sexta-feira, 7 de junho de 2019

Pérola Rego e a lenda da Lagoa do Ginjal ilha Terceira Açores


Naquela época, na freguesia dos Altares, vivia Pérola Rego, menina muito rica, herdeira de imensa fortuna. Descendente das famílias Rego e Baldaya pela linha paterna, e da família Pamplona pela linha feminina. Pérola Rego era bela, com cabelos louros escuros, brilhantes e fartos. Os seus olhos eram castanhos da cor do cetim. A sua pele rosada, era muito fina.

Estes atributos, aliados a uma grande candura e bondade de espírito e coração levaram a que um elevado número de rapazes se enamorassem dela. Uma bela manhã ensolarada, Pérola desceu o eirado do solar de seu pai e foi ver a sua imagem reflectida nas águas da cisterna da casa.

Uma fada que vivia nas imediações queria defender Pérola dos pretendentes, visto que estes não a amavam e apenas queriam o seu dinheiro. Escondida dentro da cisterna à espera da rapariga, fez um encanto e tomou poder sobre a imagem da menina que se reflectia nas águas paradas da cisterna. Depois começou a engendrar uma forma de a surpreender durante o sono e levá-la para um local seguro no seu castelo encantado, longe do olhar dos homens.


O palácio encontrava-se no interior da ilha, perto do Pico do Vime; tinha lindos jardins e magníficos bosques de árvores típicas das florestas exóticas da Macaronésia. Tinha lindos Azevinhos, Sanguinhos, altos Cedros, belas árvores de Pau-Branco e gigantescos e antiquíssimos Dragoeiros. Era rodeado pelos dourados campos de trigo que se enfeitavam de vermelhas papoilas. No centro destes campos encontrava-se o grandioso castelo feito de brancas pedras de mármore, brilhante marfim, prata e ouro.

À meia-noite do dia de São João, quando as estrelas brilham com suavidade e a lua é rainha nos céus, a bela Pérola foi levada durante o sono envolta nas asas brancas da fada. Pela manhã a notícia do seu desaparecimento espalhou-se, deixando os pais em pânico, o solar em alvoroço e os seus enamorados em ansiedade. Em grupo, os pretendentes recorreram a uma velha feiticeira que vivia no cimo de uma serra e lhes revelou a existência do palácio encantado.


Alguns pretendentes quiseram atacar o castelo, deitando abaixo as muralhas pela força das armas. Outros mais cuidadosos consultaram também uma velha benzedeira que morava na freguesia dos Biscoitos. Esta disse que tinham de levar alaúdes e, à maneira dos antigos trovadores, irem cantando versos mágicos e executando marchas de magia que ela lhe ensinaria. Assim veriam ao longe o castelo encantado, visto que uma coisa encantada só se desencanta com outro encanto.

A benzedeira ainda os avisou que iriam encontrar uma inscrição sobre um enorme rochedo: se estivesse gravada a prata, conteria nas suas palavras o modo de atrair Pérola; mas se a tivesse sido gravada a fogo, os seus poderes não tinham força para vencer e nenhum deles merecia o amor da jovem.

Os pretendentes partiram de madrugada, mal o sol raiou. Pelos caminhos iam cantando os versos ensinados pela velha benzedeira dos Biscoitos. Ao fim de muitas horas de caminhada foi ouvido um grito de alegria. Ao longe via-se recortado na paisagem o palácio da fada, lindo, brilhando à luz do sol nascente.


Apressando o passo, percorreram o longo caminho até ao castelo. Desceram encostas, percorreram vales e subiram serras e colinas. Ao chegarem ao local onde devia estar o castelo, este tinha desaparecido na bruma. No seu lugar encontrava-se uma bela, serena e plácida lagoa de águas claras. Numa das margens, uma mensagem gravada a fogo numa pedra dizia: "Aqui, neste espaçoso lago, escondeu-se o palácio da linda Pérola, a donzela de cabelos loiros". Desiludidos, pensaram que Pérola estava perdida para sempre.

Mas a mãe desta, cristã piedosa, logo na manhã em que a fada lhe levara a filha fora-se ajoelhar diante de uma imagem de São Roque e pedir a sua intervenção. No fim de uma das suas muitas preces, ouviu uma voz ao ouvido que lhe segredou: "Vai tranquila, a tua filha está ao anjo da guarda". No dia de São Pedro à hora do por sol, Pérola apareceu no terraço do solar de seu pai, acompanhada por um Arcanjo. Vinham num batel de marfim puxado por um cisne de uma brancura imaculada.

