sábado, 29 de dezembro de 2018

Ilhas de Bruma "Aldeia da Cuada" Ilha das Flores Açores



Localizada numa extensa fajã da costa oeste da ilha, delimitada do lado de terra pela enorme escarpa da Rocha da Fajã, uma falésia que nalgumas zonas excede os 600 m de altura, e do outro por uma linha de costa baixa e muito recortada, a Fajã Grande é composta por três lugares: a Fajã Grande, centro da freguesia e a sua localidade mais populosa; a Ponta da Fajã Grande, uma povoação sita numa estreita fajã encaixada entre o mar e a base da falésia da Rocha da Fajã, a norte da Fajã Grande; e a Cuada, um povoado sito num planalto a sueste, no limite com a freguesia da Fajãzinha, durante muitos anos deserto, hoje um empreendimento de turismo rural classificado como Conjunto de Interesse Municipal.

A Fajã Grande confronta com as freguesias de Ponta Delgada das Flores e Fajãzinha e considera-se o lugar mais ocidental de toda a Europa, já que para oeste apenas lhe fica o desabitado ilhéu do Monchique, descrito pelo padre José António Camões, um nativo da Fajã Grande, nos seguintes termos:
Em distancia de uma lagoa, pouco mais ou menos, a noroeste da ilha, está um alto ilhéu  de pedra chamado Monchique, que sendo bem alto (nada menos de vinte braças de altura) há por vezes mar tão bravo naquela Costa, que o cobre todo, saltando-lhe as ondas por cima.
A Fajã Grande é formada por terrenos detrítico, provenientes da falésia da Rocha da Fajã, produzindo um rico solo, embora pedregoso, o que se alia à abundância de água para fazer dos terrenos da freguesia férteis campos. O abrigo fornecido pela falésia e pela irregularidade do terreno permitiu também a instalação de pomares e de hortas, destacando-se a produção de inhames nos terrenos inundados, considerados os melhores dos Açores. Hoje a maior parte dos terrenos encontra-se abandonada, dada a recessão demográfica que a freguesia sofreu.

O porto da Fajã Grande, outrora uma das principais portas de entrada na ilha, encontra-se hoje reduzido a uma zona balnear, sendo apenas ocasionalmente utilizado pelas embarcações locais. Toda a zona que o rodeia, e a enorme praia de calhau rolado que se prolonga até à Ponta, são hoje uma das mais apreciadas estâncias de lazer da ilha, atraindo banhistas e surfistas de toda a ilha. A grande qualidade ambiental e paisagística do local, pese embora algumas casas construídas recentemente que destoam, dão à freguesia um grande potencial como destino turístico. Já surgiram algumas iniciativas na área da restauração e da hotelaria, com destaque para o complexo de turismo rural da Cuada, que fazem antever um rápido crescimento da indústria turística.
A freguesia alberga também alguns do melhores trilhos pedestres dos Açores, com destaque para aqueles que a ligam a Ponta Delgada das Flores.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

John Philip Sousa 


John Philip Sousa (Washington, 6 de Novembro de 1854— reading, 6 de Março de 1932) foi um compositor e maestro de banda norte americano, do romantismo tardio, popularmente conhecido como O Rei das Marchas, como The Stars and Stripes Forever, marcha oficial dos Estados Unidos. A sua produção musical inclui cerca de 15 operetas e várias canções. Conhecido por ter idealizado e dado nome ao saxofone .
John Philip Sousa nasceu nos Estados Unidos da América, terceiro de dez filhos e filhas de pai Português de origem Açoriana e mãe bávara, de nome: João António de Sousa (John Anthony Sousa) (Sevilha, 22 de Setembro de 1824 - 27 de Abril de 1892) e Maria Elisabeth Trinkhaus (Darmamstadt, 20 de Maio de 1826 - 25 de Agosto de 1908). Os seus pais eram descendentes de portugueses, Espanhoís e Hessianos (Alemães); seus avós paternos eram português e espanhola  refugiados. Sousa iniciou a sua educação musical, tocando violino, como pupilo de João Esputa e G.F. Benkert de harmonia e composição musical com seis anos.
Com a sua própria banda, entre 1892-1931, realizou 15623 concertos..2 Em 1900, a sua banda representa os Estados Unidos na Exposição Universal de Paris (1900).

