sexta-feira, 26 de outubro de 2018

D. Ana Sieuve de Menezes da Rocha Alves


D. Ana Sieuve de Menezes da Rocha Alves [1913-2005]Ana Raymundo da Cunha Sieuve de Menezes da Rocha Alves. Nasceu em Angra do Heroísmo, filha do 3º Conde de Sieuve de Menezes. Casou com o médico e político terceirense, Dr. Joaquim da Rocha Alves.

Grande benemérita, dedicou a vida a causas sociais e filantrópicas. A sua acção no âmbito da acção social, desenvolvida em consonância com as instituições diocesanas, foi durante décadas da maior importância para a sociedade terceirense.

Dirigente muito activa e dinâmica da Acção Católica e da Caritas Diocesana, a sua influência ter-se-é feito sentir de forma determinante na criação de várias instituições de apoio a crianças e a adolescentes em situação precária e teve igualmente papel maior no apoio aos presidiários, através da Obra da Cadeia.


Colaborou durante longos anos nos jornais angrenses e com associações culturais locais, entre as quais o Grupo de Teatro Alpendre, do qual foi sócia fundadora.

Foi distinguida pelo Papa João Paulo II com uma benção apostólica especial e agraciada com a Medalha de Mérito Municipal (Ouro) de Angra do Heroísmo e com o grau de Comendadora da Ordem de Benemerência (Ordem de Mérito).

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Diogo de Teive descobriu as ilhas das Flores e Corvo do Arquipélago dos Açores


Diogo de Teive foi capitão de caravela e escudeiro do Casa do Infante D. Henrique.
Desembarcou na Ilha de Jesus Cristo (Terceira) em 1 de Janeiro de 1451, como ouvidor do Infante D. Henrique. Realizou duas viagens de exploração para Ocidente do Mar dos Açores. Em 1452, no regresso de sua segunda viagem, descobriu as ilhas das Flores e do Corvo. Inicialmente foram consideradas um novo arquipélago, e receberam o nome de Ilhas Floreiras. Celebrou um contrato com o Infante D. Henrique, em 5 de Dezembro de 1452, para instalação na Ilha da Madeira de um engenho hidráulico de açúcar.

Alguns investigadores sugerem que esteve relacionado com o desaparecimento do nobre flamengo Jácome de Bruges, Capitão donatário da ilha. Diogo de Teive veio viver para a Ribeira Brava, após 1472. Diogo de Teive, e seu filho, João de Teive, detiveram direitos sobre as ilhas até 1474, ano em que D. Fernão Teles de Meneses, casado com D. Maria de Vilhena, comprou os direitos sobre as ilhas.


São vários os membros desta família (Teive) que tiveram papel relevo na Ribeira Brava e no país. Destacaram-se, entre outros, Gaspar de Teive (Séc. XVI), D. Aleixo de Teive (Séc. XVI), Frei António de Teive (teólogo, frade de Santo Agostinho, prior de Castelo Branco e Vila Viçosa), Baltazar de Teive (Séc. XVI), e ainda um outro Diogo de Teive, nascido no Séc. XVIII que foi "pagem, e depois, gentil homem do Rei D. Filipe".

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Diogo das Chagas


Diogo das Chagas   nasceu em Santa Cruz das Flores, c. 1584 — e faleceu em  Angra, c. 1661 foi frade franciscano e historiador açoriano. Foi o autor da obra "Espelho Cristalino", uma das principais fontes para o estudo da colonização dos Grupos Central e Ocidental do arquipélago, e da Restauração Portuguesa nos Açores após 1640.
Era filho de Mateus Coelho da Costa, Capitão-mor da ilha das Flores, e de sua esposa, Catarina de Fraga Rodovalho.

Pouco se sabe acerca de sua infância, além do que ele mesmo relata. Concluiu os seus primeiros estudos na cidade de Angra, onde recebeu as ordens menores e, não havendo bispo na Diocese de Angra, partiu para Lisboa em 1612, com o objectivo de ser ordenado padre. Regressou em 1614, tendo iniciado o estudo de Artes no Colégio da Companhia de Jesus em Angra. Em 1616 matriculou-se no curso de Teologia da Universidade de Coimbra, que concluiu em 1620. Regressou no mesmo ano aos Açores, passando a leccionar Teologia no Convento de São Francisco de Angra.

