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domingo, 3 de novembro de 2019

Quem partiu da cidade da Ribeira Grande Ilha de S. Miguel Açores para o Brasil



1-  André da Costa Leite (Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, c. 1781) casado com Clara Maria de Sousa.

2-  António Muniz Leite (Fenais da Ajuda, Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 26 de Fevereiro de 1708 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 14 de Dezembro de 1810) casado com Francisca Fagundes de Oliveira Leite.

3-  Francisco de Arruda Botelho (Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1641 - Santana de Parnaíba, São Paulo, c. 1684) casado com Maria de Quadros.

4-  Manuel da Silva Pacheco (Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 3 de Junho de 1825) casado com Benvinda Gomes Martins e Bernarda Gomes Jardim.


5-  Paulo Machado de Sousa (Ribeira Grande, Ilha do Faial, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Anna Maria de São José.

6-  Sebastião Arruda Botelho (Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1642 - Brasil, ?) casado com Isabel de Quadros.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O jogador Billy Martin era descendente de Açorianos


Alfred Manuel “Billy” Martin,Jr., mais conhecido por Billy Martin, nasceu a 26 de maio de 1928, na cidade de Berkeley, na Califórnia,EUA.
Filho de pais com origens portuguesa e italiana (o pai era descendente de açorianos),foi criado pela mãe, que o chamava carinhosamente de “Bello” (em italiano significa “bonito”), origem do “nickname” Billy.

Começou a jogar basebol muito novo, no parque próximo da casa onde residia, aprendendo as técnicas do jogo, através da observação de jogadores profissionais.
No secundário, Martin ingressou na equipa de Oakland Junior Oaks. Após a sua graduação em 1946, juntou-se à equipa de Idaho Falls conseguindo 254 pontos em 32 jogos, um marco importante, na altura.
A nível profissional, iniciou a sua carreira como jogador na Liga, como segundo “baseman” no ano de 1950, na equipa dos New York Yankees. Em 1953, atingiu o auge da sua carreira, obtendo destacadas pontuações em “home runs”, “RBI’s”, “doubles” e “triples”. Em 1956, foi designado “All-Star”.

Terminou a sua carreira como jogador nos Minesota Twins, em 1961. Oito anos mais tarde, iniciou a sua carreira como treinador, também nos Minesota Twins.

Enquanto treinador ganhou dois campeonatos da American League pelos New York Yankees, em 1976 e 77. Nestes mesmos anos, levou os Yankees à World Series. Venceu esta competição em 1977, frente aos Los Angeles Dodgers.

Faleceu no dia 25 de Dezembro de 1989, com 61 anos.


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Escravos que nasceram nos Açores


Na civilização ocidental, os portugueses são geralmente creditados por ser os maiores esclavagistas. Considerando o número de africanos transportados para as Américas, não contabilizado, mas avaliado, será porventura verdade. O Infante Dom Henrique, que era sobretudo um comerciante de visão global, negociava escravos. Mas também é verdade que todos os países europeus os tinham para as tarefas consideradas menores. Nunca foram tantos como nas Américas ou África, porque a economia europeia não precisava tanto ao trabalho agrícola intensivo, do tipo que se praticava noutros continentes.
Calcula-se que entre 1618 e 1620 os portugueses tenham exportado cinquenta mil escravos
 Os portugueses proibiram o tráfico em 1781, por decreto de Pombal, mas não proibiram a escravatura em si, que só terminou efectivamente em 1869.
A região Autónoma dos Açores também teve escravos ao serviço dos seus senhores em praticamente todas as nove ilhas.
Grande parte deles tiveram descendência nas ilhas e deixaram gerações até aos nossos dias.
A final quem eram eles? Vou lhes deixar aqui o nome de alguns para a nossa memória colectiva.



Ana filha de Domingas do Rosário, escrava preta de de Domingos Duarte Bicho e de pai não sabido. Nasceu a 23.07.1767 em Vila Franca do Campo.

António filho de de Maria, escrava preta de Francisco Borges e de pai não sabido. Nasceu a 18.06.1662 no Nordeste.

Ana, escrava de de Barbara Medeiros e de pai não sabido. Nasceu a 05.05.1669 em Vila Franca do Campo.


Barbara, filha de Simoa, escrava de Cosmo Lopes e de pai não sabido. Nasceu a 03.01.1648  em Vila Franca do Campo.


Bernardo , filho de Maria escrava preta de de Maria jácomo Raposo e de pai não sabido. Nasceu a 29.08.1666 no Nordeste.

Catarina, escrava preta de de Francisco Costa de Sousa . Nasceu a 21.03.1651 em Vila Franca do Campo.

Catarina, filha de Isabel escrava preta de de Barbara Revoredo e de pai não sabido. Nasceu a 06.05.1647 em Vila Franca do Campo.