Morreu de insuficiência cardíaca com 78 anos em 6 de Março de 1932, no seu quarto no Hotel Abraham Lincoln, em Reading, Pensilvânia. Ele tinha conduzido um ensaio de "Stars and Stripes Forever". Ele encontra-se enterrado em Washington, DC no Cemitério do
Congresso.

sábado, 22 de dezembro de 2018

A Genealogia de Jesus Cristo

A Genealogia de Jesus está relatada em dois dos quatro Evangelhos, Mateus e Lucas. Estes relatos são substancialmente diferentes.  Várias explicações têm sido sugeridas e tornou-se tradicional desde, pelo menos, 1490 pressupor que a genealogia dada por Lucas foi traçada através de Maria e que a Mateus o faz através de José.  Académicos modernos geralmente vêem as genealogias como construções teológicas.  Mais especificamente, sugere-se que as genealogias foram criadas com o objectivo de justificar o nascimento de uma criança com linhagem real.
Mateus menciona sinteticamente um total de 46 antepassados que teriam vivido até uns dois mil anos antes de Jesus, começando por Abraão. Em seu relato, o apóstolo cita não somente heróis da fé, mas também menciona os nomes das mulheres estrangeiras que fizeram parte da genealogia tanto de Jesus quanto de Davi, que no caso foram Rute, Raabe e Tamar. Também não omite os nomes dos perversos Manassés e Abias, ou de pessoas que não alcançaram destaque nas Escrituras judaicas. Divide então a genealogia de Jesus em três grupos de catorze gerações: de Abraão até Davi, de Davi até o cativeiro babilônico, ocorrido em 586 a.C., e do exílio judaico até Jesus.
Lucas, por sua vez, aborda a genealogia de Jesus retrocedendo continuamente até Adão, talvez com o objectivo de mostrar o lado humano de Jesus. E, superando Mateus, Lucas fornece um número maior de antepassados de Jesus.  Esta genealogia é considerada por alguns autores como sendo a genealogia da Virgem Maria, a genealogia materna de Jesus, o que explicaria parte das diferenças entre esta e a genealogia apresentada por Mateus.
Os Evangelhos foram escritos com uma finalidade teológica e, portanto, não podem ser considerados, em hipótese alguma, como livros históricos. Não era a intenção desses escribas fazer história, mas de alentar as comunidades cristãs nascentes e de consolidar a nova mensagem que distinguia dos judeus, mas sem romper com a tradição judaica, e distinguia-os dos outros povos, chamados "pagãos".
A genealogia de Jesus, conforme descritas nos evangelhos, tem o intento de dar legitimidade à sua pessoa e aos seus ensinamentos, proclamando que Jesus era aquele esperado e anunciado no AT e fruto da intervenção celestial. Portanto, trata-se de uma mensagem teológica e não histórica que os evangelhos querem passar.

Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou a Jacó (ou Israel); Jacó gerou a Judá e a seus irmãos (cada irmão representa uma das 12 tribos de Israel, dentre elas Judá e Levi - e, desta última, Moisés é descendente);
Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
Abraão gerou a Isaque; Isaque gerou a Jacó (ou Israel); Jacó gerou a Judá e a seus irmãos (cada irmão representa uma das 12 tribos de Israel, dentre elas Judá e Levi - e, desta última, Moisés é descendente);
Judá gerou de Tamar a Perez e a Zara; Perez gerou a Esrom; Esrom gerou a Arão;
Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe gerou a Naassom; Naassom gerou a Salmom;
Salmom gerou de Raabe a Boaz; Boaz gerou de Rute a Obede; Obede gerou a Jessé,
Jessé gerou ao rei David. David gerou a Salomão daquela que fora mulher de Urias;
Salomão gerou a Roboão; Roboão gerou a Abias; Abias gerou a Asa;

