quarta-feira, 6 de março de 2019

Açorianos que construíram um barco para chegar à América e foram naturalizados graças a Kennedy


Dois açorianos construíram há 65 anos um barco para emigrar para os Estados Unidos da América (EUA), conseguindo obter a cidadania deste país com a ajuda de John F. Kennedy, que viria a tornar-se presidente.

"John F. Kennedy tinha-se empenhado na construção da igreja portuguesa de Cambridge e promoveu uma grande festa para assinalar o aniversário da instituição, num dos maiores hotéis de Boston, onde também estive presente e lhe fui apresentado", disse à agência Lusa Vítor Manuel Caetano , de 91 anos, o único sobrevivente desta aventura.

Evaristo Gaspar, já falecido, e Vítor Caetano, partiram de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a 28 de Junho de 1951 e chegaram a 23 de Agosto aos Estados Unidos, onde foram recebidos como heróis, depois de terem sido dados como mortos.

Os dois foram recolhidos ao largo das ilhas Bermudas por um navio, quando a sua embarcação se encontrava à deriva e estavam sem alimentos há cerca de uma semana.

Vítor Caetano, que tinha 26 anos, afirmou que quando se encontrou com John F. Kennedy este encontrava-se de muletas na sequência de uma cirurgia à coluna, da qual "muito se queixava".


Segundo o açoriano, John F. Kennedy, à data congressista pelo estado de Massachusetts, ficou fascinado com a sua aventura marítima e assegurou-lhe que iria empenhar-se na sua legalização para ficarem no país.

"Ele ficou admirado com a nossa história. Ele próprio contou-me como ficou ferido durante a II Guerra Mundial, num barco de patrulha. Todos os anos, graças a JFK, eu renovava os meus documentos e, quando faltavam sete dias para os cinco anos (período necessário para obter a cidadania), tornei-me cidadão americano", declarou Vítor Caetano, recordando que o congressista "mandava sempre cumprimentos" por via de um português que trabalhava numa das residências do clã Kennedy na Nova Inglaterra.

Quando o político de origem irlandesa chegou à presidência dos EUA, Vítor Caetano enviou-lhe uma carta a dar os parabéns "por ser presidente de um grande país como a América", tendo este retribuído com um agradecimento.

John F. Kennedy, cuja relação com a comunidade de emigrantes açorianos na costa leste dos Estados Unidos é conhecida, foi um dos responsáveis pelo 'Azorean Refugee Act', em 1958, a par de outro senador, John Pastore.


Esta foi uma legislação aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos que permitiu às vítimas do vulcão dos Capelinhos, ocorrido na ilha do Faial em 1957, emigrarem para os Estados Unidos.

Vítor Caetano teve de abdicar do seu barco quando foi recolhido pelo navio, mas não antes de retirar de bordo a bandeira portuguesa, uma imagem da Virgem de Fátima e outra de São José, nome com que foi baptizada a embarcação.

Mais tarde construiu uma réplica em miniatura, que ostenta "com orgulho" na sua residência.

A aventura dos dois açorianos inspirou uma obra de ficção do escritor Manuel Ferreira, denominada "O barco e o sonho", que foi adaptada para televisão.


" Cortesia ao Açoriano Oriental"

sábado, 2 de março de 2019

Hélio Costa o popular taxista de profissão e escritor de temas populares para as Danças de Pandeiro e bailinhos

Cortesia a Foco Directo Projecto



O popular Hélio Costa, taxista de profissão e escritor de temas populares para as Danças de Pandeiro e bailinhos já escreveu 19 enredos para diferentes comunidades imigrantes de Terceirenses residentes na América do Norte. Nos últimos anos, as comunidades imigradas na Califórnia tem demonstrado um interesse crescente pela organização do Entrudo Tradicional da Ilha Terceira pelo que tem aumentado o número de grupos que se organizam.


