quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Os primeiros imigrantes que vieram das regiões da Holanda e Bélgica para os Açores


Govaert Lodwijk que deu origem aos nomes Gularte, Goulart e Luis.

Leon de Hurtere, cujos filhos emigraram para os açores, entre eles Joz van Hurtere que originou

Dultra, Dutra e Horta.

Jacob van Brugge, fundador da Vila da Praia na Ilha Terceira, em janeiro de 1451, com muitos descendentes, incluindo a família "de Bruges" local.

Willem de Kersemakere, que deu origem a Casamaca e Silveira este por sua esposa Margarida de

Sabuya possivelmente seu sobrenome original seria van der Haagen, de onde vem também Vandraga.

Willem van der Bruyn ou Guilherme de Brum.

Joz van Aertrycke que originou o sobrenome da Terra.

Pieter van de Roos, de originou os sobrenome da Rosa

Van de Olm - Fernão Dulmo, que fundou Quatro Ribeiras na Terceira.

van den Berghe (Berge)

Bettencourt


Bormans (Bermans)

Bulscamp (Bulcão)

Van Can (Cao),

Verstraeten (Estrada)

Fabritius Timmermans (Fabrício)

Van der Goes (Gois)

De Groot (Grotas)

Hustaerdt (Hustarte)


Lem, (Leme)

Van der Linden, Verlinden (Linde)

De Lis (Lis, Liz),

de Looze (Luis, Luiz)

Van Praet (Praet)

De Rouze (Rosa)

Silvester (Silvestre),


Van Rossem (Rossem)

Teeuwen, Teewen (Teves)

E os franceses:

French Bouillion (Bulhões)

Dumas (Dumas)

Jacques, Jacobs (Jacques)

Le Merchier (Lemerchier)

Pegas (Pegues, Piques)

Pernet

De Ponte, Dupont (Ponte)

Santes (Sanches, Santos)

sábado, 5 de janeiro de 2019

Feliciano António da Silva Leal


Feliciano António da Silva Leal,  mais conhecido por Coronel Silva Leal, foi um militar e político açoriano, detentor de várias condecorações das Campanhas de África, que foi presidente da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo e Delegado Especial do Governo da República para os Açores (1927). Na qualidade de Delegado do Governo foi um dos principais promotores da reforma do sistema autonómico que resultou na aprovação do Decreto de 16 de Fevereiro de 1928, considerado como grande vitória pelos líderes do segundo movimento autonomista dos Açores.
Feliciano António da Silva Leal nasceu a 26 de Julho de 1876, na freguesia da Praia do Almoxarife, ilha do Faial, tendo enveredado pela vida militar. Como comandante de uma coluna móvel, participou nas Campanhas de África contra as forças alemães durante a Grande Guerra, nomeadamente na campanha do Angoche e na ocupação do distrito de Moçambique. Recebeu diversas condecorações pelo seu desempenho naquelas campanhas, entre as quais a Medalha da Vitória. Foi feito oficial da Ordem de Avis e oficial da Ordem da Torre e Espada, com palma, por decreto de 20 de Janeiro de 1922. Ainda em Moçambique, ingressou na administração colonial, sendo governador do distrito de Moçambique (1918) e do distrito de Quelimane (1919-1925).

Ligado ao movimento militar vencedor do golpe de 28 de Maio de 1926, foi encarregue pela Ditadura Nacional de pacificar os Açores, face às reivindicações do segundo movimento autonomista e às dificuldades sentidas pelo novo poder em lidar com o estatuto de autonomia concedido aos distritos de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo. Para acomodar o novo poder, pelo Decreto n.º 14 402, de 7 de Outubro de 1927, foi criada a
figura de Delegado Especial do Governo da República para os Açores, dotada de um gabinete civil e militar e investido em poderes alargados de coordenação da acção administrativa e políticas no arquipélago.
A criação desta figura político-administrativa foi saudada pelos autonomistas como uma vitória, pois permitia uma maior aproximação ao poder central e uma efectiva centralização do poder no arquipélago dado o seu carácter supra-distrital. A nomeação de Silva Leal recebeu grande apoio local, sendo unânime o elogio da imprensa do tempo, particularmente quando escolheu para seu chefe de gabinete civil o paladino autonomista José Bruno Tavares Carreiro.
Em colaboração com José Bruno Tavares Carreiro e com o conselheiro Luís Bettencourt, elaborou o projecto da criação da Província Autónoma dos Açores, o qual, apesar de nunca ter sido aprovado, esteve na génese do Decreto n.º 15 035, de 16 de Fevereiro de 1928, que se traduziu numa marcada, embora efémera, consolidação dos poderes autonómicos, consagrando algumas das antigas aspirações autonomistas, em especial no campo financeiro.
Como Delegado Especial do Governo foi um dos principais obreiros da implantação do Estado Novo nos Açores. O seu papel foi tão relevante que quando em 1931 se desencadeou um movimento revolucionário contra a ditadura, foi nomeado Comandante Militar dos Açores e encarregue da repressão dos revoltosos.

