terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Louis Ferreira nasceu na ilha Terceira Açores


Louis Ferreira (também conhecido como Luís Ferreira ou Justin Louis, por vezes grafada como Justin Lewis) é um actor canadense nascido-Português. Ferreira é mais conhecido por seus papéis em stargate universe como Coronel Everett Jovem, serial killer Ray Prager no primeira temporada de Durham county,  Assistant Director do FBI John Pollock em faltante  , e vazio da arte em Saw IV.  Ele está atualmente estrelando na série CTV Motive  como detetive de homicídios de Oscar Vega.
Ferreira nasceu em 20 de Fevereiro de 1967, na Terceira , Açores , e emigrou com seus pais para o Canadá no início de sua vida. Ele cresceu na Jane and Finch bairro em North Yorq , Ontario.
O actor foi pelo nome artístico de Justin Louis por 25 anos até que sua mãe nasceu-Português morreu em 2008, depois que ele decidiu usar seu nome de família e "Louis", uma aproximação do seu nome de baptismo, "Luis".

Currículo de Ferreira inclui mais de 100 diferentes créditos na tela, como ele já apareceu em uma ampla gama de programas de televisão, incluindo papéis principais em Hidden Hills , Durham County , Urban Angel , e ausente . Ele também tem papéis recorrentes ou convidado em vários programas de TV, incluindoNCIS ,  CSI: Crime Scene Investigation ,  e Criminal Minds .  Ele também recebeu as Cartas série de televisão a Deus.
Em 2009, Ferreira foi caracterizado como David Maysles nas HBO premiado filme Grey Gardens  opostos Jessica Lange e Drew Barrymore . Outros créditos no cinema incluem retratando Sarah Polley marido em Dawn of the Dead  , bem como papéis em Shooter  e The Lazarus Criança . Ferreira também apareceu no filme de 1995 Blood and Donuts eo filme de 2007 Saw IV . Outros créditos incluem A Marsh ,  Boozecan,  e The Big Slice,.
Em 2011, ele se tornou conhecido como "A Voz da Mazda", expressando uma série de comerciais para a sua campanha nacional de dois anos ..Outro trabalho de narração inclui Polícia Vince  na série de TV The Dating Guy  e Chet no episódio "Hyde and Go Guincho" em série de desenho animado infantil Tales from the Cryptkeeper.

Ferreira retratado Donald Trump no Trump Unauthorized  e foi um chumbo na minissérie The Andromeda Strain . Ele ganhou o prêmio de Melhor Ator por sua interpretação de Robert (Duke) Romano em arcos caídos no Chicago Alt.Film Fest em 1999.  Em 2008, ele ganhou o Prêmio Gêmeos de Melhor Performance por um actor em um dramático Continuando Liderando Role por seu trabalho retratando o serial killer Ray Prager em Durham County .  Ele foi indicado para o mesmo prémio em 2010, para o papel do Coronel Everett Jovem na série de televisão Stargate Universe . Depois de jogar o recorrente papéis de Declan na quinta temporada da série de TV Breaking Bad  e do coronel Henderson Municipal  em Primeval: New World .  Ele atualmente estrela na série CTV Motive  como detective de homicídios de Oscar Vega. Ele ganhou o Prémio Leo de Melhor Performance de chumbo por um Homem em uma série dramática em 2014.



sábado, 8 de dezembro de 2018

Steve Perry, vocalista de rock luso-americano descendente da ilha do Pico Açores

Steve Ray Perry nasceu em 1949, em Hanford, California, filho único de Raimundo Pereira e Mary C. Quaresma Pereira, filhos de açorianos naturais da ilha do Pico. Cresceu falando português e dessa meninice recorda uma viagem aos Açores.
O pai, que americanizou o nome para Raymond Perry, também era cantor e partiu à procura do sucesso quando Steve contava sete anos e ainda hoje considera a separação dos pais uma "tragédia pessoal do rock".
Mary voltou a casar tinha o filho 12 anos e mudou-se para Lemoore, onde Steve formou a primeira banda dando-lhe nome inspirado no apelido português da família, Peartree, a árvore das pêras em inglês. Aos 16 transferiu-se para Los Angeles correndo atrás do sonho de tornar-se cantor.
Uma fita demo dos Alien Project, banda local onde tocou, chegou, em 1977, às mãos de Herbie Herbet, que procurava vocalista para o Journey e Steve Perry tornou-se a voz da banda, gravou 14 álbuns e vendeu 45 milhões de discos até ao dia em que decidiu fazer carreira a solo.