Clara, filha de Mécia escrava de Francisco da Costa Arruda. Nasceu a 17.06.1644 no Nordeste.

Domingos, filho de Maria escrava de Francisco Borges e de pai não sabido. Nasceu a 01.02.1660 Vila Franca do Campo.
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Francisco, filho de Ana Maria escrava preta do Capitão António Pacheco de Medeiros e de pai não sabido. Nasceu a 04.10.1772 em Vila Franca do Campo.

Francisco, de Grácia escrava de Gregório da Ponte e de pai não sabido. Nasceu a 06.03.1744 no Nordeste.

Francisco , filho de de Maria escrava de de Maria de Teive . Nasceu a 06.05.1652 em Vila Franca do Campo.

Germana, filha de Maria de Jesus escrava preta do Reverendo Henrique  Botelho Figueira e de pai não sabido. Nasceu a 14.02.1769 em Vila Franca do Campo.


Isabel, filha de Catarina escrava de Ana de Resendes e de pai não não sabido. Nasceu a 01.07.1648 em Vila Franca do Campo.

João, filho de Maria escrava de Pedro de Melo e de pai não sabido. Nasceu a 20.08.1765 na Ribeira Grande.

João, adulto escravo preto do Capitão Manuel Furtado da Costa. Foi baptizado a 03.10.1732 em Rabo de Peixe.

José, filho de Isabel escrava preta de Barbara Revoredo e de pai não sabido. Nasceu a 18.05.1742 
Maria, preta adulta natural da Costa das Minas com 14 anos pouco mais ou menos, escrava de do Alferez Manuel Vieira da Mota. Foi baptizada a 05.03.1765 em Porto Formoso.

Maria, filha de Francisca escrava preta do Capitão Manuel Tavares e de pai não sabido. Nasceu a 17.03.1765 no Nordeste.

Maria, filha de Maria escrava de Francisco Borges . Nasceu a 01.12.1669 no Nordeste.

Maria, filha de Guiomar escrava preta de Manuel Dias Cordeiro e de pai não sabido. Nasceu a 15.05.1653 em Rabo de Peixe.

Maria, filha de Maria Ferreira escrava preta de José Ferreira. Nasceu a 19.041776 em Vila Franca do Campo.



Maria, adulta Etíope escrava do Capitão Tenente Caetano do Rego da Ribeira Grande e de pai não sabido. Foi baptizada a com 23 anos um pouco mais ou menos a 04.05.1750 em Rabo de Peixe.

Manuel, filho de Clara escrava preta de Manuel da Costa de Arruda. Nasceu a 04.04.1668 no Nordeste.

Miguel, filho de Úrsula escrava preta de de Manuel da Ponte Leitão e de pai não sabido. Nasceu a 04.10.1659 em Vila Franca do Campo.

Miguel, filho de Isabel escrava preta do Capitão António de Medeiros. Nasceu a 14.11.1704 em Vila Franca do Campo.

Nicolau, filho de Maria do Espírito Santo preta escrava do Reverendo Henrique Botelho Figueira e de pai não sabido. Nasceu a 04.12.1766 em Vila Franca do Campo.

Plácido, filho de  Maria do Santo Cristo preta do padre Nicolau Francisco e de pai não sabido. Nasceu a 18.02.1765.

Rita da Conceição, Etíope escrava preta do Reverendo Manuel Lopes de Almeida  e de pai não sabido. Tinha 14 anos um pouco mais ou menos. Foi baptizada a 0812.1650 em Rabo de Peixe.

Rita, adulta Etíope e escrava do Capitão de Vila Franca do Campo Manuel de Sousa Correia Estrela. Foi baptizada a a 13.02.1750 em Rabo de Peixe .

Sebastiana, filha de Guiomar escrava preta de Maria de Sousa Vieira e de pai não sabido. Nasceu a 23.01.1665.


sábado, 26 de outubro de 2019

Os que foram degolados no ilhéu de Vila Franca na ilha de S. Miguel Açores em 1582


Confirmada a vitória pela retirada dos navios franceses, deu o marquês à vela para a ilha de S. Miguel, a mandar tratar dos feridos e fazer aguada; porém sobrevindo-lhe o vento contrário, não fundeou nela senão depois de quatro dias.

Primeiro que tudo dirigiu-se a Vila Franca, enchendo de terror toda aquela costa, cujos habitantes mandaram logo assegurar-lhe a sua obediência.
No dia 1 de Agosto desembarcou em terra o mestre de campo D. Francisco de Bobadilla com quatro companhias de soldados, levando no meio todos os prisioneiros franceses, aos quais em alta voz e em público cadafalso se lhes leu uma sentença que os condenava à morte, como perturbadores da paz entre França e Castela. A sentença, assinada por D. Álvaro de Bazán, mandava degolar os nobres e enforcar os outros, excepto os que não chegavam à idade de 18 anos.