Asa gerou a Josafá; Josafá gerou a Jorão; Jorão gerou a Uzias;
Uzias gerou a Jotão; Jotão gerou a Acaz; Acaz gerou a Ezequias
Ezequias gerou a Manassés; Manassés gerou a Amom; Amom gerou a Josias,
e Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos no tempo do exílio em Babilônia.
Depois do exílio em Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; Salatiel gerou a Zorobabel;
Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde gerou a Eliaquim; Eliaquim gerou a Azor;
Azor gerou a Sadoque; Sadoque gerou a Aquim; Aquim gerou a Eliúde;
Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar gerou a Matã; Matã gerou a Jacó,
e Jacó gerou a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.
Assim todas as gerações desde Abraão até Davi são catorze gerações; também desde David até o exílio em Babilônia, catorze gerações; e desde o exílio em Babilônia até o Cristo, catorze gerações.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

João Afonso das Grotas Fundas na ilha de São Miguel era o terceiro filho do Conde de Benavente, Castela Espanha


João Afonso das Grotas Fundas, o primeiro desta família que veio para a ilha de São Miguel  era filho do terceiro Conde de Benavente Afonso Pimentel .Nasceu em 1450 na Galiza Espanha e casou na Matriz  de S. Miguel Arcanjo Vila Franca do Campo com Isabel Gonçalves.
As famílias Pimenteis e Resendes da ilha de São Miguel desciam de João Afonso de Pimentel, que vieram com esses nomes no último quarto do século 15 "[Famílias Antigas da Povoação]. (Também foi sugerido que ele chegasse no meio do século 15 [James Guill]. "Ele  instalou se  no lugar de Grotas Fundas, na ilha de São Miguel, onde  tinha uma grande família e casa, pelo qual se tornou conhecido na ilha como João Afonso das Grotas Fundas [Frutuoso].
 "" A origem deste João Afonso está envolto em algum mistério, no entanto, seu 5º neto [através de uma filha de João Afonso]. O  Padre Pedro Furtado Leite, esboçou a  sua ascendência numa  carta em que escreveu a  sua mãe era descendente de João Afonso, que, por sua vez, era descendente dos Condes de Benavente, da Espanha. Na verdade, há alguns nobiliários que se referem a um filho do terceiro Conde de Benavente (há uma coincidência perfeita de datas), do nome João Afonso, que deixou a Espanha e desaparece da história. O terceiro Conde de Benavente, Alonso de Pimentel, também conhecido como Conde de Mayorga, foi casado com D. Maria de Quinones y Toledo.


 Os nobiliários subsequentes referiram-se a seu filho João Afonso de Pimentel .  "No entanto, não há mais detalhes em Genealogia de los Condes e Duques de Benavente (na Biblioteca de Madri). [J. Guill] Este filho teria sido 60 a 70 anos quando João Afonso das Grotas Fundas fez sua vontade, seu bispo genial, o padre Belchior Manuel de Resendes, em uma carta, diz que seu 4º avô, João Afonso das Grotas Fundas, era filho de um conde e exilou-se a S. Miguel por ter cometido um crime em no continente Português.

Deixou testamento a 26.11.1511  e faleceu a 2.9.1512.

Deixou descendentes na ilha de S. Miguel.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Afonso Vaz de Azevedo foi um dos povoadores dos Açores


Afonso Vaz de Azevedo foi um dos povoadores dos Açores cujas famílias actuais descendem, uns, de Afonso Vaz de Azevedo, e, outros, de Fernão Vaz de Azevedo, seu sobrinho, os quais passaram nos fins do século XV à ilha Terceira, Açores, onde foram dos primeiros povoadores.
Segundo o Padre António Cordeiro, na sua História Insulana, e outros escritores, procediam da nobre geração e linhagem dos Azevedos, cuja casa solar é a Torre de Azevedo, na freguesia de São Salvador da Lama (Barcelos), do actual concelho de Barcelos, outrora concelho de Prado.
Apesar de não ser possível garantir, é forçoso, porem, confessar, que eram nobres e próximos parentes de João Vaz Corte Real, 1º capitão donatário de Angra do Heroísmo.
 - Afonso Vaz de Azevedo, casou na ilha Terceira com Beatriz Anes de Sousa, filha de Gonçalo Anes de Sousa, Fidalgo da Casa Real e também dos primeiros povoadores da ilha Terceira.
As suas desinteligências com o donatário João Vaz Corte Real forçaram-no a retirar-se para a ilha de São Miguel, onde residiu entre Ponta Delgada e Vila Franca do Campo, no sitio onde existe um pequeno porto de mar, que ele próprio mandou abrir à sua custa e a que foi posto o nome de Afonso Vaz.

