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quinta-feira, 1 de julho de 2021

João Inácio de Sousa

 

João Inácio de Sousa  nasceu em Santo Amaro  vila das Velas ilha de São Jorge e faleceu a 28 de Março de 1849  e faleceu em  Bakersfield (Califórnia) a  5 de Abril de 1925  foi um filantropo de origem açoriana.


Emigrante nos Estados Unidos onde fez fortuna, legou a sua enorme fortuna à Santa Casa da Misericórdia de Velas e ao Asilo de Mendicidade de São Jorge, hoje denominado Casa de Repouso João Inácio de Sousa.


Foi erguido um monumento em sua homenagem na praça principal da vila de Velas.




terça-feira, 29 de junho de 2021

Os primeiros imigrantes que vieram das regiões da Holanda e Bélgica para os Açores

 


Govaert Lodwijk que deu origem aos nomes Gularte, Goulart e Luis.


Leon de Hurtere, cujos filhos emigraram para os açores, entre eles Joz van Hurtere que originou


Dultra, Dutra e Horta.


Jacob van Brugge, fundador da Vila da Praia na Ilha Terceira, em janeiro de 1451, com muitos descendentes, incluindo a família "de Bruges" local.


Willem de Kersemakere, que deu origem a Casamaca e Silveira este por sua esposa Margarida de



Sabuya possivelmente seu sobrenome original seria van der Haagen, de onde vem também Vandraga.


Willem van der Bruyn ou Guilherme de Brum.


Joz van Aertrycke que originou o sobrenome da Terra.


Pieter van de Roos, de originou os sobrenome da Rosa


Van de Olm - Fernão Dulmo, que fundou Quatro Ribeiras na Terceira.


van den Berghe (Berge)


Bettencourt


Bormans (Bermans)


Bulscamp (Bulcão)


Van Can (Cao),


Verstraeten (Estrada)


Fabritius Timmermans (Fabrício)


Van der Goes (Gois)


De Groot (Grotas)


Hustaerdt (Hustarte)



Lem, (Leme)


Van der Linden, Verlinden (Linde)


De Lis (Lis, Liz),


de Looze (Luis, Luiz)


Van Praet (Praet)


De Rouze (Rosa)


Silvester (Silvestre),




Van Rossem (Rossem)


Teeuwen, Teewen (Teves)


E os franceses:


French Bouillion (Bulhões)


Dumas (Dumas)


Jacques, Jacobs (Jacques)


Le Merchier (Lemerchier)


Pegas (Pegues, Piques)


Pernet


De Ponte, Dupont (Ponte)


Santes (Sanches, Santos)



domingo, 27 de junho de 2021

Cidade da Horta ilha do Faial Açores


Em 1465, o nobre flamengo Joss van Hurtere desembarcou na então denominada "Ilha de São Luís" (atual Faial) com mais 15 compatriotas. O grupo demorou-se na ilha por um ano, em busca de prata e estanho.


Em 1467, Hurtere retornou à ilha em uma segunda expedição. Desembarcou num trecho da costa que viria a ser conhecido como baía da Horta e, no local que escolheu para se estabelecer, que deu origem à povoação da Horta, fez erguer uma ermida sob a invocação da Santa Cruz.


Em 21 de Fevereiro de 1468, o Infante Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Donatário dos Açores, concedeu a Hurtere a Capitania do Faial. Aos primeiros povoadores - camponeses flamengos - somou-se grande quantidade de agricultores oriundos da região Norte de Portugal continental, dispostos a trabalhar arduamente nas novas terras. Hurtere, buscando novas oportunidades de negócio, atraiu uma segunda vaga de colonos, que chegaram por volta de 1470, sob o comando do também nobre flamengo Willem van der Haegen (mais tarde transliterado para Guilherme da Silveira), que trouxe administradores, comerciantes, colonos e outros compatriotas para se estabelecerem na ilha.