Foi guardião do Convento de São Francisco da Praia (1627) e pregador da custódia (1629). A ele, em conjunto com o seu irmão, frei Mateus da Conceição, deve-se a elevação da custódia franciscana dos Açores separando-se da Província Franciscana dos Algarves, com a instituição da Província Franciscana de São João Evangelista dos Açores (1638). Ela só seria implantada, entretanto, em 1641, após a aclamação de João IV de Portugal.


Amigo pessoal do Capitão-mor Francisco de Ornelas da Câmara, no contexto da Restauração Portuguesa, foi um dos articuladores da chamada "Guerra do Castelo" (27 de Março de 1641 - 4 de Março de 1642), que culminou com a rendição da guarnição Espanhola da Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira.

Em 1646 foi feito vigário provincial dos franciscanos nos Açores, cargo que exerceu até 1649. No exercícios dessa função percorreu em quatro anos sucessivos todo o arquipélago, o que o aproximou das terras e das gentes. Era considerado o "padre mais digno" da Província em 1655, quando convocou a eleição do novo provincial.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Angra do Heroísmo


A  Igreja de Santo Inácio de Loyola, popularmente conhecida como Igreja do Colégio ou Igreja dos Jesuítas, localiza-se no Largo Prior do Crato, junto ao Jardim Duque da Terceira, no Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores.
A igreja, erguida pelos religiosos da Companhia de Jesus sob a invocação de Santo Inácio de Loyola, integra o conjunto do Palácio dos Capitães-Generais, sendo visitável no período do Verão, dentro do percurso museológico do palácio. Actualmente   está encerrada para obras de reabilitação e restauro. Quando da sua fundação, tinha por destino servir o Colégio da Companhia de Jesus em Angra. Os seus alicerces foram abertos em 1636-1637, e a sua abertura ao culto religioso data de 17 de Junho de 1651. A 27 de Julho de 1652 foi para aí transladado, em procissão solene, o Santíssimo Sacramento que os jesuítas conservavam na sua primeira casa, na Rua de Jesus.

Após a expulsão da ordem do país, à época do Marquês de Pombal, ficou abandonada até que o 3.º Capitão General dos Açores, D. Lourenço José Boaventura de Almada, no âmbito da requalificação das instalações do antigo Colégio a paço, cedeu as dependências do templo para a Ordem Terceira do Carmo.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto 735/74, DG 297 de 21 de Dezembro de 1974, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.


Danificada pelo terramoto de 1980, encontra-se em processo de restauração desde então.

A Ordem Terceira do Carmo promove, anualmente, a Festa em honra de Nossa Senhora do Carmo no dia 16 de Julho.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Confraria dos Escravos da Cadeinha na ilha de Santa Maria Açores


A Associação Escravos da Cadeínha, popularmente referida como Confraria dos Escravos da Cadeinha, é uma associação de carácter mutualista, com carácter de confraria, que se localiza no lugar dos Anjos, na freguesia de Vila do Porto, concelho de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Surgiu da devoção secular dos naturais a Nossa Senhora dos Anjos, motivada pelas frequentes incursões de piratas, que raptavam habitantes da ilha com o fim de obterem resgate ou os venderem como escravos no Norte de África.
Desde os fins do século XVI registaram-se ataques de corsários e piratas à ilha, entre os quais destacaram-se os muçulmanos oriundos do Norte de África, os chamados Piratas Mouros. Para promover o resgate dos cativos, ao final do século XVII os habitantes da ilha formaram uma associação, a Irmandade de Nossa Senhora dos Anjos e Escravos da Cadeinha:


