quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Capitão Frederico Coelho de Melo

Frederico Coelho de Melo,  nasceu  nos  Altares, 25 de Abril de 1895 e faleceu nos Altares a  6 de Outubro de 1971. Foi um militar e pioneiro da aviação militar em Portugal.
Militar do Exército Português foi, na companhia de Salvador Alberto du Courtiils Cifka Duarte e outros, pioneiro da aviação militar no país, lutando pela autonomização da aeronáutica militar como ramo independente das Forças Armadas.
Com a patente de capitão, exercia o cargo de professor na Escola Militar de Aviação em Sintra, quando recebeu o convite para pilotar o voo inaugural do monomotor biplano Avro 504K, batizado como "Açor", a partir do Campo da Achada, na ilha Terceira, no arquipélago dos Açores.
Desse modo, a 4 de Outubro
de 1930, efectuou a primeira descolagem de um avião em terra nos Açores, assinalando a inauguração oficial do aeródromo da Aviação Militar Portuguesa na Achada, na zona planáltica do interior da Terceira.

Afastado da capital da República, manteve-se na Terceira, continuando a voar com o "Açor".
Exerceu o cargo de comandante da Polícia em Angra do Heroísmo em finais da década de 1940, vindo a falecer em sua residência.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo


A Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo iniciou a sua actividade em 1885, então a cargo da Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo, com o nome de Escola de Desenho Industrial de Angra do Heroísmo. Foi assim a primeira escola técnico-profissional pública a funcionar nos Açores, fruto da iniciativa das forças locais, apostadas no desenvolvimento das actividades industriais, em particular as ligadas à construção civil.
Devido às alterações legislativas entretanto verificadas e à extinção das Juntas Gerais devido a reforma administrativa que entretanto ocorreu, em 1890 a Escola de Desenho Industrial transitou para a tutela do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, passando a designar-se por Escola de Desenho Industrial António Augusto de Aguiar, tendo como patrono o ministro António Augusto de Aguiar, entretanto falecido, mas que ocupava o cargo quando a escola foi fundada.

A Escola de Desenho Industrial iniciou a sua actividade num prédio do lado norte da Praça Velha (sito no local onde hoje existe o Hotel de Angra), no centro da cidade de Angra do Heroísmo, tendo como director Ciríaco Tavares da Silva,  e oferecendo ensino diurno e nocturno.
Com a mudança de tutela a Escola foi transferida para os baixos do Palácio dos Capitães Generais, onde então funcionava o Governo Civil do distrito, ficando aí provisoriamente instalada, com saída privativa para o Largo 22 de Junho,  no lado oeste do edifício, confinante com a Rua do Palácio.

Foi de pouca dura o funcionamento da escola na dependências do Governo de Lisboa, já que logo em 1892, devido às dificuldades financeiras do Estado português, foi extinta, apesar de ser frequentada por mais de 100 alunos, um número notável para a época. Valeu-lhe a generosidade de Ciríaco Tavares da Silva, que a manteve aberta a expensas suas até 1896, introduzindo no plano de estudos o ensino prático em oficinas e alargando a oferta de ensino nocturno.

Esgotados os meios do seu director, a escola encerrou em 1896, embora se mantivesse alguma actividade formativa nas oficinas que entretanto tinha adquirido. Com a autonomia administrativa concedida pelo Decreto de 2 de Março de 1895, a Junta Geral foi recriada, assumindo o funcionamento da Escola de Desenho Industrial, a qual reabriu inscrições em 1899, agora denominada Escola de Desenho Industrial e Oficinas Anexas. As instalações passaram a ser na Rua da Rocha (actual n.º 38), mais uma vez provisórias, aguardando a aquisição de um imóvel adequado.
As novas instalações surgiram por legado de D. Catarina Pamplona Corte-Real, a baronesa de Teixeira, viúva do comerciante e político João Tomás Teixeira,  que ofereceu em memória do marido um imóvel na Ladeira de São Francisco, nas traseiras dos Paços do Concelho, para onde a Escola se mudou em 1901, com honras de inauguração com a presença do rei D. Carlos I de Portugal e da rainha consorte D. Amélia de Orleães, então em visita régia às ilhas. O prédio onde funcionou a escola ainda ostenta na sua fachada uma lápide alusiva ao legado, tendo servido durante muitos anos como sede da direcção escolar (hoje alberga serviços municipais).

Em 1904 a escola passou a ser denominada Escola Industrial e Comercial Madeira Pinto, tendo como patrono o conselheiro Ernesto Madeira Pinto, que enquanto Director-Geral do Comércio e Indústria favorecera o ensino industrial. Este nome manteve-se até 10 de Fevereiro de 1938, quando por portaria daquela data passou a designar-se Escola Industrial e Comercial Doutor Salazar.
Esta mudança de nome foi consequência da aquisição em 1937,  pelo governo do Estado Novo, do palacete do comendador João Jorge da Silveira e Paulo, também conhecido como Palacete Silveira e Paulo ou Palacete dos Africanos, na Rua do Galo, que o ofereceu à Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo para nele instalar definitivamente a Escola Industrial e Comercial. Depois de vultosas obras de adaptação, que felizmente deixaram intacto o palacete por se terem centrado nos jardins existentes no seu reduto, a Escola Industrial e Comercial Doutor Salazar mudou-se solenemente a 6 de Janeiro de 1939 para as instalações definitivas.

