quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As danças e bailinhos na ilha Terceira , remonta ao tempo dos primeiros povoadores


Nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, reside uma das formas mais peculiares do Carnaval em Portugal, as Danças e Bailinhos de Carnaval. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflecte um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos.
As danças e bailinhos de Carnaval da ilha Terceira são manifestações de teatro popular, acompanhadas por música, com textos em rima, que incluem habitualmente crítica social.

Mais de mil músicos e actores amadores actuam de forma gratuita em cerca de 40 palcos espalhados por toda a ilha, prolongando as actuações pela madrugada dentro, durante quatro dias.

As danças de pandeiro, os bailinhos e as comédias têm um texto cómico, enquanto as danças de espada representam um drama.

Desde Janeiro que decorrem os ensaios em sociedades filarmónicas ou em garagens, mas há quem também comece a preparar o Carnaval com antecedência nos bastidores.


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Há 55 anos um jovem açoriano viajou no trem de aterragem de um avião para chegar à América.


Numa noite de lua cheia, a 9 de Setembro de 1960, Daniel Melo avista o Lockheed Super Constellation que se prepara para levantar voo no extremo da pista principal do aeroporto internacional de Santa Maria. A aeronave das linhas aéreas venezuelanas, um quadrimotor a hélice, reconhecível pelo leme triplo, aquece os motores para descolar rumo a Caracas, via Bermuda. Daniel, de apenas 16 anos, corre pela pista e sobe para o compartimento do trem de aterragem dianteiro. Depois de algumas tentativas falhadas, está em andamento o plano de atravessar o Atlântico e
cumprir o objectivo final de chegar à América — como passageiro clandestino.
Daniel Melo, de baixa estatura, tenta ajeitar-se no compartimento exíguo, enquanto o avião atinge a velocidade de descolagem. O piloto da LAV (Línea Aeropostal Venezolana) faz subir o trem de aterragem. O equipamento hidráulico comprime o passageiro contra a parede de metal, a poucos centímetros da roda em circulação. O movimento repete-se meia dúzia de vezes, porque as portas do compartimento não fecham devidamente. De cada vez que o trem sobe, Daniel Melo quase sufoca. Quando o alçapão se fecha, Daniel abre uma porta interior para a área electrónica e hidráulica do avião - o que terá feito a diferença entre a vida e a morte.
Daniel Correia Melo nasceu a 22 de Novembro de 1943 nas Furnas, na ilha de São Miguel, num meio familiar humilde. Em 1950, com apenas sete anos, acompanhou os pais e dois irmãos quando a família se mudou para Santa Maria. O aeroporto internacional, construído pelos norte-americanos como base militar, no final da II Guerra Mundial, estava no auge da actividade enquanto importante ponto de ligação entre a Europa e as Américas, onde as grandes companhias aéreas faziam escalas para reabastecimento nos voos intercontinentais. A família morava no Bairro Operário e o pai trabalhava no cinema do Aeroporto — onde Daniel via os filmes de Hollywood que o faziam querer procurar uma vida melhor na terra das oportunidades.

O planeamento da viagem começou aos 14 anos — Daniel aprendia o ofício de carpinteiro nas oficinas do Aeroporto e já ouvira relatos de tentativas semelhantes, nos aviões militares que partiam da Base das Lajes, na Terceira. Observou de perto os diferentes tipos de aeronaves, quando fazia incursões pela placa com os amigos, às escondidas da polícia. Escolheu o avião, a companhia aérea e o destino. "O meu plano foi perfeito", recordou ao jornal Portuguese Times, de New Bedford, duas décadas depois da viagem. "Sempre gostei de aventura."

cortesia I love azores

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Igreja de São Sebastião na cidade de Ponta Delgada ilha de S. Miguel Açores

A Igreja Matriz de São Sebastião localiza-se freguesia de São Sebastião, na cidade e concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.
A sua construção remonta a uma ermida sob a invocação de São Sebastião, padroeiro da cidade, erguida após uma grande peste que a assolou, conforme referido pelo cronista Gaspar Frutuoso nas Saudades da Terra.

