terça-feira, 30 de outubro de 2018

A erupção do Pico Vermelho e do Chama na ilha Terceira

No dia 21 de Abril de 1761, quando a erupção do Pico Queimado caminhava para o seu termo, nova erupção surgiu cerca de 5 km a les-nordeste do foco eruptivo inicial, num local chamado Chama ou Mistério Velho. Esta segunda erupção teve carácter marcadamente
fissural, produzindo numa primeira fase um monte de bagacina com cerca de 70 metros de altura em relação aos terrenos vizinhos, do qual eram projectadas grandes pedras e areias basálticas (cinzas) que, conforme a direcção do vento, caíam sobre quase toda a ilha.

Depois desta fase inicial, começou a ser libertado lava basáltica muito quente e fluída, que formou um pequeno lago de lava com cerca de 500 m de comprido, a partir do qual se formaram três escoadas:   uma com cerca de 250 m de comprido e 75 m de largura, que se dirigiu para leste parando no lugar do Chama, por encontrar terreno mais elevado,   uma segunda dirigiu-se para noroeste, percorrendo cerca de 2,5 km, com uma largura aproximada de 75 m, formando o mistério do Tamujal, hoje uma língua de terreno florestado; e   uma longa No dia 21 de Abril de 1761, quando a erupção do Pico Queimado caminhava para o seu termo, nova erupção surgiu cerca de 5 km a les-nordeste do foco eruptivo inicial, num local chamado Chama ou Mistério Velho. Esta segunda erupção teve carácter marcadamente fissural, produzindo numa primeira fase um monte de bagacina com cerca de 70 metros de altura em relação aos terrenos vizinhos, do qual eram projectadas grandes pedras e areias basálticas (cinzas) que, conforme a direcção do vento, caíam sobre quase toda a ilha.

Depois desta fase inicial, começou a ser libertado lava basáltica muito quente e fluída, que formou um pequeno lago de lava com cerca de 500 m de comprido, a partir do qual se formaram três escoadas:   uma com cerca de 250 m de comprido e 75 m de largura, que se dirigiu para leste parando no lugar do Chama, por encontrar terreno mais elevado,   uma segunda dirigiu-se para noroeste, percorrendo cerca de 2,5 km, com uma largura aproximada de 75 m, formando o mistério do Tamujal, hoje uma língua de terreno florestado; e   uma longa escoada que dirigindo-se para norte, em direcção à freguesia dos Biscoitos, percorreu quase 6 km ao longo de terreno muito declivoso, atingindo nalguns lugares mais de 1500 m de largura. Esta escoada dividiu-se em dois ramos, um dos quais destruiu 27 casas na freguesia dos Biscoitos, terminando junto à igreja de São Pedro no lugar denominado Juncalinho. O outro ramo correu até ao lugar do Vimeiro, formado aí um extenso mistério.

A lava emitida desta erupção era tão fluída que corria como água, formando nas zonas mais declivosas camadas com pouco mais de 1 m de espessura. A fluidez da lava permitia que as pessoas se aproximassem, havendo histórias de procissões feitas nos Biscoitos em que os fiéis acendiam archotes na lava incandescente.

O cone formada era assimétrico, tendo uma cratera alongada assente sobre a fissura onde se instalou aberta a norte. O cone maior era de bagacina de cor vermelho vivo, daí o nome de Pico Vermelho, estando neste momento totalmente desmantelado devido à extracção de inertes. Os restantes pequenos cones, formados sobre a fissura, são de bagacina preta, estando também muito desmantelados pela extracção.

Os terrenos cobertos pela escoada estão hoje cobertos por matas e por alguns pomares na zona de mais baixa altitude (Juncalinho e Bairro de São Pedro, na freguesia dos Biscoitos). que dirigindo-se para norte, em direcção à freguesia dos Biscoitos, percorreu quase 6 km ao longo de terreno muito declivoso, atingindo nalguns lugares mais de 1500 m de largura. Esta escoada dividiu-se em dois ramos, um dos quais destruiu 27 casas na freguesia dos Biscoitos, terminando junto à igreja de São Pedro no lugar denominado Juncalinho. O outro ramo correu até ao lugar do Vimeiro, formado aí um extenso mistério.
A lava emitida desta erupção era tão fluída que corria como água, formando nas zonas mais declivosas camadas com pouco mais de 1 m de espessura. A fluidez da lava permitia que as pessoas se aproximassem, havendo histórias de procissões feitas nos Biscoitos em que os fiéis acendiam archotes na lava incandescente.

