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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fernando Álvares Evangelho o primeiro habitante da ilha do Pico Arquipélago dos Açores


O primeiro local de povoamento da ilha do Pico foi junto ao Penedo Negro, na enseada do Castelete, ao Sul da actual vila das Lajes, um pouco antes de 1460. A violência do mar permitiu apenas que pusesse pé em terra firme o navegador
Fernando Álvares Evangelho. Nas novas terras ele e o seu cão viveram cerca de um ano, junto da Ribeira, à saída da vila – durante muitos anos conhecida por Ribeira Fernando Álvares (ainda hoje se conservam as ruínas da casa que então lá construiu).
Quando os companheiros de Fernando Álvares regressaram ao Pico, desembarcaram em Santa Cruz das Ribeiras. Alguns ficaram por aqui, como Jordão Álvares Caralta. Outros no sítio da Maré, junto ao local do primeiro desembarque. Além das suas habitações, edificaram ali a Ermida de S. Pedro (ainda existente), onde foi pároco da ilha, o primeiro, Frei Pedro Gigante (considerado por alguns historiadores o introdutor da casta Verdelho).

Álvaro de Ornelas foi o primeiro Capitão-Donatário nomeado para a ilha do Pico mas nunca chegou a tomar posse. Jôs d’Utra (Jobst de Van Huertere, de origem flamenga) já Capitão-Donatário do Faial, tomou a seu cargo em 1482 a Capitania do Pico.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Da Descoberta e Povoamento da ilha do Pico Arquipélago dos Açores

À época dos Descobrimentos portugueses, na fase henriquina, a ilha foi designada como ilha de São Dinis, conforme consta no testamento Infante.
Posteriormente, na cartografia do século XIV, encontra-se denominada como "ilha dos Pombos".
Acerca do seu primeiro povoador, nas Lajes do Pico, Frei Diogo das Chagas refere:
"O primeiro homem que se pratica por certo haver entrado nesta Ilha para a povoar foi um Fernando Álvares Evangelho, o qual vindo a buscar a tomou pela parte do Sul, (…) saltou em terra onde se diz o penedo negro, e com ele um cão que trazia, e o mar se levantou de modo que não deu lugar a ninguém mais saltar em terra, e aquela noite se levantou vento, de modo a que a caravela no outro dia não apareceu, e ele ficou na Ilha com seu companheiro, o cão; e nele esteve um ano sustentando-se da carne dos porcos, e outros gados bravos, que com o cão tomava (pois o Infante quando as descobriu, em todas mandou deitar gados, havia nelas, quando depois se povoaram, muita multiplicação deles) (…)." (CHAGAS, Diogo (Frei). Espelho Cristalino em Jardim de Várias Flores. Secretaria Regional de Educação e Cultura/Universidade dos Açores, 1989.)

Frei Agostinho de Monte Alverne, entretanto, acrescenta:
"Outros dizem que os primeiros povoadores foram os que mandou Job Dutra, da ilha do Faial, porque estando à sua janela, vendo esta ilha do Pico pela parte sul, mandou um barco de gente para a povoar por esta parte, onde hoje é a freguesia de São Mateus. E é esta ilha tão fragosa, que, povoando-a estes por esta parte e os outros pela outra, dois anos estiveram sem saberem uns dos outros, nos quais o capitão Job Dutra mandou pedir a capitania e a alcançou, e uns e outros povoadores se avistaram e festejaram muito." (Frei Agostinho de Monte Alverne. Crónicas da Província de São João Evangelista (v. III). Ponta Delgada: Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1988. p. 191)
Em 29 de Dezembro de 1482, a ilha foi integrada na Capitania do Faial pela Infanta D. Beatriz, em virtude de Álvaro de Ornelas, seu primeiro capitão do donatário não ter tomado posse efectiva da ilha por volta de 1460.