Exemplo desta dinâmica é o facto de Hélio Costa ter escrito a maioria dos textos para grupos sediados na costa Oeste, que nos últimos cinco anos tem sofrido um significativo aumento.

A Califórnia é uma das zonas de fixação de grande número de imigrantes oriundos da ilha Terceira e, também, uma das comunidades imigrantes mais bem sucedidas das diversas comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.
De forma espontânea, como tem sido o Carnaval originário na ilha Terceira, este tipo de manifestação tem vindo a aumentar e a tendência é um crescimento que poderá ultrapassar o número de grupos que desfilam nos palcos da ilha Terceira durante os três dias de Carnaval.

Naturalmente que este fenómeno poderá não se desenvolver muito mais devido à diminuição da emigração dos Açores, particularmente da ilha Terceira, para a América do Norte.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As danças e bailinhos na ilha Terceira , remonta ao tempo dos primeiros povoadores


Nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, reside uma das formas mais peculiares do Carnaval em Portugal, as Danças e Bailinhos de Carnaval. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflecte um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos.
As danças e bailinhos de Carnaval da ilha Terceira são manifestações de teatro popular, acompanhadas por música, com textos em rima, que incluem habitualmente crítica social.

Mais de mil músicos e actores amadores actuam de forma gratuita em cerca de 40 palcos espalhados por toda a ilha, prolongando as actuações pela madrugada dentro, durante quatro dias.

As danças de pandeiro, os bailinhos e as comédias têm um texto cómico, enquanto as danças de espada representam um drama.

Desde Janeiro que decorrem os ensaios em sociedades filarmónicas ou em garagens, mas há quem também comece a preparar o Carnaval com antecedência nos bastidores.


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Há 55 anos um jovem açoriano viajou no trem de aterragem de um avião para chegar à América.


Numa noite de lua cheia, a 9 de Setembro de 1960, Daniel Melo avista o Lockheed Super Constellation que se prepara para levantar voo no extremo da pista principal do aeroporto internacional de Santa Maria. A aeronave das linhas aéreas venezuelanas, um quadrimotor a hélice, reconhecível pelo leme triplo, aquece os motores para descolar rumo a Caracas, via Bermuda. Daniel, de apenas 16 anos, corre pela pista e sobe para o compartimento do trem de aterragem dianteiro. Depois de algumas tentativas falhadas, está em andamento o plano de atravessar o Atlântico e
cumprir o objectivo final de chegar à América — como passageiro clandestino.
Daniel Melo, de baixa estatura, tenta ajeitar-se no compartimento exíguo, enquanto o avião atinge a velocidade de descolagem. O piloto da LAV (Línea Aeropostal Venezolana) faz subir o trem de aterragem. O equipamento hidráulico comprime o passageiro contra a parede de metal, a poucos centímetros da roda em circulação. O movimento repete-se meia dúzia de vezes, porque as portas do compartimento não fecham devidamente. De cada vez que o trem sobe, Daniel Melo quase sufoca. Quando o alçapão se fecha, Daniel abre uma porta interior para a área electrónica e hidráulica do avião - o que terá feito a diferença entre a vida e a morte.
Daniel Correia Melo nasceu a 22 de Novembro de 1943 nas Furnas, na ilha de São Miguel, num meio familiar humilde. Em 1950, com apenas sete anos, acompanhou os pais e dois irmãos quando a família se mudou para Santa Maria. O aeroporto internacional, construído pelos norte-americanos como base militar, no final da II Guerra Mundial, estava no auge da actividade enquanto importante ponto de ligação entre a Europa e as Américas, onde as grandes companhias aéreas faziam escalas para reabastecimento nos voos intercontinentais. A família morava no Bairro Operário e o pai trabalhava no cinema do Aeroporto — onde Daniel via os filmes de Hollywood que o faziam querer procurar uma vida melhor na terra das oportunidades.