O filho de Hurtere, Joss de Utra (que se tornou o segundo capitão-mor ), e a filha, D. Joana de Macedo (que foi desposada por Martin Behaim, em 1486, na Ermida de Santa Cruz), permaneceram na ilha do Faial muito depois do falecimento de Hurtere, em 1495.


A ilha prosperou com a exportação de trigo e pastel. Essa prosperidade fez com que a povoação da Horta fosse elevada a vila por D. Manuel I de Portugal já no ano de 1498. No início do governo de Joss de Utra (c. 1495), o centro da futura Vila da Horta já se encontrava mais a Norte da Ermida de Santa Cruz. A primitiva Casa da Câmara e Cadeia, situava-se na altura do n.º 16 da Rua do Bom Jesus. A freguesia da Matriz do Santíssimo Salvador da Horta, a primeira freguesia paroquial a ser constituída, foi aberta ao culto em 28 de Junho de 1514.

Data de 1567 o projeto do Forte de Santa Cruz da Horta. O aumento do povoamento, por essa época, levou à constituição da freguesia de N. Sra. da Conceição (30 de Julho de 1568), e mais tarde, da freguesia de N. Sra. da Angústias (28 de Novembro de 1684), pela Diocese de Angra.

Aquando da visita do padre Gaspar Frutuoso, por volta de 1570, a vila da Horta tinha 509 fogos.



sexta-feira, 25 de junho de 2021

Glenn Medeiros



Glenn Allan Medeiros  nasceu em Lihue, Kauai a 24 de junho de 1970. É um cantor e compositor dos Estados Unidos, de origem Açoriana.

Glenn é casado desde 1996 com Tammy Ann Medeiros. O casal tem 2 filhos: Chord Medeiros, um rapaz, nascido a 3 de fevereiro de 2000 e Lyric Medeiros, nascida a 1 de maio de 2001.

Conseguiu fama internacional aos 17 anos, ao gravar um cover da balada "Nothing's Gonna Change My Love for You", gravada originalmente em 1984 por George Benson.

A versão de Medeiros conseguiu a 12ª posição no Top 100 da Billboard e o 1º lugar em Inglaterra, no ano de 1987. No Brasil, o tema fez parte da novela Mandala, da Rede Globo.

Na França, obteve um grande sucesso com Elsa em "Un Roman d'amitié".

O êxito levou-o a fazer duetos com Ray Parker Jr., com "All I'm Missing Is You", e Bobby Brown em "She Ain't Worth It" (1990).

Em 1992, gravou a faixa "Standing Alone", em dueto, juntamente com o cantor alemão Thomas Anders (ex-Modern Talking).

Hoje em dia, Glenn é professor de música,  dando aulas em vários colégios dos Estados Unidos. Em 2016, relança o álbum It´s Alright to Love, originalmente gravado em 1993 e distrubuído somente a países da Europa e da Ásia.


sábado, 19 de junho de 2021

Igreja de Santo Cristo ilha de São Jorge Açores




A Igreja de Santo Cristo também denominado Santuário da Caldeira de Santo Cristo é um templo Portuguesa localizado na Fajã da Caldeira de Santo Cristo, freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, ilha de São Jorge.


O templo desta fajã, cujo Patrono é o Senhor Santo Cristo, foi benzido no dia 10 de Novembro de 1835 embora a sua construção tenha sido iniciada em 1832. Desde essa altura que se transformou num local de culto onde vão devotos de toda a ilha. Vão para o pagamento de promessas e pedidos de graças.

A festa do Padroeiro desta igreja é no primeiro Domingo de Setembro, com missa, procissão e arrematações. Os peregrinos, praticamente de toda a ilha, deslocam-se até aqui, tanto pelo caminho da Fajã dos Cubres, como pela vereda da Caldeira de Cima que começa a grande altitude, na Serra do Topo e que tem vistas de cortar a respiração.