As obras do actual templo transcorreram entre 1531 e 1547, tendo recebido auxílios dos reis D. João III e D. Sebastião, datando desse período as magníficas portadas em estilo manuelino que chegaram até nós. As portas dos alçados laterais, em estilo barroco, são de basalto da ilha.
Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 39.175, de 17 de Abril de 1953.
Ao longo dos séculos a edificação sofreu profundas transformações em seu conjunto, típico do estilo gótico em Portugal, com detalhes manuelinos e, posteriormente, barrocos. No século XVI, a torre sineira erguia-se no ângulo Nordeste. Na primeira metade do século XVIII, o templo foi objecto de extensa campanha de obras.

O altar-mor era inteiramente em talha dourada, havendo nele riquíssimos panos de azulejos.
O actual relógio na torre foi doado em fins do século XIX por António Joaquim Nunes da Silva.
Até há relativamente poucos anos existiam junto aos púlpitos, nas naves, dois coros, um deles com o órgão onde tocou o padre Joaquim Silvestre Serrão.
Entre as capelas, destacam-se a de Nossa Senhora do Rosário, onde o padre António Vieira instituiu a devoção ao Rosário em Ponta Delgada.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Igreja Matriz de São Sebastião na ilha Terceira Açores


A Igreja Matriz de São Sebastião localiza-se na freguesia de Vila de São Sebastião, concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.
Foi edificada pelos primeiros povoadores da ilha em 1455, tendo sofrido importantes obras de conservação durante o século XVI, mais precisamente as iniciadas em 1568, dado que a sua capela-mor se encontrava bastante arruinada. Nesta data foram acrescentados alguns elementos construtivos ao templo.
O seu interior foi consumido por um grande incêndio em 8 de maio de 1789, tendo as obras de recuperação sido concluída em 1795. Nesta campanha foi coberta grande parte da estrutura original em pedra, assim como muito das pinturas até então existentes nas paredes, tendo se lhe banalizado o frontispício.
Apenas na segunda metade do século XX, a partir de 1964, é que se iniciou uma intervenção de restauro, por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
"Antes das obras de restauro, a igreja matriz de São Sebastião revelava exteriormente muito pouco da sua fábrica primitiva; a construção de 1789 banalizou-lhe o frontispício, escondeu muitos dos elementos, que subsistiam, das construções afonsina e manuelina."
O Dr. Baptista de Lima, numa comunicação ao "XVI Congresso Internacional de História da Arte", resume a evolução, em quatro fases, deste monumento:


"A primeira fase, gótica e arcaisante já para a época, é da fundação da igreja afonsina; compara-a aquele autor [Alfredo da Silva Sampaio] às das igrejas de Santa Clara de Santarém, Santa Maria dos Olivais de Tomar, São Domingos de Guimarães e Sé de Silves, todas do século XIII, duas centúrias anteriores à de São Sebastião."
"São dessa fase a cabeceira poligonal que forma a capela-mor, com seus botaréus, cachorrada e cimalha, bem como as três portas ogivais, a principal e as duas laterais."
"Planta simples, de três naves, cruzeiro com duas capelas manuelinas acrescentadas à planta primitiva - As de Nossa Senhora da Encarnação e dos Passos."
"Numa terceira fase, ainda no século XVI - em 1568 - a capela-mor, talvez por ameaçar ruína, foi inteiramente reconstruída, ficando muito mais ampla, e alinhando com as duas colaterais. Dessa reconstrução data abóbada actual; antes seria de artesões, como as demais capelas da igreja manuelina."
"Mais tarde, durante o século XVII e o século XVIII, a planta da igreja sofre novos acrescentos: a sacristia, o baptistério, uma arrecadação junto da capela dos Passos."
"Finalmente, depois do incêndio de 1789, o frontispício da igreja foi inteiramente modificado ao gosto da época, ficando com um portal barroco, a encobrir a primitiva porta principal, gótica."
"Assim, e com a decoração interior que Alfredo da Silva Sampaio nos descreve, nos começos deste século, permaneceu até às obras de restauro que ali promoveu a direcção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais."

Sobre o seu espólio, do inventário efectuado em 3 de Agosto de 1812 pelo seu tesoureiro, Francisco Manuel Sebastião de Andrade, tombado num dos livros paroquiais, dos ornamentos, paramentos e alfaias de prata (quatro cruzes, seis coroas, outros tantos castiçais, cinco resplendores, e outras peças), apenas restam uma naveta, um turíbulo, uma custódia, seis cálices, o prato de um par de galhetas, o purificador e um vaso pequeno. Tudo o mais, sem se referir os paramentos, pálios e frontais de brocado de ouro, desapareceu desde então.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Emigrantes que partiram para o Brasil da ilha Terceira Açores


13. José António Martins da Costa (São Bento, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Ana Maria da Conceição.

