domingo, 17 de março de 2019

Fafá de Belém de origens Açorianas




Fafá de Belém, nome artístico de Maria de Fátima Palha de Figueiredo, nasceu a 9 de Agosto de 1956, em Belém, no estado do Pará, Brasil. Esta artista, de descendência açoriana, sempre gostou de cantar, tendo iniciado a sua carreira ainda adolescente. É considerada um símbolo da música brasileira e detentora de uma das mais poderosas vozes do Brasil. A sua música extravasa a geografia do seu país e emociona, há mais de três décadas, multidões pelo mundo fora.
Sendo uma das artistas com maior expressão de vendas de discos no mercado nacional, conquistou o estatuto de estrela na canção popular brasileira.


Em 1973, conheceu o baiano Roberto Santana, produtor do grupo “Quinteto Violado” e músico da “Polygram”, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares do Rio de Janeiro, S. Salvador e Belém.
Em 1973, estreou-se como cantora profissional no teatro principal de Belém, “Theatro da Paz”. Foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e pelos grupos Jovem Guarda e Beatles, além de outros géneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos da rádio.
O amplo leque de sua formação musical está reflectido na selecção do seu repertório, pelo que gravou vários géneros musicais, nomeadamente, música regional, pérolas do cancioneiro popular, como “Que Queres Tu De Mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, ou “Você Vai Gostar” (Casinha Branca), de Elpídio dos Santos. Rock, boleros, ritmos caribenhos, guarânias, afoxé, lambadas, sambas-canções, composições dos grandes nomes da música popular brasileira, marcha-rancho, sertanejo, e muitos outros ritmos. Refira-se ainda a polémica apresentação que a musa das directas deu ao Hino Nacional, contestada pela justiça e ovacionada pela plateia, cada vez mais numerosa nos seus espectáculos.
Em 1976, lançou o primeiro LP, intitulado “Tamba Taja” e o álbum “Água” em 1977, que atingiu cerca de 95 mil cópias vendidas.


Em 1979, apresentou o seu maior sucesso com a música \\\"Sob medida\\\" (Chico Buarque), que integrou o reportório de um dos melhores discos da sua carreira – “Estrela”.
O seu trabalho mais recente foi a edição de um CD/DVD gravado ao vivo, em 2007, e lançado pela gravadora EMI – única multinacional que ainda não havia editado qualquer trabalho da artista.
Também aceitou o desafio de ser actriz e encarnou a personagem Ana Luz, na telenovela da Rede Record “Caminhos do Coração”, do autor Tiago Santiago.
Participou no especial “Mulher 80”, da Rede Globo.
A convite do Governo dos Açores, esta descendente, actuou em S. Miguel, representando a comunidade açoriana no Brasil.
Foi-lhe atribuída a “Medalha de Mérito Turístico 2011”, pela promoção de Portugal como destino turístico no mundo.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Habitantes mais antigos de Pedro Miguel na ilha do Faial Açores



1.  Diogo Rixão e Beatriz Albernaz fundadores da paróquia cerca de 1600

2.  Brás Albernaz que já tinha uma filha adulta, Maria Albernaz em 1631

3.  Domingos Pereira, que foi padrinho em Castelo Branco em 1633

4.  1600 António Gonçalves o velho (testemunha de Simão Ferreira e Ana Brás e de António Fialho e Maria Francisca 1641)


5.  1605 Amaro João cc Maria Brás antes de 1625.

6.  1605 Simão Ferreira casou antes de 1625 com Ana Brás e seus 3 filhos

7.  1607 Manuel Correia cc antes de 1627 com Maria da Silva.

8.  1608 António Pires casado antes de 1628 com Catarina de Almança, já falecida em 1646.

9.  1608 Melchior Albernás casado antes de 1628 com Inês R...? já falecida em 1644.

10.  1610 Bartolomeu Luís casado com Maria Gonçalves antes de 1630.

11.  1614 Sebastião Pais casado com Bárbara de Mendonça antes de 1635, já falecidos em 1656.


12.  1615 Francisco Fialho, viúvo (dos Flamengos) casado com c ...na da Silva em 1643

13.  1615 Mateus Pais casado com Bárbara Goulart antes de 1635.

14.  1615 Violante Gomes - testemunha de Salvador Gonçalves e Madalena Camacho em 1646

15.  1616 Nicolau Álvares casado com Catarina Duarte antes de 1640, ambos já falecidos em 1656.

16.  1619 Mateus Gonçalves casado antes de 1639 c Maria Duarte, já falecida em 1659.

17.  1619 Mateus Gonçalves, filho de João Pires e Beatriz Gonçalves, da Ribeirinha, com Bárbara Jorge.


18.  1620 Lourenço Rodrigues de Bem casado com Rufina de Souto.


sábado, 9 de março de 2019

Poetisa Cecilía Benevides de Carvalho Meireles com origens Açorianas




Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles) é descendente de açorianos naturais da ilha de S. Miguel – Açores. Nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil, no dia 7 de Novembro de 1901.