O planeamento da viagem começou aos 14 anos — Daniel aprendia o ofício de carpinteiro nas oficinas do Aeroporto e já ouvira relatos de tentativas semelhantes, nos aviões militares que partiam da Base das Lajes, na Terceira. Observou de perto os diferentes tipos de aeronaves, quando fazia incursões pela placa com os amigos, às escondidas da polícia. Escolheu o avião, a companhia aérea e o destino. "O meu plano foi perfeito", recordou ao jornal Portuguese Times, de New Bedford, duas décadas depois da viagem. "Sempre gostei de aventura."

cortesia I love azores

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Igreja de São Sebastião na cidade de Ponta Delgada ilha de S. Miguel Açores

A Igreja Matriz de São Sebastião localiza-se freguesia de São Sebastião, na cidade e concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.
A sua construção remonta a uma ermida sob a invocação de São Sebastião, padroeiro da cidade, erguida após uma grande peste que a assolou, conforme referido pelo cronista Gaspar Frutuoso nas Saudades da Terra.

As obras do actual templo transcorreram entre 1531 e 1547, tendo recebido auxílios dos reis D. João III e D. Sebastião, datando desse período as magníficas portadas em estilo manuelino que chegaram até nós. As portas dos alçados laterais, em estilo barroco, são de basalto da ilha.
Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 39.175, de 17 de Abril de 1953.
Ao longo dos séculos a edificação sofreu profundas transformações em seu conjunto, típico do estilo gótico em Portugal, com detalhes manuelinos e, posteriormente, barrocos. No século XVI, a torre sineira erguia-se no ângulo Nordeste. Na primeira metade do século XVIII, o templo foi objecto de extensa campanha de obras.

O altar-mor era inteiramente em talha dourada, havendo nele riquíssimos panos de azulejos.
O actual relógio na torre foi doado em fins do século XIX por António Joaquim Nunes da Silva.
Até há relativamente poucos anos existiam junto aos púlpitos, nas naves, dois coros, um deles com o órgão onde tocou o padre Joaquim Silvestre Serrão.
Entre as capelas, destacam-se a de Nossa Senhora do Rosário, onde o padre António Vieira instituiu a devoção ao Rosário em Ponta Delgada.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Igreja Matriz de São Sebastião na ilha Terceira Açores


A Igreja Matriz de São Sebastião localiza-se na freguesia de Vila de São Sebastião, concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.
Foi edificada pelos primeiros povoadores da ilha em 1455, tendo sofrido importantes obras de conservação durante o século XVI, mais precisamente as iniciadas em 1568, dado que a sua capela-mor se encontrava bastante arruinada. Nesta data foram acrescentados alguns elementos construtivos ao templo.
O seu interior foi consumido por um grande incêndio em 8 de maio de 1789, tendo as obras de recuperação sido concluída em 1795. Nesta campanha foi coberta grande parte da estrutura original em pedra, assim como muito das pinturas até então existentes nas paredes, tendo se lhe banalizado o frontispício.
Apenas na segunda metade do século XX, a partir de 1964, é que se iniciou uma intervenção de restauro, por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
"Antes das obras de restauro, a igreja matriz de São Sebastião revelava exteriormente muito pouco da sua fábrica primitiva; a construção de 1789 banalizou-lhe o frontispício, escondeu muitos dos elementos, que subsistiam, das construções afonsina e manuelina."
O Dr. Baptista de Lima, numa comunicação ao "XVI Congresso Internacional de História da Arte", resume a evolução, em quatro fases, deste monumento:


"A primeira fase, gótica e arcaisante já para a época, é da fundação da igreja afonsina; compara-a aquele autor [Alfredo da Silva Sampaio] às das igrejas de Santa Clara de Santarém, Santa Maria dos Olivais de Tomar, São Domingos de Guimarães e Sé de Silves, todas do século XIII, duas centúrias anteriores à de São Sebastião."
"São dessa fase a cabeceira poligonal que forma a capela-mor, com seus botaréus, cachorrada e cimalha, bem como as três portas ogivais, a principal e as duas laterais."
"Planta simples, de três naves, cruzeiro com duas capelas manuelinas acrescentadas à planta primitiva - As de Nossa Senhora da Encarnação e dos Passos."
"Numa terceira fase, ainda no século XVI - em 1568 - a capela-mor, talvez por ameaçar ruína, foi inteiramente reconstruída, ficando muito mais ampla, e alinhando com as duas colaterais. Dessa reconstrução data abóbada actual; antes seria de artesões, como as demais capelas da igreja manuelina."
"Mais tarde, durante o século XVII e o século XVIII, a planta da igreja sofre novos acrescentos: a sacristia, o baptistério, uma arrecadação junto da capela dos Passos."
"Finalmente, depois do incêndio de 1789, o frontispício da igreja foi inteiramente modificado ao gosto da época, ficando com um portal barroco, a encobrir a primitiva porta principal, gótica."
"Assim, e com a decoração interior que Alfredo da Silva Sampaio nos descreve, nos começos deste século, permaneceu até às obras de restauro que ali promoveu a direcção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais."

Sobre o seu espólio, do inventário efectuado em 3 de Agosto de 1812 pelo seu tesoureiro, Francisco Manuel Sebastião de Andrade, tombado num dos livros paroquiais, dos ornamentos, paramentos e alfaias de prata (quatro cruzes, seis coroas, outros tantos castiçais, cinco resplendores, e outras peças), apenas restam uma naveta, um turíbulo, uma custódia, seis cálices, o prato de um par de galhetas, o purificador e um vaso pequeno. Tudo o mais, sem se referir os paramentos, pálios e frontais de brocado de ouro, desapareceu desde então.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Emigrantes que partiram para o Brasil da ilha Terceira Açores


13. José António Martins da Costa (São Bento, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Ana Maria da Conceição.

14. José da Fonseca (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil. ?) casado com Margarida Antónia Pamplona.

15. José Machado (Freguesia de São Pedro, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1720 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul) casado com Ana Maria.

16. José da Silva Tavares (Fonte do Bastardo, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, c. 1752 - Herval, Rio Grande do Sul, 29 de Setembro de 1813) casado com Joana Maria dos Santos.

17. José de Sousa Breves (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 2 de Fevereiro de 1748 - Brasil, 8 de Janeiro de 1845) casado com Maria Pimenta de Almeida Frazão. Foi o chefe dos "Breves Graúdos", enquanto os descendentes de seus irmãos eram chamados de "Breves Miúdos", distinguidos assim pelo povo.

18. Manuel Correia Quintana (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria Alves de Oliveira.

19. Manuel Gonçalves, Mancebo (Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, Açores, Portugal, c. 1715 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, c. 1790) casado com Águeda Maria Simões.

20. Manuel Martins Ferreira (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de André Machado e Maria Santa.


21. Manuel de Sousa Breves (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de António de Sousa Breves e Maria de Jesus Fernandes.

22. Margarida Antónia Pamplona (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com José da Fonseca.

23. Maria Antónia de Jesus (Angra Do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Santa Catarina, Brasil, ?) casada com Mateus José Coelho.

24. Maria da Conceição do Espírito Santo (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1710 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 4 de Agosto de 1783) casada com António Dias de Oliveira.

25. Maria de Jesus Fernandes (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com António de Sousa Breves.

26. Maria do Rosário (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filha de José da Fonseca e Margarida Antónia Pamplona.

27. Maria Tomásia (Santa Barbara, Angra Do Heroísmo, Açores, Portugal, c. 1736 - Brasil, ?) casada com Manuel Ferreira Mello, II.

28. Mateus José Coelho (Angra Do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria Antónia de Jesus.

29. Matheus José de Sousa (Angra do Heroísmo, Ilha de Terceira, Portugal, 1739 - Lages, Santa Catarina, 1821) foi casado, em primeiras núpcias, com Clara Maria de Ataíde, e pela segunda vez com Maria Josefa de Carvalho. Chegou em Lages, oriundo do Rio de Janeiro, juntamente com seu sogro, como integrante da "Bandeira de Corrêa Pinto", em 1766, fundando a Vila de Lages, SC.