Anos mais tarde apareceu o verdadeiro amor de pérola, um cavaleiro na demanda do Santo Graal, vestido com uma armadura refulgente. Séculos depois de esta lenda ter tido início, ainda existe o lago encantado onde se escondeu o castelo da fada - a Lagoa do Ginjal.

domingo, 2 de junho de 2019

Antes morrer livres que em paz sujeitos



Foi a sua frase Antes morrer livres que em paz sujeitos que passou a ser a divisa dos Açores,  é retirada de uma carta escrita a 13 de Fevereiro de 1582 por Ciprião de Figueiredo, no cargo de corregedor dos Açores, a Filipe II de Espanha. Naquela missiva recusava a sujeição da ilha Terceira em troca de mercês várias, afirmando: "... As couzas que padecem os moradores desse afligido reyno, bastarão para vos desenganar que os que estão fora desse pezado jugo, quererião antes morrer livres, que em paz sujeitos. Nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho... porque um morrer bem é viver perpétuamente...".


Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos  1.º e único conde da vila de São Sebastião (por D. António I de Portugal) .
Distinguiu-se como corregedor dos Açores durante a crise de sucessão de 1580, tendo governado o arquipélago durante o período conturbado que se seguiu à aclamação nas ilhas de D. António, Prior do Crato como rei de Portugal. A ele se deve a fortificação e organização da defesa da ilha Terceira que levou à vitória na Batalha da Salga.
Era filho de Sebastião Gomes de Figueiredo, natural de Trancoso, e de Antónia Fernandes de Vasconcelos, filha natural do arcebispo de Lisboa D. Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos. Por este lado descendia dos Meneses da rainha Leonor Teles.

Doutor em Direito Canónico, em 1578 foi nomeado pelo rei D. Sebastião para o cargo de corregedor dos Açores.

No exercício das funções de corregedor manteve graves dissidências com o bispo de Angra, D. Pedro de Castilho, sobre questões de repartição de competências entre a jurisdição civil e eclesiástica resultantes da aplicação das normas do Concílio de Trento que naquela época foram transpostas como leis do Reino de Portugal. Desse conflito resultou a partida do bispo para Ponta Delgada, cidade onde de facto estabeleceu a sede da governação diocesana.
A dissidência entre Ciprião de Figueiredo e o bispo D. Pedro de Castilho agudizou-se a partir de 1580, quando em consequência da aclamação de D. António Prior do Crato como rei de Portugal em Angra, o corregedor assumiu a liderança do partido acantono e o bispo, em Ponta Delgada, a chefia do partido favorável à Casa de Áustria.


D. António nomeou Ciprião de Figueiredo para o cargo de governador dos Açores, mas este nunca conseguiu estender a sua autoridade às ilhas de São Miguel e de Santa Maria, tendo a Câmara de Ponta Delgada, instigada pelo bispo, aclamado Filipe II como rei de Portugal. Esta dissensão, e consequente divisão do arquipélago, mereceu violenta crítica de Ciprião de Figueiredo, que em carta dirigida à Câmara de Ponta Delgada afirma que «uma mulher mesmo pouco séria não se entrega sem ser requestada», em alusão à atitude da Câmara.
Apesar das difíceis circunstâncias que se viviam na ilha Terceira, o governo de Ciprião de Figueiredo foi brando e moderado,  tentando obter consensos e não alienar a população da cidade de Angra. Tendo tomado medidas enérgicas para conter a conspiração liderada por João de Bettencourt, que instigado pelos jesuítas do Colégio de Angra tinha tentado aclamar D. Filipe em Angra, que incluíram a sua condenação à morte após julgamento na Relação de Angra, a que Ciprião de Figueiredo presidia, protelou e nunca executou essa sentença e tentou evitar medidas punitivas que extremassem a relação entre os partidos. Tendo afastado os partidários filipinos dos cargos públicos pela alteração das leis, concentrou a sua acção na organização da defesa e na preparação da resistência à previsível tentativa de invasão da ilha.

A primeira tentativa de invasão ocorreu a 26 de Julho de 1581, quando forças afectas a Filipe I de Portugal (Filipe II de Espanha) atacaram o lugar da Salga, no litoral da vila de São Sebastião, na costa leste da Terceira. O combate que se seguiu, conhecido como a Batalha da Salga, deu a vitória às tropas milicianas organizadas pelo governador, que também era capitão-mor da ilha. Esta vitória. devida à organização e energia de Ciprião de Figueiredo, deu novo alento à resistência terceirense e à causa de D. António, especialmente porque criou a credibilidade necessária para que a diplomacia antonina fosse atendida nas cortes francesa e inglesa.
Apesar do seu desempenho e da vitória na Salga, em finais de 1581, em resultado de uma manifestação dos seus opositores de que pretendiam uma política mais enérgica, D. António resolveu substituir Ciprião de Figueiredo por Manuel da Silva Coutinho, por ele elevado a conde de Torres Vedras.