E sem embargo de que esta sentença parecesse a todos mui cruel, e os mesmos soldados espanhóis assim o vozeassem com a maior liberdade, dando ocasião a que alguns principais capitães fossem pedir a derrogação dela ao marquês, nada se efectuou: porque ele dizia que só executava os mandatos de el-rei de França, que estando em paz com Castela não permitiria que súbditos seus agissem como corsários atacando a armada castelhana.

E assim se cumpriu a sentença, decapitando-se 28 cavalheiros franceses, e 50 de menor condição, enforcados além destes muitos centos de soldados e marinheiros. Estas execuções foram feitas com grande lentidão e crueza, prolongando-se por todo o dia, sendo os corpos decapitados amontoados sobre o adro da matriz de Vila Franca. Parte dos marinheiros foram enforcados no ilhéu de Vila Franca, ficando os corpos a apodrecer nas forcas como aviso aos restantes franceses que ainda andavam embarcados nas ilhas.
Quanto aos da terra, só a um fidalgo de Vila Franca, que servia de vereador da Câmara, mandou degolar, e a outras condenou em penas menores.


Em 5 de Agosto foi à mesma vila o bispo D. Pedro de Castilho, e passou a bordo da armada a visitar o marquês, que o recebeu com muitas honras militares, como pessoa que tantos serviços prestara a el-rei Católico, sendo parte principal da sua aclamação naquela ilha; e também pela conservação do castelo de São Brás, que ele com D. João de Castilho guardaram, recolhendo dentro nele a D. Lourenço de Conuera quando se retirava do combate na ocasião em que os franceses tomaram a ilha. No mesmo dia desembarcou o marquês em terra, onde foi aceite com grande pompa, e embarcando-se para a cidade de Ponta Delgada, nela foi recebido em triunfo.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Sabrina a décima ilha do Arquipélago dos Açores


A ilha Sabrina foi uma pequena ilha formada em Junho e Julho de 1811 por uma erupção vulcânica submarina que ocorreu ao largo da Ponta da Ferraria, na ilha de São Miguel, Açores. A ilha foi primeiro abordada pelo capitão James Tillard, comandante do navio de guerra britânico HMS Sabrina, que lá hasteou a bandeira britânica e a reclamou como território de Sua Majestade Britânica. A ilha desapareceu no decurso daquele ano.
Durante os meses de Janeiro e Fevereiro de 1811 verificou-se uma prolongada crise sísmica que afectou as povoações citas no extremo sudoeste da ilha de São Miguel, com destaque para a freguesia dos Ginetes. Nesses meses verificou-se que haveria emissão de gases no mar, frente à Ponta da Ferraria, mas em final de Fevereiro, a actividade tinha cessado.
Em Maio e Junho daquele mesmo ano, a actividade sísmica recrudesceu na zona, fazendo ruir rochedos e arruinando muitas casas. A 10 de Junho de 1811, num local cito cerca de 3 milhas náuticas da zona onde se verificara a erupção de Janeiro e a cerca de 2 km da costa, desencadeou-se uma poderosa erupção submarina que em poucos dias criou uma nova ilha ao largo da Ponta da Ferraria, matando muito peixe.

A erupção, ou antes as erupções, de 1811 foram apenas mais um dos múltiplos eventos eruptivos que têm marcado as faldas do maciço do vulcão das Sete Cidades. Apenas nos cerca de 600 anos decorridos desde o povoamento da ilha de São Miguel verificaram-se erupções submarinas a sudoeste e oeste daquele maciço pelo menos nos anos de 1638, 1682, 1811 e 1981.
A ilhota era de forma circular e tinha cerca de 2 km de perímetro e por volta dos 90 m de altitude máxima, configurando-se, muito à semelhança do ilhéu de Vila Franca, como um anel rebaixado para noroeste, em direcção à vizinha costa da ilha de São Miguel. No interior do anel existia uma laguna de água em ebulição, da qual nascia uma torrente que corria para o mar.

Entretanto, a 12 de Junho, a erupção fora avistada pelo HMS Sabrina, uma chalupa britânica construída em 1806, armada com 20 peças, que se encontrava em cruzeiro na zona dos Açores com a missão de vigiar eventuais movimentações de forças francesas em torno daquele arquipélago. O comandante do navio, o capitão James Tillard, julgando tratar-se de fumo proveniente de um combate naval, dirigiu-se para o local, encontrando um cenário bem diferente de uma batalha naval. A erupção foi por ele descrita, num artigo publicado no volume das Philosophical Transactions of the Royal Society de 1812, como produzindo uma imensa coluna de fumo subindo do oceano que, quando não se verificavam explosões, tinha o aspecto de uma imensa nuvem circular, que se elevava em revolutas irregulares a partir do mar. Essa nuvem subia muito acima do ponto de máxima altura de projecção das cinzas vulcânicas, expandindo-se gradualmente na direcção para onde soprava o vento, de forma quase horizontal, gerando relâmpagos e trombas de água.