30. Matheus Simões Pires (Angra Do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, c. 1724 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 25 de Abril de 1819) foi casado com Catarina Inácia da Purificação Gonçalves Borges, deu início à grande descendência da família Simões Pires no sul do País.


31. Matias Cardoso de Almeida (Ilha Terceira, Portugal, ? - Brasil) Matias Cardoso, sertanista, acompanhava o pai desde adolescente, em bandeiras bravias de caça aos índios. Em 1664 já conhecia as trilhas que levavam de São Paulo ao norte, varando as Minas Gerais futuras e diz-se que até dava preferência até a um caminho que ele próprio traçara, passando por Atibaia e Sapucaí, de onde afugentara o resto dos terríveis índios lopos, e que ganhou seu nome.

32. Rosa Maria de Jesus (Angra Do Heroísmo, Açores, Portugal, ? - Aiuruoca, Minas Gerais, 20 de Setembro de 1782) casada com António do Vale Ribeiro.

33. Rosa Perpétua de Lima (Sta Barbara das Nove Ribeiras, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1744 - Pelotas, Rio Grande do Sul, 17 de Outubro de 1835) casada com António Rodrigues de Barcelos.

34. Sebastião Machado de Aguiar (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Catharina Antónia do Espírito Santo.

35. Simão de Toledo Piza (Angra Do Heroísmo, Açores, Portugal, c. 1612 - São Paulo, Brasil, c. 1668) casado com Maria Pedroso.


36. Tomé Machado Fagundes (Santa Bárbara , Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, c. 1673 - Brasil, ?) casado com Águeda da Costa.

37. Vicência Inácia da Pureza (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com João Antunes Pinto.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Lista de Emigrantes da cidade de Ponta Delgada Açores que partiram para o Brasil


1.  António Augusto Monteiro de Barros (Santa Maria, Ponte Delgada, Açores, Portugal, c. 1790 - Rio de Janeiro, Brasil, 16 de Novembro de 1843) casado com Virgínia Amália Carneiro de Campos e Maria Constança da Graça Rangel.

2.  António Carvalho Tavares (São Sebastião, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Salvador, Bahia, ?) casado com Margarida Teresa de Negreiros.

3.  Bárbara da Conceição (Santa Bárbara , Ponte Delgada, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 13 de Junho de 1703 - Viamão, Rio Grande do Sul, 23 de Julho de 1794) casada com Diogo Pacheco Louro.

4.  Diogo Pacheco Louro (Santa Bárbara , Ponte Delgada, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 4 de Dezembro de 1699 - Viamão, Rio Grande do Sul, 2 de Julho de 1790) casado com Barbara da Conceição.

5.  Francisco Rodrigues Alves (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846), foi proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa.


6.  José António do Rego (NS dos Anjos, Ponte Delgada, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Teodora Maria Soares.

7.  José Caetano Pereira (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Eugénia Maria de Figueiredo.

8.  José Inácio Borges do Canto (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, c. 1732 - Brasil, ?) filho de José Caetano Pereira e Eugénia Maria de Figueiredo

9.  José de Medeiros e Albuquerque (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1756 - Rio Grande do Sul, 30 de Julho de 1823) casado com Ana Joaquina Leocádia da Fontoura.~

10.  Luzia Francisca da Assunção (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Manuel de Medeiros e Sousa.

11.  Manuel de Medeiros e Sousa (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 27 de Julho de 1716 - Florianópolis, Santa Catarina, 16 de Setembro de 1804) casado com Luzia Francisca da Assunção e Ana de Santiago.


12.  Maria Leopoldina Machado de Câmara (Ponta Delgada, Açores 1812 - Rio de Janeiro, 1849) casou-se com Francisco José de Assis, foi a mãe de Joaquim Maria Machado de Assis.