Em consequência dessa decisão do Prior do Crato, em Fevereiro de 1582 Ciprião de Figueiredo entregou a governação da Terceira a Manuel da Silva, sendo compensado por D. António com o título de conde de São Sebastião, vila próxima do local onde no ano anterior se travara a Batalha da Salga. O seu substituto pretendeu nomeá-lo almirante de uma esquadra para a conquista de Cabo Verde, mas Ciprião de Figueiredo declinou por desconfiar que simplesmente se pretendia afastá-lo do centro das decisões.
Após o desastre sofrido na Batalha Naval de Vila Franca, travada a sul da ilha de São Miguel em 26 de Julho de 1582, D. António, que se refugiara na Terceira, levou Ciprião de Figueiredo para França. Exilado em França, como o próprio D. António, em 1601 fez uma viagem a Itália. Terá gozada da estima do rei Henrique IV de França e de Fernando I, grão-duque da Toscânia.
É o patrono do Regimento de Guarnição n.º 1, aquartelado na Fortaleza de São João Baptista do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo.


Durante muitos anos a Escola Preparatória de Angra do Heroísmo teve Ciprião de Figueiredo como patrono, sendo o nome hoje perpetuado numa rua daquela cidade. 
A companhia aérea Azores Airlines baptizou o seu primeiro Airbus A330 com o nome "Ciprião de Figueiredo".

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Cais da cidade de Angra do Heroísmo ilha Terceira Açores





O antigo Cais da Alfândega localiza-se na parte Norte da baía de Angra do Heroísmo, na freguesia da Sé, em pleno centro histórico da cidade e Concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.
Constitui-se no mais antigo cais da cidade de Angra, estabelecido pouco depois da chegada dos primeiros povoadores, eventualmente por volta de 1470 ou 1500, altura em que foram promovidas grandes obras por determinação de Álvaro Martins Homem.
O cais dava comunicação directa com as Portas da Cidade, via Pátio da Alfândega, o Hospital da Misericórdia (na Rua de Santo Espírito, e o edifício da Alfândega, onde eram registados e armazenados produtos e mercadorias.
Aqui aportavam as embarcações em trânsito de, e para, o Ultramar carregadas com mercadorias e variedade de riquezas.

A imagem mais antiga que se conhece mostra o cais e a principal porta da cidade, cerca de 1590.
O ancoradouro ficava junto à costa do Monte Brasil, a reparação naval era feita na "ribeira"' com acesso pela Rua de São João e, fortificada, vê-se uma porta conduzindo à Rua Direita e à cidade, ficando a nascente as bicas de água de abastecimento aos navios.
Dos 100 anos antecedentes conhece-se pouco. Primeiro foi só um cais, depois a porta que teve, sobretudo, funções de garantia de cobrança dos direitos da alfândega. Esta porta foi fortificada, se bem que a grande protecção fosse dada, desde meados do século XVI, pelas fortificações á entrada da baía: Forte de São Sebastião a nascente, O Forte de São Benedito e logo depois o Forte de Santo António, a poente, mandadas fazer por recomendação do Provedor das Armadas Pero Anes do Canto.
Cerca de 1610 fizeram-se grandes reparações. A porta enobreceu-se e tudo se tornou conforme aos grandes negócios que faziam da cidade a universal escala do mar do poente.
O pátio da Alfândega, rodeando por nascente e sul por edifícios, favorecia os comerciantes que, de cima da muralha podiam ver as mercadorias em baixo no Cais da Alfandega, que era mais baixo e com outra configuração.

Esta porta durou cerca de 250 anos da vida, pois, em 1 de Novembro de 1755 o maremoto originado pelo terramoto de Lisboa, ao passar pela Baía de Angra do Heroísmo, passou acima da porta do mar e chegou à Praça Velha. No retorno arrastou consigo as estruturas da porta.
Criada a Capitania Geral dos Açores em 1766, por decreto de el-rei D. José I de Portugal e chegado a Angra o primeiro capitão-General, D. Antão de Almada, logo manda que o sargento-mor João António Júdice tire o plano de reedificação do cais, aproveitando-se o que pudesse conservar-se.
Data dessa época a segunda grande modificação da relação de Angra com o mar, ditando o aspecto geral até hoje. Assim, já entre o barroco e o neo-clássico, surge um pátio amplo, ao nível da Rua Direita, ligado ao cais por duas largas escadarias em ferradura, rematadas em cima por duas portas com arcos de pedra. Em fundo a Igreja da Misericórdia datando de 1746.
As bicas de abastecimento dos barcos foram transferidas para um chafariz de duplas pilastras laterais, ao centro das escadarias.
A guarda ainda se mantinha, sempre mais por razões administrativas que de defesa, e a porta de acesso de viaturas ficou em frente á Rua de Santo Espírito. O cais recebe novo revestimento sendo elevado e alargado.