Os Journey nunca mais fizeram nada sem Steve Perry e ele também não foi longe sem a banda. Ainda assim, o primeiro dos três álbuns a solo, "Street Talk", foi disco platina em 1984 e no ano seguinte brilhou no projecto "We Are the World".

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

JOSÉ LIDUINO MELO DE BORBA


JOSÉ LIDUINO MELO DE BORBA, filho de José de Borba e Maria Quitéria de Melo, nascido a 7 de Fevereiro de 1956 na freguesia de São Mateus da Calheta, concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores.

Desde os 16 anos de idade que escreve, nomeadamente versos e prosa. Tem alguns artigos de opinião publicados em jornais locais.

http://www.liduinoborba.com/

Já publicou os seguintes livros:

01 – “O Clube do Cantinho”, em Outubro de 2007.
Relata a história desta Associação, de que o autor foi um dos fundadores em 1976.

02 – “João Ângelo – O Mestre das Cantorias”, em Abril de 2008.
Biografia do improvisador da ilha Terceira, conhecido por Ti João das Velhas.

03 – “História de São Mateus da Calheta”, em Setembro de 2008.
Retrata uma das freguesias mais antigas da Terceira, desde o povoamento aos nossos dias. Foi uma recolha e investigação histórica de mais de 4 anos.

04 – “David Fagundes – Versos duma Vida”, em Abril de 2009.
Biografia de um interessante repentista popular, natural da Fonte do Bastardo e a residir em Angra do Heroísmo.

05 – “A Família Contente em São Mateus da Calheta”, em Agosto de 2010.
Dados biográficos e genealógicos de dois casais desta família, oriunda da freguesia das Doze Ribeiras, que se estabeleceram em São Mateus, em 1912.


06 – “Visita às Ilhas”, em Agosto de 2009.
Cronologia da viagem de familiares, vindos da Califórnia.

07 – “Almoço n’o Cantinho do Patrão”, em Outubro de 2009.
Relato da homenagem efetuada a Hélder Costa.

08 – “64 – O Toiro das Mulheres”, em Março de 2010.
Relata a vida, peripécias e morte do toiro mais internacionalizado.

09 – “Chafariz da Cerveja”, em Junho de 2011.
História do único chafariz que corre cerveja.

10 – “Adelino Toledo – Uma Voz na Diáspora”, em Junho de 2011.
Biografia do improvisador mais admirado na Califórnia.

11 – “Adelino Toledo – Um Sucesso na Terceira”, em Junho de 2011.
Cronologia da viagem de Adelino Toledo à Terceira, em 2011.

12 – “1958 – Tragédia na Serreta”, em Abril de 2012.
Trata a morte de Celeste, no Pico, na segunda-feira da Serreta.

13 – “Charrua 1910 – 2010”, em Abril de 2012.
Pequena biografia do maior improvisador dos Açores.

14 – “Irmandade do Espírito Santo de Turlock”, em maio de 2012.
História dos 100 anos da Irmandade.


15 – “O Rei da Batata Doce”, em Agosto de 2012.
Biografia de Manuel Eduardo Vieira, um dos maiores produtores de batata doce do mundo, a viver na Califórnia.

16 – “Alcindo – O Profeta do Carnaval”, em Setembro de 2013.
Biografia duma das figuras mais interessantes do Carnaval Terceirense.

17 – “Luís Bretão – Uma Homenagem”, em Setembro de 2013 (em coautoria).
Relato de uma homenagem feita a Luís Bretão.

18 – “Irmandade do Espírito Santo de Gustine”, em Março de 2014.
História dos 100 anos da Irmandade.

19 – “Dois Eventos – Uma Recordação”, em Janeiro de 2014 (em coautoria).
Relato da homenagem e Pezinho a Luís Bretão.

20 – “António Mota – O Cantador”, em Março de 2014 (em coautoria).
Pequena biografia do cantador.

21 – “João Leonel – O Retornado, em Julho de 2014 (em coautoria).
Pequena biografia do cantador.

22 – “João & Cecília Pires – Uma Leitaria em Gustine”, em Outubro de 2014.
Resumo da vida e negócio do casal.


23 – “As Velhas”, em Julho de 2014 (em coautoria).
Recolha de algumas Velhas cantadas.

