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Manuel Nicolau Bettencourt Pitta

 

Manuel Nicolau Bettencourt Pitta  nasceu em Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores  a  5 de Junho de 1826  e faleceu em Lisboa a 23 de Novembro de 1905.  Bacharel em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Coimbra em 1853.

 Filho de Nicolau Caetano de Bettencourt Pitta, falecido em 6 de Dezembro de 1788, e de Maria do Monte de Oliveira. Depois de frequentado os estudos secundários em Angra do Heroísmo, formou-se bacharel em Medicina pela Universidade de Coimbra, concluindo o curso em 1853. Terminado o curso estabeleceu-se em Lisboa, cidade onde fez a sua carreira. Foi lente da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e seu director  em 1897.  Como médico, foi director de enfermaria do Hospital de São José, do Recolhimento de São Pedro de Alcântara e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.


Foi sócio da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa e foi condecorado com o grau de comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada. Recebeu a medalha da febre amarela, em reconhecimento dos serviços prestados durante a epidemia daquela doença.


Casou com Sofia da Gama Barros. Uma filha do casal, Cristina de Barros Pitta, foi herdeira da Quinta do Conde.



segunda-feira, 8 de junho de 2026

Manuel Sieuve Zagalo Nogueira

 

Manuel Sieuve de Meneses Zagalo Nogueira  nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira Açores a  13 de Julho de 1843  e faleceu em  Leiria a  29 de Março de 1917.  Bacharel em Medicina e Cirurgia Geral formado pela Universidade de Coimbra, foi médico militar.

Foi filho de Rodrigo Zagalo Nogueira, médico e importante dirigente do Partido Progressista no Distrito de Angra do Heroísmo, e de sua esposa, Maria Augusta Sieuve de Séguier Camelo Borges, ligada à familia dos condes de Sieuve de Meneses. Depois de frequentar o ensino secundário na sua cidade natal, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso em 1868.


Iniciou a sua atividade profissional como facultativo em Angra do Heroísmo, onde colaborou na atividade política que seu pai mantinha. Concorreu e obteve o lugar de médico municipal em Caminha, onde exerceu clínica.


Transferiu-se para Lisboa, onde foi admitido como cirurgião militar. Nessas funções, foi médico da expedição que no contexto das campanhas de pacificação e ocupação foi enviada para a África Oriental Portuguesa, tendo aí participado, em 1896, na campanha contra os namarrais. O seu desempenho nessa comissão de serviço no ultramar valeu-lhe várias condecorações.


De regresso a Portugal, no posto de tenente-coronel médico, foi nomeado diretor do Hospital Militar de Leiria, cargo que detinha quando se reformou em 17 de Julho de 1907. Durante o período em que dirigiu aquele hospital militar introduziu grandes melhoramentos, procedendo a uma reforma completa da instituição, em parte à sua custa.


Era oficial da Ordem de Avis, oficial da Ordem de Santiago e oficial da Ordem da Torre e Espada. Em resultado da sua comissão de serviço em Moçambique na luta contra os namarrais recebeu a Medalha de Prata Comemorativa da expedição contra os namarrais (1896) e a medalha de prata de serviços no ultramar. Também recebeu a da rainha D. Amélia.



terça-feira, 2 de junho de 2026

1771 partida para o Brasil da ilha Terceira Açores / 1771: Departure for Brazil from Terceira Island, Azores

 

1 - Inácio Cardoso Teixeira e sua mulher  Mariana Felícia de Angra para o Rio de Janeiro, para seu irmão João Flores Teixeira.

2 - António Francisco e sua mulher Maria Jacinta com quatro filhos menores, Luzia, Jerónima, Jacinta e Maria , a Minas Gerais,  para seu irmão Francisco Pereira.

3 - António Dias Cota de Santa Bárbara para o Rio de Janeiro.


4 - Mateus Bernardo Cota de Santa Bárbara para Minas Gerais.

5 - Maria Josefa com sua mãe Teresa  Mariana, prima Gertrudes Mariana e sobrinho  António menor, todos de Angra do Heroísmo para o Rio de Janeiro, para seu pai Mateus Nunes.

6 - Manuel Machado Coelho á mesma cidade para receber a herança  de seu avô  Jacinto Coelho.

7 - Vicente Coelho da Praia da Vitória, para o Rio de Janeiro.

8 - André Pereia Coelho e sua mulher Angélica Rosa, para o Rio de Janeiro.

9 - José Pereira Borges para o rio de Janeiro, para receber a herança de seu tio Mateus Vieira Borges.

10 - Manuel Correia de Fraga para Minas Gerais, para receber a herança de seu tio  José Correia.






segunda-feira, 1 de junho de 2026

António de Sousa Hilário

 


Nasceu na freguesia do Norte Grande, concelho de Velas, na ilha de São Jorge, a 10 de Dezembro de 1941 e faleceu na Horta  a 16 de Fevereiro de 1918 .  Filho de Hilário José de Sousa, do Norte Grande, e de Delfina da Conceição, natural da ilha Graciosa, ambos residentes naquela freguesia. Muito novo foi residir para a cidade da Horta, ilha do Faial, onde completou o curso do Liceu. terminado o curso liceal, foi nomeado guarda da biblioteca do Liceu Nacional da Horta, cargo que exerceu de 1866 a 1879. Neste último ano foi nomeado professor interino daquele estabelecimento de ensino, onde leccionou alemão, francês e inglês.


Nas suas funções de bibliotecário do Liceu e depois de professor, publicou algumas obras onde demonstrou os seus méritos de pedagogo.  Foi, contudo, como jornalista e publicista que se destacou. Foi jornalista polémico, com colaboração nos jornais O Atlântico, Verdade e O Imparcial, todos publicados na Horta, de que foi redactor principal. Foi fundador, proprietário e director de O Direito Popular, um periódico de combate político que apareceu por duas vezes na cidade da Horta, ilha do Faial.