Em 1501, Lajes do Pico foi elevada a Vila e sede de concelho pelo Manuel I de Portugal. Em 1542 foi a vez de São Roque do Pico e em 1712 (1723?), a de Madalena, confirmando a sua importância económica como porto de ligação com o Faial, e também como local de residência dos proprietários dos extensos vinhedos da zona, já então produtora de vinho, o Verdelho do Pico.
Além da agricultura (trigo, pastel), da pecuária e da pesca, a economia da ilha, desde o início do povoamento, foi marcada pelo cultivo da vinha e a produção de vinho. Sobre elas, o Padre António Cordeiro registou:

"O maior fruto, e mais célebre desta Ilha do Pico é o seu muito e excelente vinho, e quantas mil pipas dê cada ano (…) as outras ilhas, as armadas, e frotas, os estrangeiros o vão buscar, e o muito que vai para o Brasil, e também vem para Portugal; a razão deu-a já o antigo Frutuoso Liv. 6 cap. 41, dizendo que o vinho do Pico não só é muito, mas justamente o melhor, (…), porque é tão generoso e forte, que em nada cede ao que na Madeira chamam Malvazia; antes parece que este vence aquele, porque da Malvazia, pouca quantidade basta para alienar um homem do seu juízo, não se acomoda tanto à saúde; porém o vinho passado do Pico, emprega-se mais em gastar os maus humores, confortar o estômago, alegrar o coração, e avivar, e não fazer perder o juízo, e uso da razão, além de ser suavíssimo no gosto, e muito 'confortativo', ainda só com o cheiro; e por isso é muito estimado, (…)." (Pe. António Cordeiro. História Insulana das ilhas a Portugal Sujeitas no Oceano Ocidental. Secretaria Regional da Educação e Cultura, 1981. p. 474.)

A sua cultura foi apurada, ao longo dos séculos, com o auxílio dos frades Franciscanos, Dominicanos e, mais tarde, Jesuítas, nos séculos XVII e XVIII.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Muito obrigado a Eliseu Pereira dos Santos


Eliseu Pereira dos Santos, de ascendência cabo-verdiana, nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, a 1 de Outubro de 1983. É jogador de futebol e, na equipa, desempenha, habitualmente, as funções de defesa e extremo esquerdo.
Iniciou a sua carreira de futebolista no Marítimo Sport Clube, formação da freguesia da Conceição, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.
Em 2002/2003 efectuou a sua estreia na divisão maior do futebol português, como jogador do Belenenses.
Na citada época fez apenas uma partida, tendo marcado um golo nesse jogo.
Em 2003/2004, participou em 24 jogos. Na época seguinte continuou em Belém, no entanto apenas participou em 10 partidas. Na temporada 2005/2006, foi emprestado ao Varzim, que competia na Liga de Honra. Em 15 jogos apontou 3 golos. Em 2006/2007 regressou a Belém, onde em 17 jogos, marcou um golo.

Em 2007/2008 assinou um contrato com o Málaga, que competia na LIGA BBVA (equivalente a Liga de Honra portuguesa).Participou em 37 jogos, apontando 3 golos. Em 2008/2009 foi uma das estrelas da formação espanhola. No início da época 2009/2010 foi anunciada a sua transferência para a Lazio, da série A italiana.
No verão de 2010, regressou ao Málaga. No dia 24 de Julho de 2014 assinou um contrato válido por duas épocas, mais uma de opção, com o Sport Lisboa e Benfica.
Em Fevereiro de 2009, Eliseu foi convocado por Carlos Queiroz para integrar os trabalhos da Selecção  Nacional, tendo em vista o jogo de preparação para a fase de qualificação do Mundial da África do Sul, realizado em 2010. No entanto, não chegaria a estrear-se pela equipa principal das Quinas. A sua primeira internacionalização teve lugar a 10 de Junho de 2009, frente à Estónia, num jogo de carácter particular, que terminou empatado a zero.

E ontem foi um dos que realizou o sonho de todos os Portugueses. Portugal  é campeão !

sábado, 9 de julho de 2016

Povoadores do Arquipélago dos Açores

António de Brum

António de Brum (Funchal -?) foi um nobre português e um dos primeiros povoadores da ilha Terceira.

António Maria de Albuquerque do Couto e Brito

António Maria de Albuquerque do Couto e Brito foi um político, bacharel e juiz, português.
António Rodrigues Coronel

António Rodrigues Coronel (século XVI – Ilha Terceira, Açores, Portugal) Descendem, uns, de

António Rodrigues Coronel, que viveu no século XVI e, outros, de Lourenço António Teles Pamplona Coronel, que viveu no século XVIII.

António Silveira de Ávila

António Silveira de Ávila (Calheta, ilha de São Jorge, Açores — 1781) foi Capitão-mor da Calheta, ilha de São Jorge, produtor Agrícola em terras próprias e militar do exército português na arma de infantaria.


Álvaro Martins Homem

Estátua de Álvaro Martins Homem. Álvaro Martins Homem (; Praia, c. 1482) foi um explorador português do século XV, segundo capitão do donatário da ilha Terceira, nos Açores.


