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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Os nossos antepassados / Our ancestors




 

Manuel José Candeias que compôs em 1868 o Hino do Senhor Santo Cristo dos Milagres / Manuel José Candeias, who composed the Hymn of the Holy Christ of Miracles in 1868.



Manuel José Candeias  nasceu na  cidade da  da Praia da Vitória , ilha  Terceira Açores  a  27 de Outubro de 1831  e faleceu  em  Angra do Heroísmo  a  18 de Abril de 1899.  Músico militar, distinto executante de barítono, compositor e mestre de banda militar.

 Filho de Rosalinda Cândida, da vila de São Sebastião, e de pai incógnito. Teve como padrinho José da Cruz, cabo de esquadra do Batalhão de Caçadores n.º 3.

Seguiu a carreira de músico militar, tendo sido colocado em vários quartéis. Ao longo do seu percurso profissional, revelou-se um excelente executante de barítono das bandas regimentais do Exército Português. Em 1852-1853 esteve em Guimarães, onde casou com Maria Maximina Olívia Oliveira, de Oliveira (Guimarães), e lhe nasceu uma filha. Também prestou serviço no Regimento de Caçadores n.º 11, em Ponta Delgada, período em que entre as suas produções está o Hino do Senhor Santo Cristo.  Aquele hino, composto em 1869, é hoje ícone daquelas festas de Ponta Delgada e tocado por todo o arquipélago.


Foi mestre da banda do Regimento de Caçadores n.º 10, ao tempo aquartelado na Fortaleza de São João Baptista no Monte Brasil, cidade de Angra do Heroísmo, função que desempenhava quando faleceu. Faleceu no Pico da Urze, freguesia de São Pedro de Angra, mas o óbito foi registado na Sé, onde era paroquiano.






Genealogias dos Açores / Genealogies of the Azores




 

Maria Evangelina da Silva Pinto

 

Foi filha de Manuel Martins Pinto, empregado mercantil e de sua esposa, Júlia Augusta da Silva Pinto.O seu assento de nascimento indica ter sido baptizada no dia 10 de Outubro em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores.

Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (atual Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa) em 1915, tendo defendido o "Acto Grande" a 23 de Dezembro do mesmo ano, com a tese intitulada "Alguns casos de hermafroditismo", com a nota de 17 valores (qualificação de Bom).



Foi Diretora do Externato Feminino Francês, em Lisboa.

O Arquivo Histórico da Presidência da República conserva à sua guarda documentos  que lhe dizem respeito, tendo sido indicada pelo Ministro da Educação Nacional, Francisco de Paula Leite Pinto, para condecoração com o grau de Oficial da Ordem da Instrução Pública em 1959; veio a receber esta condecoração em 22 de Janeiro de 1960, por parte do Presidente Américo Tomás.






domingo, 28 de dezembro de 2025

Ano Velho e Ano Novo / Old Year and New Year

 

Ano Novo  conhecido ainda como ano-bom, é o momento em que um novo ano civil começa e um novo calendário anual é iniciado. Em muitas culturas ao redor do mundo, o evento é comemorado de alguma maneira, principalmente na véspera da data.



O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1º de janeiro (“dia de ano-novo”), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. A comemoração ocidental tem origem num decreto do líder romano Júlio César, que fixou o 1º de Janeiro como o "dia do ano-novo" em 46 a.C.. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (sendo, portanto, bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano-novo, nem tampouco de que os primeiros cristãos o tenham feito.



A ordem dos meses no calendário romano vai de janeiro a Dezembro desde o rei Numa Pompilius em cerca de 700 a.C., de acordo com Plutarco e Macróbio. Foi só recentemente que o dia 1º de Janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano na cultura ocidental. Até 1751, por exemplo, na Inglaterra e no País de Gales (e em todos os domínios britânicos), o ano-novo começava em 25 de Março.  Desde então, o 1º de Janeiro tornou-se o primeiro dia do ano. Durante a Idade Média, vários outros dias foram diversas vezes considerados como o início do ano civil (1º de Março, 25 de Março, 1º de Setembro, 25 de Dezembro). Em muitos países, como República Checa, Brasil, Espanha, Portugal, Itália e Reino Unido, o dia 1º de Janeiro é um feriado nacional. (Para obter informações sobre a mudança do calendário juliano para o calendário gregoriano e o efeito sobre a datação de eventos históricos. 







sábado, 27 de dezembro de 2025

Arquipélago dos Açores / Azores archipelago





João Caetano Flores da ilha de São Jorge Açores

 

Nasceu no lugar da Fajã dos Vimes, freguesia da Ribeira Seca, na ilha de São Jorge,Açores  a 9 de Setembro de 1930 e faleceu  na Ribeira Chã a  2 de Dezembro de 1998 . Filho de João Caetano dos Santos e de Francisca Elvira Flores, um casal de agricultores.

Matriculou-se em 1943 no Seminário Episcopal de Angra, celebrando ali a sua primeira missa a 22 de Maio de 1956. A 9 de Dezembro daquele ano foi colocado como cura do lugar da Ribeira Chã, na ilha de São Miguel, iniciando a sua carreira sacerdotal. Muito por sua influência, o curato de São José da Ribeira Quente, então dependente da paróquia de Água de Pau, seria elevado em 1966 a paróquia autónoma e pouco depois a freguesia civil.


Dotado de grande capacidade de liderança e trabalho,liderou em 1962 o processo que levaria à construção de uma nova igreja paroquial, encomendando um projecto, na altura considerado pouco convencional, ao arquitecto Eduardo Read Teixeira (1914-1996), no qual incluiu arte decorativa de Tomás Borba Vieira e Álvaro França. À construção da igreja seguiu-se o salão paroquial, inaugurado em 1965. Entre as suas iniciativas contam-se o Dispensário Materno-Infantil, instituição com um jardim-de-infância pioneiro na educação pré-escolar nosAçores, o Museu de Arte Sacra e Etnografia, a Casa Museu Maria dos Anjos Melo e o Quintal Etnográfico e de Endemismo Açórico.