Foi por duas vezes presidente da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, cargo no qual obteve particular relevo.
Faleceu em Angra do Heroísmo a 6 de Janeiro de 1961. Em Ponta Delgada, por deliberação camarária de 24 de Maio de 1928, o seu nome foi dado à antiga "Rua do Desterro" (nome se devia à ermida ali existente desde 1629 e dedicada a Nossa Senhora do Desterro). Na ilha do Faial o seu nome está perpetuado na Escola Coronel Silva Leal, cita na Praça da República da cidade da Horta, hoje transformada em Centro de Ciência e em cuja sala principal existe uma sua fotografia, e na toponímia do largo existente à beira mar na freguesia da Praia do Almoxarife.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Capela de Nossa Senhora das Vitórias na ilha de S. Miguel Açores


A Capela de Nossa Senhora das Vitórias localiza-se nas Furnas, na ilha de São Miguel, nos Açores. É considerada como um dos mais ricos e originais templos do arquipélago.
Foi mandada erguer por José do Canto, em consequência de um voto formulado por ocasião de uma doença grave de sua esposa. O seu testamento, escrito em 27 de Junho de 1862, reza:

Tendo feito, durante a maior gravidade da moléstia de minha esposa, em 1854, o voto de edificar uma pequena capela da invocação de Nossa Senhora das Vitórias, e não havendo realizado ainda o meu propósito por circunstâncias alheias à minha vontade, ordeno que se faça a dita edificação, no caso que ao tempo da minha morte não esteja feita, no sítio que havia escolhido, junto da Lagoa das Furnas, com aquela decência, e boa disposição em que eu, se vivo fora, a teria edificado
A ermida foi levantada ainda em vida de José do Canto, do que resultou que a mesma ficasse a constituir uma pequena maravilha artística, em estilo neo-gótico, imitando as grandes catedrais europeias. A obra de cantaria foi executada por pedreiros micaelenses sob a chefia do Mestre António de Sousa Redemoinho, de Vila Franca do Campo. A capela ficou muitíssimo valorizada com riquíssimos vitrais.

Foi inaugurada solenemente no dia 15 de Agosto de 1886, ainda em vida de José do Canto, referindo-se os jornais do tempo, a essa festa, em termos elogiosos. A imagem do altar-mor é feita de jaspe e os vitrais que circundam o templo evocam passos da vida de Nossa Senhora desde o nascimento à assumpção.
A Capela de Nossa Senhora das Vitórias foi construída nas imediações da casa de veraneio de José do Canto, que nela se encontra sepultado com sua esposa.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Conde de Simas na ilha Graciosa Açores

Manuel de Simas  nasceu em Santa Cruz da Graciosa, 22 de Dezembro de 1827  e faleceu em  Santa Cruz da Graciosa, 12 de Outubro de 1906,  foi o primeiro e único conde de Simas, título criado por decreto de 14 de Novembro de 1901, de D. Carlos I de Portugal. Foi um dos maiores terra
tenentes da ilha Graciosa. Viveu alguns anos no Arquipélago de São Tomé e Príncipe onde fez uma grande fortuna. Recebeu o título de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa por decreto de 13 de Março de 1873.
Foi filho de Manuel da Cunha Simas e de Francisca Clara de Bettencourt. Casou com Isabel Maria Forjaz da Silveira Brum, de quem não teve filhos, daí não ter havido a continuidade do título apesar de D. Isabel Maria ter voltado a casar, desta feita com Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt, também natural da ilha Graciosa e filho de Diogo de Barcelos Machado de Bettencourt.