24-Notas dos cantadores José Pereira e Roberto Toledo.

25 – “A Bíblia da Cantoria”, em Julho de 2014 (em coautoria).
Cantoria entre Turlu e Charrua, em 1938, na Califórnia.

26 – “Cantigas de Improviso por Temas”, em Setembro de 2014.
Escolha de estrofes por temas.

27 – “José Amaral – O Poeta Sentimental”, em Janeiro de 2015.
Resumo biográfico do cantador.

28 – “Élio Leal – Um Aficionado no Canadá”, em Abril de 2015.
História de um emigrante no Canadá.

29 – “O Improviso – Notas Históricas”, em Abril de 2015.
Resumo histórico do improviso.

30 – “Pedro Beleza – Beleza Despercebida”, em maio de 2015.
Resumo biográfico do cantador.

31 – “Francisco Andrade – O Poeta da Caldeira”, em maio de 2015.
Resumo biográfico do cantador.

32 – “João Ângelo – 80 Anos”, em maio de 2015.
O melhor do Ti João.

33 – “As Mulheres na Cantoria Açoriana”, em maio de 2015 (em coautoria).
Compilação de algumas senhoras na Cantoria.

34 – “Paulo Jorge – Improviso e Escritos”, Julho de 2015.
Resumo biográfico do cantador.

35 – “O Pezinho”, em Junho de 2015 (em coautoria).
Notas sobre o Pezinho.


36 – “A Desgarrada”, em Junho de 2015 (em coautoria).
Notas sobre a desgarrada,

37 – “José Santos – O Elo dos Cantadores”, em Setembro de 2015 (em coautoria).
Resumo biográfico do cantador.

38 – “José Eliseu - Testemunhos”, em Julho de 2015 (em coautoria).
Testemunhos sobre o improvisador.

39 – “Improvisadores da Ilha Terceira”, em Março de 2016.
Dados biográficos e versos sobre 209 improvisadores.

40 – “Improvisadores na Diáspora”, em Março de 2016.
Dados biográficos e versos sobre 121 improvisadores.

41 – “A Turlu na Califórnia - 1938”, em Março de 2016.
Viagem da Turlu à Califórnia.

42 – “Arquivo de São Mateus da Calheta I”, em Janeiro de 2017.
Documentos históricos sobre a freguesia.

43 – “José Domingos – O Tocador”, em Abril de 2016 (em coautoria).
Resumo biográfico do tocador.

44 – “João Luís Mariano – O Cantador das Capelas”, em Abril de 2016 (em coautoria).
Resumo biográfico do cantador.

45 – “Forcados Amadores de Turlock”, em Setembro de 2016.
Resumo histórico da tauromaquia na Califórnia e história do Grupo, aos 40 anos.

46 – “Viagem da Lira”, em Março de 2017.
Resumo histórico e viagem da Sociedade Filarmónica Açoriana de Livingston às Sanjoaninas de 2016.

47 – “José Ribeiro – Um Modesto da Ribeirinha”, em Abril de 2017.
Resumo biográfico do cantador.

48 – “Vital Cardoso – O Poeta Marinheiro”, em Julho de 2017.
Resumo biográfico do poeta.

49 – “Manuel da Loka – Um Ganadero na Califórnia”, em Agosto de 2017.
Resumo biográfico.

50 – “Improvisadores da Ilha de São Miguel”, em Outubro de 2017.

51- Improvisadores ( 7 Ilhas ).

Tem entre mãos trabalhos que pretende publicar brevemente:

- “António & Filomena Nunes – Vacas, Toiros e Chocalhos”;

- “Mário Teixeira – Um Bandarilheiro na Califórnia”;

- Três Bispos do século XXI


História e temas da cultura popular são a preferência do autor.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Quando o sonho se transforma em imagem

José Gabriel Silva , nasceu no dia 24 de Março de 1962 na cidade da Horta
Foi em 1980 estudar para Lisboa onde casou  em 1984 com Libania Silva do qual resultou uma filha , Vera Lisa Silva , e passou a viver entre a cidade da Horta e Alhos Vedros .
Como sempre gostou de Fotografia  adquiriu os conhecimentos necessários na arte de Fotografia digital , tira alguns cursos tendo como formador Nelson Favas .
Conhece a maioria dos melhores fotógrafos amadores de Portugal
Neste momento vive ora em Alhos Vedros, Moita, Setúbal, ora na sua cidade Natal (Horta )


Morro de Castelo Branco...ilha do Faial

Creio que as pedras, as rochas, os montes têm espiritualidade...lembram pessoas e coisas que tocam o coração.
Em banho de mar de rosto virado a Oeste...seu turbante faraónico estende-se nas águas. Será Amon Rá que por aqui passou e ficou?!
Tudo pode acontecer e ser.
Sempre, como estou vendo. Porque amo tudo o que me rodeia. E sonho.