13.  Maria Teresa de São José (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) filha de José Caetano Pereira e Eugénia Maria de Figueiredo.

14.  Maria Teresa de São José (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filha de António Pereira De Frias e Francisca Rosa, casada com Ventura José Sanhudo.

15.  Nicolau Henriques (São Pedro, Ponta Delgada, Ilha das Flores, Azores, Portugal, ? - Brasil, c. 1841) casado com Josefa del Jesus.


16.  Pedro Medeiros da Costa (Santo António, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - São Paulo, c. 1762) casado com Isabel dos Reis.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A Açoriana que trabalhou em limpezas e hoje está no topo da Johnson & Johnson


Filha de imigrantes da ilha de São Jorge e de São Miguel, que vieram para os Estados Unidos em 1969, Lúcia foi este mês, aos 41 anos, nomeada vice-presidente de Tecnologias de Informação da multinacional Johnson & Johnson.
A sua ascensão no mundo dos negócios começou quando ainda estudava na universidade e trabalhava em vários locais para pagar os estudos.
"Um dos trabalhos que fiz foi ajudar a minha mãe a limpar casas. Um dia estava a falar com o Sr. Casey, cuja casa estava a limpar, e ele interessou-se pelo que eu estudava e o que queria fazer. Ele trabalhava na Fujitsu América, que estava a lançar uma divisão interactiva. Naquela altura, quase nenhuma empresa tinha um site e fui contratada para aprender a programar HTML", lembra.
Aos poucos, foi aprendendo mais sobre tecnologia e decidiu construir a sua carreira nesta área. "Foi como aprender mais uma língua. Apaixonei-me por ela no meio da excitação do Sillicon Valley e do seu espírito inovador", garante.
Lúcia começou por licenciar-se em línguas estrangeiras, na Universidade de San José, completou um mestrado em literatura na Universidade de Santa Cruz, e quando se voltou para a área dos negócios completou um MBA na Universidade de San Jose e procurou formação adicional em Harvard.
"Nunca procurei títulos. Procurei desafios, áreas em que podia expandir a minha aprendizagem e adquirir mais responsabilidade. Sempre gostei de dar forma a negócios e, com a minha experiência em tecnologia, esta posição é ideal para as minhas aspirações", explica à agência Lusa.
Quando Lúcia decidiu juntar-se à Johnson & Johnson, em 2002, fê-lo porque a companhia lhe "dava a oportunidade de juntar tecnologia com cuidados de saúde de formas que não eram possíveis antes da era da internet".

"Gosto de criar possibilidades onde outros acreditam que elas não existem. Gosto da ideia de dar a uma mãe e a um pai mais tempo com as suas crianças e entusiasma-me a possibilidade de mais pessoas terem acesso a cuidados de qualidade. Acredito que áreas como análise estatística avançada, tecnologia social e ferramentas móveis podem trazer oportunidades que não tínhamos antes", explica.
A multinacional é mais conhecida em Portugal pela sua linha de cuidados para bebé, incluindo o champô, mas a multinacional, que facturou 74.3 mil milhões de dólares no ano passado (cerca de 70 mil milhões de euros) e está presente em 175 países, tem uma vasta área de negócios ligados à tecnologia e saúde, que inclui medicamentos e material médico.
A liderança da empresa diz que a gestora foi escolhida por ter "um misto de capacidades tecnológicas, de estratégia e de execução."
Lúcia cresceu no norte da Califórnia, onde existe uma grande comunidade de imigrantes açorianos, e visita Portugal, onde passou a sua lua-de-mel, sempre que pode.
"Os meus pais sempre falaram português em casa com os cinco filhos. Crescemos a perceber a nossa língua nativa e a ter um gosto profundo por Portugal, a sua história e as nossas raízes", explicou à Lusa.