14. José da Fonseca (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil. ?) casado com Margarida Antónia Pamplona.

15. José Machado (Freguesia de São Pedro, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1720 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul) casado com Ana Maria.

16. José da Silva Tavares (Fonte do Bastardo, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, c. 1752 - Herval, Rio Grande do Sul, 29 de Setembro de 1813) casado com Joana Maria dos Santos.

17. José de Sousa Breves (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 2 de Fevereiro de 1748 - Brasil, 8 de Janeiro de 1845) casado com Maria Pimenta de Almeida Frazão. Foi o chefe dos "Breves Graúdos", enquanto os descendentes de seus irmãos eram chamados de "Breves Miúdos", distinguidos assim pelo povo.

18. Manuel Correia Quintana (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria Alves de Oliveira.

19. Manuel Gonçalves, Mancebo (Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, Açores, Portugal, c. 1715 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, c. 1790) casado com Águeda Maria Simões.

20. Manuel Martins Ferreira (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de André Machado e Maria Santa.


21. Manuel de Sousa Breves (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de António de Sousa Breves e Maria de Jesus Fernandes.

22. Margarida Antónia Pamplona (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com José da Fonseca.

23. Maria Antónia de Jesus (Angra Do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Santa Catarina, Brasil, ?) casada com Mateus José Coelho.

24. Maria da Conceição do Espírito Santo (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1710 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 4 de Agosto de 1783) casada com António Dias de Oliveira.

25. Maria de Jesus Fernandes (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com António de Sousa Breves.

26. Maria do Rosário (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filha de José da Fonseca e Margarida Antónia Pamplona.

27. Maria Tomásia (Santa Barbara, Angra Do Heroísmo, Açores, Portugal, c. 1736 - Brasil, ?) casada com Manuel Ferreira Mello, II.

28. Mateus José Coelho (Angra Do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria Antónia de Jesus.

29. Matheus José de Sousa (Angra do Heroísmo, Ilha de Terceira, Portugal, 1739 - Lages, Santa Catarina, 1821) foi casado, em primeiras núpcias, com Clara Maria de Ataíde, e pela segunda vez com Maria Josefa de Carvalho. Chegou em Lages, oriundo do Rio de Janeiro, juntamente com seu sogro, como integrante da "Bandeira de Corrêa Pinto", em 1766, fundando a Vila de Lages, SC.

30. Matheus Simões Pires (Angra Do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, c. 1724 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 25 de Abril de 1819) foi casado com Catarina Inácia da Purificação Gonçalves Borges, deu início à grande descendência da família Simões Pires no sul do País.


31. Matias Cardoso de Almeida (Ilha Terceira, Portugal, ? - Brasil) Matias Cardoso, sertanista, acompanhava o pai desde adolescente, em bandeiras bravias de caça aos índios. Em 1664 já conhecia as trilhas que levavam de São Paulo ao norte, varando as Minas Gerais futuras e diz-se que até dava preferência até a um caminho que ele próprio traçara, passando por Atibaia e Sapucaí, de onde afugentara o resto dos terríveis índios lopos, e que ganhou seu nome.

32. Rosa Maria de Jesus (Angra Do Heroísmo, Açores, Portugal, ? - Aiuruoca, Minas Gerais, 20 de Setembro de 1782) casada com António do Vale Ribeiro.

33. Rosa Perpétua de Lima (Sta Barbara das Nove Ribeiras, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1744 - Pelotas, Rio Grande do Sul, 17 de Outubro de 1835) casada com António Rodrigues de Barcelos.

34. Sebastião Machado de Aguiar (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Catharina Antónia do Espírito Santo.

35. Simão de Toledo Piza (Angra Do Heroísmo, Açores, Portugal, c. 1612 - São Paulo, Brasil, c. 1668) casado com Maria Pedroso.


36. Tomé Machado Fagundes (Santa Bárbara , Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal, c. 1673 - Brasil, ?) casado com Águeda da Costa.

37. Vicência Inácia da Pureza (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com João Antunes Pinto.