Apresenta trabalhos em cantaria de basalto negro onde se destaca o trabalho efectuado junto das portas e janelas e principalmente a torre sineira. Por cima da referida porta de entrada apresenta uma Cruz pintada de branco.

A referida torre sineira não é dotada de cúpula sendo rematada por quatro pináculos que lhe encimam os cantos.

No interior encontra-se uma imagem do Senhor Santo Cristo no altar-mor e nas laterais uma imagem de Nossa Senhora e outra de São José. O interior apresenta-se simples, em tons de branco e azul celeste e vermelho. O madeiramento do tecto foi elaborado de forma a dar ao edifício um agradável aspecto ao manter a cor original da madeira.



quinta-feira, 17 de junho de 2021

José Osório Goulart

 

José Osório Goulart  nasceu na  cidade da Horta a  12 de Dezembro de 1868  e faleceu na Horta a 9 de Janeiro de 1960,  mais conhecido por Osório Goulart, foi um poeta, escritor, conferencista e intelectual açoriano. Foi um dos fundadores do Núcleo Cultural da Horta e o seu primeiro presidente.

Filho de Manuel Francisco da Silva Goulart e de Maria Inácia das Neves Goulart, ambos naturais da ilha do Pico e casados no Rio de Janeiro.

Foi aluno do Liceu da Horta, tendo três anos depois de ter concluído o cursos liceal ingressado no Seminário Episcopal de Angra. Foi ordenado presbítero a 19 de Dezembro de 1891, pelo então bispo da diocese do Funchal D. Manuel Agostinho Barreto.

Regressado ao Faial, não se dedicou exclusivamente ao munus sacerdotal, antes se afirmando como um intelectual eclético, envolvendo-se em actividades diversas. Foi funcionário administrativo, advogado provisionário e professor, tendo ensinado Português no Liceu da Horta e na Escola do Magistério Primário da Horta (estabelecimento então anexo ao Liceu).

Aliás o seu envolvimento na vida cívica faialense e a sua falta de interesse pela acção eclesiástica levou-o a pedir insistentemente a dispensa de funções eclesiásticas, o que obteve em 1942.

Foi um publicista brilhante, colaborando assiduamente nos jornais O Telégrafo e Correio da Horta, de que foi fundador e primeiro director. Para além destes jornais locais, colaborou na imprensa das ilhas Terceira e São Miguel e nalguns periódicos de Lisboa e Coimbra. Na sua actividade literária foi um prosador vernáculo e um competente historiógrafo e etnógrafo, publicando múltiplos artigos de carácter científico e de divulgação sobre matérias de história e etnografia.

Para além da escrita, Osório Goulart era um orador fluente e um conferencista brilhante, tendo proferido largas dezenas de conferências e alocuções.

Osório Goulart era um nacionalista convicto, sendo adepto do Estado Novo, tendo exercido as funções de secretário do Governador Civil do Distrito Autónomo da Horta e de presidente da Junta Geral daquele distrito (1933-1935). Foi também presidente da Câmara Municipal da Horta por duas vezes, em 1918 e em 1926.

Apesar do seu ecletismo, foi na poesia que Osório Goulart mais se distinguiu. Poeta lírico e místico, assumiu-se como poeta parnasiano, a cuja escola literária se manteve fiel até ao fim da vida. Ficou conhecido como poeta da Ilha Azul  pelo amor que sempre manifestou pela ilha do Faial. Rui Galvão de Carvalho afirma que a poesia de Osório Goulart exprime delicados sentimentos e nobres ideais, ao mesmo tempo que acusa uma inspiração superior e uma sensibilidade muito requintada.


Foi um dos fundadores do Núcleo Cultural Manuel de Arriaga e depois do Núcleo Cultural da Horta, de que foi o primeiro presidente.


Por iniciativa do Núcleo Cultural da Horta foi inaugurado na marginal da cidade da Horta um busto de Osório Goulart.