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domingo, 4 de abril de 2021

A erupção do Pico Vermelho e do Chama na ilha Terceira Açores

 


No dia 21 de Abril de 1761, quando a erupção do Pico Queimado caminhava para o seu termo, nova erupção surgiu cerca de 5 km a les-nordeste do foco eruptivo inicial, num local chamado Chama ou Mistério Velho. Esta segunda erupção teve carácter marcadamente

fissural, produzindo numa primeira fase um monte de bagacina com cerca de 70 metros de altura em relação aos terrenos vizinhos, do qual eram projectadas grandes pedras e areias basálticas (cinzas) que, conforme a direcção do vento, caíam sobre quase toda a ilha.


Depois desta fase inicial, começou a ser libertado lava basáltica muito quente e fluída, que formou um pequeno lago de lava com cerca de 500 m de comprido, a partir do qual se formaram três escoadas:   uma com cerca de 250 m de comprido e 75 m de largura, que se dirigiu para leste parando no lugar do Chama, por encontrar terreno mais elevado,   uma segunda dirigiu-se para noroeste, percorrendo cerca de 2,5 km, com uma largura aproximada de 75 m, formando o mistério do Tamujal, hoje uma língua de terreno florestado; e   uma longa No dia 21 de Abril de 1761, quando a erupção do Pico Queimado caminhava para o seu termo, nova erupção surgiu cerca de 5 km a les-nordeste do foco eruptivo inicial, num local chamado Chama ou Mistério Velho. Esta segunda erupção teve carácter marcadamente fissural, produzindo numa primeira fase um monte de bagacina com cerca de 70 metros de altura em relação aos terrenos vizinhos, do qual eram projectadas grandes pedras e areias basálticas (cinzas) que, conforme a direcção do vento, caíam sobre quase toda a ilha.



Depois desta fase inicial, começou a ser libertado lava basáltica muito quente e fluída, que formou um pequeno lago de lava com cerca de 500 m de comprido, a partir do qual se formaram três escoadas:   uma com cerca de 250 m de comprido e 75 m de largura, que se dirigiu para leste parando no lugar do Chama, por encontrar terreno mais elevado,   uma segunda dirigiu-se para noroeste, percorrendo cerca de 2,5 km, com uma largura aproximada de 75 m, formando o mistério do Tamujal, hoje uma língua de terreno florestado; e   uma longa escoada que dirigindo-se para norte, em direcção à freguesia dos Biscoitos, percorreu quase 6 km ao longo de terreno muito declivoso, atingindo nalguns lugares mais de 1500 m de largura. Esta escoada dividiu-se em dois ramos, um dos quais destruiu 27 casas na freguesia dos Biscoitos, terminando junto à igreja de São Pedro no lugar denominado Juncalinho. O outro ramo correu até ao lugar do Vimeiro, formado aí um extenso mistério.


A lava emitida desta erupção era tão fluída que corria como água, formando nas zonas mais declivosas 

camadas com pouco mais de 1 m de espessura. A fluidez da lava permitia que as pessoas se aproximassem, havendo histórias de procissões feitas nos Biscoitos em que os fiéis acendiam archotes na lava incandescente.


O cone formada era assimétrico, tendo uma cratera alongada assente sobre a fissura onde se instalou aberta a norte. O cone maior era de bagacina de cor vermelho vivo, daí o nome de Pico Vermelho, estando neste momento totalmente desmantelado devido à extracção de inertes. Os restantes pequenos cones, formados sobre a fissura, são de bagacina preta, estando também muito desmantelados pela extracção.


Os terrenos cobertos pela escoada estão hoje cobertos por matas e por alguns pomares na zona de mais baixa altitude (Juncalinho e Bairro de São Pedro, na freguesia dos Biscoitos). que dirigindo-se para norte, em direcção à freguesia dos Biscoitos, percorreu quase 6 km ao longo de terreno muito declivoso, atingindo nalguns lugares mais de 1500 m de largura. Esta escoada dividiu-se em dois ramos, um dos quais destruiu 27 casas na freguesia dos Biscoitos, terminando junto à igreja de São Pedro no lugar denominado Juncalinho. O outro ramo correu até ao lugar do Vimeiro, formado aí um extenso mistério.