Anos depois voltou à ilha Terceira onde veio a falecer tendo deixado alguns filhos bastardos na ilha de são Miguel e as seguintes filhas do seu matrimónio:
Marinha Afonso de Azevedo, casado em Angra do Heroísmo com Diogo Fernandes de Boim.
Joana Pais de Azevedo, e que casou com o seu cunhado, Diogo Fernandes de Boim após a morte da irmã.
Iria Afonso de Azevedo, que também casou em Angra do Heroísmo com Álvaro Dias Vieira.

domingo, 16 de dezembro de 2018

O Açoriano que fundou Vassouras no Brasil e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa


Francisco Rodrigues Alves (Açores, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846) foi um proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa.
Filho de Félix Rodrigues Alves e Teresa de Sousa Furtado, nasceu na freguesia de São Pedro da Ponta Delgada, ilha das Flores, Açores, Portugal. Emigrou para o Brasil ainda pequenino e junto de seus pais ficou estabelecido na região de Sacra Família do Tinguá, actualmente parte de município de Engenheiro Paulo de Frontin.
Em 5 de Outubro de 1782, ele e seu sócio Luís Homem de Azevedo receberam uma sesmaria descrita e localizada no "Sertão da Serra de Santana, Mato Dentro por detrás do Morro Azul". Posteriormente estas terras foram conhecidas como Vassouras, em razão de uma vegetação rasteira que era abundante na região.
Foi um dos primeiros que plantou o café no Vale do Rio Paraíba do Sul, pois em 1792 ele já cultivava "uma horta de cafezeiros, os quais produziam o fruto apenas indispensável para o uso da família" conforme o relato colhido em 1852 por Alexandre Joaquim de Siqueira, o primeiro historiador vassourense.

Nessas suas terras surgiu uma pequena povoação a qual foi erigida, pelo decreto de 15 de Janeiro de 1833, em vila de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras. Portanto, é considerado o fundador da cidade de Vassouras.
Com sua mulher Antónia Barbosa de Sá, de antiga família carioca, foram pais de cinco filhos e origem de uma grande descendência que incluiu por nascimento ou casamento; os barões de Santa Justa, o barão de Ribeirão, o visconde de Cananéia, o barão de Avelar e Almeida, o barão de Maçambará, o visconde de Ibituruna, o barão de Santa Fé, o barão de Meneses, os políticos Maurício de Lacerda e Carlos Lacerda, o jurista Sebastião Lacerda, o escritor Aureliano Cândido Tavares Bastos, o ministro Raul Fernandes, o médico José Jerônimo de Azevedo Lima, o engenheiro Wilkie Moreira Barbosa  , o cantor Lobão, além de muitos outros.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

CARLOS ALBERTO DA SILVA COELHO

CARLOS ALBERTO DA SILVA COELHO, funcionário público aposentado, casado filho de Álvaro José Coelho e de Margarida Vieira da Silva Coelho, nascido a 03 de Novembro de 1947 na freguesia de São Pedro concelho de Angra do Heroísmo, pai de um casal de filhos, coleccionador de Selos, Moedas, Medalhas, Cédulas e História Postal Açoriana entre outros de menor dimensão.

O gosto pela filatelia nasceu aos 13 anos por influência do meu padrinho da  crisma um dos grandes coleccionadores da época na Ilha Terceira, aos poucos fui-me dedicando à Numismática e Medalhística e mais recentemente (cinco anos) iniciei o gosto pela História Postal Açoriana circulada ou não, sendo uma das minhas paixões dentro do coleccionismo.  E  já colaborei em varias exposições de Filatelia, Numismatica e Meddalhistica.