Foi o líder do Partido Regenerador na Graciosa.
Sem descendentes, legou à Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, de que o seu sobrinho por afinidade Francisco de Mendonça Pacheco de Melo foi presidente (1893-1899), o palacete onde actualmente aquela entidade se encontra instalada. Em reconhecimento, a edilidade atribuiu o seu nome ao largo fronteiro.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Ilhas de Bruma "Aldeia da Cuada" Ilha das Flores Açores



Localizada numa extensa fajã da costa oeste da ilha, delimitada do lado de terra pela enorme escarpa da Rocha da Fajã, uma falésia que nalgumas zonas excede os 600 m de altura, e do outro por uma linha de costa baixa e muito recortada, a Fajã Grande é composta por três lugares: a Fajã Grande, centro da freguesia e a sua localidade mais populosa; a Ponta da Fajã Grande, uma povoação sita numa estreita fajã encaixada entre o mar e a base da falésia da Rocha da Fajã, a norte da Fajã Grande; e a Cuada, um povoado sito num planalto a sueste, no limite com a freguesia da Fajãzinha, durante muitos anos deserto, hoje um empreendimento de turismo rural classificado como Conjunto de Interesse Municipal.

A Fajã Grande confronta com as freguesias de Ponta Delgada das Flores e Fajãzinha e considera-se o lugar mais ocidental de toda a Europa, já que para oeste apenas lhe fica o desabitado ilhéu do Monchique, descrito pelo padre José António Camões, um nativo da Fajã Grande, nos seguintes termos:
Em distancia de uma lagoa, pouco mais ou menos, a noroeste da ilha, está um alto ilhéu  de pedra chamado Monchique, que sendo bem alto (nada menos de vinte braças de altura) há por vezes mar tão bravo naquela Costa, que o cobre todo, saltando-lhe as ondas por cima.
A Fajã Grande é formada por terrenos detrítico, provenientes da falésia da Rocha da Fajã, produzindo um rico solo, embora pedregoso, o que se alia à abundância de água para fazer dos terrenos da freguesia férteis campos. O abrigo fornecido pela falésia e pela irregularidade do terreno permitiu também a instalação de pomares e de hortas, destacando-se a produção de inhames nos terrenos inundados, considerados os melhores dos Açores. Hoje a maior parte dos terrenos encontra-se abandonada, dada a recessão demográfica que a freguesia sofreu.

O porto da Fajã Grande, outrora uma das principais portas de entrada na ilha, encontra-se hoje reduzido a uma zona balnear, sendo apenas ocasionalmente utilizado pelas embarcações locais. Toda a zona que o rodeia, e a enorme praia de calhau rolado que se prolonga até à Ponta, são hoje uma das mais apreciadas estâncias de lazer da ilha, atraindo banhistas e surfistas de toda a ilha. A grande qualidade ambiental e paisagística do local, pese embora algumas casas construídas recentemente que destoam, dão à freguesia um grande potencial como destino turístico. Já surgiram algumas iniciativas na área da restauração e da hotelaria, com destaque para o complexo de turismo rural da Cuada, que fazem antever um rápido crescimento da indústria turística.
A freguesia alberga também alguns do melhores trilhos pedestres dos Açores, com destaque para aqueles que a ligam a Ponta Delgada das Flores.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

John Philip Sousa 


John Philip Sousa (Washington, 6 de Novembro de 1854— reading, 6 de Março de 1932) foi um compositor e maestro de banda norte americano, do romantismo tardio, popularmente conhecido como O Rei das Marchas, como The Stars and Stripes Forever, marcha oficial dos Estados Unidos. A sua produção musical inclui cerca de 15 operetas e várias canções. Conhecido por ter idealizado e dado nome ao saxofone .
John Philip Sousa nasceu nos Estados Unidos da América, terceiro de dez filhos e filhas de pai Português de origem Açoriana e mãe bávara, de nome: João António de Sousa (John Anthony Sousa) (Sevilha, 22 de Setembro de 1824 - 27 de Abril de 1892) e Maria Elisabeth Trinkhaus (Darmamstadt, 20 de Maio de 1826 - 25 de Agosto de 1908). Os seus pais eram descendentes de portugueses, Espanhoís e Hessianos (Alemães); seus avós paternos eram português e espanhola  refugiados. Sousa iniciou a sua educação musical, tocando violino, como pupilo de João Esputa e G.F. Benkert de harmonia e composição musical com seis anos.
Com a sua própria banda, entre 1892-1931, realizou 15623 concertos..2 Em 1900, a sua banda representa os Estados Unidos na Exposição Universal de Paris (1900).