Foi criada pela avó materna, uma vez que ficou órfã muito cedo.
Aos nove anos, começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poesias, “espectros”, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora, vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, na sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

Teve ainda uma importante actuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda o seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como “Leilão de Jardim”, “O Cavalinho Branco”,
“Colar de Carolina”, “O mosquito escreve, Sonhos da menina”, “O menino azul” e “A pombinha da mata”, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a literataço, a assonância e a rima. Os seus poemas não se restringem apenas à faixa etária infantil, mas permitem diferentes níveis de leitura.

Em 1923, publicou “Nunca Mais…” e “Poema dos Poemas”, e, em 1925, “Baladas Para El-Rei”. Após um longo período, em 1939, publicou “Viagem”, livro com o qual ganhou o Prémio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como “Pequeno Oratório de Santa Clara”, de 1955; “O Romance de Santa Cecília” e outros.
Em 1951, viajou pela Europa, Índia e Goa e visitou, pela primeira e única vez, os Açores, tendo contactado na ilha de S.Miguel o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente, desde a década de 1940.
Foi homenageada com o Prémio Machado de Assis (1965); Sócia Honorária do Real Gabinete Português de Leitura; Sócia Honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa); Doutora “Honoris Causa”, pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem de Mérito (Chile)
Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais, o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó-materna, Jacinta Garcia Benevides, que a criou.

Após a sua morte (9-11-1964), foi homenageada, tendo-lhe sido atribuída uma cédula de cem cruzados novos. Este documento, com a efígie de Cecília Meireles, lançado pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudado para cem cruzeiros, aquando da mudança de moeda pelo governo de Fernando Collor.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Açorianos que construíram um barco para chegar à América e foram naturalizados graças a Kennedy


Dois açorianos construíram há 65 anos um barco para emigrar para os Estados Unidos da América (EUA), conseguindo obter a cidadania deste país com a ajuda de John F. Kennedy, que viria a tornar-se presidente.

"John F. Kennedy tinha-se empenhado na construção da igreja portuguesa de Cambridge e promoveu uma grande festa para assinalar o aniversário da instituição, num dos maiores hotéis de Boston, onde também estive presente e lhe fui apresentado", disse à agência Lusa Vítor Manuel Caetano , de 91 anos, o único sobrevivente desta aventura.

Evaristo Gaspar, já falecido, e Vítor Caetano, partiram de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a 28 de Junho de 1951 e chegaram a 23 de Agosto aos Estados Unidos, onde foram recebidos como heróis, depois de terem sido dados como mortos.

Os dois foram recolhidos ao largo das ilhas Bermudas por um navio, quando a sua embarcação se encontrava à deriva e estavam sem alimentos há cerca de uma semana.

Vítor Caetano, que tinha 26 anos, afirmou que quando se encontrou com John F. Kennedy este encontrava-se de muletas na sequência de uma cirurgia à coluna, da qual "muito se queixava".


Segundo o açoriano, John F. Kennedy, à data congressista pelo estado de Massachusetts, ficou fascinado com a sua aventura marítima e assegurou-lhe que iria empenhar-se na sua legalização para ficarem no país.

"Ele ficou admirado com a nossa história. Ele próprio contou-me como ficou ferido durante a II Guerra Mundial, num barco de patrulha. Todos os anos, graças a JFK, eu renovava os meus documentos e, quando faltavam sete dias para os cinco anos (período necessário para obter a cidadania), tornei-me cidadão americano", declarou Vítor Caetano, recordando que o congressista "mandava sempre cumprimentos" por via de um português que trabalhava numa das residências do clã Kennedy na Nova Inglaterra.

Quando o político de origem irlandesa chegou à presidência dos EUA, Vítor Caetano enviou-lhe uma carta a dar os parabéns "por ser presidente de um grande país como a América", tendo este retribuído com um agradecimento.

John F. Kennedy, cuja relação com a comunidade de emigrantes açorianos na costa leste dos Estados Unidos é conhecida, foi um dos responsáveis pelo 'Azorean Refugee Act', em 1958, a par de outro senador, John Pastore.


Esta foi uma legislação aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos que permitiu às vítimas do vulcão dos Capelinhos, ocorrido na ilha do Faial em 1957, emigrarem para os Estados Unidos.

Vítor Caetano teve de abdicar do seu barco quando foi recolhido pelo navio, mas não antes de retirar de bordo a bandeira portuguesa, uma imagem da Virgem de Fátima e outra de São José, nome com que foi baptizada a embarcação.

Mais tarde construiu uma réplica em miniatura, que ostenta "com orgulho" na sua residência.

A aventura dos dois açorianos inspirou uma obra de ficção do escritor Manuel Ferreira, denominada "O barco e o sonho", que foi adaptada para televisão.