( Cortesia a  Raquel Machado )


sábado, 24 de novembro de 2018

Maria da Luz Gomes, a primeira mulher a usar calças na ilha das Flores Açores

Nasceu na freguesia da Fazenda, concelho de Lajes das Flores, em 30 de Janeiro de 1915, filha de Francisco Coelho Gomes e de Maria do Rosário Gomes, onde residiu parte da sua vida.
Como não aproveitou convenientemente a escola primária, a sua instrução era pouca, mas, o suficiente para desenvolver as suas capacidades intelectuais, graças à sua privilegiada inteligência e à excelente memória.
Figura atípica da ilha das Flores, foi sempre uma trabalhadora incansável, dedicando-se desde muito jovem, quer aos trabalhos domésticos das mulheres, quer aos trabalhos rurais dos homens e, sobretudo, à pesca.
Para além de fumar desde jovem, vestia geralmente roupas de homens – numa altura em que eram poucas as mulheres açorianas que ousavam fazê-lo publicamente. Frequentava qualquer tipo de taberna, bebendo lado-a-lado com os homens, sobretudo depois de se separar do marido. No seu tempo as mulheres, para além de não fumarem, não tomavam bebidas alcoólicas, nem frequentavam cafés e muito menos tabernas.
Dela o escritor faialense, Manuel Greves – que viveu temporariamente nas Flores – para evidenciar a sua força e teimosia, escreveu o seguinte em “Aventuras de Baleeiros”: “E certo é, também, que [o mar] não venceu arrancar de cima dum bico de rocha, numa tarde, as mãos fortes, pegadas a uns músculos rijos, de Maria da Luz, quando andava às lapas, na costa da Fazenda das Lajes das Flores. A corajosa mulher, agarrada ao rochedo, praguejava às vagas violentas que a cercavam:”

“ - Ó alma do diabo! Tu serás mais forte do que eu... mas, não és mais teimoso!...”

“E a Maria salvou-se”.

Foi casada com o fazendense Francisco Rodrigues Azevedo. Do casal nasceram as filhas Jesuína (já falecida), Alzira e Judite, pelo que era ela que, com esmerado zelo e amor, cuidava da sua educação, ao mesmo tempo que se esforçava pela manutenção da vida económica do seu lar. As filhas, depois de casadas, viriam a emigrar para o Canadá, na companhia do pai, onde actualmente residem e onde também existem netos que ela adorava.

Durante a sua vida passou por diversas actividades. De início, quando residia na Fazenda, acumulando com a lida da casa, dedicava-se à actividade rural da agro-pecuária, fazendo-o com o conhecimento e a resistência física de um homem. Com a ajuda do marido, lavrava os seus terrenos, semeava e tratava do milho e das demais culturas agrícolas, ordenhava vacas, transportava às costas lenha e alimentação para os animais, alternando essas trabalhos com a actividade da pesca. Recordo-me que foi ela quem me ensinou a lavrar, no Cerrado Grande, com arado de “aiveca”, numa altura em que, devido à minha juventude, meu pai não tinha paciência para me deixar “dar um reguinho” – orgulho de qualquer jovem rural do meu tempo.
Certamente para facilidade do trabalho que fazia começou a usar calças de homem desde jovem. Por esse motivo dava nas vistas, constando que, por essa razão, chegou a ser detida pela polícia na ilha Terceira, no tempo em que eram proibidos os “travestis” na via pública, valendo-lhe então o Chefe da PSP, António Gonçalves, também ele um florentino natural de Lajes das Flores que muito bem a conhecia.