Em casa, a gestora só fala português com as duas filhas.
"Quando entrei na creche, não sabia falar inglês, apesar de ter nascido no país e sempre ter vivido nele. Mas as crianças aprendem línguas extremamente rápido e algumas semanas depois de começar a escola já sabia inglês suficiente para lidar com os meus colegas", garante.
A luso-americana acredita que ter nascido numa família de imigrantes foi determinante no seu percurso.


Cortesia I LOVE AÇORES

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Estalagem da Serreta na ilha Terceira Açores


A Estalagem da Serreta é uma das obras arquitectónicas mais emblemáticas dos Açores é particularmente conhecida por ter sido o ponto de encontro entre Marcelo Caetano pela Parte de Portugal, Georges Pompidou, pela parte da França e de Richard Nixon pela parte dos Estados Unidos, a quando da cimeira Pompidou/Nixon que se realizou na ilha Terceira em Dezembro de 1971.

Localiza-se junto à Mata da Serreta, uma zona de forte implatação Florestal na freguesia da Serreta.
Trata-se de uma obra do arquitecto João Correia Rebelo e hoje está completamente abandonada.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Vulcão submarino das freguesias da Serreta e Raminho de 1867, a procissão dos Abalos


A freguesia do Raminho, na ilha Terceira, sai à rua numa procissão de penitência que é também um pedido para que a terra não trema, uma tradição que se repete no sábado.
Às 6:30, antes do início de um fim de semana de descanso ou, nalguns casos, de mais um dia de trabalho, a população junta-se para rezar e lembrar as crises sísmicas que afectaram a ilha noutros tempos.

Estima-se que a primeira procissão tenha ocorrido em 1883, três anos depois de o corato do Raminho ter sido elevado a paróquia, e desde esse ano que todos os dias 31 de maio começam ou terminam com o mesmo ritual, mesmo que calhe num dia de semana.
A "procissão dos abalos", como é conhecida, nasceu da aflição das pessoas perante uma crise sísmica, despoletada pelo rebentar de um vulcão submarino ao largo da zona este da ilha Terceira.
A promessa feita durante a crise sísmica foi passada de geração em geração e os sismos frequentes ajudaram a cimentar a motivação.

A procissão não leva filarmónica, por isso as pessoas cantam repetidamente uma avé-maria e uma Santa-Maria e no regresso repetem oito vezes um cântico, invocando Deus pai, Deus filho, o Espírito Santo e a Virgem Maria, à semelhança do que aconteceu na primeira procissão.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Thomas Hickling na ilha de S. Miguel Açores


Thomas Hickling  nasceu em Boston, 21 de Fevereiro de 1745  e faleceu em  Ponta Delgada, 1834. Foi um abastado comerciante norte-americano, vice-cônsul dos Estados Unidos (1795-1834) para as ilhas de São Miguel e de Santa Maria e um dos grandes impulsionadores do comércio da laranja dos Açores para a Grã-Bretanha (que esteve na origem de um do período de grande prosperidade nas ilhas – o ciclo da laranja).
Construiu o palacete onde hoje funciona o Hotel São Pedro em Ponta Delgada e foi um dos pioneiros do desenvolvimento do termalismo no Vale das Furnas ilha de São Miguel, onde construiu o Yankee Hall, núcleo inicial do actual Parque Terra Nostra.
Deixou numerosa descendência, entre a qual se conta William Hickling Prescott (historiador americano), Roberto Ivens (oficial da Armada e explorador de África), Guilherme Ivens Ferraz (oficial da armada que se distinguiu nas campanhas coloniais de António Enes a ponto de ser condecorado com a Ordem da Torre e Espada) e Artur Ivens Ferraz (general, várias vezes ministro e presidente do conselho de ministros num dos governo da ditadura militar que se seguiu ao 28 de Maio de 1926).
Thomas Hickling casou em 1764, aos 19 anos, com Emily Green, de quem teve dois filhos: William e Catherine. Sendo Thomas Hickling partidário da revolução independentista americana, entrou em colisão com as opiniões lealistas do pai, William Hickling, que, temendo que o jovem viesse a ser preso e a colocar toda a família em posição difícil, o terá enviado para Ponta Delgada como delegado comercial no âmbito da nascente expansão do comércio marítimo da Nova Inglaterra. Partiu em 1769, deixando a mulher e os dois filhos em Boston.