A lava emitida desta erupção era tão fluída que corria como água, formando nas zonas mais declivosas camadas com pouco mais de 1 m de espessura. A fluidez da lava permitia que as pessoas se aproximassem, havendo histórias de procissões feitas nos Biscoitos em que os fiéis acendiam archotes na lava incandescente.


O cone formada era assimétrico, tendo uma cratera alongada assente sobre a fissura onde se instalou aberta a norte. O cone maior era de bagacina de cor vermelho vivo, daí o nome de Pico Vermelho, estando neste momento totalmente desmantelado devido à extracção de inertes. Os restantes pequenos cones, formados sobre a fissura, são de bagacina preta, estando também muito desmantelados pela extracção.

Os terrenos cobertos pela escoada estão hoje cobertos por matas e por alguns pomares na zona de mais baixa altitude (Juncalinho e Bairro de São Pedro, na freguesia dos Biscoitos).



quinta-feira, 1 de abril de 2021

Álvaro de Ornelas foi o primeiro capitão do donatário da ilha do Pico Arquipélago dos Açores




Álvaro de Ornelas (1410-5 - ?) foi o primeiro capitão do donatário do Pico.

Filho de Lopo Esteves de Ornelas e de sua primeira mulher Maria de Ayala.
João de Barros, na Década 1, L. 1, C. 11, diz que Álvaro de Ornelas serviu o Infante D. Henrique, andou nos Descobrimentos e foi ao seu serviço para a Madeira logo no início do seu povoamento.
Como este Álvaro de Ornellas terá nascido entre 1410 e 1415, terá ido para a Madeira com seu pai Lopo Esteves de Ornelas, que já lá estava, pelo menos, em 1427.
Armou em 1446 uma caravela e fez a sua famosa expedição da Guiné e conquistou uma parte da ilha de Yomena.
O Infante D. Henrique fez-lhe doação na Madeira das terras do Caniço.
Acrescentou ao escudo da família de Ornelas duas sereias, símbolos das suas viagens.
Apesar de ser nomeado como Capitão do donatário da ilha do Pico, por volta de 1460 e depois de várias experiências de povoamento, para o que trouxe habitantes do Norte de Portugal, que chegaram a esta ilha depois de escalarem a ilha Terceira e a ilha Graciosa, nunca chegou na prática a tomar posse real da ilha.

Uma vez que a tentativa de povoamento não sortiu efeito esta foi por carta régia datada de 29 de Dezembro de 1482 anexada à já então existente capitania do Faial. Assim nasceu a capitania do Faial e do Pico que ficou na posse do já então capitão do Faial, Jobst van Hürter. Morreu em combate na Guiné, numa outra expedição.
Casou com Elvira Fernandes de Saavedra, da qual teve uma filha e três filhos:
Catarina de Ornelas, casada com Pedro Álvares da Câmara, com geração


Álvaro de Ornelas (c. 1440 - Ilha da Madeira, 11 de Janeiro de 1526), 1.º Senhor do Morgado do Caniço em 1499, Fidalgo de Cota de Armas em 1513, etc, casado primeira vez c. 1482 com Constança de Mendonça (c. 1465 - Ilha da Madeira, 13 de Setembro de 1495 - Madeira), com geração, e casado segunda vez d. 1495 com Branca Fernandes de Abreu (c. 1475 - ?), com geração
João de Ornelas, 1.º Senhor do Morgado das Fontainhas, casado com Catarina de Teive, com geração
Pedro de Ornelas, Vereador do Senado da Câmara do Funchal em 1481-2


terça-feira, 30 de março de 2021

A Capela de Nossa Senhora do Porto do Saco está ligada a D. Júlia Maria da Caridade uma das três irmãs Açorianas

 

A Capela de Nossa Senhora do Porto do Saco foi tombada pela Prefeitura Municipal de Carrancas-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Carrancas-MG