Nunca a vimos usar saia, salvo no dia da festa religiosa por ela custeada, na freguesia da Fazenda, no cumprimento anual de uma promessa. Vestia-se assim para nesse dia ir à igreja assistir às cerimónias religiosas que nela se realizavam – fazendo-o com o respeito e a devoção que sempre tivera pela religião Católica.
Mais tarde viria a fixar residência na Vila de Baixo, em Lajes das Flores, mesmo junto do Porto, onda se dedicava quase exclusivamente à pesca e à venda de pescado. A lida da casa aborrecia-a, embora por vezes fosse forçada a fazê-la. Para poder ir legalmente para o mar, as autoridades marítimas chegaram a passar-lhe uma cédula pessoal, já que sua actividade piscatória era essencialmente feita por mar, com uma lancha que chegou a possuir.
Discutia com os companheiros de pesca e com quaisquer homens sobre os problemas e as notícias do dia-a-dia, já que era possuidora de um espírito curioso e contraditório, dedicado a todo o género de actualidades.
Geralmente não tinha interesse pelas conversas das mulheres, situação que fazia com que estas lhe respondessem de igual forma. Animava-se com as discussões que mantinha, parecendo provocá-las para aprender e saber mais.

Odiada por uns e tolerada por outros, tinha especial vocação para se envolver em questões judiciais e polémicas. Era também uma grande frequentadora, como assistente, dos julgamentos realizados no Tribunal das Flores. Certamente por esse motivo livrava-se bem das questões judiciais, que gostosamente provocava, defendendo-se nelas com astúcia.
Apesar de ser temida por alguns, pela sua falta de rigor e pelo seu feitio polémico, em certas ocasiões, era, contudo, muito caridosa e prestável para servir os amigos e todos os que dela necessitassem.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Antero de Quental

Antero Tarquínio de Quental  nasceu em Ponta Delgada, 18 de Abril de 1842  e faleceu em  Ponta Delgada, 11 de Setembro de 1891 ,  foi um escritor e poeta português do século XIX que teve um papel importante no movimento da Geração de 70.
Nascido na Ilha de São Miguel, Açores, filho do combatente liberal Fernando de Quental (Solar do Ramalho - do qual mandou tirar a pedra de armas da família -, 10 de maio de 1814 - Ponta Delgada, Matriz, 7 de Março de 1873) e de sua mulher Ana Guilhermina da Maia (Setúbal, 16 de Julho
de 1811 - Lisboa, 28 de Novembro de 1876). O casal teve sete filhos, sendo Antero o quarto, numa família onde proliferavam as mortes prematuras e a loucura.
Durante a sua vida, Antero de Quental dedicou-se à poesia, à filosofia e à política. Deu início aos seus estudos na cidade natal, mudando-se para Coimbra aos 16 anos, ali estudando Direito e manifestando as primeiras ideias socialistas. Fundou em Coimbra a Sociedade do Raio, que pretendia renovar o país pela literatura.
Em 1861, publicou os seus primeiros sonetos. Quatro anos depois, publicou as Odes Modernas, influenciadas pelo socialismo experimental de Proudhon, enaltecendo a revolução. Nesse mesmo ano iniciou a Questão Coimbrã, em que Antero e outros poetas foram atacados por António Feliciano de Castilho, por instigarem a revolução intelectual. Como resposta, Antero publicou os opúsculo Bom Senso e Bom Gosto, carta ao Exmo. Sr. António Feliciano de Castilho, e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais.

Ainda em 1866 mudou-se para Lisboa, onde experimentou a vida de operário, trabalhando como tipógrafo, profissão que exerceu também em Paris, entre Janeiro e Fevereiro de 1867.
Em 1868 regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós, Abílio de Guerra Junqueiro e Ramalho Ortigão.
Foi um dos fundadores do Partido Socialista Português.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

José da Lata - "O sol " (Recolha 1952) tradicional da Terceira-Açores



José Martins Pereira (Cinco Ribeiras, 6 de Janeiro de 1898 — Terra Chã, 10 de Fevereiro de 1965), mais conhecido por José da Lata, foi um pastor de gado bravo, manobrador de touros nas corridas à corda, que se notabilizou como cantador e improvisador popular. Uma das personalidades que mais marcaram a cultura popular da ilha Terceira no século XX, era um extraordinário animador de festas populares, particularmente como cantador de Reises e do Rancho de matança, peças típicas do folclore terceirense, e como tocador de viola-da-terra.

José da Lata foi uma figura típica da freguesia da Terra Chã, pois apesar de nascido na freguesia de Nossa Senhora do Pilar, viveu a maior parte da sua vida naquela freguesia, no Caminho para Belém, em frente da Canada dos Folhadais.