Morreu de insuficiência cardíaca com 78 anos em 6 de Março de 1932, no seu quarto no Hotel Abraham Lincoln, em Reading, Pensilvânia. Ele tinha conduzido um ensaio de "Stars and Stripes Forever". Ele encontra-se enterrado em Washington, DC no Cemitério do
Congresso.

sábado, 22 de dezembro de 2018

A Genealogia de Jesus Cristo

A Genealogia de Jesus está relatada em dois dos quatro Evangelhos, Mateus e Lucas. Estes relatos são substancialmente diferentes.  Várias explicações têm sido sugeridas e tornou-se tradicional desde, pelo menos, 1490 pressupor que a genealogia dada por Lucas foi traçada através de Maria e que a Mateus o faz através de José.  Académicos modernos geralmente vêem as genealogias como construções teológicas.  Mais especificamente, sugere-se que as genealogias foram criadas com o objectivo de justificar o nascimento de uma criança com linhagem real.
Mateus menciona sinteticamente um total de 46 antepassados que teriam vivido até uns dois mil anos antes de Jesus, começando por Abraão. Em seu relato, o apóstolo cita não somente heróis da fé, mas também menciona os nomes das mulheres estrangeiras que fizeram parte da genealogia tanto de Jesus quanto de Davi, que no caso foram Rute, Raabe e Tamar. Também não omite os nomes dos perversos Manassés e Abias, ou de pessoas que não alcançaram destaque nas Escrituras judaicas. Divide então a genealogia de Jesus em três grupos de catorze gerações: de Abraão até Davi, de Davi até o cativeiro babilônico, ocorrido em 586 a.C., e do exílio judaico até Jesus.
Lucas, por sua vez, aborda a genealogia de Jesus retrocedendo continuamente até Adão, talvez com o objectivo de mostrar o lado humano de Jesus. E, superando Mateus, Lucas fornece um número maior de antepassados de Jesus.  Esta genealogia é considerada por alguns autores como sendo a genealogia da Virgem Maria, a genealogia materna de Jesus, o que explicaria parte das diferenças entre esta e a genealogia apresentada por Mateus.
Os Evangelhos foram escritos com uma finalidade teológica e, portanto, não podem ser considerados, em hipótese alguma, como livros históricos. Não era a intenção desses escribas fazer história, mas de alentar as comunidades cristãs nascentes e de consolidar a nova mensagem que distinguia dos judeus, mas sem romper com a tradição judaica, e distinguia-os dos outros povos, chamados "pagãos".
A genealogia de Jesus, conforme descritas nos evangelhos, tem o intento de dar legitimidade à sua pessoa e aos seus ensinamentos, proclamando que Jesus era aquele esperado e anunciado no AT e fruto da intervenção celestial. Portanto, trata-se de uma mensagem teológica e não histórica que os evangelhos querem passar.

Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou a Jacó (ou Israel); Jacó gerou a Judá e a seus irmãos (cada irmão representa uma das 12 tribos de Israel, dentre elas Judá e Levi - e, desta última, Moisés é descendente);
Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou a Jacó (ou Israel); Jacó gerou a Judá e a seus irmãos (cada irmão representa uma das 12 tribos de Israel, dentre elas Judá e Levi - e, desta última, Moisés é descendente);
Judá gerou de Tamar a Perez e a Zara; Perez gerou a Esrom; Esrom gerou a Arão;
Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe gerou a Naassom; Naassom gerou a Salmom;
Salmom gerou de Raabe a Boaz; Boaz gerou de Rute a Obede; Obede gerou a Jessé,
Jessé gerou ao rei David. David gerou a Salomão daquela que fora mulher de Urias;
Salomão gerou a Roboão; Roboão gerou a Abias; Abias gerou a Asa;

Asa gerou a Josafá; Josafá gerou a Jorão; Jorão gerou a Uzias;
Uzias gerou a Jotão; Jotão gerou a Acaz; Acaz gerou a Ezequias
Ezequias gerou a Manassés; Manassés gerou a Amom; Amom gerou a Josias,
e Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos no tempo do exílio em Babilônia.
Depois do exílio em Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; Salatiel gerou a Zorobabel;
Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde gerou a Eliaquim; Eliaquim gerou a Azor;
Azor gerou a Sadoque; Sadoque gerou a Aquim; Aquim gerou a Eliúde;
Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar gerou a Matã; Matã gerou a Jacó,
e Jacó gerou a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.
Assim todas as gerações desde Abraão até Davi são catorze gerações; também desde David até o exílio em Babilônia, catorze gerações; e desde o exílio em Babilônia até o Cristo, catorze gerações.