O cone formada era assimétrico, tendo uma cratera alongada assente sobre a fissura onde se instalou aberta a norte. O cone maior era de bagacina de cor vermelho vivo, daí o nome de Pico Vermelho, estando neste momento totalmente desmantelado devido à extracção de inertes. Os restantes pequenos cones, formados sobre a fissura, são de bagacina preta, estando também muito desmantelados pela extracção.

Os terrenos cobertos pela escoada estão hoje cobertos por matas e por alguns pomares na zona de mais baixa altitude (Juncalinho e Bairro de São Pedro, na freguesia dos Biscoitos).

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Vulcão dos Picos Gordos na ilha Terceira

Denomina-se vulcão dos Picos Gordos as erupções que ocorreram no período de 17 de Abril a 29 de Abril de 1761 no lugar dos Picos Gordos, freguesias dos Altares e dos Biscoitos, ilha Terceira, Açores. Apesar de ser normalmente citado como um único vulcão, naquele período ocorreram duas erupções completamente distintas na origem e no material emitido. Esta foi a única erupção que ocorreu em terra na ilha Terceira desde a sua colonização.
O vulcão dos Picos Gordos foi na realidade o resultado de duas erupções, praticamente coincidentes no tempo, mas distintas em tudo o resto:  uma erupção de material traquítico, muito viscoso, que formou um grande domo a oeste da Lagoa do Negro, nas imediações do Pico Gaspar, freguesia dos Altares; e   uma erupção de material basáltico extremamente fluido no lugar do Chama, a leste do Pico Gordo, que formou três escoadas lávicas, uma das quais atingiu o centro da freguesia dos Biscoitos.

As erupções foram precedidas pelo enfraquecimento das fumarolas das Furnas do Enxofre, sitas cerca de 4 km para sueste da zona de erupção, e por uma crise sísmica que começou a ser sentida pelas populações de toda a ilha, mas em particular dos Biscoitos e Altares, a partir de 22 de Novembro de 1760. Ao longo de todo o inverno daquele ano os sismos foram sendo sentidos, com maior ou menor intensidade, até que a partir de 14 de Abril de 1761 surgiu um tremor contínuo que aterrorizou as populações de ambas as costas da parte central da ilha. Pela manhã do dia 17, um enorme estrondo marcou o início da erupção.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

D. Ana Sieuve de Menezes da Rocha Alves


D. Ana Sieuve de Menezes da Rocha Alves [1913-2005]Ana Raymundo da Cunha Sieuve de Menezes da Rocha Alves. Nasceu em Angra do Heroísmo, filha do 3º Conde de Sieuve de Menezes. Casou com o médico e político terceirense, Dr. Joaquim da Rocha Alves.

Grande benemérita, dedicou a vida a causas sociais e filantrópicas. A sua acção no âmbito da acção social, desenvolvida em consonância com as instituições diocesanas, foi durante décadas da maior importância para a sociedade terceirense.

Dirigente muito activa e dinâmica da Acção Católica e da Caritas Diocesana, a sua influência ter-se-é feito sentir de forma determinante na criação de várias instituições de apoio a crianças e a adolescentes em situação precária e teve igualmente papel maior no apoio aos presidiários, através da Obra da Cadeia.


Colaborou durante longos anos nos jornais angrenses e com associações culturais locais, entre as quais o Grupo de Teatro Alpendre, do qual foi sócia fundadora.

Foi distinguida pelo Papa João Paulo II com uma benção apostólica especial e agraciada com a Medalha de Mérito Municipal (Ouro) de Angra do Heroísmo e com o grau de Comendadora da Ordem de Benemerência (Ordem de Mérito).

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Diogo de Teive descobriu as ilhas das Flores e Corvo do Arquipélago dos Açores


Diogo de Teive foi capitão de caravela e escudeiro do Casa do Infante D. Henrique.
Desembarcou na Ilha de Jesus Cristo (Terceira) em 1 de Janeiro de 1451, como ouvidor do Infante D. Henrique. Realizou duas viagens de exploração para Ocidente do Mar dos Açores. Em 1452, no regresso de sua segunda viagem, descobriu as ilhas das Flores e do Corvo. Inicialmente foram consideradas um novo arquipélago, e receberam o nome de Ilhas Floreiras. Celebrou um contrato com o Infante D. Henrique, em 5 de Dezembro de 1452, para instalação na Ilha da Madeira de um engenho hidráulico de açúcar.