Em 1948 o Governo de então decidiu retirar o nome dos patronos da denominação dos estabelecimentos de ensino, voltando a escola a chamar-se Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo, designação que manteria até à sua extinção.
A extinção foi consequência da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 80/78, de 27 de Abril, que fundiu o sistema técnico-profissional com o liceal, criando escolas secundárias em substituição de liceus e escolas industriais e comerciais. Perante a extinção do ensino técnico-profissional, o recém formado Governo Regional dos Açores, ainda sem competências consolidadas em matéria de educação, optou pela fusão da Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo com o Liceu Nacional de Angra do Heroísmo. Em consequência, o Governo Regional, pelo Despacho Normativo n.º 59/78, de 12 de Setembro, integrou a Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, e pela Portaria 691/78, de 30 de Novembro, ambos os estabelecimentos foram extintos, dando origem à Escola Secundária de Angra do Heroísmo.

As instalações da extinta Escola Industrial, e todo o seu património, foram afectas à Escola Secundária de Angra do Heroísmo pela Portaria n.º 44/82, de 27 de Julho, passando a funcionar como o Anexo da escola secundária. Em 1998 o Palacete Silveira e Paulo foi entregue à Direcção Regional da Cultura, que depois de obras de restauro, para ali se mudou em 2003, ficando o Anexo restrito às instalações escolares entretanto construídas no reduto do imóvel. Esta situação manteve-se parcialmente até Junho de 2008, altura em que aquele estabelecimento escolar foi definitivamente desactivado com entrada em funcionamento da nova Escola Básica e Secundária Tomás de Borba.

domingo, 30 de setembro de 2018

Segunda lista dos sobrenomes que povoaram os Açores

Diniz

Drummond

Dutra

Dias

Duarte

Dornelles

Damasceno

Dias



Enes

Escobar

Espínola

Espinoza

Estaco

Evangelho

Esteves

Estrada



Fagundes

Falcão

Faria

Farinha

Fagundes

Ferraz

Ferreira

Ferro

Festa

Figueira

Figueiredo

Flores

Fonseca

Fournier

Fontes

Fraga


Fragoso

França

Franco

Furtado de Mendonça

Freitas

Freire

Furtado

Fortunato

Francisco




Gambão

Godinho

Gois, Góis, Goes e Góes

Gomes

Gonçalves

Goulart - origem em Joz Gouilward, da comitiva de um dos três donatários dos Açores: WILLEN VAN DER HAAGEN (Ilha do Faial), JOZ VAN HUESTER (Ilha do Pico) e JOZ VAN AERTRICJCKE (Ilha do Faial). O nome original GOUILWARD transformou-se ao longo do tempo em GALARD(E), GOLART(E),GOULART(E) e GULARTEJOZ GOUILWARD

Gouveia

Guedes

Guerra

Guilherme da Silveira

Guimarães

Gusmão

Guterres

Gomes

Gonçalves



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Manuel de Sousa Meneses


Manuel de Sousa Meneses (Cabo da Praia, 3 de Abril de 1890 — Angra do Heroísmo, 30 de Março de 1958) foi um médico militar, político e historiador, que se notabilizou pelos seus estudos sobre o povoamento dos Açores e sobre a colonização açoriana da ilha de Santa Catarina, Brasil. Cumpriu um mandato como deputado à Assembleia Nacional (1949-1953) e foi governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo (1952-1956). Foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira . Foi pai do general e político Manuel Amorim de Sousa Meneses e do brigadeiro-médico João Homem Lemos de Meneses.
Frequentou o Liceu de Angra do Heroísmo, mas concluiu o ensino secundário no Liceu de Ponta Delgada. Formou-se em Medicina, optando por uma carreira de médico militar no Exército Português.

Como médico militar, nos anos de 1915 e 1916 integrou as forças expedicionárias que fizeram as Campanhas do Sul de Angola, nos anos iniciais da Primeira Guerra Mundial, com o objectivo de impedir a penetração alemão a partir do Sudoeste Africano Alemão e reprimir a insurreição dos povos ovambo que a acompanhava. Quando Portugal entrou na guerra no palco europeu, foi integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP) enviado para em França, aí permanecendo durante os anos de 1917 e 1918. Ferido em combate, foi dado por morto por um erro de identificação.

Terminada a Primeira Guerra Mundial foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 22, então de guarnição ao Castelo de São João Baptista de Angra, onde permaneceu por largos anos como médico do Hospital Militar da Boa Nova.

