido na região de Sacra Família do Tinguá, actualmente parte de município de Engenheiro Paulo de Frontin.

Em 5 de Outubro de 1782, ele e seu sócio Luís Homem de Azevedo receberam uma sesmaria descrita e localizada no "Sertão da Serra de Santana, Mato Dentro por detrás do Morro Azul". Posteriormente estas terras foram conhecidas como Vassouras, em razão de uma vegetação rasteira que era abundante na região.


Foi um dos primeiros que plantou o café no Vale do Rio Paraíba do Sul, pois em 1792 ele já cultivava "uma horta de cafezeiros, os quais produziam o fruto apenas indispensável para o uso da família" conforme o relato colhido em 1852 por Alexandre Joaquim de Siqueira, o primeiro historiador vassourense.


Nessas suas terras surgiu uma pequena povoação a qual foi erigida, pelo decreto de 15 de Janeiro de 1833, em vila de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras. Portanto, é considerado o fundador da cidade de Vassouras.

Com sua mulher Antónia Barbosa de Sá, de antiga família carioca, foram pais de cinco filhos e origem de uma grande descendência que incluiu por nascimento ou casamento; os barões de Santa Justa, o barão de Ribeirão, o visconde de Cananéia, o barão de Avelar e Almeida, o barão de Maçambará, o visconde de Ibituruna, o barão de Santa Fé, o barão de Meneses, os políticos Maurício de Lacerda e Carlos Lacerda, o jurista Sebastião Lacerda, o escritor Aureliano Cândido Tavares Bastos, o ministro Raul Fernandes, o médico José Jerônimo de Azevedo Lima, o engenheiro Wilkie Moreira Barbosa  , o cantor Lobão, além de muitos outros.



domingo, 4 de julho de 2021

Solar de Santo António na ilha de São Jorge Açores

 

O Solar de Santo António é um solar português do século XIX localizado no caminho entre a freguesia da Calheta e a freguesia da Ribeira Seca no concelho da Calheta, ilha de São Jorge, Açores.


Apresenta-se como uma construção sólida dotada de excelente cantaria de basalto de cor negra que se podem ver tanto em redor das janelas e das portas, mas também das esquinas.


Sobre a porta principal do solar é possível ler a inscrição: MASS 1822, que será a data de edificação do solar.


Anexa a este solar encontra-se a Ermida de Santo António que foi construída em 1816.