Na manhã do dia 13 de Junho a HMS Sabrina arribou a Ponta Delgada, tendo o capitão James Tillard desembarcado para visitar o cônsul inglês William Harding Read, sendo então informado dos sismos sentidos na ilha, especialmente na região sudoeste das Sete Cidades, da erupção do ano anterior e das fendas abertas na zona dos Mosteiros, fenómenos que tinham causado pânico na ilha e eram então objecto longas rezas e promessas.
Não existindo condições de vento que permitissem velejar com segurança até à zona da erupção, no dia 14 de Junho o capitão James Tillard desembarcou novamente, arranjou cavalos e partiu para os Ginetes, onde observou o fenómeno a partir da costa fronteira ao centro eruptivo. Diz-se que enquanto almoçava junto à costa dos Ginetes, aconteceu um abalo tão violento que derrubou uma parte importante da falésia que lhe estava próxima.

Tendo o vento melhorado, a 15 de Junho a HMS Sabrina levantou ferro e foi, ainda de noite, observar o vulcão, não se podendo contudo aproximar por falta de vento.
A 18 de Junho a HMS Sabrina fez nova tentativa de se aproximar da ilha e, numa zona onde as cartas antes assinalavam 40 braças de profundidade, avistaram o topo da cratera à superfície da água. Na altura puderam testemunhar a emissão de grandes blocos de pedra e de muitas cinzas e vapor. Estimaram que em três horas a altura da ilhota que então se formava, e que o capitão James Tillard baptizou com o nome de ilha Sabrina, se tivesse elevado cerca de 10 m acima do nível do mar. No dia seguinte, a ilha Sabrina já tinha cerca de 20 m de altura e cerca de um quilómetro de diâmetro. Apesar do navio se encontrar a mais de 5 km de distância, os aguaceiros que eram gerados pela nuvem formada pela erupção recobriram o navio com uma espessa camada de fina areia negra.
Não existindo condições de vento que permitissem uma melhor aproximação à ilha, a HMS Sabrina foi fundear no porto de Ponta Delgada, aguardando o desenrolar dos acontecimentos, mas ao que parece planeando, em conjunto com o cônsul, uma expedição que permitisse reclamar soberania britânica sobre a nova ilha.

Finalmente, quando a 4 de Julho a erupção parou subitamente e cessou o tremor contínuo e pouco acelerado que havia nos Ginetes desde inícios de Junho. Com tempo favorável, a HMS Sabrina pôde finalmente aproximar-se da ilha, tendo o capitão James Tillard e o cônsul William Read desembarcado, hasteado a bandeira britânica e tomado posse formal da ilha em nome de Sua Majestade Britânica.
O conflito diplomático desencadeado em torno da soberania sobre ilha foi de curta duração pois o governo português, então refugiado no Rio de Janeiro e totalmente dependente dos britânicos na sua luta contra os franceses, não estava em condições de apresentar grandes reclamações.
Felizmente para a parte portuguesa, o assunto acabou por se extinguir naturalmente, pois as ilhas e os ilhéus resultantes da actividade vulcânica submarina têm frequentemente uma existência efémera, uma vez que são destruídas pela acção erosiva do mar, especialmente quando são formadas por níveis incoerentes, não compactados, de tefra.
Tal foi o caso da ilha Sabrina: formada por escórias basálticas, a ilha apesar de ter atingido cerca de 100 metros de altura, foi rapidamente destruída pela erosão marinha, de modo que, em Outubro de 1811, só restava um baixio na zona onde antes estivera o cone. Não havendo território, não podia existir disputa territorial, e assim ficou encerrado o incidente.

A ilha foi desenhada a 19 de Junho de 1811 pelo tenente John William Miles, da guarnição do HMS Sabrina, cuja obra está disponível no National Maritime Museum, em Greenwich, arredores de Londres. O evento também despertou grande interesse na comunidade científica, tendo sido objecto de várias comunicações e comentários. Charles Darwin escreveu uma carta sobre o assunto.
Uma história muito semelhante ocorreria em 1831, quando nas águas do Mediterrâneo, a sul da Sicília, uma erupção levou à formação da ilha Ferdinandea, ela também centro de um conflito diplomático que terminou com o desaparecimento da ilha alguns meses depois.
A zona onde ocorreu a erupção tem hoje fundos a cerca de 75 m de profundidade, formando uma elevação que se destaca num talude submarino inclinado para sudoeste, que na zona circundante tem cerca de 350 m de profundidade. A zona continua a libertar um grande volume de gases, visíveis a subir pela coluna de água.