Alguns investigadores sugerem que esteve relacionado com o desaparecimento do nobre flamengo Jácome de Bruges, Capitão donatário da ilha. Diogo de Teive veio viver para a Ribeira Brava, após 1472. Diogo de Teive, e seu filho, João de Teive, detiveram direitos sobre as ilhas até 1474, ano em que D. Fernão Teles de Meneses, casado com D. Maria de Vilhena, comprou os direitos sobre as ilhas.


São vários os membros desta família (Teive) que tiveram papel relevo na Ribeira Brava e no país. Destacaram-se, entre outros, Gaspar de Teive (Séc. XVI), D. Aleixo de Teive (Séc. XVI), Frei António de Teive (teólogo, frade de Santo Agostinho, prior de Castelo Branco e Vila Viçosa), Baltazar de Teive (Séc. XVI), e ainda um outro Diogo de Teive, nascido no Séc. XVIII que foi "pagem, e depois, gentil homem do Rei D. Filipe".

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Diogo das Chagas


Diogo das Chagas   nasceu em Santa Cruz das Flores, c. 1584 — e faleceu em  Angra, c. 1661 foi frade franciscano e historiador açoriano. Foi o autor da obra "Espelho Cristalino", uma das principais fontes para o estudo da colonização dos Grupos Central e Ocidental do arquipélago, e da Restauração Portuguesa nos Açores após 1640.
Era filho de Mateus Coelho da Costa, Capitão-mor da ilha das Flores, e de sua esposa, Catarina de Fraga Rodovalho.

Pouco se sabe acerca de sua infância, além do que ele mesmo relata. Concluiu os seus primeiros estudos na cidade de Angra, onde recebeu as ordens menores e, não havendo bispo na Diocese de Angra, partiu para Lisboa em 1612, com o objectivo de ser ordenado padre. Regressou em 1614, tendo iniciado o estudo de Artes no Colégio da Companhia de Jesus em Angra. Em 1616 matriculou-se no curso de Teologia da Universidade de Coimbra, que concluiu em 1620. Regressou no mesmo ano aos Açores, passando a leccionar Teologia no Convento de São Francisco de Angra.

Foi guardião do Convento de São Francisco da Praia (1627) e pregador da custódia (1629). A ele, em conjunto com o seu irmão, frei Mateus da Conceição, deve-se a elevação da custódia franciscana dos Açores separando-se da Província Franciscana dos Algarves, com a instituição da Província Franciscana de São João Evangelista dos Açores (1638). Ela só seria implantada, entretanto, em 1641, após a aclamação de João IV de Portugal.


Amigo pessoal do Capitão-mor Francisco de Ornelas da Câmara, no contexto da Restauração Portuguesa, foi um dos articuladores da chamada "Guerra do Castelo" (27 de Março de 1641 - 4 de Março de 1642), que culminou com a rendição da guarnição Espanhola da Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira.

Em 1646 foi feito vigário provincial dos franciscanos nos Açores, cargo que exerceu até 1649. No exercícios dessa função percorreu em quatro anos sucessivos todo o arquipélago, o que o aproximou das terras e das gentes. Era considerado o "padre mais digno" da Província em 1655, quando convocou a eleição do novo provincial.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Angra do Heroísmo


A  Igreja de Santo Inácio de Loyola, popularmente conhecida como Igreja do Colégio ou Igreja dos Jesuítas, localiza-se no Largo Prior do Crato, junto ao Jardim Duque da Terceira, no Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.
A igreja, erguida pelos religiosos da Companhia de Jesus sob a invocação de Santo Inácio de Loyola, integra o conjunto do Palácio dos Capitães-Generais, sendo visitável no período do Verão, dentro do percurso museológico do palácio. Actualmente   está encerrada para obras de reabilitação e restauro. Quando da sua fundação, tinha por destino servir o Colégio da Companhia de Jesus em Angra. Os seus alicerces foram abertos em 1636-1637, e a sua abertura ao culto religioso data de 17 de Junho de 1651. A 27 de Julho de 1652 foi para aí transladado, em procissão solene, o Santíssimo Sacramento que os jesuítas conservavam na sua primeira casa, na Rua de Jesus.

Após a expulsão da ordem do país, à época do Marquês de Pombal, ficou abandonada até que o 3.º Capitão General dos Açores, D. Lourenço José Boaventura de Almada, no âmbito da requalificação das instalações do antigo Colégio a paço, cedeu as dependências do templo para a Ordem Terceira do Carmo.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto 735/74, DG 297 de 21 de Dezembro de 1974, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.


Danificada pelo terramoto de 1980, encontra-se em processo de restauração desde então.

A Ordem Terceira do Carmo promove, anualmente, a Festa em honra de Nossa Senhora do Carmo no dia 16 de Julho.