Nome atribuído: Capela de Nossa Senhora do Porto do Saco

Outros Nomes: Capela do Saco


Descrição: Localizada às margens do Rio Grande, a origem deste vilarejo, hoje distrito de Carrancas, está ligada a D. Júlia Maria da Caridade, antiga proprietária da Fazenda do Saco, que edificou uma capela feita de pedras dedicada a Nossa Senhora da Conceição, no início do século XVIII e há quem diga que essa acção foi motivada pela aparição de uma imagem da santa às margens desse rio. O Porto do Saco foi importante canal comercial de São João Del Rei antes da ferrovia para o escoamento da produção de ouro da região, desde a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto-MG, até o porto de Paraty-RJ. Após 1879, as terras foram doadas a própria capela e a quem desejasse formar um povoado em torno dela. Esta Capela está tombada pelo Instituto Estadual do Património Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA/MG e é considerada o primeiro património municipal de Carrancas. Todos os anos, em Julho, há a Festa de Imaculada Conceição. Em 2012 foi comemorado 300 anos de existência dessa histórica Igreja.

Lugar de estonteante beleza e tranquilidade e com um clima muito agradável durante todas as estações do ano. Durante o inverno o frio não é intenso mantendo os dias com sol e temperatura amena e à noite um friozinho gostoso para dormir. A época das chuvas é por volta de Setembro e Outubro, mas com temperaturas muito agradáveis. O verão é intenso, com sol e temperaturas altas para banho de piscina, na represa e curtir as cachoeiras. Além do atractivo histórico, tanto pela visitação da Capela como pela “prosa” agradabilíssima com antigos moradores, que estão dispostos a nos dar uma verdadeira aula de história. O vilarejo é banhado pela Represa de Camargos, inaugurada em 1961, feita para atender as Usinas Hidrelétricas de Camargos e Itutinga. Com grande potencial náutico para os turistas, é possível trazer lanchas, jet skis, botes e se deliciar com as águas extensas e calmas da represa.

Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Descrição: Uma das atracções culturais da cidade, a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Porto do Saco foi construída provavelmente no início do século XVIII, a mando de Júlia Maria da Caridade, uma das três irmãs ilhoas*.

D. Júlia era proprietária da antiga Fazenda do Saco e devota de Nossa Senhora da Conceição, e há quem diga que a construção da capela tenha sido motivada pela aparição de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição nas margens do rio Grande. A capela fica no distrito de Porto do Saco, que já foi importante canal comercial de São João Del Rei antes da ferrovia. Após 1879, as terras foram doadas à própria capela e às pessoas que desejassem formar um povoado em torno dela.

Hoje em dia é possível visitar a pequena capela branca de janelas azuis e imaginar os costumes do passado ao conversar com os moradores mais antigos, uma verdadeira aula de história. Esta capela está tombada pelo Instituto Estadual do Património Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA/MG e é considerada o primeiro património municipal de Carrancas. .

O distrito está a cerca de 30 km de distância da sede do município de Carrancas e é banhado pelo Rio Grande, um dos principais rios de Minas Gerais, hoje represado em um lago chamado Represa dos Camargos, que atrai muitos visitantes nos finais de semana para a prática de desporto  ou para simplesmente relaxarem em suas águas.

*As três Ilhoas: A história das “Três Ilhoas” fala sobre três irmãs naturais da Ilha do Faial, Açores, que vieram para Minas na primeira metade do século XVIII. Vem delas a origem de famílias tradicionais do sul de Minas, como os Rezende, Carvalho, Ribeiro, Andrade, Junqueira, Ferreira, Guimarães, entre outras.

Fonte: Prefeitura Municipal.



domingo, 28 de março de 2021

O cowboy da ilha de São Jorge Açores


João Ignácio d’Oliveira nasceu a 28 de Fevereiro de 1838 na freguesia de Santo Antão, na ponta Leste da ilha de São Jorge, nos Açores.
João Ignácio terá emigrado como marinheiro de um navio de caça à baleia, como acontecia com tantos outros. Nos anos 60 já se encontra no rio Columbia, no extremo Noroeste americano, a trabalhar num barco a vapor, com o nome de John Enos – nome que resulta da evolução Ignacius-Ignácio-Inácio-Enos, explicam os etimólogos.
É nessa altura que começa a comprar gado, e em 1870 já está em Yakima, a oeste do rio, no seu primeiro rancho. Pouco depois atravessa a água e estabelece-se em Cannaway Creek, no então Lincoln County (...) imediatamente antes de se juntar ao Snake e rumar ao Pacífico – o chamado "Big Bend" (Terra da Grande Volta), uma planície "ondulante, desértica e semi-árida", como explica William S. Lewis em "The Story of Early Days in The Big Bend Country", de 1926.
E é a partir daí, nas terras livres da exploração open-range (terrenos do estado, de utilização gratuita), que construirá o seu império.