Para cumprir os requisitos de promoção a tenente-coronel foi nomeado director do Hospital Militar de Évora  (1937), sendo transferido no ano seguinte para Lisboa, já tenente-coronel, e nomeado director do Depósito Geral de Material Sanitário e de Hospitalização (1938). Foi também Inspector de Saúde da 3.ª Região Militar, então com sede em Tomar, cargo que ocupava quando em 1941 passou à reserva.
Na situação de reserva, em 1941 fixou-se na ilha Terceira, mas em 1943 foi chamado ao serviço activo quando chegou aos Açores a força expedicionária organizada para ali garantir a soberania portuguesa no contexto da Segunda Guerra Mundial. Foi então nomeado chefe do Serviço de Saúde do Comando Militar dos Açores, sendo depois nomeado director do Hospital Militar da Terra Chã, cargo que exerceu desde a sua abertura até 1948 .

Foi um dos apoiantes do golpe de 28 de Maio de 1926, desenvolvendo alguma actividade política no contexto da Ditadura Nacional, presidindo de 1928 a 1931 à comissão administrativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo. O seu apoio ao Estado Novo levou-o novamente à presidência da Junta Geral (1949 a 1953), a ser escolhido para deputado à Assembleia Nacional na V Legislatura daquele órgão (1949 a 1953) e depois a ser nomeado governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo (29 de Dezembro de 1952 a 27 de Dezembro de 1956).
Foi presidente da direcção do Lawn Tennis Club de Angra e do Montepio Terceirense, tendo sido durante a sua presidência construída a nova sede do Montepio, na esquina da Rua da Sé com a Rua do Palácio, depois agência do Banco Português do Atlântico.

No parlamento teve uma presença discreta, pertencendo à Comissão de Trabalho, Previdência, Saúde e Assistência. As suas intervenções versaram em geral assuntos locais, nomeadamente os efeitos da crise sísmica de 1950 na Terceira , e questões relacionada com a saúde e com a agro-pecuária .


Ao longo de toda a sua carreira, mas em particular depois de passar à reserva, dedicou-se ao estudo da História dos Açores e à escrita, deixando uma importante obra, caracterizada por uma sólida investigação, mas eivada pela ideologia regionalista inspirada no nacionalismo do Estado Novo, com uma interpretação da história açoriana subordinada ao exacerbado portuguesismo que então se tentava impor. Merecem destaque os seus estudos sobre o povoamento dos Açores e o seu estudo sobre o Hospital da Boa Nova .
Publicou um livro de viagens por Espanha, intitulado Em moeda fraca. Dos Açores às exposições de Sevilha e Barcelona. Em 1942 foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira.

Foi oficial da Ordem de Cristo e da Ordem de Santiago da Espada, comendador da Ordem de Avis e foram-lhe atribuídas as medalhas comemorativas das Campanhas do Sul de Angola (1914-1915). Recebeu pela sua acção em França (1917-1918) a Medalha da Vitória.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Lista dos sobrenomes das primeiras famílias que povoaram os Açores



Abarca - Pedro Abarca Fidalgo de Tuy

Albernaz - João Gonçalves Albernaz, o Tangedor, da Biscaia

Albuquerque - António Maria de Albuquerque do Couto e Brito

Alcântara

Almeida - Miguel Cardoso de Almeida

Alves

Andrade

Antunes

Almeida

Alpoim - Pedro Anes

Ávila - Antão Gonçalves de Ávila

Azevedos - Afonso Vaz de Azevedo

Avelar

Arantes

Araújo

Assunção


Baldaya - Afonso Gonçalves de Antona Baldaya

Barreto

Barros - Lançarote Gonçalves Doraço de Barros

Bettencourt - Francisco de Bettencourt

Barcelos – Pinheiros de Barcelos

Boins - Diogo Fernandes de Boim

Borges - João Borges

Branco

Brito do Rio - Luís de Brito do Rio

Bruges - Jácome de Bruges

Brum - António de Brum



Cabral - Violante Cabral

Cacena - André de Cacena

Câmara - Pedro Álvares da Câmara

Camelo - Fernão Camelo Pereira

Canto - Pedro Anes do Canto

Cardoso - Inês Martins Cardoso

Carneiro

Carvalhal - Francisco Dias do Carvalhal

Carvalho


Carvão - Baltazar Gonçalves Carvão

Castelo Branco - Gaspar Munhoz de Castil Blanque

Castro - Garcia de Castro

Chave - Catarina Gonçalves Chaves

Coelho - João Coelho

Coelho Borges - António Coelho da Costa

Cordeiros - Pedro Cordeiro

Coronel - António Rodrigues Coronel

Correia - Pedro Correia

Corte Real - Vasco Anes Corte Real

Cota da Malha - Pedro Cota da Malha

Coutinho - Pedro Nunes da Fonseca Coutinho

Correa