"A Irmandade Escravos da Cadeinha surge da devoção a Nossa Senhora dos Anjos pelos naturais da ilha. No séc. XVI era frequente a ilha ser atacada por piratas que saqueavam e capturavam os locais (normalmente pessoas de famílias abastadas) que eram feitos escravos até ser pago o seu resgate. Estes, quando fugidos ou libertos, regressavam à ilha e como forma de agradecimento, criaram a Irmandade Escravos da Cadeinha. Esta Irmandade tinha a seu cargo zelar pelo espólio da igreja e realizar anualmente uma procissão em que os irmãos entoavam cânticos e levavam ao peito dois elos de corrente que simbolizavam o cativeiro."
O templo referido é Ermida de Nossa Senhora dos Anjos, no povoado onde a tripulação de Cristóvão Colombo desembarcou, em Fevereiro de 1493, quando de seu regresso das Américas.
O assalto directamente ligado ao lugar dos Anjos registou-se em 1675, afirma-se que por descuido dos sentinelas. Os mouros desembarcaram a coberto da noite, tendo saqueado a Ermida, violado mulheres e feito onze (?) cativos, entre mulheres e crianças. Como recordação do ataque ficou um chicote na ermida, onde se conserva até aos nossos dias. Quando chegou a Lisboa a notícia deste ataque, o filho do Capitão do Donatário partiu imediatamente para a ilha, transportando "coisas de guerra", para reforço da defesa. Ao mesmo tempo, Frei Paulino embarcou para Ceuta com recursos de modo a resgatar duzentos cativos e dois irmãos, Frei Sebastião e Frei Manuel, que jaziam nas masmorras de Tetuão, cidade próxima ao rio Tânger.

Embora haja referências a uma irmandade ou confraria por volta de 1620 - posterior portanto ao assalto de 1616 - a iniciativa da constituição da Irmandade da Cadeínha deve-se a Frei Gonçalo de São José, que veio para o Convento de Nossa Senhora da Vitória em 1668-1669, que foi o seu principal obreiro. A constituição da Irmandade foi confirmada em 1675 pelo Bispo de Angra, D. Frei Lourenço de Castro.

domingo, 14 de outubro de 2018

Teatro Angrense


O Teatro Angrense localiza-se na rua da Esperança, no Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores. Ao longo de sua história nele se apresentaram diversos nomes da cultura local, nacional e internacional.
No local onde se ergue o teatro, na esquina da rampa que dá acesso ao actual Mercado Duque de Bragança, existiu em 1599 um edifício que servia de armazém a mercadorias importadas. Ali, em um caixote de fazendas oriundas da Índia, iniciou-se o foco da epidemia de peste que assolou a cidade naquele ano, fazendo inúmeras vítimas entre a população.

Como medida profilática, a Câmara Municipal determinou incendiar o edifício, que permaneceu em ruínas até 1862, ano em que um grupo de accionistas se constituiu para construir um teatro. O projecto previa 50 camarotes dispostos em três ordens, 152 lugares na plateia, 63 cadeiras, um pequeno salão no pavimento superior, um palco e 14 camarins.


As instalações do teatro ao longo dos anos mostraram-se pequenas e desconfortáveis: o palco era pequeno e os camarins excessivamente húmidos, a arquitectura, exterior e interior, era pobre diante do meio cultural da cidade, que se expandia no início do século XX.

Cogitou assim a direcção, com a aprovação da Assembleia Geral, transformar e ampliar as suas instalações. O projecto aprovado era de autoria do então major Eduardo Gomes da Silva, iniciando-se as obras em 1919, sob a direcção do mesmo. A inauguração teve lugar em 19 de março de 1926, com a apresentação da Companhia Teatral Maria Matos-Nascimento Fernandes.

O edifício resistiu sem danos de monta ao grande terramoto de 1980, demonstrando a sua solidez. Na década de 1990, na posse da Câmara Municipal, passou por uma campanha de remodelação.

Entre os nomes da música nacional, destacou-se a presença de Rita Guerra em 2008. Igualmente no panorama nacional a presença de um dos vultos do fado português, Carlos do Carmo.

Entre os espectáculos mais recentes, é de destacar a "Madame Butterfly" pela Companhia Lírica Siglo XXI, que se realizou nos dias 7 e 8 de Dezembro de 2008.

Já em 2009, mais concretamente a 14 de Março, a banda Deolinda actuaram no Teatro Angrense.

Foi declarado Imóvel de Interesse Público, como publicado em Jornal Oficial, I Série, nº 49, Resolução n.º 152/89, de 5 de Dezembro, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.

sábado, 13 de outubro de 2018

Jim Costa

Manuel James "Jim" Costa (nascido em 13 de Abril
de 1952) é um político dos Estados Unidos, sendo representante desde 2005. É membro do Partido Democrata. O distrito em que representa tem maioria de latinos.
Nascido em Fresno, era um agricultor de terceira geração. Seus avós vieram dos Açores no século 20.
Costa representou o 30º distrito por 24 anos, servindo na Assembleia Estadual da Califórnia entre 1978 até 1994, e no Senado da Califórnia entre 1994 até 2002.