Baltasar Gonçalves Carvão

Solar da Família Carvão, ilha Terceira, Açores. Baltazar Gonçalves Carvão (século XVI – Ilha Terceira, Açores) esteve entre os primeiros povoadores que aportaram à ilha Terceira.


Catarina Gonçalves Chaves

Catarina Gonçalves Chaves (século XVI – ilha Terceira, Açores, Portugal) A mais antiga pessoa de que há registo na ilha terceira com este apelido é D. Catarina Gonçalves Chaves, que deve ter nascido nos fins do século XVI ou princípios do século XVII, e de quem procede muito ilustre geração.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Quem eram os primeiros povoadores do Arquipélago dos Açores


Afonso Vaz de Azevedo

Afonso Vaz de Azevedo foi um dos povoadores dos Açores cujas famílias actuais descendem, uns, de Afonso Vaz de Azevedo, e, outros, de Fernão Vaz de Azevedo, seu sobrinho, os quais passaram nos fins do século XV à ilha Terceira, Açores, onde foram dos primeiros povoadores.

Aleixo Dias da Cunha

Aleixo Dias da Cunha (Ribeira Seca, Ilha de São Jorge, Açores, 1628 — Ribeira Seca, Ilha de São Jorge, Açores, 4 de Dezembro de 1704) foi produtor agrícola em terras próprias e militar do exército português na especialidade de infantaria.


Amaro Silveira Borges

Amaro Silveira Borges (ilha de São Jorge, Açores —?) foi sargento-mor da Vila do Topo e Capitão-mor na ilha de São Jorge com provimento datado de 27 de março de 1733 e com nomeação por Carta Patente do rei D. João V de Portugal datada de 22 de novembro de 1736.

André de Cacena

André de Cacena foi um nobre português e um dos primeiros povoadores da ilha terceira nos Açores.

Antão Gonçalves de Ávila

Brasão de um ramo da família Ávila dos Açores. Antão Gonçalves de Ávila A família Ávila dos Açores descende da nobre geração e linhagem dos Ávilas, de Castela a Velha, onde tinham o seu solar.

António Coelho da Costa

António Coelho da Costa (? – ilha Terceira, Açores, Portugal) foi capitão de Ordenanças na ilha Terceira, foi Fidalgo de cota de armas em 1733.

António de Barcelos Machado Evangelho

António de Barcelos Machado Evangelho (Conceição, Angra do Heroísmo 9 de Junho de 1740 - Sé, Angra do Heroísmo 3 de Outubro de 1805) foi produtor Agrícola em terras próprias e militar do exército português na especialidade de infantaria.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Lista dos sobrenomes das primeiras famílias que povoaram os Açores



Afonso Vaz de Azevedo, Aleixo Dias da Cunha, Amaro Silveira Borges, André de Cacena, Antão Gonçalves de Ávila, António Coelho da Costa, António de Barcelos Machado Evangelho, António de Brum, António Maria de Albuquerque do Couto e Brito, António Rodrigues Coronel, António Silveira de Ávila, Álvaro Martins Homem, Ávila (apelido), Baía de Villa Maria, Baltasar Gonçalves Carvão, Bettencourt (apelido), Calheta (Açores), Catarina Gonçalves Chaves, Diogo Fernandes de Boim, Duarte Correia da Cunha,

Fajã de Lopo Vaz, Fernão Camelo Pereira, Fernão Dulmo, Francisco de Bettencourt, Francisco Dias do Carvalhal, Garcia de Castro, Gaspar Munhoz de Castil Blanque, Ilha de São Jorge, Inês Martins Cardoso, Jácome de Bruges, Jerónimo Gonçalves Teixeira, João Borges, João Coelho, João Dias Homem, João do Carvalhal de Noronha da Silveira e Frias, José de Sousa Luís, Lançarote Gonçalves Doraço de Barros, Lázaro Teixeira dos Santos, Luís de Brito do Rio, Miguel Cardoso de Almeida, Noronha, Palácio de Santa Luzia, Pedro Abarca, Fidalgo de Tui, Pedro Anes, Pedro Álvares da Câmara, Pedro Cordeiro, Pedro Correia da Cunha, Pedro Cota da Malha, Pedro Nunes da Fonseca Coutinho, Pero Anes do Canto, Ponta do Topo, Praia da Vitória, Produtor agrícola dos Açores, Ribeira das Doze, Sebastião Dias e Salazar, Silveira (apelido), Vasco Anês Corte Real, Violante Cabral, Willem van der Haegen.