(…) O seu rancho, dizia-se, estava assombrado. Enos, como enumerou Kenneth Kallenberger em Saga Of Portegee Joe, gerava todos os mitos: envenenara três índios, enterrando-os no rancho junto com dois cowboys, enforcara um chinês, matara um jovem ladrão de cavalos, tinha cinco golpes na pistola, roubava cavalos e trazia-os para o rancho de noite, fugira da justiça no Leste da América, chicoteava os seus funcionários...

Muitas mães repreendiam as crianças com a ameaça: "Se não de comportares, Portegee Joe vai apanhar-te!" Mas, nos relatos dos que o conheceram, compilados mais tarde pelos jornais e pelos historiadores, Enos era precisamente o contrário: um homem afável e bondoso, embora irascível em determinados momentos.
John Enos era um visionário para a época, e essa é outra das características mais extraordinárias da sua história. No seu rancho de Cannaway Creek, criou um inovador sistema de rega, plantou um pomar que proporcionava maçãs aos funcionários, construiu uma casa em cima de uma fonte para usar a sua refrigeração, escavou uma adega atrás de uma colina e semeou árvores altas alinhadas, para proteger tudo contra o vento.


terça-feira, 23 de março de 2021

Neto de Açorianos comanda porta-aviões que desafia os mares da China

 


Doug Verissimo, um luso-descendente, neto de açorianos mas que nasceu nos Estados Unidos, é atualmente o comandante do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, que se encontra no mar da China do Sul, numa missão de proteção da liberdade de navegação, avança o ‘Diário de Notícias’ (DN).


«Depois de algumas pesquisas, pude confirmar a ancestralidade açoriana de Doug Verissimo. A família veio de Pico, Flores e São Miguel para Falmouth no virar do século XX, via New London e New Bedford», revela Miguel Moniz, antropólogo citado pelo jornal.


Segundo a mesma publicação, Veríssimo nasceu concretamente em Falmouth, uma vila que fica perto de New Bedford, «uma das cidades mais portuguesas do Massachusetts», nos Estados Unidos. Nesta cidade, a maioria da comunidade portuguesa que lá reside tem raízes açorianas, à semelhança do que acontece com o próprio e a sua família.

O início de missão do almirante, adianta o jornal, coincidiu com o primeiro fim de semana em que Joe Biden iniciou funções como presidente dos Estados Unidos, bem como com a entrada de aviões chineses no espaço de defesa aérea de Taiwan.


«Com dois terços do tráfego mundial a passar por esta importante região, é vital que mantenhamos a nossa presença e que continuemos a promover a ordem baseada nas regras que nos permitem prosperar a todos», declarou Verissimo no arranque da sua missão, segundo o ‘DN’.


(Cortesia I Love  Azores )



domingo, 21 de março de 2021

Fernando Rocha Pimentel

 


Fernando Rocha Pimentel  nasceu no Corvo em 1932.  Iniciou a actividade balieira muito jovem, com 17 anos.


 A sua principal profissão foi a de agricultor e a sua paixão o mar. A ela se entregou como baleeiro até Julho de 1955, altura em que a cessou, de forma bruta, quando se deu o acidente mortal que vitimou o trancador - José Fraga -, seu cunhado.


Este episódio marcou a sua vida de tal modo que não mais se entregou à baleação.



 Nesta mesma década de cinquenta integrou a equipa de vóleibl como desportista e permaneceu na sua principal actividade - a agricultura -, tendo mais tarde aplicado o seu trabalho na apanha de algas.


 Em 1968 emigrou para os EUA, e viveu durante 8 anos em New Bedford, Massachusetts, sempre com a sua terra natal no coração, tendo regressado em 1976, para se dedicar à actividade de moleiro.


 É o último dos balieiros na ilha do Corvo.