A porta do mar, as casas da guarda e tudo o que fizera aquele lugar é enterrado debaixo do entulho destinado a apoiar a nova obra.
Posteriormente, no século XIX, chegou a receber embarcações a vapor embora estas, muitas vezes, tivessem de permanecer mais afastadas do porto devido à já então fraca profundidade das suas águas, causado pelo assoreamento da baía.

Aqui pisou pela primeira vez território açoriano, a 3 de Março de 1832, Pedro IV de Portugal.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Quem partiu da cidade da Ribeira Grande Ilha de S. Miguel Açores para o Brasil



1-  André da Costa Leite (Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, c. 1781) casado com Clara Maria de Sousa.

2-  António Muniz Leite (Fenais da Ajuda, Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 26 de Fevereiro de 1708 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 14 de Dezembro de 1810) casado com Francisca Fagundes de Oliveira Leite.

3- Francisco de Arruda Botelho (Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1641 - Santana de Parnaíba, São Paulo, c. 1684) casado com Maria de Quadros.

4-  Manuel da Silva Pacheco (Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 3 de Junho de 1825) casado com Benvinda Gomes Martins e Bernarda Gomes Jardim.


5-  Paulo Machado de Sousa (Ribeira Grande, Ilha do Faial, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Anna Maria de São José.

6-  Sebastião Arruda Botelho (Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1642 - Brasil, ?) casado com Isabel de Quadros.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

O porquê do nome Canada da Salga na freguesia dos Biscoitos ilha Terceira Açores





O nome desta via de comunicação, segundo reza a tradição popular deve o seu nome a um acontecimento que ocorreu durante o tempo da dominação filipina. Quando as forças castelhanas invadiram a freguesia dos Biscoitos e foi travado um combate tão violento que o sangue dos soldados correu de forma a tornar-se necessário espalhar sal, para se evitar uma pandemia de peste que segundo se acreditava na altura poderia provir simplesmente do sangue espalhado.

domingo, 19 de maio de 2019

António Lourenço da Silveira Macedo historiador da ilha do Faial


António Lourenço da Silveira Macedo (Horta, 11 de Setembro de 1818 – Horta, 18 de Dezembro de 1891), foi um historiador e político da ilha do Faial, Açores, autor da primeira obra historiográfica inteiramente dedicada àquela ilha. Foi ainda reitor do liceu da Horta, procurador à Junta Geral do Distrito da Horta, exercendo ainda diversos cargos públicos na administração da sua ilha.
António Lourenço da Silveira Macedo nasceu na Horta, Faial, a 11 de Setembro de 1818, filho de Lourenço António da Silveira Macedo e de sua mulher Maria delfina da Silveira Goulart, ambos
naturais da vila da Madalena, da fronteira ilha do Pico.

Filho de pai operário, foi com grande sacrifício que a família lhe propiciou uma educação literária que permitiu que, por Decreto de 3 de Dezembro de 1839, acedesse ao lugar de professor régio da cadeira de latim nas Lajes do Pico, que regia interinamente a desde 1837. Em 1844 foi transferido para a Horta, obtendo provisão definitiva no ano de 1848.

Sendo professor régio de latim, foi integrado no Liceu criado na Horta aquando da reforma do sistema educativo, já que a sua criação implicou a extinção das anteriores cadeiras-régias. No Liceu, Silveira Macedo foi encarregue das disciplinas de Matemática e Filosofia, iniciando uma longa carreira docente naquela instituição.

Ocupou sucessivamente os lugares de secretário e bibliotecário do Liceu da Horta, sendo depois nomeado seu reitor.

Sendo um destacado professor liceal, participou em múltiplas iniciativas cívicas e políticas, exercendo funções de destaque na Junta Geral, na comissão administrativa do porto artificial da Horta, na comissão de agricultura, com especial destaque na luta contra a filoxera que então arruinou as vinhas do Pico.

Silveira de Macedo foi um activo publicista, editando diversos jornais e publicando múltiplos artigos na imprensa da época. também se dedicou à produção de manuais escolares para os alunos do Liceu, que depois de aprovados, eram impressos localmente. Cultivou também os estudos históricos e biográficos, sendo a sua obra mais conhecida a "História das Quatro Ilhas que Formam o Distrito da Horta", publicada em três volumes, na Horta, a partir de 1871.


Por Decreto de 12 de Julho de 1833 foi agraciado com a comenda da Ordem de Cristo, pelos relevantes serviços prestados à sua terra.

Silveira Macedo faleceu na Horta, localidade onde tinha nascido e viveu a maior parte da sua vida, a 18 de Dezembro de 1891.