" Cortesia ao Açoriano Oriental"

sábado, 2 de março de 2019

Hélio Costa o popular taxista de profissão e escritor de temas populares para as Danças de Pandeiro e bailinhos

Cortesia a Foco Directo Projecto



O popular Hélio Costa, taxista de profissão e escritor de temas populares para as Danças de Pandeiro e bailinhos já escreveu 19 enredos para diferentes comunidades imigrantes de Terceirenses residentes na América do Norte. Nos últimos anos, as comunidades imigradas na Califórnia tem demonstrado um interesse crescente pela organização do Entrudo Tradicional da Ilha Terceira pelo que tem aumentado o número de grupos que se organizam.


Exemplo desta dinâmica é o facto de Hélio Costa ter escrito a maioria dos textos para grupos sediados na costa Oeste, que nos últimos cinco anos tem sofrido um significativo aumento.

A Califórnia é uma das zonas de fixação de grande número de imigrantes oriundos da ilha Terceira e, também, uma das comunidades imigrantes mais bem sucedidas das diversas comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.
De forma espontânea, como tem sido o Carnaval originário na ilha Terceira, este tipo de manifestação tem vindo a aumentar e a tendência é um crescimento que poderá ultrapassar o número de grupos que desfilam nos palcos da ilha Terceira durante os três dias de Carnaval.

Naturalmente que este fenómeno poderá não se desenvolver muito mais devido à diminuição da emigração dos Açores, particularmente da ilha Terceira, para a América do Norte.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As danças e bailinhos na ilha Terceira , remonta ao tempo dos primeiros povoadores


Nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, reside uma das formas mais peculiares do Carnaval em Portugal, as Danças e Bailinhos de Carnaval. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflecte um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos.
As danças e bailinhos de Carnaval da ilha Terceira são manifestações de teatro popular, acompanhadas por música, com textos em rima, que incluem habitualmente crítica social.

Mais de mil músicos e actores amadores actuam de forma gratuita em cerca de 40 palcos espalhados por toda a ilha, prolongando as actuações pela madrugada dentro, durante quatro dias.

As danças de pandeiro, os bailinhos e as comédias têm um texto cómico, enquanto as danças de espada representam um drama.

Desde Janeiro que decorrem os ensaios em sociedades filarmónicas ou em garagens, mas há quem também comece a preparar o Carnaval com antecedência nos bastidores.


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Há 55 anos um jovem açoriano viajou no trem de aterragem de um avião para chegar à América.


Numa noite de lua cheia, a 9 de Setembro de 1960, Daniel Melo avista o Lockheed Super Constellation que se prepara para levantar voo no extremo da pista principal do aeroporto internacional de Santa Maria. A aeronave das linhas aéreas venezuelanas, um quadrimotor a hélice, reconhecível pelo leme triplo, aquece os motores para descolar rumo a Caracas, via Bermuda. Daniel, de apenas 16 anos, corre pela pista e sobe para o compartimento do trem de aterragem dianteiro. Depois de algumas tentativas falhadas, está em andamento o plano de atravessar o Atlântico e
cumprir o objectivo final de chegar à América — como passageiro clandestino.
Daniel Melo, de baixa estatura, tenta ajeitar-se no compartimento exíguo, enquanto o avião atinge a velocidade de descolagem. O piloto da LAV (Línea Aeropostal Venezolana) faz subir o trem de aterragem. O equipamento hidráulico comprime o passageiro contra a parede de metal, a poucos centímetros da roda em circulação. O movimento repete-se meia dúzia de vezes, porque as portas do compartimento não fecham devidamente. De cada vez que o trem sobe, Daniel Melo quase sufoca. Quando o alçapão se fecha, Daniel abre uma porta interior para a área electrónica e hidráulica do avião - o que terá feito a diferença entre a vida e a morte.
Daniel Correia Melo nasceu a 22 de Novembro de 1943 nas Furnas, na ilha de São Miguel, num meio familiar humilde. Em 1950, com apenas sete anos, acompanhou os pais e dois irmãos quando a família se mudou para Santa Maria. O aeroporto internacional, construído pelos norte-americanos como base militar, no final da II Guerra Mundial, estava no auge da actividade enquanto importante ponto de ligação entre a Europa e as Américas, onde as grandes companhias aéreas faziam escalas para reabastecimento nos voos intercontinentais. A família morava no Bairro Operário e o pai trabalhava no cinema do Aeroporto — onde Daniel via os filmes de Hollywood que o faziam querer procurar uma vida melhor na terra das oportunidades.

O planeamento da viagem começou aos 14 anos — Daniel aprendia o ofício de carpinteiro nas oficinas do Aeroporto e já ouvira relatos de tentativas semelhantes, nos aviões militares que partiam da Base das Lajes, na Terceira. Observou de perto os diferentes tipos de aeronaves, quando fazia incursões pela placa com os amigos, às escondidas da polícia. Escolheu o avião, a companhia aérea e o destino. "O meu plano foi perfeito", recordou ao jornal Portuguese Times, de New Bedford, duas décadas depois da viagem. "Sempre gostei de aventura."

cortesia I love azores