Em 1778, após a morte da primeira mulher, que nunca mais voltara a ver, casou com Sarah Falder, uma jovem de Filadélfia que, com os pais, arribara à ilha de São Miguel após um naufrágio.
Foi um dos pioneiros na cultura e comércio da laranja que dos Açores exportava para a Grã-Bretanha e o Báltico, aproveitando o chamado ciclo da laranja que floresceu nos Açores no último quartel do século XVIII e primeira metade do século XIX. Fez fortuna, tornando-se rapidamente num dos homens mais ricos do seu tempo nos Açores.
Em 1795, foi nomeado por Thomas Jefferson, então Secretário de Estado, vice-cônsul dos Estados Unidos (cargo que o filho continuou), iniciando a mais antiga representação diplomática americana em funcionamento contínuo em todo o mundo. Posteriormente foi também nomeado cônsul da Rússia.
Para além dos filhos que deixou em Boston, Thomas Hickling teve larga descendência (contam-lhe 14 filhos) na ilha de São Miguel.

Com gosto requintado, investiu na construção de várias moradias, a mais conhecida das quais é o palacete de estilo inglês (georgiano colonial começado a construir em 1812) fronteiro à igreja de São Pedro em Ponta Delgada onde hoje funciona o Hotel São Pedro. Este palacete foi consulado americano e, durante a presença de forças navais americanas em Ponta Delgada no decurso da I Guerra Mundial, esteve ali instalado o Almirantado Americano e a residência oficial do seu comandante, o contra-almirante Herbert Owar Dunn, que deu o nome ao largo fronteiro.
Nas Furnas construiu uma residência de verão, rodeada por um largo jardim (hoje o parque Terra Nostra).
A sua residência principal foi a da Quinta da Glória, em Rosto de Cão, actual Livramento. Construída por volta de 1802, para ela mandou vir mestres dos Estados Unidos que colaboraram com artesãos locais. Tinha um dos mais bonitos jardins de S. Miguel, hoje totalmente desaparecido, e apesar da degradação e abandono a que está votada, continua a ser, ainda hoje, um magnífico exemplar de arquitectura civil pela beleza, funcionalidade e qualidade de construção.
Nunca mais voltou aos Estados Unidos. Thomas Hickling faleceu em 1834 e está enterrado no Cemitério dos Ingleses de Ponta Delgada, deixando numerosa descendência nos Açores, Portugal, Estados Unidos e África do Sul.

O comércio da laranja levou Thomas Hickling ao vale das Furnas. Impressionado pela beleza do local e pelo potencial das águas termais que ali abundam, desde 1770 (o seu nome a esta data foram por ele gravados numa rocha ainda hoje existente junto aos geysers das Caldeiras) que se empenhou no desenvolvimento daquele vale como estância de termal, de veraneio e lazer.
No início do século XIX construiu no centro do vale, nas margens da ribeira de água quente férrea ali existente, um pavilhão, jardim e tanque de água férrea a que chamou “Yankee Hall", pequena construção inspirada no Trianon. São desse tempo vários exemplares de araucária, de tulipeiro e sequóia que formam o núcleo antigo do actual parque Terra Nostra, hoje anexo ao Hotel art déco (construído em 1935 mas totalmente reconstruído em 1997) com o mesmo nome.
A partir de 1842 a propriedade passou a pertencer ao visconde da Praia, que, com o filho, o 1.º Marquês da Praia, iniciou a ampliação e melhoramento do parque e construiu a actual Casa do Parque no lugar do original Yankee Hall. Nessa casa foi recebido o rei D. Carlos aquando da visita que fez aos Açores em 1901.